sábado, 27 de outubro de 2012

Meta de Leitura - Novembro

O mês de outubro está acabando e mais uma vez completei minha meta de leitura.
Um viva pra mim!

E agora deem uma olhada para a meta do mês que vem.

O Anjo Poeta - Eddy Khaos 

90 Anos Antes - Série Renascer - Márcia Abreu

A Mão Esquerda de Deus - Paul Hoffman

O Beijo das Sombras - Richelle Mead 


Como sempre dois livros de autores nacionais, um estrangeiro e agora uma novidade... Uma releitura.

Já li o livro "O Beijo das Sombras" há mais de dois anos, mas decidi lê-lo novamente e fazer uma resenha, já que alguns leitores pediram.

Dedos cruzados. Vamos ver se eu consigo mais uma vez.


sexta-feira, 26 de outubro de 2012

(Resenha) Luminoso - Alyson Noel


Sinopse: Após ter completado sua tarefa com o Garoto Radiante, Riley desfruta férias ao lado de Buttercup e Bodhi. Quando um cão infernal atravessa seu caminho, a menina decide ir atrás dele – apesar da relutância de seu professor. Durante a busca, ela encontra uma jovem fantasma chamada Rebecca. Apesar do jeito doce de Rebecca, Riley logo descobre que nem tudo é o que parece. Filha de um fazendeiro, e furiosa por ter sido assassinada durante uma revolta de escravos em 1773, ela mantém a alma dos que morreram presa em suas piores memórias. Será que Riley conseguirá ajudá-la sem se perder nas próprias lembranças dolorosas?

Resenha: 

Agora sim a história ganhou um ar de livro com fantasmas.
O primeiro livro da Série Riley Bloom "Radiante" é legal, mas eu o achei incompleto. Pareceu que a autora teve medo de ousar, só porque sua protagonista é uma fantasminha de 12 anos.

No segundo livro, vemos Riley e seus amigos tirando férias numa praia, quando um cão infernal cruza seu caminho.
Curiosa e teimosa como é, Riley segue o cão, mesmo com os protestos de Bodhi (Seu mestre e guia). Mas esse ato reserva uma surpresa. Além de encontrar o cão, Riley se depara com uma garota fantasma chamada Rebecca. Uma fantasma que está cheia de ódio por causa de sua morte prematura. E como uma maneira de espalhar seu ódio, Rebecca aprisiona outras almas em suas piores lembranças. A garota se alimenta da dor alheia e logo que Riley a conhece tem uma mostra do que ela é capaz.

Apavorada, Riley tenta fugir, mas no momento em que ela escapa, encontra Bodhi e seu cão Buttercup e ambos são capturados pela maligna Rebecca.

Ao ver seus amigos aprisionados, Riley decidi mergulhar no inferno cheio de más lembranças.

"Luminoso" tem uma história mais sombria - e a psicopata aqui agradece - e conhecemos um pouco mais sobre Bodhi e seus demônios. Também conhecemos os demônios de Buttercup. Sim, um cão também tem lembranças ruins.

E o que mais gostei foi o gatilho deixado no final do livro, que será a base para o próximo livro da série - Terra dos Sonhos.

Se para "Radiante" dei apenas 3 estrela lá no Skoob. Luminoso ganhou uma a mais.
Agora é correr atrás do terceiro livro e descobrir o que vai acontecer.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Entrevistei... Josiane Veiga

Além de fazer resenhas para livros de autores nacionais, agora vou fazer entrevistas.

Mas entrevistas com a minha cara, engraçadas e com perguntas doidas.
Uma vez ao mês o blog trará um entrevistado. Então se preparem, logo, logo, sairei a caça de autores pelas redes sociais.

A primeira "vítima" foi a autora Josiane Veiga.



Questionário Legal
 
Dados da “ Vítima”:

Nome: Josiane Veiga
Idade:28.
Time do Coração: Grêmio
Signo: Aquário
Profissão: Securitária

Perguntas sérias:


1 – Qual seu estilo literário?
Minha linguagem é mais atual, tento ser o menos arcaica possível. Gosto que o leitor visualize a cena como um todo, como se estivesse assistindo a história na tela de um cinema. Já escrevi fantasia, mas minha preferencia é por temas realistas, polêmicos. 


2 – Quando decidiu embarcar nessa loucura chamada Escrever?
Nunca escolhi. Mas, escrever é algo mais forte do que eu. Quem está de fora muitas vezes não entende. Já ouvi coisas do tipo "perdendo tempo trancada no quarto" etc... mas sinto que se não colocar em linhas o que está na alma, serei uma morta-viva.


3 – Qual foi o primeiro conto\livro que escreveu?
O primeiro livro foi "A caminho do céu", com 12 anos, vencedor de um concurso escolar. 


4 – Você tem algum ritual antes de escrever?
Não necessariamente, mas gosto de estar sozinha e com uma xícara de café ao lado.


5 – Fale um pouco das suas obras publicadas?


A Saga Jishu (Rendição, Redenção e Remissão - o último ainda a lançar) conta a história de cinco amigos que se conhecem na infância e fazem parte de uma banda que alcança o sucesso. Porém, mesmo sendo tão desejados por mulheres, são gays. Narro o dia a dia, a máscara da heterossexualidade que representam, também lido com a manipulação da indústria do entretenimento, etc.
 

A Insígnia de Claymor narra a história de uma família marcada pela excentricidade e incesto. É um dos mais polêmicos dos meus romances, que se passa exatamente na inquisição.
 
A Rosa entre Espinhos é o clichê. Empregada que se apaixona pelo patrão. É mais imaturo, escrevi a muito tempo atrás e as vezes até me envergonho por ele..rsrss

 Traços é outro romance dedicado ao público gay. Tan é um jovem abusado pelo pai que foge para as montanhas e lá se apaixona por um elfo. Porém, o amor deles não é aceito.
 
A Senhora das Montanhas é uma homenagem a Luciane Rangel, e conta a história pós Guardians de Live, a guardiã de aquário. 


6 – Essa pergunta é meio batida... Mas qual foi sua maior dificuldade no mundo literário?
Até hoje luto para que meus livros sejam vistos como obras, não como materiais pornográficos. 


7 – Alguma vez já teve vontade de chutar o pau da barraca e largar essa vida de escritor?
Não. Eu não vivo disso, eu tenho um bom emprego, e se por acaso a partir de amanhã não vender mais nenhum livro, não terei nenhum problema. Escrever pra mim é apenas por diversão, então nada me estressa ao ponto de perder o sono, e tudo que ganho serve basicamente para repor as despesas com gastos dos próprios livros.
Porém, sei que aqueles que vivem da literatura hoje, a coisa não é tão simples. Ando lendo muitas reclamações de escritores ultimamente.


Agora é a vez das perguntas loucas:


Comida favorita? As da minha mãe.
Fico de TPM... Quando? Todo mês... e daí choro, brigo, faço escândalo.. kkk
Se você pudesse, qual celebridade ou personagem de livro você mataria? Algumas atrizes japoneses.
Meu bicho favorito é...gatos.
Meu livro favorito é... O senhor dos anéis.
Meu autor favorito é... Moacyr Scliar.


Confronto dos Personagens:


Em um duelo entre Alexei Claymor (A Insígnia de Claymor) e Legolas (O Senhor dos Anéis). Quem levar a melhor?
Amo Legolas. Na literatura, Legolas. Mas, na vida real, Alexei ganha. Ele é mau e joga sujo. Ele daria um jeito de vencer Legolas.


E para terminar:


Quem é você de verdade?
Josiane Veiga, louca, yaoista, arashiando e LoverOhmiya. Essa sou eu^^


Espero que tenham gostado de conhecer um pouco mais sobre a autora.
E até o mês que vem com mais uma entrevista.

Fui!!!



segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Promoção na Fan Page de Lua Escarlate



Novidades no ar!

De acordo com a editora, no mês que vem - Mais conhecido como Novembro - Lua Escarlate - Livro I Água e Vinho será lançado.

E para comemorar lancei a promoção na Fan Page do livro.
Assim que chegarmos as 100 curtidas vou sortear um kit com:

Livro + Marcador + Buttom.

Para concorrer é fácil. É só curtir a página e comentar a foto da promoção que já está no mural. Com a frase "Eu quero!"

Se por acaso chegarmos as 100 curtidas antes do lançamento do livro, não se preocupe. Farei o sorteio mesmo assim e deixarei o exemplar guardadinho.

domingo, 21 de outubro de 2012

(Resenha) O Morro dos Ventos Uivantes - Emily Brontë


Sinopse:  Na fazenda chamada Morro dos Ventos Uivantes nasce uma paixão devastadora entre Heathcliff e Catherine, amigos de infância e cruelmente separados pelo destino. Mas a união do casal é mais forte do que qualquer tormenta: um amor proibido que deixará rastros de ira e vingança. "Meu amor por Heathcliff é como uma rocha eterna. Eu sou Heathcliff", diz a apaixonada Cathy. O único romance escrito por Emily Brontë e uma das histórias de amor mais belas de todos os tempos, O morro dos ventos uivantes é um clássico da literatura inglesa e tornou-se o livro favorito de milhares de pessoas.


Resenha: 

Sim! Eu leio livros clássicos. Bem, li "O Morro dos Ventos Uivantes" há mais ou menos dois anos (E só agora você faz a resenha?!).
Sim! É que eu trabalho em passo de tartaruga (Brincadeira).
Decidi fazer a resenha só agora por causa de uma coisa que li no Facebook ontem (Vou falar sobre isso no final da resenha, com o título: Momento Chilique).

"O Morro dos Ventos Uivantes" conta a história de amor, ira, vingança e obsessão entre Heathcliff e Catherine.
Heathcliff é um garoto órfão "adotado" pelo Sr. Hareton Earnshaw dono da propriedade chamada "Morro dos Ventos Uivantes). O Sr. Earnshaw tem dois filhos, Hindley e Catherine.
Após uma viagem a Liverpool o Sr. Earnshaw retorna para casa com o pequeno Heathcliff, que passa a ser tratado com todo o amor, para o desespero do filho mais velho, que alimenta um ódio mortal pelo órfão.

Enquanto Heathcliff é odiado por Hindley, Catherine desenvolve uma grande amizade pelo rapaz.
Os dois se tornam inseparáveis e aprontam sem parar, para o desespero da governanta, a Sra. Dean.
A amizade deles sofre um abalo quando o Sr. Earnshaw morre e a propriedade passa para seu filho, que vê a oportunidade perfeita de colocar Heathcliff em seu devido lugar... Como um mero empregado.

Mesmo com a implicância do irmão, Catherine continua ao lado do amigo. Até o dia, durante uma brincadeira, Catherine se fere na propriedade vizinha (A Granja dos Tordos) propriedade dos Linton.
Com peso na consciência, os Linton decidem abrigar Catherine na Granja até seu restabelecimento. Mas quando ela retorna para casa é outra garota, muito mais refinada, educada e passa a conviver mais tempo com os filhos dos Linton (Edgar e Isabella) do que com seu amigo de infância.

Com o passar do tempo a amizade entre Catherine e Edgar aumenta, e ao que tudo indica, há grandes possibilidades da amizade evoluir para um noivado. Mas eis que aparece o dilema: Catherine gosta de Edgar. Ele tem nome, berço e com certeza sua família aceitará sem problema o noivado deles, por outro lado, ela não pode negar o amor que sente por Heathcliff, mas ele é pobre, não tem família e não tem bons modos. Em resumo o amor deles é inevitável.

Numa noite enquanto conversava com a governanta da casa, Catherine confessa suas angustias, mas Heathcliff escuta a conversa e a interpreta mal. revoltado como o possível noivado entre sua amada com Edgar, Heathcliff foge sem deixar explicações.

Três anos depois, quando Catherine já está casada, ele retorna. Mas Heathcliff já não é mais um garoto, agora ele é um homem forte e decidido a se vingar de todos que o humilharam no passado.

"O Morro dos Ventos Uivantes" é sempre classificado como uma história de amor, mas pra mim é sobre a vingança de um homem amargurado, que não mede esforços para conseguir o que quer.

O motivo que me faz gostar tanto desse livro e de outros clássicos escritos por mulheres, é devido ao fato que escritoras não podiam publicar suas obras com seus nomes verdadeiros. 
A própria Emily Brontë publicou seu trabalho usando o pseudônimo de Ellis Bell, já que tinha medo de não ser levada a sério por ser mulher. Tanto que quando descobriram que o autor de "O Morro dos Ventos Uivantes" era uma mulher, as pessoas ficaram escandalizadas, pois como uma mulher tinha a audácia de escrever um livro sobre um amor tão obsessivo e vingativo. Afinal, as escritoras do século XIX só podiam escrever sobre moças que procuravam um bom casamento e eram felizes para sempre.

Se depois dessa resenha você decidir ler o livro, um aviso:
A linguagem é clássica e é preciso ler com atenção, calma e sem pressa. E principalmente tenha paciência, pois o livro é um pouco parado, mas quando Heathcliff volta e começa sua vingança, a história ganha vida.

Skoob do livro: http://www.skoob.com.br/livro/110-o-morro-dos-ventos-uivantes


Momento Chilique:

Agora vou criticar uma coisa que li num grupo no Facebook (O motivo de eu fazer a resenha).

Vejo muitos colegas autores criticando o trabalho dos outros apenas por criticar.
Há uma semana fiz uma resenha para o livro "Ser Clara" da autora Janaína Rico. Quem quiser conferir clique  AQUI

Como uma forma de divulgar o trabalho de outros colegas autores, eu costumo compartilhar os links das resenhas em tudo quanto é buraco. Então divulguei num grupo do qual faço parte no Facebook.
E então surgiu o tema que hoje em dia os livros como o da Janaína e tantas outras, que escrevem para o publico feminino, tem uma trama vazia e de linguagem de fácil entendimento.

Eu fui uma pessoa que fugiu de livros até os 24 anos, até conhecer a Série Harry Potter. E agradeço do fundo do meu coração peludo ao meu ex-namorado por ter insistido.
Hoje eu leio de tudo: Do clássico ao Esdruxulo (Esdruxulo = Fics no Nyah que não dá pra saber quem está falando o quê).

Mas hoje eu só tenho SACO para isso, porque aprendi a ler com livros de trama "vazia" e de linguagem fácil.

Agora é o momento maldoso: Eu gosto de "O Morro dos Ventos Uivantes", mas se analisarmos de modo cruel. Emily Brontë usa elementos muito fáceis de encontrarmos nos livros chick-lit de hoje. Como por exemplo: Uma protagonista que não dá a mínima para os sentimentos alheios, tem um amor doentio, não tem amor próprio e fica deslumbrada com dinheiro.
Ela também usa o elemento triangulo amoroso. Um dos caras é o poderoso e outro o cachorrinho obediente.

Agora eu fico na dúvida "Será que livros como "O Morro dos Ventos Uivantes" só são idolatrados por que o autor morreu?
Confesso que tenho essa desconfiança. Porque eu percebo... O povo gosta de idolatrar um artista póstumo.
Quando o artista tá vivinho da silva, o povo tá cagando e andando, mas é só ele morrer que vira um gênio.

E quanto ao assunto da linguagem fácil... Gente, nós não estamos mais no século XIX. O nosso próprio idioma já sofreu várias alterações na escrita e gramática. E eu acho que alguns autores preferem escrever numa linguagem mais fácil, justamente para trazer os idiotas (Como eu fui) para o mundo dos livros.

E antes que haja confusão. O comentário não foi feito no grupo "Escritores Brasileiros", foi em outro grupo onde há um escritor que anda com raiva de tudo e todos, porque ele não vende nenhum livro.
E se o cidadão ler isso, um recado:

Eu leio de tudo, não sou uma retardada ou preconceituosa. Se você está frustrado não desconte em quem está quieto. Porque ninguém tem o direito de dizer que só faço resenhas de livros com tramas vazias, assim como meu blog.

Agora que já desabafei... Fui!!

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

(Resenha) Ser Clara - Janaína Rico


Sinopse:  Clara é uma jovem brasiliense, de 27 anos, que está envolvida com os preparativos do casamento de sua melhor amiga, Laura. Durante a festa conhece um médico rico e famoso, o homem dos sonhos de qualquer mulher. Porém, acaba se envolvendo com um colega de adolescência. Mal sabe ela os obstáculos que viverá pela frente, tais como uma sogra desesperada e até mesmo tentativas de assassinato, até que consiga decidir o que quer da vida. 
Trata-se de um livro de linguagem simples e atual, que descreve o cotidiano, os sonhos e as aventuras de uma mulher vivendo entre a realização de uma vida independente e o desejo de conhecer e viver um grande amor. Clara, Laura, João Thomas, Léo são personagens que encontramos em nosso dia a dia, no trabalho, nos bares, nas festas. Um passeio pelos desejos e sonhos do imaginário feminino. 


Resenha: 

Conheci o trabalho da autora Janaína Rico na Bienal do Livro aqui de São Paulo. Ela estava no mesmo estande que a Luciane Rangel - Vocês devem estar se perguntando... O que tem o cu com as calças? Já vou explicar.

Cheguei ao estande para bater um papo com a Luciane, quando meus olhos bateram em um livro que tinha na capa uma mulher sentada no vazo sanitário, segurando um pirulito e usando uma calcinha vermelha da cor da paixão.

Só sei que a primeira coisa que passou pela minha cabela foi "Que porra é essa?!".
Depois do choque inicial, analisei melhor a capa, a sinopse e a curiosidade cresceu.
Como não tinha grana no dia pedi para a autora reservar uma cópia pra mim e que dali a 3 dias iria comprar.
Então 3 dias depois descolei minha cópia. Na dedicatória havia a frase "Espero que goste das "maluquices" da Clara".

E Olha... Adorei as maluquices, embora a protagonista não tenha me cativado por completo. Talvez por causa dos meus valores.
Não sou nenhuma beata de igreja endemoniada, mas não curto muito pessoas que tem um certo narcisismo por seus atributos físicos. Temos que nos amar sem idolatrar nossa bunda, peito, cabelo, bíceps, pernas ou qualquer outra parte. Afinal, um dia vamos ficar velhos e as coisas vão cair.

Como diz no filme "Encontro Marcado": Isso é mais certo do que a morte e os impostos.
Outro detalhe foi a hipocrisia da protagonista. Ela não aceita traição, mas sempre que pode mete o chifre na cabeça do namorado. E se tem uma coisa que eu odeio é homem/mulher traíra.

Bem, agora que eu já dei o meu chilique, vamos a trama.

"Ser Clara" conta a história de uma mulher de 27 anos chamada Clara (Sério? Não diga!), que conhece o seu príncipe durante a festa de casamento de sua melhor amiga, Laura. Durante a festa, Clara enche a cara e joga seu charme em cima de João Thomas, um médico podre de rico. A coisa fica tão quente, que assim que saem da festa vão para a quitinete onde Clara mora e tem uma noite de sexo selvagem.

Só com esse início eu já a achei doida, não por transar com um estranho, mas por levá-lo a sua casa, sem ao menos saber direito quem ele é. E se o cara fosse o maníaco do parque ou o Chico Picadinho. Doideira!

No dia seguinte a noite quente, João Thomas dá seu número de telefone para Clara e detalhe, o número foi anotado no celular de Clara.
Ela está tão eufórica que decide preparar um almoço especial para eles no mesmo dia. Clara vai toda animada fazer compras. Durante as compras ela reencontra uma velha colega de escola e é convidada a ir a festa do Vitinho - Ex-colega - que deu o maior pé na bunda nela.

Movida pelo desejo de vingança e pela vontade de se exibir como mulher fatal, Clara aceita, mas antes ela vai preparar o almoço.
Enquanto voltava para sua quit, ela atende o celular e ele é roubado.

Não precisa nem dizer que ela tem um colapso. Desesperada, Clara tenta se comunicar com sua melhor amiga, na esperança de conseguir novamente o número, mas sem sucesso.
Depois de vários dias de tentativas frustradas, Clara vai a tal festa do Vitinho e é durante a festa que ela reencontra outro ex-colega, Léo.
Não precisa nem dizer que rola um climão entre eles.

Alguns dias após a festa, Clara finalmente consegue o número do João Thomas. A partir daí os dois começam a namorar.
Tudo parece um conto de fadas. A pobretona fisga o cara rico, que está mais do que disposto a gastar quantias absurdas em dinheiro com sua princesa. Outro detalhe que não curti. Teve alguns momentos que parecia que esse paparico todo do João Thomas era uma tentativa de transformar a Clara numa mulher troféu. Sempre gostosa para ele exibir por aí.

Mas como nem tudo é um mar de rosas, eis que entra em cena Natália (A sogra). A mulher passa a infernizar a vida de Clara. E é aí que Clara começa a ficar confusa e pula a cerca.

Pra quem acha que o livro fica só no triangulo amoroso, ele ainda tem os temas: Mulher que apanha do marido, anorexia, homossexualidade, tentativas de assassinato e aborto.
Eu me diverti com as loucuras da Clara. Só dava eu no ônibus rindo como uma retardada.

Agora vou fazer algo que nunca faço: falar da capa e de outras resenhas que li para o livro.

Capa:

Eu jamais julgo o livro pela capa e muito menos dou nota. Não entendo de termos técnicos.
Mas não posso ignorar que tem gente torce o nariz para o livro e até diz que não vai deixar a filha ler por causa da capa.
A capa é polêmica? Sim. De acordo com um amigo meu, a capa insinua uma mulher se masturbando.
Ela dá a impressão de ser um livro pesado? Sim.
O conteúdo é realmente pesado? Não.

Olha, tem muitos livros por aí com capas bem discretas, que o conteúdo é 20 vezes mais cabeludo.
E outra, aposto minha mão (Sim, porque eu preciso dela pra escrever), que esse pai zeloso deixa sua filha assistir a novela das 9:00 e ainda acha lindo.
Ou pior, a filha dele deve ler um monte de fics eróticas pela rede e ele nem sonha. Porque quando o filho quer fazer merda sempre encontra um jeito.

Resenhas:

Sempre que vou ler um livro, eu leio algumas resenhas feitas pra ele.
É legal ver os absurdos que os outros escrevem. Acho que vou fazer um post aqui só com as pérolas dos resenhistas.

Enfim, tem um monte de gente reclamando que o livro tem muitos palavrões e cenas de sexo.
Eu curti os palavrões, sei lá, eles dão um ar engraçado as cenas.
E outra até mesmo a pessoa mais santa já soltou um belo "Filho da Puta" na vida.

Quanto as cenas de sexo. Eu achei as cenas leves. Sim, leves. Já li cada coisa cabeluda pela rede.
Pra que eu fique chocada só se a cena for entre um homem e um elefante macho. E detalhe, o elefante é o ativo.
Enfim, o povo está apenas com frescura no rabo.

Skoob: http://www.skoob.com.br/livro/107461
Site: http://www.janainarico.com.br/


sábado, 6 de outubro de 2012

(Resenha) Senhora Liberdade - Márcia A. Canivello


Sinopse: Lisa fora criada por sua família cercada de muita proteção e carinho, mas isso não foi empecilho para que tomasse a decisão de sair de casa e morar sozinha com sua amiga Vick num pequeno apartamento na grande cidade de Toronto. Ela precisava amadurecer, criar sua própria identidade e correr os riscos atrás de seus ideais. Tudo estava dando certo até encontrar Scoth, um homem admirável e sedutor, porém cheio de atitudes e complexo demais. Mesmo fugindo da atração física que sentia por ele, era impossível negar a força desse sentimento, até porque trabalhavam juntos e sua relação profissional prosperava cada vez mais.
Lisa irá descobrir o outro lado do homem por quem se apaixonara, porém terá que enfrentar um grande problema: ele não era livre para amar.
A relação afetiva e extremamente sensual lhes mostrará que são pessoas especiais, que se completam e que o destino reservou-lhes uma surpresa.


Resenha: 

Crepúsculo, Fallen, Hush, Hush e 50 Tons de Cinza.Coisas que eles têm em comum:
São voltados para o público feminino, tem como protagonista uma mulher, todas, menos Fallen são narradas em 1ª pessoa, a heroína é uma garota songa-monga sem amor próprio e todas foram escritas por mulheres.
E aí eu me pergunto... Por que raios essas escritoras retratam seu sexo de forma tão negativa? E acreditem, isso não é um privilégio das escritoras estrangeiras. As nacionais também fazem isso. É claro numa intensidade menos negativa.

Então quando comecei a ler "Senhora Liberdade" pensei que me depararia com a mesma coisa. Um cara lindo, rico , perfeito, que se apaixona de forma inexplicável pela heroína songa-monga. Ainda bem que ficou só no pensei.

Lisa Karen é uma menina romântica? Sim. Ela se apaixona pelo cara lindo? Sim. Ela só o ama sem amar a si mesma? Não. Ela faz tudo que ele manda? Não. 
Romântica, apaixonada não são sinônimos de idiota e submissa.

Finalmente encontrei um livro romântico, escrito por uma mulher e que não agride, nós, mulheres.
"Senhora Liberdade" conta a história de Lisa, uma garota de vinte e poucos anos que tem o sonho de crescer profissionalmente e por causa desse sonho ela vai trabalhar como secretária numa grande empresa de seguros.
Logo no 1º dia de trabalho, ela conhece Scott, um homem lindo, charmoso e bem sucedido. Mas o 1º encontro entre eles não é um dos melhores.
Scott dúvida da competência de Lisa, o que causa raiva a moça, que para provar se dedica intensamente ao trabalho, o que acaba causando problemas. Logo as outras funcionárias começam a desconfiar que ela está tendo um caso com Scott.

As coisas pioram quando ela é escalada pelo próprio Scott a acompanhá-lo a uma viagem de negócios ao Japão. E é durante essa viagem que as coisas começam a ficar mais quentes entre eles.

Lisa tenta resistir as tentações, principalmente por Scott ser seu chefe e por estar noivo com uma mulher muito da nojenta.
Num momento de impulsividade e loucura, Lisa cede as tentações. Ela decide que chega de ser certinha e se entrega a paixão, mesmo sabendo que assim que eles voltarem para casa tudo estará terminado.

Apesar do amor que Lisa sente por Scott, ela se recusa a ser dominada por ele, que por muitas vezes fica louco de ciúmes.
O livro tem alguns pontos que o diferenciam de outras histórias.
Scott é lindo, charmoso e bem sucedido, mas é um ser humano cheio de defeitos e inseguranças. Em nenhum momento Scott tenta dar a Lisa presentes caros. Ou mostrar que ele é rico, poderoso e que está por cima da carne seca.

O único ponto negativo (Se é que se pode chamar assim) é que a história demora um pouco para pegar ritmo.
É preciso ter paciência, pois no início eu pensava que o livro seria igual a tantos outros. Mas depois que você passa alguns capítulos (Mais precisamente os 5 primeiros) você se dá conta que os protagonistas são mais reais.