Pular para o conteúdo principal

(Resenha) Rei Lear - William Shakespeare


Título: Rei Lear
Autor: William Shakespeare
Páginas: 160
Editora: Nova Fronteira (Saraiva de Bolso)

Sinopse: Rei Lear, tragédia escrita entre 1605 e 1606, baseia-se em um conto popular que se integra á história antiga da Inglaterra desde o século XII. Segundo relatos, o velho Rei Lear decidiu medir o grau de afeto de suas três filhas, para escolher como sucessora aquela que mais o amasse. Duas delas se desfizeram em louvores, e a mais nova disse em resposta somente que o queria como pai. Isso pareceu pouco ao rei, que a castigou. Mais tarde, o tempo viria mostrar que a caçula era a única digna do trono, que ela afinal conquistou depois de guerrear contra as irmãs. Shakespeare confere à história uma visão muito pessoal, e apresenta ao público, cruamente, uma experiência extrema de sofrimento, loucura e destruição.

Resenha:

Devo informar mais uma vez de que você não está vendo coisas... Sim, eu li mais uma peça de Shakespeare. 
No ano passado li Otelo e como gostei da experiência pedi aos meus amigos fanáticos por Shakespeare quais outras peças eu poderia ler, e uma das indicações foi Rei Lear.  

Por incrível que pareça, ler Shakespeare é muito bom. Porém, não é o tipo de leitura que deve ser feita à toa. Antes de começar você precisa se preparar mentalmente, e desta vez acabei recebendo uma ajudinha do próprio livro. 

No final de semana passado, estava limpando a minha estante quando um livro caiu na minha cabeça. Peguei o livro e voltei a colocá-lo na estante. Voltei a limpar quando novamente um livro cai na minha cabeça. Olhei para ver que livro era e vi que foi o mesmo livro “Rei Lear”. Por isso acabei decidindo em lê-lo. Já que ao que tudo indica estava muito ansioso para ser lido. 

Na trama nos deparamos com uma seleção de personagens excêntricos e loucos. 
De um lado temos um rei, que por estar velho e por desejar aproveitar sua velhice, decide dividir seu reino entre as filhas: Regan, Goneril e Cordélia. Mas antes de dividir o reino, o rei pede uma prova de amor às filhas, em outras palavras, ele quer que elas puxem o saco até dizer chega. Duas de suas filhas rasgam a seda, e a outra diz que o ama, mas sem rodeios ou palavras bonitas. E como o rei gosta de ser bajulado, vê aquilo como uma ofensa e deserda a filha e a manda para longe. 

Tudo ficaria bem se o rei não fosse um idiota. Apesar de dividir o reino, ele quer continuar a usufruir das regalias e quando suas filhas o negam tal mimo, o rei percebe que julgou mal a filha mais nova.

Uma coisa que percebi é que muitos leitores julgam as filhas mais velhas como sendo bruxas, não estou dizendo que são santas, mas elas tinham razão. O rei abriu mão do reino, não tem que ficar exigindo regalias. 

Não sei se todas as peças de Shakespeare possuem um vilão cheio de ideias e ganancioso. Mas em Otelo como em Rei Lear vemos um super vilão. 
Enquanto o rei está brigando com as filhas, vemos o Conde de Gloucester que também está sendo adulado pelo filho errado. O conde tem dois filhos: Edgar (Filho Legítimo) e Edmund (Filho Bastardo), e é o segundo filho que envenena o pai contra o irmão e vice-versa. 

Depois não contente com isso começa a contar mentiras sobre o pai, para que este caia em desgraça e perca seus títulos. 

“Rei Lear” é um prato cheio para quem gosta de drama, disputas e maldade. Mas como sempre devo avisar que a escrita é difícil, por isso é preciso ler com atenção. 



Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

(Resenha) Para Sempre Ana

Sinopse: Na mística Três Luzes, o leitor percorre inicialmente três momentos afastados no tempo, onde três homens, de três gerações da família Rigotti, experimentam situações-limite pela influência de uma mesma mulher: Ana. A partir daí, a narrativa o leva a uma instigante viagem, nem sempre linear, entre meados do século XX e o início do XXI, na qual os dramas, o passado, o verdadeiro caráter e os segredos de cada personagem são pouco a pouco desnudados. A trama é conduzida pela busca de Ana e pela busca por Ana, forasteira misteriosa que abala os triluzianos e cuja trajetória se funde à dos demais em uma história carregada de luzes e sombras. A busca de Ana arrebata as emoções; a busca por Ana arrebata os sentidos. E ambas surpreendem. Sempre que tudo parece esclarecido, detalhes antes considerados sem importância provocam uma reviravolta geral na história. Até o último capítulo. Descubra se os mais atordoantes segredos de Três Luzes estão mesmo nos céus ou no fundo da alma de s...

(Resenha) Perspicácia - Marco Antonio Rodrigues

Sinopse:   O trabalho reúne 77 textos variados. Fala de atualidades e de antiguidades, ora foca no espírito, ora nas dores, ora toca nas emoções, ora mexe com os instintos, mas em todos os momentos impõe introspecção e obriga a reflexão. As páginas desta obra tranquilizam e nutrem, aquietam e impulsionam, tocam nas feridas de forma medicamentosa. É um livro leve, revigorante e sobretudo transformador. Resenha:  A primeira resenha do ano não poderia ser melhor, já que uma das minhas resoluções de ano novo é ler novos estilos literários. Sempre leio livros de Fantasia, afinal foi esse estilo que me ensinou a apreciar livros. Prometi a mim mesma que em 2013 iria ler mais romances, terror, suspense e por que não livros de auto-ajuda. Calma! Não continuo com ressaca de réveillon, simplesmente quero explorar coisas novas. E não há crime nisso. Confesso que comecei a ler "Perspicácia" com o pé atrás. Sempre tive um certo preconceito com livros de auto-ajuda, mas co...

Entrevistei... Josiane Veiga

Além de fazer resenhas para livros de autores nacionais, agora vou fazer entrevistas. Mas entrevistas com a minha cara, engraçadas e com perguntas doidas. Uma vez ao mês o blog trará um entrevistado. Então se preparem, logo, logo, sairei a caça de autores pelas redes sociais. A primeira "vítima" foi a autora Josiane Veiga. Questionário Legal   Dados da “ Vítima”: Nome: Josiane Veiga Idade: 28. Time do Coração: Grêmio Signo:  Aquário Site:   http://josianeveiga.webnode. com/ Blog:  fic-lovers.blogspot.com Profissão: Securitária Perguntas sérias: 1 – Qual seu estilo literário? Minha linguagem é mais atual, tento ser o menos arcaica possível. Gosto que o leitor visualize a cena como um todo, como se estivesse assistindo a história na tela de um cinema. Já escrevi fantasia, mas minha preferencia é por temas realistas, polêmicos.  2 – Quando decidiu embarcar nessa loucura chamada Escrever? ...