terça-feira, 28 de abril de 2015

Semana A Chave Mestra #2



Olá para todos, voltei!

Dando continuidade a semana A Chave Mestra hoje vou falar de outro personagem querido, Ryan. O que chega a ser uma certa surpresa, já que imaginei que ele seria um personagem odiado.

Ryan foi inspirado num episódio curioso que ocorreu comigo quando fazia curso de idiomas, há mais de dez anos.

Fazia curso de inglês aos sábados. Tínhamos três horas de aula e dez minutos de intervalo e foi durante um intervalo que tive o diálogo mais doido da minha vida.

– Você já viu como “fulano” olha pra você? (Detalhe... O fulano era meu professor).
– O quê? – Eu meio que congelei no chão.
– Já viu como “Fulano” olha pra você?
– Não! Não! Não! - Acho que fiquei um minuto falando Não.
– Nunca reparou?
– Não! E nem quero.
– Mas você acha que é ilegal? Eu sei que você é novinha, mas ele também parece novo.
– Eu sei que não é ilegal, mas é doentio e muita falta de respeito. E outra, o “curso” (Na verdade eu falei o nome da escola) deve ter alguma clausula que proíbe esse tipo de comportamento dos funcionários.

Se não me engano o professor tinha 21 anos e eu 24. Eu sei nada demais, mas fui criada a respeitar as pessoas que tinham um cargo elevado ao meu. E o professor estava nessa categoria. 
Depois desse incidente fiquei bolada, mas depois de uns dias observando o professor acabei me convencendo que a garota era doida e via o que não existia. 

Guardei essa história durante muitos anos. E quando comecei a criar A Chave Mestra, e principalmente o Ryan, esse diálogo veio à tona, e pensei que seria legal usá-lo. Afinal, depois do susto inicial, hoje quando lembro dou altas gargalhadas. 

Acho que já deu para perceber que eu trato do assunto paixão entre aluna e professor. Mas acreditem não é nada demais. 

Ryan chega na história num momento delicado. Algo terrível acabou de acontecer na escola onde Hayley estuda e ele acaba pegando a vaga de professor de biologia.  Os dois se conhecem de forma inusitada (Não dá para contar, é spoiler) mas a partir desse momento, as coisas entre os dois ficam um tanto complicadas. 

Ryan é um dos únicos personagens que tem vícios. O cara fuma mais do que uma chaminé. Como diz Hayley “O cara é bonito, mas parece o Expresso de Hogwarts”. Talvez por ele não ser o príncipe encantado perfeito é que caiu no gosto das leitoras. 


Vamos a uma pequena ficha técnica do personagem.

Nome Completo: Ryan Coulson
Idade: 27 anos (Mas aparenta ter vinte e um)
Pais: desconhecidos.
Irmãos: Sem irmãos
Melhores Amigos: Kim
Animal Preferido: Não tem
Prato Preferido: Pizza
Livros Preferidos: Todos do Stephen King, As Crônicas de Nárnia e Harry Potter.
Vício: Fumar

E os livros continuam disponíveis de graça na amazon até sexta-feira.

Beijos e até amanhã. 



segunda-feira, 27 de abril de 2015

Semana A Chave Mestra #1



Nesta semana, eu, a autora, faço aniversário e para comemorar uma semana com posts especiais. 
Tenho três séries escritas (Lua Escarlate, A Chave Mestra e Almas), mas a mais querida pelos leitores é A Chave Mestra e foi por esse motivo que a escolhi para fazer um especial aqui no blog. 


A cada dia recebo e-mails, recados via facebook, twitter e até no instagram de diversos leitores me perguntando sobre os personagens, quando sai o próximo livro e quantos livros a série terá ao todo.



Também recebo reclamações (No bom sentido, é claro). Alguns leitores estão fazendo torcida para que o público da série cresça a cada dia, assim eles terão com quem conversar a respeito de sua série favorita. 



É muito bom saber que algo que escrevi acabou se tornando o livro favorito de alguém. Eu sei, não sou muito conhecida ainda, mas quem sabe, um dia, isso mude.



Chega de enrolar e vamos ao que interessa. O primeiro post da Semana A Chave Mestra será sobre Hayley. A mocinha da história e que recebeu até o momento 90% de aprovação dos leitores. 



As histórias que escrevo são voltadas para o público jovem, adolescentes. E por essa razão, os livros que mais leio também são para esse público. É uma forma de descobrir o que os jovens gostam de ler e o que esperam num livro. E também o que estão cansados de ver.



Por essa razão quando decidi criar a Hayley queria que ela fosse decidida, forte e que não fica choramingando pelos cantos. Como gosto de narrar em 1ª pessoa, não podia fazer uma protagonista chata e cheia de mimimis. Tinha que ter personalidade e não podia ser a típica adolescente que vemos nos livros. Uma garota forte, mas é só se apaixonar que fica besta e sem noção. 



Nem todas as garotas se apaixonam e ficam idiotas. 



A Chave Mestra até, num primeiro momento, pode dar a ideia que é um baita clichê. Mas é só cara. É claro que temos a garota que não sabe quem é a tal e depois descobre que faz parte de algo grandioso. Mas o livro todo faz uma grande piada com os clichês de livros teens.



Hayley é uma garota pavio curto, foi adotada aos oito anos e ama a família. Tem uma irmã chamada Anna, que tem um péssimo gosto para namorados. O que faz com que Hayley tenha que defendê-la e também a coloca em diversas encrencas. Como, visitar com frequência a sala da diretora. 

Mas apesar de tudo isso, Hayley é a melhor aluna da sala. Tem as melhores notas e adora ler. 


Agora uma pequena ficha técnica da personagem:






Nome: Hayley Mary Kilvert

Idade: 17
Pais: George e Mary Kilvert
Irmã: Anna
Melhores Amigos: Gabriel, Carol e Junior.
Animal favorito: Cachorro
Livros favoritos: Série Percy Jackson e os Olimpíanos, As Crônicas de Nárnia, Harry Potter e Academia de Vampiros.
Prato favorito: Batatas Fritas


E pra quem ficou curioso e quer adquirir os livros (Entorpecida e Luz Negra), mas não quer gastar, com medo de comprar gato por lebre. Nesta semana estou disponibilizando os livros (E-book) de graça na amazon. Então, aproveitem. 



Beijos e até amanhã. 


quarta-feira, 22 de abril de 2015

(Resenha) Reiniciados - Teri Terry



Título: Reiniciados
Autor: Teri Terry
Páginas: 432
Editora: Farol Literário

Sinopse: As lembranças de Kyla foram apagadas, sua personalidade foi varrida e suas memórias estão perdidas para sempre. Ela foi reiniciada. Kyla pode ter sido uma criminosa e está ganhando uma segunda chance, só que agora ela terá que obedecer as regras. Mas ecos do passado sussurram em sua mente. Alguém está mentindo para ela, e nada é o que parece ser. Em quem Kyla poderá confiar em sua busca pela verdade? 

Resenha: 

Antes de começar a resenha, vamos a um detalhe jornalístico:

No ano de 201o, a cidade de Londres sofreu diversos atos de vandalismo. No início era dito que eram protestos contra as Olimpíadas, que seria realizada em 2012. Porém, conforme o tempo foi passando, ficou provado que tudo era apenas vandalismo. Os tais  atos eram programados através das redes sociais. 

E o que isso tem a ver com a resenha? Tudo. Afinal, a autora de Reiniciados usou esse detalhe como inspiração para sua distopia. 

Reiniciados se passa numa Londres devastada por atos terroristas, e como uma forma de conter tais atos, o governo cria o programa “Reiniciados”, que consiste em apagar a memória de jovens que tinham um histórico de violência, e assim, reintegra-los à sociedade. Alguns destes jovens escolheram participar do programa e outros foram arrancados de suas casas, e agora estão na lista de crianças desaparecidas. 

Assim que um jovem é reiniciado, ele ganha um novo nome, família e um aparelho capaz de prevenir futuros atos de violência. Se o jovem reiniciado tentar qualquer coisa fora da lei, o aparelho acoplado ao seu pulso envia um sinal até um chip implantado em seu cérebro incapacitando-o. Em outras palavras, matando-o. 

A trama se foca em Kyla, uma garota, que ao que tudo indica não é a primeira vez que recebe a oportunidade de recomeçar. Kyla se comporta de forma diferente dos outros reiniciados. Para entender melhor é preciso ler o livro. Não é só o passado de Kyla que é um mistério, mas sua nova família também. Principalmente os pais. Tem algo muito errado naqueles dois.

A autora sobe como balancear o suspense e o mistério. Distopias no geral se focam mais nos dramas da protagonista, mas neste livro, ao contrário de outros que li, a parte histórica foi bem explorada. Existe uma explicação do porquê tudo está acontecendo, e o porquê o governo agem de tal maneira. 

Agora é hora de correr atrás da continuação. 



(Resenha) A Garota Que Perseguiu A Lua - Sarah Addison Allen


Título: A Garota Que Perseguiu A Lua
Autor: Sarah Addison Allen
Páginas: 243
Editora: Planeta


Sinopse: Você está oficialmente convidado para conhecer Mullaby, uma cidade muito simpática, mas muito cuidado, pois nela nada é o que parece...
Depois da morte da mãe, Emily é mandada à cidade para morar com o avô que até então não conhecia, e começa a se envolver com os (muitos) mistérios de Mullaby. Para isso, ela conta com a ajuda de Julia, uma confeiteira que estudou com a sua mãe e que carrega um grande segredo.
Existem mesmo papéis de parede que mudam de cor? De onde vêm as famosas luzes de Mullaby? Poderia um dos bolos de Julia trazer de volta um amor perdido?
Entre histórias de amor, de perdão, acontecimentos inexplicáveis e doces deliciosos, descubra os segredos de Mullaby.

Resenha: 

Este é o segundo livro que leio da autora, e como o primeiro, li quase numa sentada. A linguagem usada é simples e flui bem.

Em “A Garota Que Perseguiu A Lua” nos deparamos com uma amizade inesperada entre Emily e Julia.

Emily perdeu a mãe num acidente e acaba sendo obrigada a morar com o avô, que nem sabia que existia. Aliás, tudo na vida da mãe de Emily é um grande mistério. Ela jamais mencionou a filha como foi viver na cidade de Mullaby e muito menos do pai.

E para piorar, Emily não tem uma boa recepção vinda dos moradores. Tudo porque culpam sua mãe por algo. 

Do outro lado da equação, temos Julia, uma confeiteira, que tem uma relação de amor e ódio com a cidade. Ela é a única a demonstrar afeição por Emily. E como a moça deseja saber mais sobre a mãe, logo uma amizade nasce entre as duas.

Emily precisa descobrir o que a mãe escondia e Julia precisa se entender com os fantasmas de seu passado. Só assim ela será capaz de decidir se Mullaby é o lugar ideal para ela, ou não.

Assim como “O Pessegueiro”, “A Garota Que Perseguiu A Lua” traz um toque sobrenatural um pouco inusitado. Ou poderia ser um toque de superstição. O passado dos personagens é recheado de segredos e surpresas. A autora consegue fazer com que todos interajam entre si. O que dá um toque todo especial. É uma coisa meio “Idas e Vindas do Amor”. 



(Resenha) Filme - O Sétimo Filho


Título Original: Seventh Son
Elenco: Jeff Bridges, Julianne Moore, Ben Barnes, Kit Harington, Antje Traue, Olivia Williams, Djimon Hounsou, Alicia Vikander.
Diretor:  Sergey Bodrov
Ano: 2015

Trailer



Sinopse: Mestre Gregory é um cavaleiro que havia aprisionado a poderosa bruxa Malévola, Mãe Malkin, séculos atrás. Mas agora que escapou ela quer vingança. Convocando seus seguidores de todas as encarnações, Mãe Malkin está se preparando para libertar sua terrível ira em um mundo desprevenido. Só uma coisa está em seu caminho: Mestre Gregory. Em uma reunião mortal, Gregory fica cara a cara com o mal que ele sempre temeu um dia voltar. Ele tem apenas até a próxima lua cheia para fazer o que normalmente leva anos: treinar seu novo aprendiz, Tom Ward para combater uma magia negra diferente de qualquer outra. A única esperança se encontra no sétimo filho de um sétimo filho.

Resenha: 

Fazer a resenha para esse filme acabou virando uma odisseia. O PC quebrou, depois tive uma crise de tendinite. Uma das minhas mãos ficou tão dura, que parecia que tive uma câimbra daquelas. Tipo o Chandler do Friends, quando ganha um jogo do Pacman da Phoebe. E até que todos esses impedimentos combinaram com o filme, já que o mesmo levou dois anos para chegar aos cinemas. 

“O Sétimo Filho” para quem não sabe é baseado na Série As Aventuras do Caça-Feitiço do autor Joseph Delaney. Porém, o filme é daqueles que realmente é baseado. Houve várias modificações, mas apesar disso a trama ainda é interessante.

Os livros (Pelo menos os dois primeiros volumes) são voltados para o público mais jovem, por volta dos onze em diante. Já o filme é para um público um pouco mais velho. Com muito mais cenas de ação e menos burradas cometidas pelo aprendiz.

Mestre Gregory (Jeff Bridges) vive uma verdadeira maratona para treinar seu mais novo aprendiz, Tom Ward (Ben Barnes), que até pouco tempo era apenas um filho de fazendeiros, com um dom peculiar. Tom tem visões com um homem, o caça-feitiço, e que com o decorrer da trama fica claro o porquê das tais visões.
Enquanto tem que aguentar as manias de seu Mestre, Tom vai aprendendo a lutar, como capturar uma bruxa, e é claro, confiar em quem não devia. Afinal, todo o bom aprendiz precisa fazer algumas besteiras ao longo do aprendizado.

Apesar de ter gostado da atuação do Ben Barnes, meu destaque vai para Jeff Bridges e Julianne Moore, que incorporou com perfeição Mãe Malkin. Gostei mais dela no filme do que no livro. 

Outro destaque é a parte visual do filme. Com belas paisagens e muitos efeitos especiais. E vendo tudo em 3D fica melhor ainda.

Acredito que o filme não está mais em cartaz, já que faz um mês que fui vê-lo.