segunda-feira, 11 de maio de 2015

(Resenha) Rei Lear - William Shakespeare


Título: Rei Lear
Autor: William Shakespeare
Páginas: 160
Editora: Nova Fronteira (Saraiva de Bolso)

Sinopse: Rei Lear, tragédia escrita entre 1605 e 1606, baseia-se em um conto popular que se integra á história antiga da Inglaterra desde o século XII. Segundo relatos, o velho Rei Lear decidiu medir o grau de afeto de suas três filhas, para escolher como sucessora aquela que mais o amasse. Duas delas se desfizeram em louvores, e a mais nova disse em resposta somente que o queria como pai. Isso pareceu pouco ao rei, que a castigou. Mais tarde, o tempo viria mostrar que a caçula era a única digna do trono, que ela afinal conquistou depois de guerrear contra as irmãs. Shakespeare confere à história uma visão muito pessoal, e apresenta ao público, cruamente, uma experiência extrema de sofrimento, loucura e destruição.

Resenha:

Devo informar mais uma vez de que você não está vendo coisas... Sim, eu li mais uma peça de Shakespeare. 
No ano passado li Otelo e como gostei da experiência pedi aos meus amigos fanáticos por Shakespeare quais outras peças eu poderia ler, e uma das indicações foi Rei Lear.  

Por incrível que pareça, ler Shakespeare é muito bom. Porém, não é o tipo de leitura que deve ser feita à toa. Antes de começar você precisa se preparar mentalmente, e desta vez acabei recebendo uma ajudinha do próprio livro. 

No final de semana passado, estava limpando a minha estante quando um livro caiu na minha cabeça. Peguei o livro e voltei a colocá-lo na estante. Voltei a limpar quando novamente um livro cai na minha cabeça. Olhei para ver que livro era e vi que foi o mesmo livro “Rei Lear”. Por isso acabei decidindo em lê-lo. Já que ao que tudo indica estava muito ansioso para ser lido. 

Na trama nos deparamos com uma seleção de personagens excêntricos e loucos. 
De um lado temos um rei, que por estar velho e por desejar aproveitar sua velhice, decide dividir seu reino entre as filhas: Regan, Goneril e Cordélia. Mas antes de dividir o reino, o rei pede uma prova de amor às filhas, em outras palavras, ele quer que elas puxem o saco até dizer chega. Duas de suas filhas rasgam a seda, e a outra diz que o ama, mas sem rodeios ou palavras bonitas. E como o rei gosta de ser bajulado, vê aquilo como uma ofensa e deserda a filha e a manda para longe. 

Tudo ficaria bem se o rei não fosse um idiota. Apesar de dividir o reino, ele quer continuar a usufruir das regalias e quando suas filhas o negam tal mimo, o rei percebe que julgou mal a filha mais nova.

Uma coisa que percebi é que muitos leitores julgam as filhas mais velhas como sendo bruxas, não estou dizendo que são santas, mas elas tinham razão. O rei abriu mão do reino, não tem que ficar exigindo regalias. 

Não sei se todas as peças de Shakespeare possuem um vilão cheio de ideias e ganancioso. Mas em Otelo como em Rei Lear vemos um super vilão. 
Enquanto o rei está brigando com as filhas, vemos o Conde de Gloucester que também está sendo adulado pelo filho errado. O conde tem dois filhos: Edgar (Filho Legítimo) e Edmund (Filho Bastardo), e é o segundo filho que envenena o pai contra o irmão e vice-versa. 

Depois não contente com isso começa a contar mentiras sobre o pai, para que este caia em desgraça e perca seus títulos. 

“Rei Lear” é um prato cheio para quem gosta de drama, disputas e maldade. Mas como sempre devo avisar que a escrita é difícil, por isso é preciso ler com atenção. 



(Resenha) O Chamado do Cuco - Robert Galbraith


Título: O Chamado do Cuco
Autor: Robert Galbraith
Páginas: 448
Editora: Rocco

Sinopse:  Quando uma modelo problemática morre numa queda de uma sacada da Mayfair coberta de neve, supõe-se que ela tenha cometido suicídio. O irmão porém, têm suas dúvidas e pede ao detetive Cormoran Strike para rever o caso.

Strike é veterano de guerra – ferido física e psicologicamente – e sua vida é uma confusão. A investigação lhe dá um salva-vidas financeiro, mas tem um custo pessoal: quando mais ele mergulha no complexo mundo da jovem modelo, mais sombrias ficam as coisas – e mais perto ele chega de um perigo terrível. 

Resenha:

Desde que saiu a notícia de que J. K. Rowling escreveu um romance policial usando um pseudônimo fiquei na ansiedade por ler o livro. 
“O Chamado do Cuco” possui muitas resenhas negativas e eu sei por que. 

O motivo está no ritmo do livro. A trama é bem feita, mas a narração é muito lenta e cheia de detalhes. O que faz com que o leitor avance pouco a cada dia, e como hoje em dia os leitores tem uma necessidade insana de ler rápido e diversos livros por mês, um livro como “O Chamado do Cuco” vai deixá-los muito frustrados.

Na trama conhecemos Cormoran Strike, um detetive particular que possui uma vida horrível. O cara é a personificação do azar. Mas tudo muda quando o irmão de uma modelo muito famosa o contrata para investigar seu suposto suicídio. 

Todas as evidências apontam para um suicídio, mas o irmão está convencido de que não é verdade. 
No início Strike fica tentado em recusar o trabalho, mas como ele tem muitas dividas, acaba aceitando. 

A trama toda gira em torno da investigação e em diversas entrevistas feitas pelo detetive. Strike mergulha no mundo da modelo, sai a caça de todos seus amigos, conhecidos e familiares, tudo para descobrir o que de fato aconteceu. 

Um dos pontos mais criticados na trama foi a “Futilidade dos personagens”. E eu só digo uma coisa: Gente! Era uma modelo, uma celebridade. É claro que ela era cercada com gente fútil, vazia e cheia de problemas. 

E olha, eu achei essa parte genial. Eu só não ponho a minha mão no fogo, porque não sou famosa e nem rica. Mas conforme fui lendo me parecia que o autor fazia uma critica ferrenha ao mundo do show bizz. E querendo ou não, J. K. Rowling deve conhecer um pouco sobre esse mundo. 

Apesar do livro ser um pouco parado, super recomendo. 


(Resenha) Se Eu Ficar - Gayle Forman


Título: Se Eu Ficar
Autora: Gayle Forman
Páginas: 224
Editora: Novo Conceito

Sinopse: Aos 17 anos, a musicista Mia é uma adolescente como tantas outras. Tem pais amorosos, uma melhor amiga e um namorado apaixonado. Sua vida, no entanto, não é livre de escolhas dolorosas, como decidir se permanece fiel ao seu primeiro amor – a música –, mesmo que isto signifique perder seu namorado e deixar todos que ama para trás. 

Em uma manhã de fevereiro, Mia sai para um passeio com a família e, em um instante, tudo muda. A última coisa que lembra é estar no carro com seus pais e seu irmão mais novo, Teddy, em uma estrada repleta de neve. De repente, está em pé fora do seu corpo, ao lado dos cadáveres de seu pai e sua mãe, observando ela e o irmão serem atendidos pelos paramédicos.

Enquanto tenta entender se está morta ou não, Mia é levada para um hospital, onde, com seu corpo em estado de coma, reflete sobre seu passado e tenta decidir se vale a pena lutar pela vida. Por meio dos flashbacks e dos pensamentos de Mia, o texto explora a vida da adolescente, sua paixão pela música clássica e sua forte relação com a família, com o namorado, Adam, e com a melhor amiga, Kim.

Resenha: 

Esta é uma resenha curta – Oh, milagre. Bem, a resenha é curta porque não tem muito o que falar. A trama é essencialmente a sinopse. Se eu contar outros detalhes vai ser spoiler. 

Com este livro eu cometi o pecado de ver primeiro o filme e depois fui atrás do livro. O filme, até pouco tempo achava mais ou menos, mas agora que li o livro, cheguei a conclusão de que o filme foi 90% fiel ao livro. 

É claro que tem algumas cenas alteradas, mas nada muito grotesco. 
A trama flui bem e gira em torno de Mia e sua vida com a família, amigos, namorado e sua paixão pela música. 

O final deixa várias lacunas para a continuação “Para Onde Ela Foi”. Se você gosta de um romance e de uma leitura rápida, daquela que você lê em um dia “Se Eu Ficar” é uma boa pedida.