domingo, 17 de novembro de 2013

(Resenha) Filme - Jogos Vorazes: Em Chamas



Elenco: Jennifer Lawrence, Josh Hutcherson, Liam Hemsworth, Woody Harrelson, Elizabeth Banks, Lenny Kravitz, Stanley Tucci, Jena Malone, Sam Claflin e Donald Sutherland

Diretor: Francis Lawrence

Ano: 2013

Resenha: 

No último dia 15 fui ao cinema, junto com os meus sobrinhos assistir a adaptação de Em Chamas.
Depois de pegar uma fila (Não muito grande) entramos na sala e esperamos para o início da sessão.

Por Em Chamas ser o meu livro favorito da trilogia, o medo de ver alguma escorregada foi grande, mas por sorte o livro foi 95% fiel ao livro.

Tivemos algumas alterações. Como por exemplo... Gale não apanha por causa de um peru selvagem, mas sim, por defender uma idosa, na hora que o prego é atacado. Outras alterações como essa foram feitas, mas nada que atrapalhe o andar das coisas.

Os efeitos e maquiagem ficaram melhores. Pelo menos os atores ficaram de verdade com cara de quem esteve nos Jogos. Diferente do primeiro.

Meu destaque fica para a atuação da atriz Jena Malone, no papel de Johanna Manson. Ela ficou do jeito que eu imaginava. E é claro, as interpretações de Lenny Kravitz e Woody Harrelson. Acho que os atores ficaram melhores por causa de seus papeis, já que os três personagens são incríveis.

O único ponto negativo foi o povo que estava na minha sessão. Não sei se em todas as sessões aconteceu isso, mas aqui, no Shopping Internacional Guarulhos, sessão das 18:00 horas. As fãs, um bando de meninas com fogo no lugar errado, ficaram gritando a cada 5 segundos.

As benditas só pararam quando um rapaz que estava sentado atrás de mim, se levantou e chamou o segurança. 

Até agora estou com raiva, já que não pude ouvir os primeiros diálogos. 
Nada contra os fãs de Jogos Vorazes, mas alguns adoram dizer que são melhores, mais espertos e mais inteligentes do que as fãs de Crepúsculo. Só que não foi o que vi no sábado. 

Sim, as crepusculetes gritavam durante a sessão, mas pelo menos ficavam quietas quando os atores falavam. Já as loucas por Peeta e Gale...


Trailer do Filme: 



sábado, 9 de novembro de 2013

(Resenha) Híbrida - Série Neblina e Escuridão - Mari Scotti



Sinopse: Por toda vida Ellene teve a sensação de ser diferente de seus irmãos e dos moradores de sua vila, pois não adquiriu características de lobisomem como era esperado, e afastava-se cada vez mais desta natureza. Com um espírito rebelde, resolve desvendar o passado em busca de sua verdadeira origem. O que não planejava era entrar no meio de uma rixa entre vampiros, a raça que aprendeu a temer e odiar desde menina. Para piorar, seus pesadelos voltaram: sonhos com um homem misterioso de olhos ameaçadores, envolvido por uma densa neblina.

Há quase cem anos a rainha dos vampiros fora sequestrada e seu marido Milosh, desde então busca incessantemente encontrá-la. O tempo é escasso e as autoridades do Conselho desejam eleger um rei omisso e cruel em seu lugar. Na tentativa de tardar a mudança, ele se une a maior inimiga da rainha. Qualquer erro pode condena-lo a morte e subjugar todos os seus iguais.

Ellene e Milosh mal sabem que o que buscam os colocará frente a frente, em uma trama de intrigas, poder, amor e ódio.

Resenha:

Bem, este livro teve uma história interessante (Não estou falando da trama, mas sim, da odisseia que foi lê-lo)
Como escritora e blogueira apoio a literatura nacional. Embora sempre apareça alguém que quer jogar areia na fogueira.

Sim, a nova literatura nacional é jovem, inexperiente. Mas isso não quer dizer que temos que dar as costas.

Sim, existem autores ruins, que deveriam ser proibidos de pegar numa caneta ou no caso tocar no teclado. Mas existem muitos talentos, que apenas precisam ser lapidados. E é ai que entra a editora.

Sim. A editora é uma parte importante de todo o processo. Já que ela se interessou pela obra de um determinado autor, nada mais justo do que dar apoio e dicas para deixar o texto mais rico.
Mas a realidade no mundo literário... É que as editoras pagas e não pagas, na sua maioria estão cagando e andando para os autores. Raros são os casos de editoras que fazem uma revisão descente na obra e pedem para o autor trocar algumas frases ou consertar detalhes desconexos.

E foi esse descaso que encontrei no trabalho da autora Mari Scotti. O livro Híbrida foi publicado pelo selo Novos Talentos, que é vinculada a Editora Novo Século.
Também sou autora e tenho um livro publicado por uma editora paga, quando eles fizeram a revisão do meu livro, me deram algumas dicas para melhorar o texto e até me alertaram para detalhes bizarros. Fiz a troca como me pediram e mandei de volta para a editora, que por sua vez alterou os erros.

O que me deixa pasma é que uma editora como a Novo Século deixar passar detalhes desconexos. Não fazer uma revisão descente é um sacrilégio. Sou leitora/consumidora. O que significa que eu quero um produto de qualidade. E o mais importante... A autora merecia receber uma ótima revisão. Já que seu livro é uma joia rara.

E por causa de todos esses erros acabei por duas vezes abandonando o livro. Apenas voltei a ler porque um amigo (Que também é meu beta-reader) leu o livro e disse
“Sim, o livro tem erros, mas a trama é muuuuiiito louca. Esqueça o trabalho porco da editora e dê uma chance ao livro. Você não vai se arrepender”.

Como a opinião do meu amigo é sempre válida, dei mais uma chance. E não me arrependi. É por essa razão que estou fula com a editora. A obra merecia mais dedicação.

A Mari consegue nos prender com sua história cheia de ação, aventura, mistério, investigação (Digna de detetive) intrigas políticas e romance. Para explicar melhor vamos a trama.

Em “Híbrida” conhecemos uma sociedade vampírica governada pela Rainha Elizabeth III, que há quase 100 anos foi sequestrada. Com isso muitos vampiros viram a oportunidade de atacar pescocinhos humanos à vontade.

O único vampiro que não perdeu a esperança de encontrar a Rainha é Milosh (O marido). Com medo da desordem, ele se une a uma mestiça chamada Heidy, que sempre desejou o trono.

Heidy tem o dom de mudar sua aparência (O que me lembrou muito os metamorfos da Série Sobrenatural) e com isso, ela e Milosh decidem fingir que ela é a Rainha, enquanto Milosh sai à procura por Elizabeth.

Do outro lado da trama temos Ellene, que foi adotada por um casal de lobisomens, que fazem de tudo para esconder dela sua verdadeira origem. Mas não é só isso. Ellene sempre tem sonhos com um homem misterioso envolto numa neblina e ela também tem o dom de ler mentes.

Confusa com seu passado, sonhos, dom e com o fato de não ter sofrido as mudanças de um lobisomem, Ellene decide investigar seu passado em busca de respostas. Conforme Ellene vai investigando, mais seu mundo colide com o de Milosh. E é claro, acaba caindo no meio das intrigas políticas, que domina o mundo dos vampiros.

O livro é narrado em 3ª pessoa, mas a cada capítulo vemos o narrador se focando... Hora em Milosh, hora em Ellene. O que ajuda a aumentar o suspense e a curiosidade por mais.

Estou com o maior comichão pela continuação. Quero saber como acaba essa intriga política com cara de Star Wars. Afinal, Heidy é o imperador, Milosh é Annakin Skywalker e Ellene... Bem, ela poderia ser a Princesa Leia ou o Luke.




Mais Livros Para Minha Pilha Interminável

O problema do viciado em livros é que muito é sempre pouco. Ainda mais quando sites como Saraiva e Submarino fazem aquelas promoções malucas de livros por menos de dez reais e sem frete.

Semana passada recebi um e-mail da Saraiva e Submarino avisando destas promoções. E o que eu fiz? Comprei é claro. Agora estou 69 reais mais pobre, mas feliz =)

Vamos as aquisições:



1 – O Oceano no Fim do Caminho – Neil Gaiman – Editora Intrínseca

2 – Feita de Fumaça e Osso – Laini Taylor – Editora Intrínseca

3 – Belle – Lesley Pearse – Editora Novo Conceito

4 – Garotas de Vidro – Laurie Halse Anderson – Editora Novo Conceito

5 – Cidade das Cinzas – Cassandra Clare – Editora Galera Record

6 – Deslembrança – Cat Patrick – Editora Intrínseca

7 – Despertar – Amanda Hocking – Editora Planeta


Agora eles todos juntinhos. Que emoção!!


(Resenha) Fortaleza Digital - Dan Brown



Sinopse: Em Fortaleza Digital, Dan Brown mergulha no intrigante universo dos serviços de informação e ambienta sua história na ultra-secreta e multibilionária NSA, a Agência de Segurança Nacional americana, mais poderosa do que a CIA ou qualquer outra organização de inteligência do mundo.
Quando o supercomputador da NSA, até então considerado uma arma invencível para decodificar mensagens terroristas transmitidas pela Internet, se depara com um código que não pode ser quebrado, a agência recorre à sua mais brilhante criptografa, a bela matemática Susan Fletcher.
Presa numa teia de segredos e mentiras, sem saber em quem confiar, Susan precisa encontrar a chave do engenhoso código para evitar o maior desastre da história da inteligência americana e para salvar a sua vida e a do homem que ama.

Resenha:

Sei que muita gente não gosta do Dan Brown, principalmente após ele tocar num assunto delicado como a fé das pessoas no seu famoso “O Código Da Vinci”
O curioso é que foi justamente esse livro que me apresentou ao trabalho dele. Aqui em casa temos todos os livros do autor e apesar da minha família ser católica, adoramos o Dan Brown.

Poderia ter lido qualquer livro após “O Código Da Vinci”, mas acabei optando pelo “Fortaleza Digital”.

Apesar do livro ter sido publicado em 1998, o tema espionagem cibernética, que é abordado no livro, nunca foi tão atual. Já que neste ano vimos vários chefes de estado com suas contas de e-mail invadidas.

Em “Fortaleza Digital” nos deparamos com a NSA, uma agência riquíssima especializada em quebrar códigos, xeretar o e-mail alheio e salvar o mundo de ataques terroristas, no melhor estilo americano patriótico.

Um dos segredos da NSA é um aparelho chamado TRANSLTR, capaz de quebrar qualquer código em até três horas, no máximo.
Por ser uma agência xereta, a NSA tem diversos inimigos, que desejam expor ao público que suas correspondências eletrônicas são invadidas.

E é aí que entra Ensei Tankado, ex-funcionário da NSA, que criou um código inquebrável e se for vendido para grandes empresas ou ditadores será o fim da NSA.
Ao ver a ameaça, o comandante Trevor Strathmore recruta sua mais brilhante criptografa a ajudá-lo a encontrar a chave que pode parar o Fortaleza Digital. Já que Tankado morreu em circunstâncias suspeitas e seu parceiro de crime North Dakota está a solta e provavelmente se preparando para vender o Fortaleza Digital ao primeiro que oferecer mais dinheiro.

Como já é da característica do autor temos um assassino altamente perigoso, intrigas, perseguições, uma viagem até a Espanha e alguns bodes expiatório. E é claro, o vilão que nem sempre é aquele que imaginávamos.


(Resenha) Trilogia Jogos Vorazes - Suzanne Collins



Desde o ano passado que ouço falar dessa trilogia. Muita gente elogiando e muitos metendo o pau (Como sempre).
No mês passado peguei a trilogia emprestada como o meu sobrinho, que é louco pelos livros. Acho que todos devem saber sobre o que se trata, mas senão vou contar.

Jogos Vorazes é uma distopia, que conta a história de um país (Panem), que surgiu após uma guerra, que aniquilou os Estados Unidos. Dentro de Panem temos 13 distritos, que cultivam o alimento, minerais e produtos eletrônicos para a Capital. Um lugar cheio de gente superficial e que vive na boa, sem saber ou se importar com a dificuldade que os outros distritos passam.

Num determinado momento o Distrito 13 decide se rebelar contra a Capital e é aniquilado. Como uma maneira de impor a ordem e lembrar aos outros doze distritos que não se brinca com a Capital. Eles criam os Jogos Vorazes. Um Reality Show onde dois jovens (Tributos) do sexo masculino e feminino de cada distrito são selecionados e lutam até a morte. Até sobrar apenas um, que é coroado vitorioso.

Lá no Distrito 12 (O mais pobre) vive Katniss, uma garota que para não ver sua irmã caçula ir aos jogos se oferece como Tributo.
Agora vou dizer o que achei dos livros, personagens e criticar algumas outras criticas.Antes de começar a ler os livros li diversas resenhas e vi até uns vídeos.
Não achei a trama tão bagunçada como li em outras resenhas. Afinal, como vamos saber mais sobre o passado de Panem se o livro é narrado em 1ª pessoa? E quem narra não possui muitas informações, já que a Capital manipula o que se deve ensinar nas escolas? É óbvio que o negócio vai ficar por cima... Bem por cima.

Com relação ao fato de alguns acharem que a parte distópica do livro é fora da realidade, pergunto: Em que mundo vocês vivem? Se olharmos bem ao nosso redor com atenção, veremos que nós vivemos num mundo distópico.

Quando li que algumas pessoas dos distritos recebem Tésseras (Uma espécie de ração) do governo na hora lembrei das famílias brasileiras que recebem o tal Bolsa Família, que na verdade não ajuda ninguém a sair da miséria. Aliás, deixa o povo mais miserável e besta. Já que por causa do beneficio votam no governo de olhos fechados.
A única diferença é que não temos os Jogos Vorazes. Se bem que com a violência que há é como se estivéssemos numa arena.

Também vi muitas criticas sobre a tecnologia apresentada nos jogos e como é ridículo a ideia de não usar essa tecnologia em prol do povo. Novamente vamos olhar ao nosso redor.

O nosso governo tem o poder de melhorar a educação. Seja melhorando os salários e as condições de trabalho de alguns professores nos lugares mais distantes e pobres do país. Ou punindo os professores vagabundos que trabalham na rede publica em algumas capitais, que recebem um bom salário (Pra merda de aula que dão) material para trabalhar, mas ficam o tempo todo coçando ao invés de dar aula. É o que acontece aqui no meu município.

Mas o governo faz? Não. Pra quê? Pra fazer o povo pensar, ter uma boa formação, profissão e não depender mais do bolsa família. Se isso acontecer a Dilma e o PT se matam.

Chega de falar coisas chatas e vamos relaxar.

Personagens:

Katniss – Não a achei uma super heroína. Pra mim, a moça foi fraca, lerda. Um verdadeiro fantoche. É um milagre o cérebro dela ter funcionado na hora da colheita para gritar que se oferecia como Tributo.

Haymitch (O mentor dos tributos do 12) – Apesar de sua bebedeira, o cara ficou mais ligado do que muito personagem sóbrio. Estou falando novamente da Katniss.

Gale – Ô, carinha chato! O cara vive de TPM. Até agora não entendi o que os leitores viram nele.

Cinna – O estilista com estilo e personalidade. Um dos meus personagens favoritos.

Presidente Snow – Apesar de ser o Mussolini da história (Mussolini, porque o Hitler é outro) o cara é astuto, principalmente lá para o final da trilogia.

Presidente Coin – Essa é o Hitler. Mascarada como salvadora, a mulher é um verdadeiro nojo.

Prim – A irmãzinha que é 100 vezes mais legal, inteligente, rápida e madura do que Katniss.

Peeta – Meu personagem favorito. Ele é que devia ter sido o símbolo da rebelião. O cara é rápido no gatilho e sempre sabe o que dizer. Pelo menos ele pensa, coisa que a Katniss não faz.

Um balanço geral dos livros: ATENÇÃO CONTÉM SPOILERS. Agora se você quiser ler, problema seu.

O primeiro livro (Jogos Vorazes) é legal, mas por ser o início de tudo, não chega a ser tão bombástico. É legal ver o que a Katniss (Pelo menos ela tem um ou dois momentos bons) faz para “humilhar” a Capital, mas não chegou a me deixar sem fôlego.

Agora o segundo livro (Em Chamas) é a verdadeira combustão. Com mais ação, mortes, rebeliões, complôs. Enfim... Show de bola.

Talvez por ter gostado tanto do segundo fui sedenta ler o último livro (A Esperança), que é muito bom. Adorei o fato de que os rebeldes, ou melhor, a presidente do Distrito 13 (Coin) é tão podre quanto Snow. É como eu sempre digo... Não adianta tocar o terror, fazer manifestação, porque no final quem é contra o governo sempre fica igual ao antecessor. Não vê a Dilma. Levou porrada do exercito e agora coloca o mesmo contra os que protestam.

Só não vou dizer que o último livro me deixou sem fôlego porque achei a absolvição da Katniss meio esquisita.
É isso que mata ler um livro narrado em 1ª pessoa e que tem o mesmo narrador até o final.
Minha teoria (Já que o fato não tem explicação) é que a Presidente Coin era tão odiada no Distrito 13, que quando a Katniss a matou, acabou fazendo um grande favor a todos. Por isso não foi condenada.

Mas apesar da absolvição, não achei o final dela tão cor de rosa. Afinal, ela e o Peeta têm que começar do zero e tendo que aguentar os traumas, as loucuras e a perda de seus familiares.

No geral a trilogia é muito boa.


A Chave Mestra - Novidades

Olá! O blog andou meio abandonado, mas foi por uma boa causa.
Fiquei doente no mês passado e só agora estou me recuperando. Nada grave, apenas algumas pedras nos rins. Por sorte não vou precisar de cirurgia.

Mas apesar da doença, o mês de outubro teve boas notícias e vamos a elas:
Como alguns sabem, também sou escritora e agora o 1º livro da Série A Chave Mestra – Entorpecida tem editora.

Um viva pra mim!!!

Entorpecida será publicado pela Editora Selo Jovem em 2014 – Mais conhecido como ano que vem.



Apesar de ser uma editora pequena, não vou precisar pagar para ver meu livro publicado. O que é um grande avanço. E eles aceitaram a capa, apenas trocaram a fonte.

Capa com nova fonte:




Em breve terei mais informações sobre a data exata.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

(Resenha) O Pacto - Joe Hill


Sinopse: Ignatius Perrish sempre foi um homem bom. Tinha uma família unida e privilegiada, um irmão que era seu grande companheiro, um amigo inseparável e, muito cedo, conheceu Merrin, o amor de sua vida.
Até que uma tragédia põe fim a toda essa felicidade. Merrin é estuprada e morta e ele passa a ser o principal suspeito. Embora não haja evidências que o incriminem, também não há nada que prove sua inocência. Todos na cidade acreditam que ele é um monstro.
Um ano depois, Ig acorda de uma bebedeira com uma dor de cabeça infernal e chifres em suas têmporas. Descobre também algo assustador: ao vê-lo, as pessoas não reagem com espanto e horror, como seria de esperar. Em vez disso, entram numa espécie de transe e revelam seus pecados mais inconfessáveis.
Um médico, o padre, seus pais e até sua querida avó, ninguém está imune a Ig. E todos contra ele. Porém, a mais dolorosa das confissões é a de seus irmão, que sempre soube quem era o assassino de Merrin, mas não podia contar a verdade. Até agora.

Sozinho, sem ter aonde ir ou a quem recorrer, Ig vai descobrir que, quando as pessoas que você ama lhe viram as costas e sua vida se torna um inferno, ser o diabo não é tão mau assim.

Resenha:

Parece que finalmente vi que Joe Hill é capaz de escreve algo que não te bota pra dormir. Nada contra seu outro livro “Estrada da Noite”, mas sinceramente, houve alguns momentos em que quis jogar o livro na parede.

Com “O Pacto” o negócio foi diferente. Apesar do livro ficar sempre numa espécie de círculo vicioso. Hora no presente, hora no passado, hora no passado de novo e assim por diante. A cada capítulo vamos descobrindo mais informações e o lado negro de cada personagem.

Em “O Pacto” nos deparamos com Ig Perrish, um homem que está no inferno desde a morte de sua namorada. Ele é o principal suspeito pelo crime. Um ano após o crime e depois de uma tremenda bebedeira. Ig acorda com chifres na testa. Apesar do susto inicial, ele aos poucos vai descobrindo que os chifres têm o poder de fazer com que as pessoas confessem seus segredos mais obscuros, sinistros, bizarros e engraçados (Depende do seu ponto de vista, como meu humor é negro, achei pra lá de hilário) E estou falando da confissão dos policiais, quem já leu o livro sabe do que estou falando.

E é assim que Ig acaba descobrindo quem é o assassino da namorada.
Depois da grande revelação (Que ao meu ver não é tão grande, já que no 3º capítulo eu meio que desconfiei) somos levados por um tour ao passado e vemos como Ig e Merrin se conheceram. Também vemos sua relação com o irmão e amigos.

O legal do livro é que o autor mexe com a nossa cabeça, hora odiamos Merrin e hora sentimos pena. E não só com ela, mas com outros personagens também.
Outro detalhe é como a mente do assassino funciona e tudo o que ele faz para não ser pego. É claro que em alguns momentos sentimos pena do cara, mas outras nem tanto.


Como disse no início da resenha, Joe Hill aprendeu a não botar seus leitores para dormir. Se você ficou com sono lendo “Estrada da Noite” com “O Pacto” vai sentir o oposto.

(Resenha) Branca de Neve e o Caçador - Lily Blake


Sinopse: Há dez anos, a vingativa Rainha Ravenna assassinou o rei na mesma noite em que se casara com ele. No entanto, dominar o reino tornou-se um sofrimento para a Rainha.
Para salvar seus poderes, ela deve devorar um coração puro e Branca de Neve é a única pessoa com esse coração. A fim de captura-la, Ravenna recorre ao Caçador, o único homem que já se aventurou pela Floresta Sombria e sobreviveu. Branca de Neve será morta pelo Caçador? Ou será treinada por ele e se tornará a melhor guerreira que o reino já conheceu?

Resenha:

É a primeira vez que leio um livro que foi escrito a partir do roteiro do filme. Sempre vemos o oposto, então devo dizer que essa experiência foi agradável.

Não é um livro muito longo. Com 200 páginas, que se você estiver sem sono e com tempo pode lê-lo em cinco horas, que foi o que fiz.

Agora vocês devem se perguntar: Se o livro foi adaptado a partir do roteiro, então é igual ao filme, certo? Sim e não.
O andar da trama é o mesmo do filme, com algumas cenas a menos, outras a mais. Como por exemplo: o início do filme, que vemos a mãe de Branca de Neve e cenas de sua infância, mas no livro a cena inicial é o ataque do exercito de sombras e o rei encontrando a vilã presa numa carruagem.

Outro detalhe interessante é que você pode entender melhor os personagens e suas escolhas. Gostei muito mais da Branca de Neve do livro do que do filme. Os únicos personagens que são iguais em ambos são o Caçador e Ravenna. Talvez por terem sido interpretados por atores incríveis, os personagens se tornaram marcantes.

Teve mais um detalhe que o livro supera o roteiro. É na cena em que Branca de Neve é enganada por William (Que na verdade é Ravenna disfarçada) no livro fica claro que Branca de Neve tem apenas um carinho especial por William, como o de irmãos. Já no filme parece que ela o ama de verdade. Então o final (Do filme) fica meio estranho por causa do Caçador e o que ele faz para salvar a mocinha.

Em resumo... O livro apesar de ser baseado no roteiro tem mais alma, sentimento. Talvez as falhas do filme se devem por causa de um detalhe... Kristen Stewart. A atriz não consegue passar emoção. Ela está sempre com a mesma expressão.

Branca de Neve e o Caçador é um bom livro. Bem escrito e com uma leitura fácil e rápida.

SKOOB

Elenco: Kristen Stewart, Charlize Theron, Chris Hemsworth, Sam Claflin, Ian McShane, Bob Hoskins, Ray Winstone, Nick Frost e Toby Jones.
Diretor: Rupert Sanders.

Ano: 2012

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

(Resenha) Nevermore - Kelly Creagh


Sinopse: A líder de torcida Isobel Lanley fica horrorizada quando descobre que seu parceiro para o projeto de inglês é Varen Nethers e que o projeto deve ser entregue – Tão injusto – no dia do jogo contra o rival do colégio. Frio e indiferente, cínico e com a língua afiada, Varen deixa claro que ele também preferia não ter de estudar com ela. Porém quando Isobel descobre um texto estranho escrito no diário de Varen, passa a ver com outros olhos esse enigmático garoto de olhar expressivo.
Logo Isobel começa a inventar desculpas para poder encontrar Varen. Afastando-se cada vez mais de seus amigos e do namorado possessivo. Isobel entra mais fundo no mundo de sonhos que Varen criou nas páginas de seu diário, um mundo onde as aterradoras histórias de Edgar Allan Poe ganham vida.
Enquanto seu mundo começa a desmoronar ao seu redor, Isobel descobre que os sonhos, assim como as palavras têm mais poder do que ela imaginava, e que as realidades mais assustadoras são aquelas criadas pela mente. Agora ela precisa encontrar uma maneira de chegar a Varen antes que ele seja consumido pelas sombras de seus próprios pesadelos. A vida dele depende disso.

Resenha:

Estava dando umas voltas no centro da minha cidade, quando entrei numa livraria (O paraíso para bookaholics como eu). Dei uma olhada em alguns livros, até que um de capa vinho e com um corvo chamou minha atenção. Peguei o livro, li a sinopse e antes que a vendedora aparecesse com a famosa frase “Posso ajudar?”, já tinha lido o prólogo e a pulguinha ficou alvoroçada. Resultado? Comprei o livro.

Depois de comprá-lo entrei no Skoob para dar uma olhada nas resenhas e fiquei com medo. Um bando de gente dizia que o livro era chato, estranho e que a autora não soube executar a trama. Agora que li posso dizer... Beberam?

É claro que a principal reclamação é que a autora diz se basear em Edgar Allan Poe, mas que no fundo a trama não tem nada de Poe. Desculpa reclamões de plantão, mas acredito que a ideia da autora não era se basear nas obras e sim, no mistério que cerca a morte do escritor.

Nevermore” conta à história de Isobel, garota popular, loira, líder de torcida, que tem os amigos mais descolados e o namorado perfeito. Mas tudo muda quando ela é obrigada a fazer o trabalho de literatura com o cara mais esquisito da escola. Um gótico chamado Varen.

Vi muitas resenhas dizendo que Isobel é chata e insuportável. O engraçado é que eu gostei dela. Não consigo entender onde a garota é chata. Acho que isso é preconceito com personagens loiras e populares. Isobel é popular, mas quando precisa se impor diante de algo errado, a garota parte para a briga.
Por outro lado Varen sempre é elogiado nas resenhas. Não é pra menos. Ele é irônico, sarcástico e divertido. Mesmo com seu visual incomum.

O motivo do livro receber muitas resenhas negativas (Creio eu). Deve-se ao fato da trama ser complexa demais e que apenas um outro escritor pode entender. Vou explicar:

Varen tem dificuldades, coisas que o deixam bem deprê e como uma forma de fuga, ele mergulha nas páginas das obras de Poe. E é aí que vem a premissa do livro (Que é genial). De acordo com a autora, Poe foi sugado por sua imaginação para o mundo dos sonhos, que é comandado por um demônio. E quando Varen mergulha nas páginas dos livros, também é sugado para esse mundo.

A autora soube misturar ficção com fatos reais. Depois que acabei de ler o livro fiz uma pequena pesquisa sobre a morte de Edgar Allan Poe e... Bem, acho que vou ficar com medo dos meus sonhos por um tempo.

Não é só de pontos positivos que vive o livro. O detalhe que me deixou um pouco decepcionada foi que imaginei (Por causa da sinopse) que Isobel inventaria mais mentiras para despistar os amigos, mas não é o que acontece.

Fora isso, o livro é muito bom. Só que é preciso usar a cabeça para entender a trama. Afinal, a autora não entrega o ouro no primeiro capítulo.




Meus Abandonados

Para dar uma variada e também para dar umas risadas, vamos conferir meus livros abandonados.
Ao contrário de muitos, eu não tenho o menor remorso de abandonar um livro. Se a leitura está chata, fecho o livro e encosto.
Vamos a mina lista:


1 – Amanhecer – Stephenie Meyer

Este livro está encostado pelo simples fato de que Bella conseguiu estourar o meu saco (Que eu nem tenho) com seu jeito songo-mongo de ser.
Apesar de ter lido mais da metade, não tenho a menor vontade de terminá-lo.












2 – Tormenta – Lauren Kate.

Li o 1º livro da Série Fallen numa boa. Confesso que não achei aquela coisa toda, mas foi uma leitura prazerosa e sem estresse. Agora não posso dizer o mesmo da continuação.
Cheguei à página 70 com muito custo. A protagonista (Que já não era lá muito legal) ficou ainda mais insuportável. Se ela pudesse me escutar diria “Para de reclamar a falta do Daniel e se enforca logo num pé de cebola. Assim a série acaba”. Só não o queimei no meio do meu quintal porque minha sobrinha quer lê-lo.

PS: Eu não queimo livro. É maneira de dizer. O máximo que eu faço é trocá-lo por outro no Skoob. Assim ele pode fazer outra pessoa feliz.


3 – Trilogia Irmãos Angelis – Lady Graciosa

Este foi o primeiro nacional que abandonei. E acreditem, eu tentei lê-lo. Não queria encostá-lo por ser de uma autora nacional. E eu sei o quanto dá trabalho publicar um livro no Brasil. Mas não deu. Os personagens são muito clichês e no pior sentido.











4 – Amor Vampiro – Antologia

O problema de se comprar uma antologia é que você encontra 1 ou 2 contos que preste e os outros dá vontade de rasgar e tacar fogo.
Comprei o livro por conter um conto do André Vianco. E como sempre vi elogios ao trabalho dele, decidi comprar.
O conto dele – A Canção de Maria – É incrível. O autor fez ao estilo primeiros contos góticos sobre vampiros. Sem presas ou capas esvoaçantes. Apenas um ser fantasmagórico, que suga a energia vital dos outros.
Outro conto legal é da autora Giulia Moon – Os Dragões Tatuados. Agora os outros... Lia cinco páginas e pulava para o seguinte. Resultado? Mais um abandono.

5 – A Garota dos Pés de Vidro – Ali Shaw

Este livro é o único que abandonei por motivos de força maior.
Para quem não sabe, o livro conta a história de uma menina com uma doença rara nos pés e que está se espalhando pelo corpo. Desesperada para encontrar uma cura, ela viaja até uma cidade melancólica, onde há boatos de uma suposta cura.
O tema é triste, os personagens mais ainda e a cidade com aquele ar melancólico.
Agora junte tudo isso e adicione um evento triste na sua família enquanto lê o livro. Resultado? Abandono na certa. Mas um dia vou tirá-lo do purgatório.





6 – Toda Sua – Sylvia Day

Este é um livro que não vai sair do purgatório nem com reza brava.
Nada contra eróticos, mas essa nova onda que surgiu após 50 tons é muito bizarra. Os personagens são muito parecidos e a temática também.











7 – Desculpa Se Te Chamo de Amor – Federico Moccia

Motivos que me fizeram abandonar o livro:
1- Personagens sem graça
2 – Sinopse engana trouxa
3 – Revisão ou tradução porca (Difícil saber) Essa foi à gota d’água. Você está lendo um diálogo, mas não sabe a quem ele pertence. Fora as frases que são narradas em 1ª pessoa e do nada volta para a 3ª pessoa.







É isso! Espero que tenham gostado =) 


(Resenha) Anjo Negro - Mallerey Cálgara


Sinopse: Até onde você iria para salvar a pessoa que ama? Até que ponto se sacrificaria e tudo porque você lutou e acreditou?
Para muitos, quando tudo parecia ser o fim, para Darian foi apenas o começo. Filho de um anjo que se apaixonou e se envolveu com um humano, e após ser transformada em mortal, comete o suicídio. Com a passagem livre entre os dois mundos, Darian recebe uma proposta do arcanjo Miguel de recolher dez mil almas que querem ser salvas e colocá-las numa caixa angelical. Ele vê nesta proposta um meio de amenizar o sofrimento de sua mãe que se encontra no vale dos suicidas.
Contando com a ajuda de seu anjo da guarda, Hadji, ele parte em uma jornada de aprendizagem, mas com grandes conflitos e indecisões. Porém não só os anjos do bem o observam, e uma nova proposta de maior peso lhe foi feita por Iblis, o senhor dos infernos.
... Apenas dez mil almas simples, comuns, por uma especial, uma troca justa.”
Cabendo somente a ele tomar a decisão de não lhe entregar a caixa ou de salvar sua mãe e tornar-se um Anjo Negro.


Resenha: 

Acho que vou chocar mais uma vez meus colegas autores.
Acreditem, as coisas podres que posto aqui no blog sobre o meio literário não é mentiroso. Bem que eu gostaria. E acreditem, estou suavizando a situação. Porque se desse nome aos bois, a coisa ia ficar tão fedida, que nem o desodorante mais cheiroso e eficaz daria jeito. E antes que os recalcados digam que estou dando uma de hipócrita, já que tenho amizade com quem não presta. Já vou avisando uma coisa: A pessoa a quem vocês se referem nunca me enganou, afinal, jamais pedi favor algum. E quem se diz lesado, na verdade, queria ser quente por associação. Não nasci ontem e sei que muitos autores só ficam amigos de outros porque querem algo em troca.

A primeira vez que ouvi falar do livro da autora Mallerey Cálgara "Anjo Negro" foi no ano passado, mas como sempre levei um tempo para comprá-lo. E depois ele ficou esperando sua vez de ser lido.

Dois dias antes de começar a leitura, estava eu à toa diante do notebook, quando fui parar num blog muito "interessante". Lá encontrei um post criticando uma premiação literária e seus participantes. Enfim, li o post numa boa, daí fui ler os comentários e num deles dizia mais ou menos isso "Essa premiação é uma piada. É a mesma panelinha de sempre. E não entendo como o livro Anjo Negro está entre os indicados. O livro não tem trama".

Criticar premiações é válido. Até porque acho ridículo. É mais um pretexto para os autores pisarem uns em cima dos outros e dançar macarena usando uma tanguinha (Talvez um dia eu conte um fato que descobri sobre uma premiação).
Quanto a criticar "Não tem trama", achei estranho. Parecia mais como uma campanha "Eu odiei o livro, então não leiam". Já li diversos livros que odiei, mas jamais digo não leiam ou não tem trama. Querendo ou não, todo o livro tem um pouco de trama, mesmo que seja ruim. Sempre recomendo o livro seja ele bom ou ruim. Afinal, cada um interpreta o texto do seu jeito. E talvez outro leitor capte o que eu não consegui.

E agora que li "Anjo Negro" posso dizer... Onde é que esse livro não tem trama? Talvez meu gosto literário seja duvidoso. Afinal, sou fã de Harry Potter, mas na minha opinião de "Não sabe do que está falando", um livro sem trama é aquele que parece um cachecol mal feito.

Um livro precisa ter começo, meio e fim. E além disso, os parágrafos, frases, palavras precisam estar conectadas umas com as outras. Sem deixar lugar para lacunas. As cenas, lugares, personagens não podem brotar do nada. E não encontrei esse tipo de problema com o livro da Mallerey. É claro que num capítulo vemos o personagem Darian aceitando sua missão como anjo e no próximo já se passaram vários anos, mas isso fica explicado logo no segundo parágrafo.

Talvez pelo livro ter poucas páginas alguns podem pensar que ele está muito resumido e que a autora deveria ter adicionado mais algumas cenas. O que é ridículo, já que o que ela escreveu foi suficiente. Prefiro um livro com 200 páginas com conteúdo certo do que 400 páginas de pura encheção de linguiça.

Agora vamos a um ponto negativo: Encontrei diversos erros de revisão. E foram erros graves, já que normalmente, eles passam batidos pela minha pessoa.

O final pode ser frustrante, ou não. Depende do seu ponto de vista. Eu curti.
Anjo Negro é um ótimo livro sobre o tema anjos e demônios. E sai um pouco das histórias melosas como Fallen e Hush, Hush.


SKOOB

sábado, 14 de setembro de 2013

Meu Vício É Você...

O maior problema de um Bookaholic é passar em frente a uma livraria e encontrar vários títulos em promoção.
E se o sujeito ainda estiver com dinheiro, é aí que ele não resiste mesmo.

Foi isso que aconteceu comigo ontem. Passei diante de uma livraria e vi títulos no valor de 19,90 e 21,90. E como tinha uma grana, que que eu fiz? Comprei, é claro. 

Vamos a loucura....



Garota Exemplar - Gillian Flynn

Vi muitos elogios para esse livro. Espero que ele seja tudo o que dizem.

Liberta-me - Tahereh Mafi

Comprei este livro numa mistura de ansiedade, curiosidade e medo. Já que tive a impressão ao ler o primeiro, que sua continuação seria previsível e até boba. Espero estar errada.

As Aventuras do Caça-Feitiço - A Maldição - Livro II - Joseph Delaney

Esta daqui é outra série que acompanho. Gostei muito do primeiro livro. Vamos ver como será sua continuação.

Agora todos eles empilhadinhos. Era pra ter mais um, mas a Saraiva fez o favor de me sacanear e não entregar o livro. Na segunda-feira começo minha missão de tê-lo aqui em casa. 




(Resenha) A Culpa É das Estrelas - John Green




Sinopse: A culpa é das estrelas narra o romance de dois adolescentes que se conhecem (e se apaixonam) em um Grupo de Apoio para Crianças com Câncer: Hazel, uma jovem de dezesseis anos que sobrevive graças a uma droga revolucionária que detém a metástase em seus pulmões, e Augustus Waters, de dezessete, ex-jogador de basquete que perdeu a perna para o osteosarcoma. Como Hazel, Gus é inteligente, tem ótimo senso de humor e gosta de brincar com os clichês do mundo do câncer - a principal arma dos dois para enfrentar a doença que lentamente drena a vida das pessoas.

Resenha:

Já faz tempo que vejo resenhas e um monte de gente elogiando esse livro. E há alguns dias fui atacada, por ter confessado que não estava nem aí para o livro. Minha caixa de e-mails ficou abarrotada de recados de vários leitores, dizendo o quanto o livro era tudo. Não sei se isso acontece com outras pessoas, mas quanto mais ouço e leio elogios para um livro, mais a pulguinha da curiosidade vai me corroendo (Não acredito que me apoderei dessa frase, hahahaha!).

Enfim, agora que descobri os prazeres do E-book e descobri que dá para baixar livros até de graça, pude ler, finalmente, “A Culpa É das Estrelas” do autor John Green.

No livro conhecemos Hazel e Augustus, dois jovens que lutam contra o câncer. Os dois se conhecem num grupo de apoio e começam um relacionamento. Não pensem que vão encontrar um romance cheio de promessas e palavras meladas. Não, o relacionamento dos dois mais parece uma grande amizade. E é como acho que deve ser. Não adianta você fazer declarações melosas, se no seu coração o sentimento não é sincero. Às vezes uma boa tirada de sarro, é dez vezes mais romântico do que um “Você é meu tudo”.

Além de partilharem o câncer, o amor, os dois se tornam loucos por um livro chamado Uma Aflição Imperial, cujo, o final é inexistente. O livro conta à história de uma menina que luta contra o câncer, mas de uma hora para outra a história acaba. E aí fica a grande questão que atormenta Hazel e Augustus... O que aconteceu com o resto dos personagens? Os dois ficam tão obcecados por informações, que chegam a escrever para o autor, na esperança de obter respostas. É claro que início eles não conseguem, já que o autor é um cara recluso e bizarro.

O que eu achei do livro? Bem... O livro é... Louco! É claro que o final é meio que previsível. Tipo, você sabe que alguém vai morrer, já que o livro fala de dois jovens apaixonados com câncer. A questão é... Qual dos dois vai bater as botas primeiro? E acho que é isso que o torna tão incrível. Não é o romance, mas a maneira sarcástica, mórbida, irônica e até engraçada, como os personagens lidam com a morte. Que é a única coisa certa nesta vida. (Depois dos impostos, é claro). – E eu roubei mais uma frase, agora do filme “Encontro Marcado”.

Agora estou satisfeita. Acalmei a pulguinha curiosa e não me dei mal. Afinal, o livro é tudo aquilo que os leitores falavam. E minha caixa de e-mails pode descansar em paz.

domingo, 8 de setembro de 2013

(Resenha) A Fada - Carolina Munhóz


Sinopse: Alguns jovens ganham presentes caros, passagens aéreas ou festas surpresa em seus aniversários de 18 anos. Melanie Aine ganhou o falecimento do pai, uma estranha tatuagem e a descoberta de que não era um ser humano. Como se tudo isso não fosse suficiente, Melanie ainda descobriu, por detrás da enevoada e mística cidade de Londres, um mundo fantástico que até poderia ignorar, se não fosse parte importante dele. Um legado que traz com ele diversas tragédias e problemas pessoais ao qual ela não espera se adaptar, mas não sabe se terá opção. A única parte recompensadora parece ser seu encontro com um homem misterioso, oriundo de uma família bruxa poderosa, cuja relação caminha em uma linha bamba e tênue que separa afeto e fúria. Um afeto que pode levá-la à transcendência e à vida eterna. Uma fúria que pode conduzi-la a morte e ao esquecimento. Dentre muitos feitiços, lutas, criaturas mágicas e eventos sobrenaturais, A Fada é uma história de descobertas e superações, sobre como o amor pode fazer várias pessoas redescobrirem a vida e a magia nela. “Uma história repleta de magia e espiritualidade.

Resenha:

Agora vamos a um livro nacional.

Antes de falar do livro vou contar um fato: Pra quem não sabe também sou escritora e desde que tirei meu primeiro livro do Clube de Autores e publiquei por uma editora, ando recebendo alguns convites para participar de eventos. O que é legal e frustrante ao mesmo tempo. Legal, porque posso mostrar meu trabalho e conhecer outros autores e seus trabalhos. E Frustrante, porque às vezes sou ignorada por meus colegas de profissão. Não gosto de receber olhares carregados de desdém. Isso me faz lembrar a época do ensino médio e também não fico nada feliz ao ouvir outros colegas criticando o trabalho dos outros com doses carregadas e inveja e dor de cotovelo. (Pronto! Falei! Estou até me sentindo mais leve).

No final do ano passado comprei o livro “A Fada” da autora Carolina Munhóz. E o mais legal de tudo, comprei numa livraria física. O que é, por si só, um milagre. Ah! E ele estava exposto na vitrine da livraria e todo enfeitado. Era época de Natal.

Como sempre comprei o livro e ele ficou lá, na minha pilha de livros esperando sua vez de ser lido. Enquanto ele aguardava, fui participando de eventos  e num deles conheci um autor, que fez uma observação... Um tanto bizarra! Ela foi mais ou menos assim:

Eu: Tenho um bando de livros nacionais
O colega: Quais?
Eu: Dragões de Titânia, Kaori, 90 anos antes, Immortales, A Última Nota, A Fada (Aí fui interrompida)
O colega: Já li A Fada (Com a voz carregada de desgosto). Como percebi o tom de desgosto na voz perguntei...
Eu: O livro é chato?
O colega: Mais ou menos. O livro é igual à autora... Perfeitinho, sem graça e fútil.

Confesso que fiquei com a pulga atrás da orelha. E acreditem, quando ela fica atrás da orelha, normalmente, descubro que o livro/autor só é tratado dessa maneira por causa da inveja.

Não li “A Fada” logo em seguida, demorou alguns meses. Mas acelerei a leitura, porque li o livro do colega critico. E posso dizer... Foi torturante. A ideia é legal, mas a execução foi terrível. Os detalhes foram jogados de qualquer jeito. Parecia que o autor jogou uma bomba atômica no livro e simplesmente deixou os destroços e nem se importou de arrumar.

E como estava acabando  outro livro, decidi... O próximo será “A Fada”.

Mas, infelizmente o livro não me agradou. Ele não é ruim. A autora foi bem criativa na construção da trama, mas a história de amor de Arthur e Melanie é muito rápida. Não vou dizer que é fora da realidade. Até porque sei que por trás da paixão súbita, há um feitiço bizarro. Então dá pra engolir.

A minha decepção é por causa do meu gosto, não pela autora ser ruim ou incompetente.
Também devo levar em conta que a autora escreveu o livro quando tinha 16 anos. Eu, que escrevi meu primeiro livro com 28 anos já fiz um monte de besteira. Imagina alguém com 12 anos a menos?

Também senti falta de um pouco de ação. Pensei que haveria algum tipo de guerra. Ou até mesmo que Mel seria ameaçada por algum opositor.
Quem vê a resenha vai ler e pensar... Por que raios você deu 4 estrelas lá no skoob, se o livro te decepcionou? Simples. Gostei do final. Vi muita gente dizendo que achou o final previsível e perfeitinho. Se fosse, Mel não teria o fim que teve. Ela teria terminado... Bem, quem leu sabe.

 Mesmo com as decepções, recomendo o livro. Afinal, não sou nazista para impor meu gosto aos outros.

A conclusão que chego sobre o colega que criticou: Era inveja. Até porque tanto ele como a Carolina tem o mesmo estilo literário. E sei que alguns autores pensam da seguinte maneira “Como aquele cara ousa escrever um livro para o público adolescente? Eu é que devo. Eu, somente EU tenho esse poder e ninguém mais” “Agora, só de raiva, vou perseguir o outro e vou criticar qualquer coisa que ele faça. Vou até criticar suas roupas, cabelo ou a posição que ele vai ao banheiro”.


(Resenha) Cidade dos Ossos - Cassandra Clare

Sinopse: Um mundo oculto está prestes a ser revelado... Quando a jovem Clary decide ir para Nova York se divertir numa discoteca, ela nuca poderia imaginar que testemunharia um assassinato - muito menos um assassinato cometido por três adolescentes cobertos por tatuagens enigmáticas e brandindo armas bizarras. Clary sabe que deve chamar a polícia, mas é difícil explicar um assassinato quando o corpo desaparece no ar e os assassinos são invisíveis para todos, menos para ela. Tão surpresa quanto assustada, Clary aceita ouvir o que os jovens têm a dizer... Uma tribo de guerreiros secreta dedicada a libertar a terra de demônios, os Caçadores das Sombras têm uma missão em nosso mundo, e Clary pode já estar mais envolvida na história do que gostaria.

Resenha:

Não decidi ler este livro por estar na boca do povo ou por causa do filme, mas sim, porque me disseram que o livro foi originalmente uma fic de Harry Potter.
Sei também, que muitos Potterheads bestas não gostam das comparações com HP, mas meus filhos... Só um cego pra não ver as semelhanças.

Cara, foi muito legal ler o livro e encontrar detalhes, por menores que fossem que me levaram àquela época mágica em que ficava feito uma bobona debruçada sobre os livros de  Harry.

É claro que a autora criou seu mundo próprio. Com uma grande variedade de seres sobrenaturais. Ponto pra ela, que soube fazer essa mistura sem deixar o livro estúpido. E acreditem, isso pode acontecer. Uma prova disso é a Série House Of Night das autoras, P. C. Cast e Kristin Cast.

Enfim, poderia falar sobre a trama, mas como já temos muitas resenhas para o livro, vou me concentrar mais nos pontos positivos e negativos da trama.

Para aqueles que já leram milhares de resenhas do livro, sabem que a trama conta a história de Clary, uma adolescente comum, que vai até uma danceteria com seu melhor amigo curtir a noite, quando vê um grupo de jovens estranhos, matando outro cara, e que apenas ela viu o ocorrido. Depois disso sua mãe desaparece misteriosamente e ela é apresentada ao um mundo bizarro, com demônios, Nephelins, Bruxos, Vampiros, lobisomens, fadas e por aí vai.

O ponto negativo na trama ou a escorregada na jaca da autora, foram as cenas iniciais. Juro que tive vontade de esmurrar a parede, na hora em que Clary segue os caçadores das Sombras até uma sala na danceteria e tenta argumentar com eles. Tipo, a garota é (Até aquele momento pelo menos) uma garota normal, comum e do nada tenta argumentar com três jovens armados. Uma garota comum sairia correndo ou gritando. Mas esse tipo de erro já virou clichê de algumas escritoras. Elas querem criar garotas comuns para que as que leem os livros se identifiquem, mas aí faz sua protagonista dar uma dessas. E aí você, que é uma garota comum, lê isso e pensa “What a Hell!”

Depois dessa cena, quase abandonei o livro. Pensei que tinha pegado outro Crepúsculo da vida ou Fallen. Sorte minha que a autora compensou seu escorregão, com uma trama cheia de ação, diálogos legais e as sacadas sarcásticas de Jace.

Os pontos positivos foram as cenas de ação. Ao contrário de outras séries famosas para o público teen. Os Instrumentos Mortais foi feito não só para agradar as meninas. Acho que é a série mais democrática que li até agora. Apesar de ter um triângulo amoroso, a autora não encheu o romance com aquelas doses de mel com açúcar, que tanto me deixam enjoada.

Agora vou correr atrás da continuação. Já estava meio triste porque tinha acabado de ler a Série Vampire Academy. Agora já encontrei uma substituta a altura.

PS: Ao contrário de muitas leitoras, não achei o Jace lindo e maravilhoso. Gosto das tiradas sarcásticas dele. Lindo? Acho que não. Não gosto muito de loiros, hahaha!!