terça-feira, 24 de março de 2015

(Resenha) Ocultos - Vanessa Araújo


Título: Ocultos - Eclipse Sagrado 
Autor: Vanessa Araújo
Páginas: 510
Editora: Independente

Sinopse: A Grande Sacerdotisa de Mystikal estava perdida na Terra, oculta entre os humanos. Os guerreiros que serviam ao seu trono a procuravam, porém, não eram os únicos. O Coven adversário estava em seu encalço, gerando uma terrível batalha quando ambos os grupos se encontraram, uma peleja que não seria vista pelos olhos humanos, mas que bagunçaria tudo ao seu redor. No meio de todo esse embuste, corações se encantam e, da mesma forma, se quebram. Os antigos laços se rompem, e o herdeiro legítimo de Mystikal luta contra o descendente dos Dragões da Lua Negra pelo amor da mesma guerreira...

Resenha:

Este é o terceiro trabalho que leio da Vanessa e tenho uma coisa a dizer... Esse livro é Foda! Desculpem pelo palavrão é que após concluir a leitura, fiquei encantada, extasiada e outros tantos adas.

Quero deixar claro a autora que gostei muito de seus outros títulos "Quebrando as Regras" e "Sinai", porém, não posso negar que "Ocultos" é o supra-sumo. 
Tem todos os elementos que curto, ação, aventura, personagens sarcásticos e magia. 

Fantasia não é um estilo literário fácil de se escrever. O autor deve pesquisar e muito, e é claro, usar e abusar da sua imaginação. Mas tudo isso tendo como base a mitologia. Podemos criar criaturas mágicas ou até deuses com nomes e características próprias, mas nunca devemos esquecer a mitologia original. 

Em "Ocultos" nos deparamos com Kendra, que rima com quenga (Amei essa parte). Kendra, que num primeiro momento é apenas uma louca fugida do hospício. O que não é mentira. A mulher é doida de pedra. Ao lado de seus fieis amigos, Matt, Fred e Nico. Se envolvem nas operações mais arriscadas, que são arquitetadas pelo mafioso Caleb. 

Espera! Mas você disse que o livro tem magia e parece uma trama, meio O Poderoso Chefão.
Calma, meu povo. Esse é o barato em ler os livros da Vanessa Araújo. As coisas nunca são o que parecem ser. E como o próprio nome do livro sugere. Os fatos estão ocultos. Assim como quem é realmente quem na trama.

Quando digo que há magia, não duvidem, pois é o que encontrarão. Poderia dizer como é que o negócio funciona. Quem são os deuses, os semideuses e toda a parte mística da trama. Mas acreditem, fazer isso é spoiler. É preciso ler para entender o mundo de Mystikal. 

Agora vamos a alguns personagens, não todos. Até porque são vários e alguns não aparecem tanto. Talvez nos próximos volumes.

Kendra - Apesar de gostar de suas sacadas sarcásticas. Não foi um dos meus personagens favoritos. E até que gostei do que aconteceu com ela nos capítulos finais. É a prova de que não devemos perder tempo com a mágoa.

Nico - Tão louco quanto a melhor amiga. É o típico cara na dele... Sossegado. 

Fred - Espero que ele tenha um futuro promissor nos próximos livros. Torci pelo cara. Ele merece coisa melhor. 

Caleb - O malvadão ou nem tanto. Não sei porque, mas fiquei com a sensação de que o cara vai virar escravo de um certo ser superior. E se isso acontecer, vai ser bem feito. 

Garner - Amei, amei, amei. Cada vez que a Kendra não o queria ouvir, ficava com vontade de matá-la. Tenho que concordar com a Saphira. Kendra rima com quenga.

Daniel Lopez - A princípio o achei um frouxo, ainda bem que o cara tomou vergonha na cara e fez alguma coisa útil.

Alec - O rapaz não tem papas na língua. Um verdadeiro folgado, mas no bom sentido. 

Saphira - Esse foi um personagem que amei. Não só por causa das patadas que dava na Kendra, mas pela sua aparência.

Rubi - Outra personagem que promete. Seu futuro ficou incerto e estou curiosa pra saber o que vai acontecer.

William - Esse foi um personagem ao qual não dava nada. Parecia num primeiro momento apenas um pau mandado, mas conforme a trama ia avançando dava para perceber quem era e todas as suas perdas, que foram várias. E devo dizer que de todos os personagens, ele é o melhor construído. Não que os outros sejam ruins. Mas toda a sua trajetória foi muito bem desenvolvida. Teve um momento na trama, que julgava que ele falava com a irmã no celular (No presente). Depois de muito botar a minha cachola para funcionar, percebi a verdade. E disse a mim mesma. Fui enganada, e o pior de tudo, é que eu gostei de tal fato.

"Ocultos" é muito louco. E acreditem que isso não é apenas uma palavra. É a mais pura verdade. 
E atenção: É preciso ler com muita atenção. São nos pequenos detalhes, que toda a verdade está.


domingo, 15 de março de 2015

(Resenha) Métrica - Colleen Hoover


Título: Métrica
Autor: Colleen Hoover
Páginas: 304
Editora: Galera Record

Sinopse: Após a perda inesperada do pai, Layken, de 18 anos, é obrigada a ser o suporte tanto da mãe quanto do irmão mais novo. Por fora, ela parece resiliente e tenaz; por dentro, entretanto, está perdendo as esperanças. Um rapaz transforma tudo isso: o vizinho de 21 anos, que se identifica com a realidade de Layken e parece entendê-la como ninguém. A atração entre os dois é inevitável, mas talvez o destino não esteja pronto para aceitar esse amor.

Resenha:

Sabe aquele livro que todo mundo elogia e você fica com a pulga atrás da orelha?
Não tenho muita sorte com livros que são super elogiados. Normalmente, os leio e me decepciono bonito. Foi assim com Crepúsculo, Fallen, Marcada e Morto ao Anoitecer. Por isso já fiquei vacinada contra livros muito elogiados.

Por essa razão quando peguei emprestado Métrica da autora Colleen Hover, fiquei com os dois pés atrás. A amiga que emprestou queria que eu levasse a trilogia completa, dizendo que eu me arrependeria depois. Mas não quis saber, fiquei apenas com o primeiro volume. 
No mesmo dia li o primeiro capítulo e minha decepção foi imediata. Pensei que se tratava de um livro besta. Um romance sem sal e sem açúcar. E estava mais do que disposta a devolver o livro, mas a minha amiga disse que o primeiro capítulo realmente era chato e que eu precisava ler pelo menos umas trinta páginas. 

Novamente peguei o livro e disse a mim mesma “Se eu ler até a página trinta e for ruim, vou devolver amanhã mesmo”. 
Apenas digo uma coisa: comecei a ler a uma da manhã e fui até as cinco e meia da manhã. Quando dei por mim já tinha lido duzentas páginas.

Métrica é um romance fofo. Diria que é um livro especialmente para o público entre 15 e 24 anos. Mas apesar da fofura, o livro não deixa a desejar. A trama foi bem elaborada, os protagonistas foram bem desenvolvidos e até os secundários. 

Não é um livro que apenas mostra o amor entre dois jovens, mas o amor deles por sua família. O que é algo que sinto falta nos livros. 

Agora vou pegar os outros volumes emprestado. 



(Resenha) Sangue Quente - Isaac Marion


Título: Sangue Quente
Autor: Isaac Marion
Páginas: 256
Editora: Leya 

Sinopse: Em algum momento da história, os zumbis apareceram e agora o mundo está destruído. Os humanos normais fugiram para dentro dos enormes estádios de futebol e lá criaram suas pequenas comunidades. Mas nossa história é contada do ponto de vista de R, um zumbi que se arrasta como os outros, caça como os outros, come carne e cérebros (a mais fina iguaria) como os outros, mas que, às vezes, tem sonhos de como era ser humano, tenta se lembrar de sua vida anterior e filosofa sobre isso.
Um dia, em uma caçada, R encontra Julie e , no meio da carnificina que seu grupo impõe ao dela, algo o impede de matá-la. mas o que aconteceu? Será que ela é diferente? É possível haver atração entre humanos e zumbis? Serão eles Romeu e Julieta de um mundo pós-apocalíptico?

Resenha:

Terminei esse livro há quase uma semana e ainda estou na dúvida, qual era mensagem que o autor queria passar?
Acho que todos sabem que este livro foi adaptado ao cinema e que aqui no Brasil recebeu o nome de “Meu Namorado é um Zumbi”. Eu sinceramente não entendo como é feita a tradução dos títulos dos filmes aqui no Brasil. É cada nome que saí. Enfim...

Quando ouvi falar sobre o filme, finalmente passei a entender o que os fãs mais fanáticos sobre histórias de vampiro sentiram quando Crepúsculo foi lançado. 
Adoro zumbis. Sou viciada em Resident Evil, mas ver um zumbi se comportando como humano e ainda por cima de namoro com uma humana, era demais pra minha cabeça. Daqui a pouco vão fazer uma humana apaixonada por um curupira. 

Confesso que vi o filme antes de ler o livro. E é claro que o filme (Pra mim) foi meia boca. Mas mesmo assim decidi que um dia leria o livro. Comprei o bendito no ano passado e o deixei mofando na minha pilha de livros. Até que um dia decidi lê-lo. 

O livro não é tão ruim. Tem ritmo, os fatos são apresentados aos poucos. Porém, acho que o livro deveria ter sido narrado pela garota. Nada contra o R, o zumbi, mas é que para um zumbi, que mal se lembra do nome, nada sobre seu passado e nem o nome de algumas coisas, o cara tem uma dicção melhor do que muito humano. O cara tem pensamentos profundos e muito filosóficos. Tudo bem que após devorar o cérebro de um personagem X, é aceitável ver R tendo debates filosóficos em sua mente. Mas e antes? Como explicar o fato do cara ser tão profundo? Esse detalhe me deixou um pouco confusa.

Confusa não seria a palavra correta. Na verdade, ainda estou procurando por uma. Após terminar o livro fiquei com uma teoria na cabeça “E se tudo isso for uma grande piada do autor?”.

“Sangue Quente” foi publicado lá fora no ano de 2009. Bem no auge da Série Crepúsculo. E ao ler o trabalho autor, senti uma leve pitada de zoeira com relação ao fato de uma criatura tão bizarra se apaixonar por uma humana sem atrativos, mas que causam uma revolução biológica e comportamental.

Se essa foi a intenção do autor, devo tirar o chapéu.


(Resenha) Um Romance Inesquecível - J. R. Ward

         

Título: Um Romance Inesquecível
Autor: J. R. Ward
Páginas: 352
Editora: Universo dos Livros

Sinopse: As mulheres mais influentes de Manhattan estão sendo assassinadas e Grace, uma linda herdeira da alta sociedade e famosa por sua fabulosa fortuna, é um possível alvo. Relutante, porém vulnerável, ela contrata John Smith para ser seu guarda-costas: um homem intransigente que está disposto a tudo para protegê-la. Ao mudar para o apartamento de Grace o sentimento entre eles começa a mudar. Ela se sente atraída por John, que dita as regras para sua segurança. E ele também não contava com esse desejo incendiário que o tira de qualquer lógica racional. Enquanto as noites de verão começam a ficar cada vez mais quentes, Grace e Smith precisam enfrentar uma escolha crucial: seguir os mandamentos profissionais para afastá-la do possível assassino ou se entregar ao sentimento dessa paixão ardente.

Resenhas:

Começar essa resenha não é fácil. Não que o livro tenha uma trama complexa. Longe disso, mas por que não consigo entender o fascínio das pessoas pelos livros da autora J. R. Ward.

Não estou dizendo que a mulher é uma péssima escritora, não. Apenas acho seus trabalhos muito previsíveis.  O que acaba salvando o livro é sempre a dose de suspense adicionada à trama. 
A trama é bem desenvolvida. Tem ritmo e os fatos não são jogados de uma vez. O problema é que quando cheguei no capítulo 15 já sabia quem era o serial killer e o motivo para seu comportamento. 

O romance também é bem batido. A mocinha em perigo conhece um cara misterioso numa festa, dá uns beijos nele e depois de alguns dias descobre quem ele é realmente, e o pior de tudo, acaba contratando-o como seu guarda-costas. Daí eles ficam no dilema eterno do “Isso é antiético. É contra as regras” e blá, blá, blá.

A parte mais interessante é quando a protagonista descobre segredos interessantes a respeito de seu pai. Um homem que teve uma reputação exemplar. E esse é o detalhe que faz com que você queira ler a continuação.

Não é um livro ruim. É apenas bom. Mas mesmo assim recomendo.



quarta-feira, 4 de março de 2015

Trilogia Almas: A trilogia que quase não saiu



Decidi fazer esse post para comemorar. O segundo volume da Trilogia Almas está quase pronto, falta agora apenas seis capítulos para serem revisados. O negócio está indo mais rápido do que eu esperava, e pensar que a trilogia quase foi jogada fora.

Comecei a criar a trama no ano de 2010. Na época ainda escrevia Lua Escarlate. Mas quando encontrava um tempo livre, pegava meu caderno de anotações e escrevia algum capítulo. Quando o livro ainda está mais na minha cachola do que no papel, costumo escreve os capítulos fora da ordem cronológica. Sei que parece confuso, mas é a única maneira de esvaziar um pouco meu cérebro, que as vezes fica lotado de ideias.

Enfim, após concluir Lua Escarlate em 2011, decidi que era hora de cair de cabeça em Almas. E foi o que fiz, porém algo aconteceu. Terminei o primeiro volume no início de 2012 e iria postar capítulo por capítulo no bookess, para leitura gratuita. Mas conforme ia relendo o livro, percebi que faltava algo. Dois personagens não ficaram do jeito que eu queria.
Thomas (Que não tinha esse nome na época) e Noah, ambos ficaram muito blá! Não sei explicar, ficou sem graça. Thomas ainda dava para engolir, mas com o Noah, não conseguia descobrir qual era o problema.

Não queria jogar fora os dois. Afinal, a ideia do livro era mostrar o relacionamento entre dois irmãos, gêmeos. Sabe aquela coisa do irmão gêmeo do mal. Bem, era isso que eu queria fazer.

Como não consegui descobrir o que tinha feito de errado, encostei o livro e passei a me dedicar a outra série, A Chave Mestra. Passei o ano de 2012 fazendo pesquisa para a outra série e parte do ano de 2013 escrevendo e revisando A Chave Mestra, que foi publicado naquele mesmo ano, em julho. O livro foi tão bem recebido, que pensei que era hora de desistir de Almas. Já estava com ele encostado há quase dois anos e ainda não tinha descoberto o que havia de errado com meus dois personagens. Mas eis que chega o milagre, na verdade foi o meu amigo Fábio.

No final de 2013 vários filmes legais foram lançados e eu fiquei louca para assistir dois, que saíram no mesmo mês. Porém, por falta de dinheiro, decidi assistir apenas um: Jogos Vorazes – Em Chamas. O outro ficou para quando saísse online.

Então, um belo dia estou voltando do trabalho na companhia do meu amigo, Fábio, quando ele diz que vai assistir ao tal outro filme que eu queria ver (Infelizmente não vou dizer o nome do filme) e diz pra mim “Vamos assistir o *&%$*” e eu “Ah, to sem dinheiro. Gastei com Em Chamas” e ele “Não tem problema. Eu pago” e eu “Mas só sobrou as cópias em 3D e é caro” e ele “Eu pago e não se fala mais nisso. Olha, to indo lá na bilheteria” e ele foi.

Ganhei um ingresso e fomos ver o tal filme. Passado uns quarenta minutos chegou uma cena, que mudou o destino de Almas. Na tal cena dois personagens estão batendo um papo. Um deles está tentando colocar algum juízo na cabeça do outro, que apesar de estar todo lascado, ainda acha que é uma diva... A rainha da cocada preta. Mas no final da cena, o cara lascado fica triste e embora não diga nada, está escrito em seu rosto “Sim, você tem razão. Só estou aqui porque fui burro. Me ajuda!”.

E foi com essa cena que descobri o que faltava no Noah. Faltava ironia, sarcasmo, mas ao mesmo tempo uma dose de tristeza e dor. Ele não é mau, apenas apostou nos cavalos errados e se lascou.

É por essa razão, querendo ou não, tive que usar de uma artimanha ou loucura... Usar um ator como inspiração. E eu usei o tal ator, que dá vida ao personagem lascado do filme. Não é o ator 100%. Afinal, não conheço muita coisa sobre o cara. Apenas alguns filmes.

De duas semanas pra cá, ando recebendo alguns recados entusiasmados a respeito de Almas e uma coisa é unânime: Thomas e Noah caíram no gosto dos leitores. Parece que eu acertei. Muitos leitores estão curiosos pela continuação e posso adiantar, que vai ter muito mais coisa sobre esses dois irmãos estranhos.

Agora fiquem com um Quote. A imagem do ator Ian Somerhalder, que segundo minha beta Alana tem tudo a ver com Thomas e Noah.    




Lembrando que Almas Vol. II sai ainda neste mês.

E em breve vou trazer mais post falando de outros personagens.