quarta-feira, 17 de junho de 2015

(Resenha) A Seleção - Kiera Cass


Título: A Seleção
Autora: Kiera Cass
Páginas: 368
Editora: Seguinte

Sinopse: Para trinta e cinco garotas, a “Seleção” é a chance de uma vida. Num futuro em que os Estados Unidos deram lugar ao Estado Americano da China e mais recentemente a Illéa, um país jovem com uma sociedade dividida em castas, a competição que reúne moças de dezesseis e vinte anos de todas as partes para decidir quem se casará com o príncipe é a oportunidade de escapar de uma realidade imposta a elas ainda no berço. É a chance de ser alçada de um mundo de possibilidades reduzidas para um mundo de vestidos deslumbrantes e joias valiosas. De morar em um palácio, conquistar o coração do belo príncipe Maxon e um dia ser a rainha.

Para America Singer, no entanto, uma artista da casta Cinco, estar entre as Selecionadas é um pesadelo. Significa deixar para trás Aspen, o rapaz que realmente ama e que está uma casta abaixo dela. Significa abandonar sua família e seu lar para entrar em uma disputa ferrenha por uma coroa que ela não quer. E viver em um palácio sob a ameaça constante de ataques rebeldes.

Então America conhece pessoalmente o príncipe. Bondoso, educado, engraçado e muito, muito charmoso, Maxon não é nada do que se poderia esperar. Eles formam uma aliança, e, aos poucos, America começa a refletir sobre tudo o que tinha planejado para si mesma — e percebe que a vida com que sempre sonhou talvez não seja nada comparada ao futuro que ela nunca tinha ousado imaginar.

Resenha: 

Desde que li Jogos Vorazes adquiri um vício em distopias. E a cada nova distopia que aparece vou adicionando novos títulos.

Quase todas as distopias da atualidade se caracterizam por estes itens: Uma sociedade vivendo num mundo pós-apocalíptico, governo autoritário, população descontente, um jovem que é usado como ícone da revolução e tudo isso regado a muitas mortes, intrigas e ação. E essa é a fórmula mágica das distopias. O que não encontramos em A Seleção. Temos o mundo devastado e uma população vivendo sob regras rigorosas e muita miséria. Porém o livro não se aprofunda no tema. A questão toda no livro é a disputa entre 35 garotas pelo coração do solteiro mais cobiçado. Um príncipe. 

Se pudesse definir “A Seleção” em uma frase seria esta “Um The Bachelor num mundo distopico”. Porque no final das contas é isso mesmo. O foco da trama gira apenas nessa disputa pelo coração do príncipe e quem poderá ser a futura rainha. É claro que o livro mostra que existem rebeldes, mas não fica claro o porquê eles se rebelaram. É contra o sistema de Castas? Tem alguém do alto escalão querendo passar a perna no rei? A família real é opressora? São várias questões que não são explicadas. Só espero que as continuações expliquem melhor. 

Com relação ao andamento da trama é rápida. É narrada pela protagonista América, que até é uma moça legal. Espero que ela termine com o Maxon, porque o Aspen é um grande idiota. 

Não recomendo A Seleção para aqueles que gostam de distopias como Maze Runner, Estilhaça-me ou Reiniciados. A Seleção não tem ação. É só romance do começo ao fim. Ou como disse um amigo meu “É um Crepúsculo em forma de distopia”. 



sexta-feira, 5 de junho de 2015

(Resenha Dupla) Cartas de Amor aos Mortos + As Vantagens de Ser Invisível


Título: Cartas de Amor aos Mortos
Autora: Ava Dellaira 
Páginas: 344
Editora: Seguinte

Sinopse: Tudo começa com uma tarefa para a escola: escrever uma carta para alguém que já morreu. Logo o caderno de Laurel está repleto de mensagens para Kurt Cobain, Janis Joplin, Amy Winehouse, Heath Ledger, Judy Garland, Elizabeth Bishop… apesar de ela jamais entregá-las à professora. Nessas cartas, ela analisa a história de cada uma dessas personalidades e tenta desvendar os mistérios que envolvem suas mortes. Ao mesmo tempo, conta sobre sua própria vida, como as amizades no novo colégio e seu primeiro amor: um garoto misterioso chamado Sky. Mas Laurel não pode escapar de seu passado. Só quando ela escrever a verdade sobre o que se passou com ela e com a irmã é que poderá aceitar o que aconteceu e perdoar May e a si mesma. E só quando enxergar a irmã como realmente era — encantadora e incrível, mas imperfeita como qualquer um — é que poderá seguir em frente e descobrir seu próprio caminho.

Título: As Vantagens de Ser Invisível 
Autor: Stephen Chbosky.
Páginas: 224
Editora: Rocco

Sinopse: Mais íntimas do que um diário, as cartas de Charlie são estranhas e únicas, hilárias e devastadoras. Não se sabe onde ele mora. Não se sabe para quem ele escreve. Tudo o que se conhece é o mundo que ele compartilha com o leitor. Estar encurralado entre o desejo de viver sua vida e fugir dela o coloca num novo caminho através de um território inexplorado. Um mundo de primeiros encontros amorosos, dramas familiares e novos amigos. Um mundo de sexo, drogas e rock’n’roll, quando o que todo mundo quer é aquela música certa que provoca o impulso perfeito para se sentir infinito.



Resenha:

Você deve estar se perguntando o porquê dessa resenha dupla. Será preguiça? Loucura? Ou outro motivo?

Para ser honesta é um pouco de preguiça, adicionado com o fato dos dois livros serem praticamente idênticos. O que chega a ser até engraçado, pois li Cartas de Amor aos Mortos numa semana e na seguinte comecei a ler As Vantagens de Ser Invisível. Coincidência? Talvez. 

Ambos os livros trazem um adolescente que está iniciando o ensino médio, com uma família devastada por uma tragédia, uma irmã problemática, outros problemas familiares, novas experiências, novos amigos, romance, amigo gay com um romance secreto, alguém que foi molestado na infância,  festas, drogas e uma boa trilha sonora. E é claro, tudo isso contado através de cartas, que mais parecem um diário secreto. 

A única diferença entre os livros é que Cartas de Amor aos Mortos é contado do ponto de vista de uma garota e As Vantagens de Ser Invisível é narrado por um garoto. 

Mas apesar das coincidências, ambos os livros são incríveis. Ambos têm uma linguagem fácil e rápida. Se você estiver num bom dia dá para ler numa sentada. Como sou lerda na leitura levei dois dias para ler ambos. 
Os protagonistas (Em ambos os livros) te envolvem conforme vai avançando na leitura. Um detalhe que amei (Em ambos os livros) foi a trilha sonora. Por ter irmãos mais velhos, passei boa parte da infância ouvindo The Smiths e U2.  E também recordei minha adolescência com o amor que Laurel (Cartas de Amor aos Mortos) tem pelo Nirvana. 

Muita gente diz que o melhor é ler primeiro Cartas de Amor aos Mortos e depois As Vantagens de Ser Invisível. Eu honestamente não sei se isso é verdade. É claro que fiz exatamente isso, mas acho que é besteira. 


SKOOB - Cartas de Amor aos Mortos

SKOOB - As Vantagens de Ser Invisível


Perguntas Frequentes



Todos os dias recebo recados dos leitores com diversas perguntas. Algumas são fáceis de responder e outras nem tanto. Mas três ou quatro perguntas sempre estão presentes: E as continuações? Quantos livros terá a Série A Chave Mestra? E Lua Escarlate? Por que você não publica por uma editora? Vamos por partes:

A Chave Mestra

Minha ideia inicial é escrever quatro livros, mais um conto.

Que são estes:

Entorpecida - Livro I - Já publicado
Luz Negra - Livro II - Já publicado
Aura (Conto narrado por Ian) 
Sacrifício - Livro III (Título Provisório)
A Guardiã - Livro IV

Planejo publicar Aura no início do ano que vem. Por ser um conto não sei se farei uma versão impressa. Livros com poucas páginas saem muito caros no Clube de Autores e fazer por uma gráfica também não vale a pena. Não quero ficar com várias cópias encalhadas em casa e nem estou nadando em dinheiro.  O livro tem - Até agora - 120 páginas. É claro que ele vai passar por mais revisões, mas não acho que ficará com muitas páginas. 

Sacrifício também vai sair no ano que vem, mais para o final do ano. Nossa!Tanto tempo assim! Bem, vou contar dois detalhes. Um: Atualmente estou brigando contra uma tendinite. Nada muito grave, quando o negócio começou a ficar mais feio já fui atrás de um médico, porque não suporto dor. E por essa razão estou escrevendo meus livros em passo de tartaruga. Dois: Não sei se todos os autores sofrem disso, mas quando crio uma série, o primeiro livro é difícil de escrever, o segundo é mais fácil e o último é uma missão impossível. Ah! Mas A Chave Mestra tem quatro livros! Sim, é verdade, mas Sacrifício e A Guardiã estão "interligados". 

A Guardiã se passará vinte anos no futuro, após os eventos de Sacrifício. Por isso vou escrever ambos ao mesmo tempo. Para não correr o risco de deixar detalhes soltos. Quando se escreve uma série, o autor precisa reler o livro que está escrevendo no momento várias vezes e reler os anteriores. Não posso me contradizer adiante. Tudo precisa estar em sincronia.

Trilogia Almas.

Esse provavelmente será o trabalho que terminarei primeiro. O terceiro volume já está sendo escrito e se continuar no ritmo que está sai ainda este ano. Talvez lá para o final do ano. 

Lua Escarlate

Essa série está encantada. Não sei se isso é uma coisa boa ou não. 

O primeiro livro da série "Água & Vinho" está atualmente na Editora APED, porém não tive muita sorte com a editora e pedi o cancelamento do contrato, que venceu no mês de Abril. Entrei em contato com a editora e me disseram que mandariam o contrato de cancelamento. Isso foi há quase dois meses. Hoje mandei um email perguntando o motivo da demora. Vamos ver quando recebo uma resposta.

Como não posso publicar ainda o primeiro livro, não quero publicar os outros. Os três livros estão passando por uma nova revisão. Algumas cenas novas foram incluídas, outras alteradas e outras jogadas no lixo. Assim como alguns personagens. Como era muito amadora criei personagens demais e alguns deles não acrescentavam em nada, só estavam lá para encher linguiça. 

Por que você não publica por uma editora?

Publicar por uma editora não é tão fácil quanto parece. Já publiquei em uma editora por demanda, ou seja, paguei para ser publicada. Quero deixar claro que não sou contra esse método. Se a editora é pequena tem mais é que cobrar. Porém, a editora precisa fazer um trabalho que preste. Fazer uma revisão decente, uma diagramação e capa legal. E não ficar de mimimi quando o autor, que pagou pelo serviço, diz que a capa está estranha e é preciso trocá-la. Sim, eu ainda estou com raiva da capa. Aliás, jamais vou esquecer que a editora disse que "Os leitores não entendem de detalhes técnicos, eles só entendem o que é bonito ou feio". Posso ser autora, mas sou leitora e gosto de uma capa bonita. É claro que a sinopse sempre me chama mais atenção do que uma capa, contudo, sei que para muitos leitores a capa é primordial. É o convite para que ele queira pegar o livro, abri-lo e ler a sinopse. Atire a primeira pedra quem nunca comprou um livro pela capa. Eu já. E vocês?

Por esse motivo fiquei traumatizada por editoras por demanda. Não estou dizendo que todas as editoras por demanda são fajutas. Mas estou sofrendo aquele complexo de namorada traída. Todo o homem que eu vejo parece encrenca e das grandes. Por isso se um dia eu for publicar por uma editora, será por uma não paga. 

Tá! Eu sei, estou sonhando alto e nem sou tão boa assim.  Mas sonhar ainda não é pecado e faz bem para a alma. 
Por isso vou continuar na Amazon e Clube de Autores. Ambos os sites se tornaram o meu cantinho, e estou feliz com ele. Sei que não participo de eventos, feiras, bienal do livro. Mas eu me contento com pouco. Os oito ou dez emails por semana já me alegram e muito. Por isso continuem mandando.