segunda-feira, 21 de outubro de 2013

(Resenha) O Pacto - Joe Hill


Sinopse: Ignatius Perrish sempre foi um homem bom. Tinha uma família unida e privilegiada, um irmão que era seu grande companheiro, um amigo inseparável e, muito cedo, conheceu Merrin, o amor de sua vida.
Até que uma tragédia põe fim a toda essa felicidade. Merrin é estuprada e morta e ele passa a ser o principal suspeito. Embora não haja evidências que o incriminem, também não há nada que prove sua inocência. Todos na cidade acreditam que ele é um monstro.
Um ano depois, Ig acorda de uma bebedeira com uma dor de cabeça infernal e chifres em suas têmporas. Descobre também algo assustador: ao vê-lo, as pessoas não reagem com espanto e horror, como seria de esperar. Em vez disso, entram numa espécie de transe e revelam seus pecados mais inconfessáveis.
Um médico, o padre, seus pais e até sua querida avó, ninguém está imune a Ig. E todos contra ele. Porém, a mais dolorosa das confissões é a de seus irmão, que sempre soube quem era o assassino de Merrin, mas não podia contar a verdade. Até agora.

Sozinho, sem ter aonde ir ou a quem recorrer, Ig vai descobrir que, quando as pessoas que você ama lhe viram as costas e sua vida se torna um inferno, ser o diabo não é tão mau assim.

Resenha:

Parece que finalmente vi que Joe Hill é capaz de escreve algo que não te bota pra dormir. Nada contra seu outro livro “Estrada da Noite”, mas sinceramente, houve alguns momentos em que quis jogar o livro na parede.

Com “O Pacto” o negócio foi diferente. Apesar do livro ficar sempre numa espécie de círculo vicioso. Hora no presente, hora no passado, hora no passado de novo e assim por diante. A cada capítulo vamos descobrindo mais informações e o lado negro de cada personagem.

Em “O Pacto” nos deparamos com Ig Perrish, um homem que está no inferno desde a morte de sua namorada. Ele é o principal suspeito pelo crime. Um ano após o crime e depois de uma tremenda bebedeira. Ig acorda com chifres na testa. Apesar do susto inicial, ele aos poucos vai descobrindo que os chifres têm o poder de fazer com que as pessoas confessem seus segredos mais obscuros, sinistros, bizarros e engraçados (Depende do seu ponto de vista, como meu humor é negro, achei pra lá de hilário) E estou falando da confissão dos policiais, quem já leu o livro sabe do que estou falando.

E é assim que Ig acaba descobrindo quem é o assassino da namorada.
Depois da grande revelação (Que ao meu ver não é tão grande, já que no 3º capítulo eu meio que desconfiei) somos levados por um tour ao passado e vemos como Ig e Merrin se conheceram. Também vemos sua relação com o irmão e amigos.

O legal do livro é que o autor mexe com a nossa cabeça, hora odiamos Merrin e hora sentimos pena. E não só com ela, mas com outros personagens também.
Outro detalhe é como a mente do assassino funciona e tudo o que ele faz para não ser pego. É claro que em alguns momentos sentimos pena do cara, mas outras nem tanto.


Como disse no início da resenha, Joe Hill aprendeu a não botar seus leitores para dormir. Se você ficou com sono lendo “Estrada da Noite” com “O Pacto” vai sentir o oposto.

(Resenha) Branca de Neve e o Caçador - Lily Blake


Sinopse: Há dez anos, a vingativa Rainha Ravenna assassinou o rei na mesma noite em que se casara com ele. No entanto, dominar o reino tornou-se um sofrimento para a Rainha.
Para salvar seus poderes, ela deve devorar um coração puro e Branca de Neve é a única pessoa com esse coração. A fim de captura-la, Ravenna recorre ao Caçador, o único homem que já se aventurou pela Floresta Sombria e sobreviveu. Branca de Neve será morta pelo Caçador? Ou será treinada por ele e se tornará a melhor guerreira que o reino já conheceu?

Resenha:

É a primeira vez que leio um livro que foi escrito a partir do roteiro do filme. Sempre vemos o oposto, então devo dizer que essa experiência foi agradável.

Não é um livro muito longo. Com 200 páginas, que se você estiver sem sono e com tempo pode lê-lo em cinco horas, que foi o que fiz.

Agora vocês devem se perguntar: Se o livro foi adaptado a partir do roteiro, então é igual ao filme, certo? Sim e não.
O andar da trama é o mesmo do filme, com algumas cenas a menos, outras a mais. Como por exemplo: o início do filme, que vemos a mãe de Branca de Neve e cenas de sua infância, mas no livro a cena inicial é o ataque do exercito de sombras e o rei encontrando a vilã presa numa carruagem.

Outro detalhe interessante é que você pode entender melhor os personagens e suas escolhas. Gostei muito mais da Branca de Neve do livro do que do filme. Os únicos personagens que são iguais em ambos são o Caçador e Ravenna. Talvez por terem sido interpretados por atores incríveis, os personagens se tornaram marcantes.

Teve mais um detalhe que o livro supera o roteiro. É na cena em que Branca de Neve é enganada por William (Que na verdade é Ravenna disfarçada) no livro fica claro que Branca de Neve tem apenas um carinho especial por William, como o de irmãos. Já no filme parece que ela o ama de verdade. Então o final (Do filme) fica meio estranho por causa do Caçador e o que ele faz para salvar a mocinha.

Em resumo... O livro apesar de ser baseado no roteiro tem mais alma, sentimento. Talvez as falhas do filme se devem por causa de um detalhe... Kristen Stewart. A atriz não consegue passar emoção. Ela está sempre com a mesma expressão.

Branca de Neve e o Caçador é um bom livro. Bem escrito e com uma leitura fácil e rápida.

SKOOB

Elenco: Kristen Stewart, Charlize Theron, Chris Hemsworth, Sam Claflin, Ian McShane, Bob Hoskins, Ray Winstone, Nick Frost e Toby Jones.
Diretor: Rupert Sanders.

Ano: 2012