segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Falando Um Pouco Sobre Almas




Faz algum tempo que queria fazer este post, mas a falta de tempo atrapalhou um pouco.

Pra quem não sabe, tenho trabalhado em duas Séries/Trilogias. A mais elogiada é A Chave Mestra. Talvez seja por ter um toque de comédia, ação, aventura e um pouco de romance. Já Almas, a outra trilogia não agradou tanto assim, eu sei bem o porquê.

Almas fala sobre anjos, demônios, nefilins, ceifeiros entre outros seres.

Quando decidi criar a trama, lá no ano de 2010/2011 – Isso mesmo, tive a ideia para o livro há quatro anos  – disse a mim mesma que não iria abordar os mesmos temas, que povoam os livros sobre anjos. Que são estes:

1 – Se anjos se apaixonam por humanos são castigados: Não entendo esse fascínio dos escritores em achar que, o fato de um anjo amar um humano seria um pecado mortal. Sei que vou dizer aqui uma coisa que faz parte da minha fé, mas, acredito que Deus não condenaria uma criação sua porque amou outra, que Ele também criou.
É a mesma coisa que se eu castigasse a minha cachorrinha Hermione por abanar o rabo e fazer festa para o meu irmão. Deus proibir um anjo de amar apenas porque Ele deve vir em primeiro lugar parece egoísmo.
Na minha cabeça louca, Deus não é bem assim. E não importa o quanto esteja escrito na Bíblia que Ele é um carrasco. Eu tenho lá minhas dúvidas de que tudo que está escrito seja realmente verdadeiro. É como diz o Sr. Teabing do Código Da Vinci “A Bíblia não veio via fax do céu”.

2 – A alma da mulher amada reencarna e depois ocorre um romance: Se você quer ver isso num livro, vá ler Fallen da Lauren Kate.
Sim, eu abordo reencarnação em Almas. Porém, a alma que reencarna não é uma que vivia no céu e sim, no inferno, e que com uma ajudinha, trapaceia as regras e consegue reencarnar.
Quanto a um possível romance. Bem, isso fica para o segundo volume, que vai explicar muitas coisas estranhas que ocorreram no primeiro livro.

3 – Deus é sádico, louco e não se importa com a humanidade: Novamente, se você gosta desse tema, vá assistir a Constantine (Filme) ou a série, que é bem bacana também.
Como já disse no primeiro tópico, não vejo Deus como um carrasco. Acho que todos os nossos problemas e erros são parte culpa nossa. Por não sabermos usar nosso livre arbítrio corretamente, e também pela culpa de terceiros. É como naquela cena do filme “O Curioso Caso de Benjamim Button”, quando Benjamim explica todas as etapas antes do acidente da Daisy.

Toda a semana recebo recados de leitores, que até gostaram do livro, mas que gostariam de ver esses detalhes que citei acima dentro da trama e que eu deveria alterar a trama, para encaixá-las.

Quero deixar claro, que toda a critica é válida e eu aceito numa boa, porém, há detalhes dentro da trama, que não podem ser alterados. Quando a ideia surgiu, eu já decidi o que aconteceria com cada personagem e qual fim cada um teria. Também decidi que não queria abordar os mesmos temas já existentes em outros livros sobre anjos.
Se alterar o que me pedem vou estragar minha ideia, e terei que abandonar o livro. Posso alterar o vocabulário, alguns diálogos e atitudes, mas a ideia central faz parte do autor e não pode ser alterado. Desculpe.

Agora que já expliquei isso, vou embora e voltar a escrever o segundo volume da trilogia. Fui!!