sábado, 27 de setembro de 2014

Lançamento - Relíquia de Sangue

O post de hoje é para avisar que o 1º Spin-Off de Lua Escarlate já se encontra à venda no Clube de Autores (Versão Impressa) e na Amazon (E-Book).

Eu sei que a data prevista do lançamento estava programada para o dia 3 de outubro, mas como já tinha tudo pronto, achei besteira esperar e decidi publicar.

E o melhor de tudo, a versão e-book estará de graça do dia 27/09 a 30/09, para o desespero do povo que me detesta. Todas as vezes que deixo um livro meu na amazon de graça ou faço uma pequena propaganda do meu trabalho no facebook, o povo que me detesta e fala mal pelas minhas costas, dá o ar da graça. E o mais interessante, é que os abençoados acham que eu não sei.

Só tenho uma coisa a dizer: Não sabe de nada inocente! Eu não sou idiota, só finjo que sou.


Agora fiquem com a sinopse, capa e links.


Sinopse: O ano é 1991 e uma vampira procura vingança.

Quarenta e seis anos após ser traída por sua criação, Violet sai de seu esconderijo e retorna à Londres. Ela vai de encontro à sua informante. Mas antes, Violet recorda seu passado. Um passado cheio de dor, ódio, guerra, amor e traição.

Relíquia de Sangue é o primeiro livro de seis, que contarão um pouco da história de alguns personagens secundários de Lua Escarlate.


sábado, 20 de setembro de 2014

(Resenha) Divergente - Veronica Roth


Sinopse: Numa Chicago futurista, a sociedade se divide em cinco facções – Abnegação, Amizade, Audácia, Franqueza e Erudição – e não pertencer a nenhuma facção é como ser invisível. Beatrice cresceu na Abnegação, mas o teste de aptidão por que passam todos os jovens aos 16 anos, numa grande cerimônia de iniciação que determina a que grupo querem se unir para passar o resto de suas vidas, revela que ela é, na verdade, uma divergente, não respondendo às simulações conforme o previsto.
A jovem deve então decidir entre ficar com sua família ou ser quem ela realmente é.
E acaba fazendo uma escolha que surpreende a todos, inclusive a ela mesma, e que terá desdobramentos sobre sua vida, seu coração e até mesmo sobre a sociedade supostamente ideal em que vive.

Resenha:

Acho que esse mês foi o mês dos livros: “Não quero ler porque estou com medo”.

Divergente também foi um livro que evitei por algum tempo. Sei que o que vou dizer aqui vai deixar muitos fãs de Jogos Vorazes furiosos, mas acho que faço parte da facção Franqueza. O motivo que me fazia evitar Divergente era este: “Esse livro deve ser uma cópia de Jogos Vorazes e deve ter uma protagonista besta a altura da Katniss”.

Agora vou pagar minha boca, porque Divergente não tem nada a ver com Jogos Vorazes, apenas o fato de se passar num mundo distópico.

Poderia falar da trama, mas como o livro já tem muitas resenhas por aí, vou me concentrar no que eu achei da trama.

Li em muitas resenhas, que a trama era parada, porém não senti dessa forma. Talvez seja porque li a versão em inglês. Algumas traduções são mal feitas e até dão outra atmosfera a trama. Também não achei a Tris idiota, pelo menos ela não fica chorando e se lamentando quando o bicho pega, como a Katniss de Jogos Vorazes ou a Juliette de Estilhaça-me.

Outro detalhe foi o Quatro. Não achei o cara tão brucutu como muitos leitores disseram. E muito menos, desprovido de sentimentos. O cara é bruto quando tem que ser e é sentimental quando precisa.

O primeiro livro acaba num momento meio crucial, que deixa muitas perguntas para a continuação.

Ah! E tenho mais uma confissão: Só decidi ler a trilogia porque li um Spoiler épico sobre o terceiro livro e fiquei curiosa a respeito. Afinal, quero tirar uma dúvida do meu sistema. 

(Resenha) Tenshi - Um Anjo Sem Asas - Luciane Rangel e Ana Claudia Coelho


Sinopse: Seria ele um anjo? Que outra explicação teria para aquele garoto surgir do nada em seu caminho, caído, ferido, frágil e desmemoriado, bem na noite de um tradicional festival? Ao encontrá-lo, a possibilidade de ajudá-lo se torna um escape para Umi, uma adolescente que enfrenta no dia a dia as dificuldades de ser diferente. E assim ela acaba, sem perceber, se envolvendo em um novo sentimento. Enquanto se esforça para descobrir quem é o misterioso garoto desmemoriado, os acontecimentos inesperados daquele verão também levam Umi a descobrir mais sobre si mesma.

Resenha:

Já acompanho o trabalho da Luciane e da Ana há uns três anos. Eu me apaixonei por Guardians e fiquei mega-curiosa para ler Tenshi, mas como me enrolei com meus livros, deixei a leitura meio de lado.
Mas neste mês, eu disse a mim mesma “Chega de enrolar e vá ler mulher!”.

Em Tenshi vemos um grupo de três meninas: Umi, Natsu e Kaori. As três meninas são amigas e como Umi diz “As excluídas”
Confesso que me identifiquei com o grupo. Na minha época de colégio também andava com mais duas meninas. E acreditem, meu grupo era idêntico as personagens. E só pra deixar claro, eu era a Kaori, hahaha!! Sutileza e conselhos não eram a minha praia e ainda não são.

Cada uma dessas meninas tem uma história peculiar e triste. Não vou entrar em detalhes. Vão tem que ler. Mas o livro se foca mais na vida de Umi, uma menina adotada por um casal de japoneses e que sofre discriminação por não ser japonesa.

Gostei como a autora abordou o tema da xenofobia. E novamente, eu entendo um pouco disso, afinal, meus pais eram estrangeiros e quando estava na sétima série, minha professora de matemática fez bullying, por ser filha de estrangeiros. E o tempo todo, a filha da mãe corrigia meu nome. Já que Catalina em português é escrito com R (Catarina) e em espanhol é com L. E a idiota, ainda falava que meus pais, já que moravam no Brasil, deviam “abrasileirar” meu nome, e se não o fizeram era porque eram burros.

Enfim, voltando a trama... A vida de Umi começa a mudar quando durante um festival ela encontra um rapaz desmaiado e sem qualquer lembrança de quem ele é. Para ajudá-lo, Umi e as amigas pedem para que seu professor Shimada Hinoki dê abrigo ao rapaz até que ele recobre suas lembranças.

Aos poucos, Aki (O nome que o rapaz recebe de Umi) desenvolve uma amizade com Umi, que com o passar dos dias começa a se tornar algo mais.

Tenshi é um livro essencialmente Teen (Tô parecendo a Natsu), mas nem por isso deixa de ter seu encanto. A trama tem um pouco de mistério e algumas surpresas.

E agora vou confessar uma coisa: Eu estava com medo do livro. Como amei demais Guardians pensei que o livro poderia me decepcionar por não ter tanta aventura. Ainda bem que eu me enganei.

(Resenha) Como Eu Era Antes de Você - Jojo Moyes


Sinopse: Aos 26 anos, Louisa Clark  não tem muitas ambições. Ela mora com os pais, a irmã mãe solteira, o sobrinho e um avô que precisa de cuidados constantes desde que sofreu um derrame. Sua vidinha ainda inclui o trabalho como garçonete num café de sua pequena cidade – um emprego que não paga muito bem, mas ajuda com as despesas – e o namoro com Patrick , um triatleta que não parece muito interessado nela. Não que ela se importe.
Quando o café fecha as portas, Lou é obrigada a procurar outro emprego. Sem muitas qualificações, consegue trabalho como cuidadora de um tetraplégico. Will Traynor tem 35 anos, é inteligente, rico e mal-humorado. Preso a uma cadeira de rodas  depois de ter sido atropelado por uma moto, o antes ativo e esportista Will agora desconta toda a sua amargura em quem estiver por perto. Sua vida parece sem sentido e dolorosa demais para ser levada adiante. Obstinado, ele planeja com cuidado uma forma de acabar com seu sofrimento. Só não esperava que Lou aparecesse e se empenhasse tanto para convencê-lo do contrário.

Resenha:

Tinha lido muitas resenhas elogiando esse livro, mas apesar disso, não tinha coragem de lê-lo. Eu tenho o pé atrás com livros muito elogiados. Já perdi a conta de quantos livros comprei esperando tudo que as resenhas prometeram e acabei me ferrando.

Mas apesar do medo, criei coragem e li “Como Eu Era Antes de Você” e posso dizer que o livro é tudo aquilo que falavam.

Temos dois personagens incríveis: Louisa, uma jovem, que se acomodou na sua vida sem graça e sem expectativas. E Will, um homem que tinha tudo, emprego dos sonhos, dinheiro, amigos e uma namorada linda e que de uma hora para outra perde tudo após um acidente.

Louisa me encantou com seu jeito sem noção e sua mania de não saber quando parar de falar, mas eu me apaixonei por Will. Se bem que isso era de se esperar, já que eu entendo em parte o sofrimento do personagem.

Eu cuidei dos meus pais durante a velhice. Minha mãe era diabética e por causa da doença ficou cega, perdeu uma perna e tinha insuficiência renal. Meu pai teve um aneurisma, usava marca-passo, teve um derrame e também era diabético. E ambos, antes de toda a doença tinham uma vida ativa, mas com a doença e limitações, veio a rabugice. E acreditem, meus velhos eram fogo.

Por isso, quando lia as cenas em que Will era rabugento e explosivo lembrava dos meus velhos. As cenas em que pessoas olham para ele com pena ou davam conselhos sem noção sobre seu estado, também me lembrou da época que cuidava dos meus velhos.

Eu amei o livro. A autora soube tratar do tema cadeirantes sem ficar besta. O livro também aborda sobre a eutanásia. Um tema complicado e polêmico. Não vou dizer que concordo com as atitudes do personagem, mas entendo quando uma pessoa decide dar fim a sua vida. Pelo menos é a vida dele e não está envolvendo a vida de outro, que nem pode se manifestar se deseja viver ou não.

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Pisando em Ovos



Olá! Este post recebeu o título “Pisando em Ovos” por causa de seu conteúdo. Não acho que escrevi algo polêmico, afinal, é apenas minha opinião sobre algumas coisas. Vamos lá:

Desde junho venho recebendo e-mails me perguntando sobre duas coisas, ou melhor, um é um pedido e o outro é realmente uma pergunta. Vou começar pelo pedido.

Dar dicas de como escrever um livro.

Olha, não sou uma escritora tão experiente assim, e mesmo que fosse. O que diabos eu sei? E eu respondo: Nada!

Dar dicas de escrita é a mesma coisa que dizer a uma pessoa, qual posição sexual ela ou ele deve usar.

Dar dicas é algo muito pessoal. Varia com a personalidade e humor do indivíduo. Por exemplo, eu gosto de reduzir os capítulos que escrevo, mas se você não gosta de cortar o que escreve, tudo bem. Pois combina com o seu estilo e personalidade.

Acho que os únicos conselhos que posso dar são estes três:

1 – Leia muito. E não só os livros da atualidade, mas os clássicos também.

2 – Procure comprar um bom dicionário de Português, um livro sobre perguntas frequentes e tenha sempre a mão um amigo ou parente, que manja bem da  Língua Portuguesa, pois ler um livro com erros grotescos é o fim. Como per exemplo: Cápitulo – Com acento agudo no A, Instante – Ao invés de escrever Estante, Fasso com dois S e por aí vai.
E tem mais... Não estou dizendo que sou um deus e você, que está lendo isso é uma criatura ridícula. Não sou um Jedi no meu idioma. Todos os dias aprendo algo novo e sempre perturbo a minha cunhada, que é professora de Português.

3 – Pesquise. Independentemente do tema que vai escrever. Estou cansada de ler livros que pecaram lindo na pesquisa. Não faça como um autor, que confessou no facebook que pesquisar é perda de tempo e que apesar do abençoado escrever o gênero fantasia, abomina mitologia. E quando digo pesquisar, não estou falando da wikipedia. Vá a uma biblioteca, ou compre livros sobre o tema a ser pesquisado. Assista documentários, visite sites em outros idiomas. Especialmente, os em espanhol. Você encontra coisas incríveis nos recantos mais remotos da internet.

Agora a pergunta: Você pretende ir algum dia como escritora à Bienal?

Antes de dar minha resposta, quero deixar bem claro que não sou contra aqueles que sempre vão à Bienal. Cada um faz o que bem entende. Afinal, o tempo é seu, a cara é sua e o dinheiro é seu.

Se eu irei à Bienal algum dia? Talvez... Ou nunca.

Gostaria de conhecer meus leitores cara a cara? Sim. Especialmente agora que eles aumentaram. Mas ainda não tenho público suficiente para uma bienal.
A bienal é um evento grande e com muitos autores nacionais. E todos estão sobrevoando o leitor como uma ave de rapina. É errado? Não sei. Cada um divulga seu livro e fisga leitores como quer.

Eu, Catalina Terrassa, infelizmente sou muito tímida. Na internet sou comunicativa e meio doida. Pessoalmente, nem abro a boca. Por isso, não consigo me imaginar abordando um leitor. E tem mais... Pegar um livro na mão e abordar alguém parece uma coisa meio Testemunha de Jeová.
Já estou até imaginando “Com licença. Poderia falar sobre a palavra de A Chave Mestra? Gostaria de conhecer os caminhos sombrios de Hecate?”.

Bienal, só quando tiver dinheiro para gastar sem dó, e pelo menos tiver uns duzentos leitores morrendo de vontade de me conhecer. E se eu nunca tiver nenhuma das duas coisas. Faço um encontro entre leitores no Parque do Ibirapuera, ou numa livraria. Levo uns marcadores, umas cópias para sorteio, a farofa e a galinha. Calma! Não será um despacho!

É isso! Fui povão!

OBS: E desculpe se ofendi alguém.

(Resenha) Desejo dos Mortos - Kimberly Derting


Sinopse: Violet Ambrose tem o dom secreto de perceber os mortos. Não todos: só as vítimas de assassinato. Ela identifica sinais, ecos que a conduzem até os corpos desaparecidos e, conseqüentemente, até seus algozes. Poucos sabem dessa sua habilidade, mas a descoberta de um cadáver pode chamar a atenção de muita gente – inclusive do FBI.
Enquanto tenta manter seu segredo, Violet involuntariamente torna-se objeto de uma perigosa obsessão. Seu primeiro impulso, como sempre, seria pedir ajuda ao melhor amigo Jay – porém, agora que os dois são um casal, as coisas não funcionam mais assim. Ele passa cada vez mais tempo com o novo colega, Mike, e Violet tem oportunidade de sobra para pensar e repensar sobre o que, afinal, está fazendo seu namoro dar errado. É então que ela se dedica a investigar a vida do recém-chegado, Mike, e na trágica história familiar do garoto. Violet se depara com uma verdade capaz de colocar todos em perigo.

Resenha:

Agora que acabei de escrever dois livros, posso me dedicar novamente ao blog, ler livros, assistir filmes e responder os recados dos meus leitores.

Vamos começar com uma resenha: Desejo dos Mortos, a continuação de Ecos da Morte.

No segundo volume da série The Body Finder, vemos Violet tentando se entender com seu dom e, é claro com o namorado/amigo Jay.
No primeiro livro os dois acabam na mira de um serial killer, e talvez por ter colocado a vida do namorado em perigo, Violet tenta esconder certas coisas. Ela já não consegue mais confiar em Jay como antes.

E tudo piora depois de dois acontecimentos: a chegada de um aluno novo, Mike, que se torna amigo de Jay e vira alvo de uma das amigas de Violet, que fica obcecada em conquistar o novato, e a descoberta do corpo de um menino de cinco anos, nas docas em Seattle.

Numa bela tarde Violet e a amiga vão a cidade de Seattle fazer comprar, quando Violet é atraída até as docas. Após verificar o pode ser, ela descobre que é seu dom se manifestando.

Violet tenta ignorar aquele corpo, mas durante a madrugada, ela retorna as docas e telefona para a polícia sobre o que encontrou. Porém, aquele telefonema inofensivo cai na mira do FBI, que começa a persegui-la, na esperança de descobrir, como ela foi capaz de encontrar um corpo, que não estava visível.

Apesar de ter amado o primeiro livro da série, sua continuação não me agradou tanto. O livro não é ruim, tem coisas bacanas e mistério, mas não possui o encanto do primeiro, que tinha sequestros e um serial killer.

Outra coisa que me irritou um pouco foi o drama entre Violet e Jay. Os dois estão cheios de mimimi. Uma hora é culpa de Violet, na outra de Jay e às vezes é dos dois.

É claro que o livro deixa algumas coisas sem explicação, que provavelmente serão respondidas na continuação. Ainda sem data para ser lançada no Brasil.

Apesar do livro ter sido morno, quero muito ler a continuação.


terça-feira, 2 de setembro de 2014

(Resenha) Vítimas do Silêncio - Janethe Fontes


OBS: Eu li a 1ª edição.

Sinopse: Uma garota é vítima de estupro e tenta reconstruir sua vida. Mas, quando finalmente acredita ter encontrado o caminho da felicidade e esquecido aquela noite fatídica, um novo episódio a faz despertar para a apavorante certeza de que é absolutamente impossível fugir do passado... E só existe uma alternativa para que a paz retorne ao seu coração e se faça prevalecer a justiça: confrontar seu pior e mais temível inimigo.

Com uma narrativa surpreendente, a autora mantém o suspense até o fim, fazendo com que o leitor tenha de prender o fôlego para acompanhar essa aventura que traz, a cada capítulo, novas revelações e emoções de um passado que já parecia esquecido.

"Vítimas do Silêncio combina ingredientes como Romance, Aventura, Suspense, Sedução e Mistério em um livro que vai prendê-lo do começo ao fim, tendo como pano de fundo a questão do abuso sexual."

Resenha:

Sabe aquele ditado: Arranjou sarna para se coçar? Bem, é o que vou conseguir com essa resenha. Não vou negar que fiquei relutante quanto ao fazer essa resenha. O livro foi lido há mais de um mês, e como disse estava relutante, por causa de um detalhe. Ou como eu digo... O caroço da azeitona. Mas antes do caroço, vamos a trama.

Vítimas do Silêncio conta à história de Margarida Esteves, uma jovem vítima de estupro, cometido pelo padrasto.

Após sofrer a violência, Margarida deixa a mãe e irmã,  e se muda para o Rio Grande do Sul, para a cidade de Gramado, onde passa a morar com os tios e primos.

Aos poucos ela começa a reconstruir sua vida, e até tem um romance com o primo. Um ano depois de sua chegada, Margarida recebe a visita da irmã e mãe, que diz ter abandonado o marido. A mãe deixa claro que quer recomeçar ao lado das filhas e nunca mais se separar de nenhuma delas.

Margarida começa a acreditar que o passado finalmente ficou para trás, e que será feliz ao lado da mãe e irmã. Porém, um mês depois, adivinha quem aparece? O padrasto, com uma conversa afiada, todo humilde e no final acaba sendo perdoado pela esposa.

Nem bem o cara (ou como eu o apelidei “O demônio do Pântano”) chega, e já tenta mais uma vez estuprar a enteada. E o que Margarida faz? Foge é claro. Desta vez ela se muda para a cidade de São Paulo. Porém, um pouco antes de deixar Gramado seu romance com o primo acaba e a jovem fica grávida e abandonada.

Sozinha, sem família e grávida, ela passa a trabalhar para uma família rica, e é lá que sua vida dá uma guinada.
Com a ajuda dos patrões, Margarida volta a estudar, e se prepara para se tornar uma advogada.

Poderia escrever mais sobre a trama, mas soltaria mais spoilers. Afinal, não devia ter dito que a protagonista fica grávida. Apenas saibam que há crimes, investigações e até uma quadrilha de traficantes.

Agora chegou a hora de falar do caroço:

Quero deixar claro para a autora que amei o livro. Ela tocou num tema delicado: Estupro, de forma sutil e verdadeira. E ao contrário do que muitos pensam, a culpa por esse tipo de violência não é da vítima. Qualquer pessoa pode ser vítima desse tipo de crime. Seja usando mini saia ou burca. E como a própria trama mostra, até em casa, num lugar onde deveríamos nos sentir em segurança.

Mas, apesar da declaração que dei acima, não posso negar que há mulheres que pedem para o criminoso entrar em suas vidas. Abrem a porta e o convidam para entrar, como se faria com um vampiro. E quando digo mulheres que convidam criminosos, estou falando daquelas que apanham ou trazem estupradores para o convívio familiar. Que é o caso da mãe da protagonista.

O tempo todo que li o livro senti um ódio mortal pela mãe. Cheguei a um determinado momento a ficar em duvida, quem deveria ser mais odiado. O padrasto ou a mãe.

Desculpa se estou ofendendo as mulheres, mas eu não consigo entender como (ainda hoje) há mulheres que não enxergam ou fingem que não veem o tipo podre de parceiro que tem ao lado.

Uma mulher (Principalmente a que tem filhos de um relacionamento anterior) precisa prestar atenção no homem que vai trazer para sua vida e na dos filhos. O homem podre dá sinais desde o início de que não é boa coisa. Seja no sorriso, fala ou atitudes. E não é na aparência como muitos pensam.

Uma mulher jamais deve escolher um companheiro por medo da solidão. Ou porque suas amigas e parentes dizem frases como estas: Precisa de um homem para dar sentido à sua vida. Uma mulher sozinha é muito triste.

Não sou contra casamento, pelo contrário, sou a favor. Mulheres e homens merecem encontrar a pessoa ideal. Aquela que acrescenta e não a que destrói tudo.

Amar alguém não é pecado, bobagem, fraqueza ou burrice. Burrice é amar o primeiro bibelô de casa mal-assombrada, que cruzar o seu caminho.

Mulheres ou homens podem confiar na pessoa amada, mas sempre devem estar ao lado do bote salva-vidas. Afinal, todos disseram que o Titanic era indestrutível e afundou na viagem inaugural.

Ser cuidadosa, desconfiada, não é ser pessimista, mas realista.

E para terminar de falar sobre meu ódio mortal pela mãe da protagonista: 

Mãe que é mãe, vê o que há de errado com os filhos até cega. E digo isso com propriedade, já que a minha era cega, mas sabia quem era quem só pelo jeito que andávamos pela casa. E ela sempre sabia que havia algo de errado, apenas pelo timbre da nossa voz. E com a minha mãe não tinha essa coisa de não contar o que nos perturbava. A mulher tinha seus métodos para arrancar a verdade.

Agora que já falei do caroço, vou embora e esperar as pedradas, tijoladas, tiros e choques.

(Resenha) Liberta-me - Tahereh Mafi



Sinopse: Liberta-me é o segundo livro da trilogia de Tahereh Mafi. Se no primeiro, Estilhaça-me, importava garantir a sobrevivência e fugir das atrocidades do Restabelecimento, em Liberta-me é possível sentir toda a sensibilidade e tristeza que emanam do coração da heroína, Juliette. Abandonada à própria sorte, impossibilitada de tocar qualquer ser humano, Juliette vai procurar entender os movimentos de seu coração, a maneira como seus sentimentos se confundem e até onde ela pode realmente ir para ter o controle de sua própria vida. Uma metáfora para a vida de jovens de todas as idades que também enfrentam uma espécie de distopia moderna, em que dúvidas e medos caminham lado a lado com a esperança, o desejo e o amor. A bela escrita de Tahereh Mafi está de volta ainda mais vigorosa e extasiante.

Resenha:

Depois de mais de um mês, o blog é ressuscitado das cinzas. Um pouco dramático, eu sei, mas quase exclui o blog. O tempo anda um pouco curto, tanto que fiquei o mês todo de agosto sem ler livros. Isso mesmo... Não li nada... Nadinha!

As duas resenhas que vou postar hoje são de livros lidos em julho. E a primeira é para o livro Liberta-me da autora Tahereh Mafi.

Pra quem acompanha o blog e leu a resenha que fiz para o primeiro livro da trilogia, sabe que eu estava com um certo receio da continuação. Por causa do triângulo amoroso. E também disse na resenha, que essa formula já deu tudo o que tinha que dar. E eu estava certa.

Não posso negar que a trama, o mundo distopico e alguns personagens criados pela autora são incríveis. Porém, o triângulo amoroso é intragável.

Juliette é um porre. Tudo bem que a garota foi abandonada pelos pais, não pode tocar nas pessoas, mas isso não é desculpa para seu  comportamento “Não quero ferir as pessoas. Sou um monstro” e aí a bendita não faz nada para ajudar os mocinhos, porque precisa ficar de mimimi, e no final o povo se ferra só por causa de suas frescuras e mania de coitadinha.

Os caras que disputam seu coração são dois extremos. Adam é um porre. Tão chato quanto a protagonista. Warner tem personalidade, mas é bom demais para Juliette. O cara deveria dar um pé na bunda da bendita e namorar com o... Kenji, que depois do Warner é o único que presta na trama.

Apesar do trio não me agradar tanto, o resto do livro é muito bom. Há muitas cenas de ação, e a guerra contra o Restabelecimento começa. Também existem algumas revelações interessantes.

Recomendo o livro, mas se você, assim como eu, já está de saco cheio de triângulos amorosos insossos, vai ficar um pouco decepcionada.