terça-feira, 30 de julho de 2013

A Chave Mestra




Agora que eu já acabei (Oficialmente) de escrever o 1º Livro da série e até já o disponibilizei para leitura gratuita no Bookess. Vou falar um pouco mais sobre A Chave Mestra, como surgiu a ideia, a inspiração e algumas curiosidades.

Como Surgiu a ideia:

Em 2006 tive a ideia para uma fic sobre Harry Potter. Detalhe, a bendita ficou só na minha cabeça. Nunca a coloquei no papel, mas nunca esqueci de seu enredo, que consistia numa rebelião  organizada por Fawkes (fênix de estimação do diretor de Hogwarts).

Então, no início do ano passado, não sei porque acabei lembrando da bendita e pensei... "E se eu fizesse um livro sobre criaturas mágicas?". Sempre amei o universo mágico, assim como aconteceu com Lua Escarlate, decidi que queria sair um pouco do lugar comum das criaturas mágicas. Por isso, ao invés de dar plumas, escamas e orelhas engraçadas, decidi dar a elas uma aparência humana.
Como gosto de dizer... "Eles são criaturas mágicas meio X-Men".

A ideia surgiu, mas como colocá-la no papel? Acreditem, esse é o meu maior problema. Minhas ideias são ótimas, até eu começar a executá-las. Aí é um Deus nos acuda.
Enfim, na minha mente doentia, queria contar a história de como bruxos e seres mágicos fugiram da caça as bruxas. Decidi que seria legal mostrar um tipo de ritual, que separou uma parte do mundo humano e o tornou mágico e seguro para quem fosse diferente (Bruxo ou criatura). Daí surgiu o problema... Como fazer isso? Pensei e pensei, então tive a ideia de criar um ritual que envolvia cinco criaturas diferentes e cinco objetos mágicos. Um problema solucionado, mas surgiu outro. Que tipo de objetos mágicos?
Não queria varinhas ou anéis. Tinha que ser algo diferente.

Foi nesse momento que entrei em desespero. Nada surgia, nada, vezes nada.
Como ficar pensando muito me deixa com dor de cabeça e me dá insônia. Fui dar uma volta pelo meu bairro. E acreditem... Foi a salvação.
Passei diante do supermercado que sempre frequento, quando vi uma barraquinha de DVDs pirata. Eu não me orgulho de ter comprado um DVD pirata, mas era de um filme que procurava há meses e detalhe... Nas lojas só o encontrava em Bluray. Enfim, comprei o DVD e voltei para casa feliz da vida. Até mostrei para minha sobrinha minha aquisição.
Naquela mesma noite assisti o filme e enquanto assistia vi a luz no fim do túnel. No caso era uma chave, mas tudo bem.
O protagonista (No filme) tem um segredo, na verdade, ele faz um pedido e o capeta o atende. O problema é que para manter seu segredo a salvo, ele esconde um objeto no sótão e bem trancado. O cara tem tanto medo que descubram, que ele anda para cima e para baixo com uma chave pendurada no pescoço (A chave abre a porta do sótão).
Na hora que vi aquilo, pausei o DVD e fui escrever antes que a ideia escapasse.
Os objetos mágicos seriam chaves. E como eu gosto de uma coisa meio Senhor dos Anéis. Decidi criar uma chave mais poderosa. Uma chave meio bomba atômica.

Viu! Se você pensou que um escritor tem suas ideias após um momento de reflexão e filosófico. Está enganado... Eu, pelo menos, tenho minhas ideias das formas mais esquisitas possíveis.

Inspiração, curiosidades... Loucura.

A ideia não é a mesma coisa que a inspiração, ao menos pra mim, não.
Por exemplo: Lua Escarlate (Os personagens) foram inspirados na minha família e em alguns amigos. Por isso, todas as loucuras dos Saint-Claire são inspiradas na minha família. Nas nossas conversas e brincadeiras.

Com A Chave Mestra não foi diferente. Não me inspirei na minha família, mas me apoderei de alguns diálogos e piadas.
Como no 1º livro teríamos uma escola como pano de fundo, decidi usar elementos da minha época de estudante. Algumas situações apresentadas no livro realmente aconteceram quando eu era estudante. Tirando, a parte de seres mágicos e feitiços e algumas mortes.
Para que vocês tenham uma ideia. Um dos diálogos no livro foi inteiramente inspirado num diálogo que tive com uma moça, que estudava no meu curso de inglês.
A moça era meio doida e via coisas que não estavam lá. E como ela não conseguia guardar suas suspeitas para si. Achou que seria conveniente dividi-las comigo. O problema é que eu fiquei com medo. Na verdade, eu fiquei revoltada. Era muita mente poluída pro meu gosto.

O diálogo foi mais ou menos assim:

– Você já viu como “fulano” olha pra você? (Detalhe... O fulano era meu professor).
– O quê? – Eu meio que congelei no chão.
– Já viu como “Fulano” olha pra você?
– Não! Não! Não! - Acho que fiquei um minuto falando Não.
– Nunca reparou?
– Não! E nem quero.
– Mas você acha que é ilegal? Eu sei que você é novinha, mas ele também parece novo.
– Eu sei que não é ilegal, mas é doentio e muita falta de respeito. E outra, o “curso” (Na verdade eu falei o nome da escola) deve ter alguma clausula que proíbe esse tipo de comportamento dos funcionários.

Só sei que depois disso fiquei reparando no professor, para tentar captar o que a louca viu, mas não vi nada demais. Ele me tratava igual que todo mundo. A moça tinha problema.
Além de usar pessoas do meu convívio, gosto de pegar gente famosa e colocá-la na trama. Eu sei... É esquisito, mas é aí que o bicho pega.

A bola da vez em A Chave Mestra foi um ator (É o máximo que vou dizer). O mais bizarro (E bota bizarro nisso) é que enquanto escrevia o livro, não tinha feito nenhuma pesquisa sobre o tal ator ou visto alguma entrevista. Foi só depois de terminar de escrever o livro e começar a passá-lo para o PC, que descobri que algumas manias e falas do personagem tinham tudo a ver com o tal ator. Quem é fã do cara (e se um dia pegar o livro), vai pensar que eu pesquisei tudo sobre o dito cujo. E eu até fui premiada com um sinal de nascença. Meu personagem tem um sinal de nascença próximo ao olho direito (Pra dizer a verdade, nem sei porque criei aquilo) e quando fui ver umas fotos do ator, o que eu descubro? Ele também tem o mesmo sinal. Se eu jogar na mega sena, não tenho a mesma sorte.

Publicação:

Quanto a publicação... Bem, o negócio tá meio bagunçado.
No mês que vem vou tentar encontrar uma editora, mas hoje à tarde disponibilizei o livro no Clube de autores.
Não estou muito animada em publicar por uma editora por causa da capa. Normalmente as editoras por demanda (E eu só posso procurar editoras por demanda, já que as tramas dos meus livros não são muito comerciais) por cobrarem por todo o serviço, não aceitam capas feitas por fora. E como gostei tanto da capa e meus leitores também, não tenho o menor interesse de trocá-la.
Vamos ver o que acontece. Agora fiquem com a capa e outras informações.


Capa: Jocelio Soares
Contato: contatojlife@live.com
http://jlifesaver.deviantart.com 
https://www.facebook.com/jocelio.lifesaver






Vídeo com a ficha dos personagens: Será que vocês descobrem quem é o ator? Porque ele tá lá no meio.

domingo, 28 de julho de 2013

Dez Coisas...

Era cinco horas da manhã, quando tive uma revelação. Na verdade, fui atropelada mais cedo por um trem dirigido por um bêbado e sem autorização para tal feito. Resultado: Agora estou acordada e sei que o meu esquema não está errado. O problema são os outros.

Enfim, inspirada na minha revelação, decidi listar minhas dez coisas para fazer antes de virar o cabo da boa esperança. Afinal, a vida é curta e meu tempo é precioso. Muuuuuiiiiiito Precioso.

1 - Revisar Anjo da Guarda - Segundo Spin off de Lua Escarlate

2 - Procurar imagens para o Book trailer de A Chave Mestra

3 - Organizar os capítulos de Luz Negra - Segundo livro de A Chave Mestra

4 - Pesquisar sobre a Guerra do Paraguai - Material necessário para o terceiro Spin off de Lua Escarlate

5 - Ler meu box de Game of Thrones

6 - Comprar uma estante para os meus livros

7 - Terminar de ler as séries de livros que acompanho: Ler o último livro da Saga Jishu da autora Josiane Veiga, Ler o ultimo livro de Vampire Academy e ler o próximo livro de Os Dragões de Titânia do autor Renato Rodrigues.

8 - Comprar os boxes da 2ª e 3ª Temporada de Vampire Diaries

9 - Ir ao cinema e assistir aos filmes: Percy Jackson e o Mar de Monstros, Os Instrumentos Mortais, Em Chamas, The Seventh Son e Blood Sisters.

10 - Lembrar de pelo menos escovar meus cachorros uma vez por semana, para deixá-los chiques e bonitos.

domingo, 14 de julho de 2013

Desanimada???




Esta semana passei por uma onda de euforia e ao mesmo tempo desânimo.
Eufórica porque terminei o primeiro livro de uma nova série. E Até achei uma capa super linda.

E a parte do desânimo é por causa do blog.
Um dia entrei para postar uma resenha e fiquei olhando o layout e me deu uma vontade de excluir o bendito.

Daí mudei a capa, fonte do texto, cor e fundo do blog.
Mesmo assim, ainda falta algo. Por isso decidi que a partir do mês que vem vou começar a postar resenhas sobre filmes inspirados em livros ou filmes que contam um pouco sobre a vida de algum escritor.

E também no mês que vem,  vou fazer uma semana especial sobre a Série Vampire Academy da autora Richelle Mead.

Enfim... Vou tentar incrementar essa joça!! 

sábado, 13 de julho de 2013

(Resenha) Adeus à Humanidade - Marcia Rubim


Sinopse:  Do que você seria capaz de abdicar para salvar alguém e vivenciar, mesmo que por pouco tempo, um amor jamais sentido antes? Da cura de milhares de humanos? Da própria vida?
Stephanie tinha todos os motivos do mundo para não acreditar em seres míticos ou na felicidade, mas vai descobrir que estava enganada. Sua alma gêmea existe! O problema é que a linha do tempo que a separa do amor eterno é muito tênue. E somente um milagre poderá uni-los novamente.

Resenha:


Vou começar a resenha confessando algo muito feio. Talvez a autora goste ou não. Vamos ver.

Decidi comprar o livro da autora Marcia Rubim por indicação de uma amiga virtual, que no final se mostrou para alguns uma serpente traiçoeira e mentirosa. Quer dizer, menos pra mim. Afinal, ela não me ferrou e também não contei nenhum segredo cabeludo. E os que eu contei, não são mistério para ninguém.

Enfim... Comprei o livro meio que com a pulga atrás do cabelo (Isso mesmo!) a desconfiança foi tanta, que a pulga foi parar no cabelo.
Não sei por que, mas eu tinha a impressão de que "Adeus à Humanidade" era mais um livro ao estilo crepuscular.

Com uma menina sem sal, sem açúcar, sem graça, sem bunda, sem nada e um galã meio... Sou gostoso. Mas no final... Sou ridículo (Desculpa fãs de Crepúsculo).

"Adeus á Humanidade" traz um romance vampiro/humana, mas seus personagens humanos... Reais.
Muitos autores enchem seus personagens de detalhes clichês e no final, eles não parecem reais. Fica uma coisa forçada e chata.

Apesar do livro da Marcia não inovar no tema, ela soube dar ritmo na história e deixar, esta que está escrevendo passar a noite em claro. Só porque não queria largar o osso. É como diz minha sobrinha: "Não é porque o livro fala de uma história de amor, que não pode ser prazeroso".

E agora pago minha língua e minha desconfiança. Fiquei com medo à toa. Nossa! Agora me senti que nem a Stephanie. Fui dominada pelo medo, mas no final cedi e gostei.

Página do livro no SKOOB

domingo, 7 de julho de 2013

(Resenha) Crazy Mary - Thiago Assoni

 Página do livro no SKOOB


Sinopse: Descaradamente inspirados em obras de Joe Hill e Stephen King (filho e pai) e livremente inspirado na música que dá nome ao livro (originalmente cantada por Victória Williams, regravada e mais conhecida na voz de Eddie Veder do Pearl Jam), Crazy Mary mergulha na mente doentia de uma pessoa capaz de matar só para tirar um problema do caminho. Mas, quem seria essa pessoa? Todos podem ter um bom motivo para matar. Ou não. Tudo acontece numa pequena cidade Serrana, envolto em um clima meio morto, onde é possível encontrar um mercadinho bem aconchegante e uma lanchonete que serve panquecas americanas. Ruas cheias de árvores e caminhos de terra dentre a mata, cheio de suspense e com um “Q” de grunge, um rio calmo que corta a cidade, lá nos fundos da Serra. E é nesse clima que se desenrola o primeiro romance de terror psicológico do jovem paulista Thiago Assoni.


Resenha:

Abismada, surpresa, alucinada e com uma pitada de "What a Hell?", começo essa resenha.

Sou fã de Joe Hill e quando li a sinopse de Crazy Mary fiquei morrendo de vontade de ler.
Não sou do tipo de leitora, que deseja queimar na fogueira da inquisição, o autor que decide se inspirar no trabalho de outro. Acho incrível.

E posso dizer... Thiago Assoni não só conseguiu copiar Joe Hill, como ele levou o tema loucura e terror para outro nível.
Pensei que o livro falaria de um assassinato e depois haveria uma investigação, e magicamente, o culpado seria preso.

Mas conforme passamos os capítulos, vamos mergulhando na loucura dos personagens, seus fantasmas e traumas.
Houve um momento (Lá pelo capítulo 26), que comecei a duvidar da minha própria sanidade.
Eu pensava "Será que eu estou lendo, o que estou lendo?"

Não estou dizendo que o livro é confuso, pelo contrário, ele faz você parar para pensar. E o que parece louco e confuso, no final não é.

Gostaria de falar dos personagens, mas não sei como fazer isso sem soltar um spoiler. E se eu fizer isso... Devo ser morta, pois é um crime.

PS: A partir de agora vou tomar cuidado ao me comunicar com meu EU interior. Fico me perguntando... Que aparência ele tem? Do jeito que eu sou, é capaz dele ser um esquilo.


Blog do livro: http://cmcrazymary.blogspot.com.br/


Book Trailer 

quarta-feira, 3 de julho de 2013

(Resenha) As Aventuras do Caça-Feitiço - O Aprendiz


Página do livro no SKOOB

Sinopse:  Thomas Ward é o sétimo filho de um sétimo filho e se tornou aprendiz do Caça-Feitiço. A missão é árdua, o Caça-Feitiço é um homem frio e distante, e muitos aprendizes já fracassaram. De alguma forma, Thomas terá de aprender a exorcizar fantasmas, deter feiticeiras e amansar ogros. Quando, porém, é enganado e cai na armadilha de libertar Mãe Malkin, a feiticeira mais malévola do Condado, tem início o horror... e uma grande aventura!

Resenha:


Vou começar a resenha com uma piada (Ou fato, não sei), que vi há poucos dias num fórum que gosto de visitar. Só não coloco o nome porque ainda quero visitá-lo de forma anônima.

“Para fulano... O cigarro é uma extensão do corpo. Se você o tirar, será a mesma coisa que arrancar o braço do dito cujo”. Se isso é verdade, o meu cigarro ou extensão do meu corpo são os livros de fantasia.

É só um amigo falar sobre uma nova série, lá vou eu correr atrás de mais informações. Fico tão doida, que se pudesse morderia meu próprio cotovelo. E só paro até botar minhas mãos no livro e lê-lo.

Assim aconteceu quando ouvi falar da Série As Aventuras do Caça-Feitiço do autor Joseph Delaney. Levei um ano para conseguir comprar o livro, mas agora que o li. Estou mais feliz do que pinto no lixo.
No livro vemos Thomas Ward, um rapaz de quase 13 anos. Sétimo filho de um sétimo filho. Ele foi escolhido para ser o novo aprendiz do Sr. Gregory, mais conhecido como O Caça-Feitiço.
Sua missão, além de fazer alguns serviços de criadagem, Tom deve aprender sobre como capturar ogros, confiar em seus instintos, conhecer os tipos de feiticeiras e principalmente, tomar cuidado com as garotas que usam sapatos de bico fino.
Mas o aprendizado é difícil e não é qualquer um que consegue terminar o treinamento. Por quê? Simples... Ele pode comer grama pela raiz.

Apesar do livro ter detalhes macabros, o autor escreve de forma sutil. Talvez por ser um livro para crianças. Mesmo assim, não deixa de dar medo e até causar alguns momentos angustiantes. Como ver vários fantasmas ou sombras de enforcados, feiticeiras de aparência grotesca e ver alguém sendo enterrado vivo (Essa foi a minha cena favorita. É, eu sou psicopata).

Até agora a Série teve seis livros traduzidos no Brasil. E se não me engano ainda faltam mais 6. Sim, a Série é composta por doze volumes. Fora os três livros a parte.

Livros da Série: 

O Aprendiz (The Spook's Apprentice) - 2004
A Maldição (The Spook's Curse) - 2005
O Segredo(The Spook's Secret) - 2006
A Batalha (The Spook's Battle) - 2007
O Erro (The Spook's Mistake) - 2008
O Sacrifício (The Spook's Sacrifice) - 2009
O Pesadelo (The Spook's Nightmare) - 2010
O Destino (The Spook's Destiny) - 2011
Eu sou Grimalkin (The Spook's I am Grimalkin) - 2011
O Sangue (The Spook's Blood) - 2012
O Conto de Seres Rastejantes (The Spook's Slither Tale) - 2012
Eu sou Alice (The Spook's I'm Alice) -2013

Livros paralelos à série:
O Conto do Caça-feitiço (The Spook's Tale) - 2009
As Feiticeiras de Wardstone (The Wardstone Witches, A Coven of Witches) - 2010
O Bestiário do Caça-feitiço (The Spook's Bestiary) - 2013 

Para aqueles que gostam de adaptações para o cinema (Seja para elogiar ou xingar) o 1º livro da Série foi adaptado e em Janeiro de 2014 chega aos cinemas. Isso é se não virar lenda urbana. Já que a data de lançamento foi alterada duas vezes.

Mas é bom deixar algo claro. Foram feitas algumas alterações na trama. Como por exemplo a idade do protagonista, que de 13 anos passou para a vida adulta. Mas se o filme for metade do que é o livro, vai ser um filmão.  

Informações sobre o filme:

Título: The Seventh Son
Ainda não possuí trailer.
Diretor: Sergei Bodrov
Elenco: Jeff Bridges, Juliane Moore, Ben Barnes, Alicia Vikander, Kit Harington.
Data de lançamento: Janeiro/2014 – Isso se não virar lenda urbana.

(Resenha) Estilhaça-me - Tahereh Mafi


Página do livro no SKOOB
Sinopse: Juliette não toca alguém a exatamente 264 dias. A última vez que ela o fez, que foi por acidente, foi presa por assassinato. Ninguém sabe por que o toque de Juliette é fatal. Enquanto ela não fere ninguém, ninguém realmente se importa. O mundo está ocupado demais se desmoronando para se importar com uma menina de 17 anos de idade. Doenças estão acabando com a população, a comida é difícil de encontrar, os pássaros não voam mais, e as nuvens são da cor errada. O Restabelecimento disse que seu caminho era a única maneira de consertar as coisas, então eles jogaram Juliette em uma célula. Agora muitas pessoas estão mortas, os sobreviventes estão sussurrando guerra – e o Restabelecimento mudou sua mente. Talvez Juliette é mais do que uma alma torturada de pelúcia em um corpo venenoso. Talvez ela seja exatamente o que precisamos agora. Juliette tem que fazer uma escolha: ser uma arma. Ou ser um guerreiro.

Resenha:

ATENÇÃO CONTÉM UM PEQUENO SPOILER.

Depois de quebrar a cabeça decidi que não tem como não falar desse livro sem soltar um spoilerzinho.

Quero deixar claro que adorei, adorei, adorei a trama. A autora soube misturar romance no meio de um mundo pós-apocalíptico, onde pessoas com poderes especiais vivem. Uma coisa meio X-Men.
Em “Estilhaça-me” conhecemos um mundo devastado, que está com os dias contados. Na esperança de salvar o mundo surge uma organização chamada O Restabelecimento, mas ao invés de salvar o mundo e o povo, eles o mergulham na fome e guerra. E é no meio desse caos que conhecemos Juliette. Uma jovem de dezessete anos, que possuí poderes especiais. Juliette não pode tocar nas pessoas. Toda a vez que ela o faz, as pessoas se machucam e podem até morrer. A história dela lembra um pouco a Vampira do X-Men.

Por causa de sua condição, Juliette é trancafiada num manicômio. E é lá que ela reencontra um velho amigo/paixão dos tempos de escola – Adam.
Mal sabe que ele está lá a mando do Restabelecimento, que quer usar seus poderes para torturar seus opositores.
Juliette é retirada do manicômio e levada a uma instalação militar, onde passa a conviver e a odiar Warner, um dos líderes do Restabelecimento.

Agora é hora de extravasar minha “decepção” e o tal spoilerzinho.

A trama foi bem construída, com cenas de ação, romance e várias surpresas. O problema é que a autora decidiu apostar num detalhe, que já encheu o saco: Um triângulo amoroso entre Juliette, Adam e Warner. Sendo que estes dois rapazes são os únicos que podem tocá-la sem correr risco de morte.

O que me decepcionou foi... Tá na cara que no segundo livro Adam vai descobrir que Warner pode tocar em Juliette, que por sua vez não contou para o namorado. Daí ele dá um chilique, termina tudo. Ela fica deprimida e volta para Warner, porque na cabeça dela, a melhor maneira de esquecer o grande amor é viver perigosamente.
Daí os leitores (Isso é se já não existe) vão se dividir em Team Adam e Team Warner. E vai ficar nessa putaria (Desculpa).  Com quem ela vai ficar no final?



Mesmo sabendo que o segundo livro pode ser previsível, vou ler. Quem sabe eu dou com os burros na água.

(Resenha) Como Se Livrar de Um Vampiro Apaixonado - Beth Fantaskey


Página do livro no SKOOB

Sinopse: Jessica Packwood levava uma vida tranquila no interior da Pensilvânia e esperava ansiosamente pelo início do último ano escolar. Seus planos eram se formar e conseguir uma bolsa de estudos para a faculdade, ganhar a olimpíada de matemática e namorar seu colega Jake Zinn. Mas aí um novo aluno esquisitão (e muito gato) chamado Lucius Vladescu aparece do nada, dizendo que Jessica pertence à realeza vampírica e lhe foi prometida em casamento para selar a união entre os clãs mais poderosos dos vampiros. E de repente Jessica percebe que sua vida está prestes a virar de pernas para o ar.

Para completar, Lucius fica hospedado na casa dela e faz de tudo para conquistá-la e atrapalhar seu flerte com Jake. Com a desculpa de que está fazendo intercâmbio, ele gruda em Jessica na escola e humilha todos os outros alunos da aula de literatura. O romeno esnobe e perfeitinho tira a garota do sério, mas logo começa a se encantar pelo estilo de vida local e a rever seus conceitos.

Jessica, por sua vez, vivencia uma importante autodescoberta e sofre uma transformação física e psicológica, fazendo as pazes com o seu passado e chegando a uma encruzilhada: ela deve ignorar o pacto de casamento e tocar sua vida simples ao lado da família e do namoradinho do colégio ou se abrir para uma experiência surreal e se unir a Lucius por toda a eternidade?

Em seu livro de estreia, Beth Fantaskey mesclou humor, fantasia, romance e terror para criar uma história surpreendente. Repleto de tiradas sarcásticas, diálogos divertidos e personagens complexos, “Como se livrar de um vampiro apaixonado” apresenta uma nova forma de enxergar os mortos-vivos mais atraentes da literatura mundial.


Resenha: 


Mais um livro de vampiros que leio (Eu não me canso).
Tinha lido vários elogios a escrita da autora, como sendo um livro cômico e hilário. Só que ficou faltando uma informação crucial. O qual vou dizer agora... O livro só vale a pena por causa de um detalhe: Lucius Vladescu.

Sem brincadeira. A trama é legal, bem escrita, mas o personagem Lucius rouba a cena.

Não vou ficar aqui falando da trama, até porque a sinopse já diz muito.
Jessica, a protagonista é um porre. Chata e cética ao extremo. Para que vocês tenham uma ideia. O diabo pode estar diante dela mostrando a bunda, que ela ainda vai ficar na dúvida do que está vendo.
Ela não conseguiu me cativar, apenas me deixou com raiva.

Como disse, o livro vale a pena por causa de Lucius. O cara é sarcástico, irônico e engraçado. Suas cartas para o Tio Vasile são o máximo, mesmo quando o cara começa a ficar meio americanizado, continua a dar um show.


Recomendo o livro, mas já vou avisando para ter saco para aguentar Jessica e suas frescuras. Ao mesmo tempo fiquem preparados para rir com Lucius.