sexta-feira, 13 de junho de 2014

(Resenha) Filha da Floresta - Juliet Marillier – Trilogia Sevenwaters



Sinopse: Passada no crepúsculo celta da velha Irlanda, quando o mito era lei e a magia uma força da natureza, esta é a história de Sorcha, a sétima filha de um sétimo filho, o soturno Lorde Colum, e dos seus seis amados irmãos, vítimas de uma terrível maldição que somente Sorcha é capaz de quebrar. Em sua difícil tarefa, imposta pelos Seres da Floresta, a jovem se vê dividida entre o dever, que significa a quebra do encantamento que aprisiona seus irmãos, e um amor cada vez mais forte, e proibido, pelo guerreiro que lhe prometeu proteção.

Resenha:

Um dia vi no Facebook, algum amigo (a) compartilhar a seguinte frase: “Ainda está para nascer uma personagem feminina que sofra mais que Jane Eyre”.

Bem, eu ainda não li Jane Eyre, só vi o filme (Que é muito bom), mas acho que já existe uma personagem feminina que sofra, se não mais, igual.

Sorcha é a prova de que tem gente azarada e bota azarada nisso. Primeiro, todos esperavam que ela fosse um menino. Por causa da lenda, que o sétimo filho de um sétimo filho tem poderes mágicos incríveis. Mas, como a própria garota diz “Os seres da floresta pregaram uma peça em todos e nasci menina”. E para terminar a tragédia do nascimento, a mãe de Sorcha morre no parto. Deixando um marido amargurado, que após sua morte, se preocupa mais com guerras e deixa e filha meio que de lado.

O interessante é que a história da garota é contada desde sua infância até a vida adulta. Quer dizer, adulta da época. Para quem não sabe, as mulheres na antiguidade já eram consideradas mulheres no momento em tinham a 1ª menstruação. Voltando...

Poderia contar como é que Sorcha e seus irmãos são castigados por forças malignas, mas esse detalhe é um grande Spoiler. Também não posso contar o que acontece com os garotos. Basta saber, que Sorcha tem uma visão dos seres da floresta e descobre que a maldição que caiu sobre seus irmãos pode ser quebrada, mas para isso, ela deve tecer seis camisas e vesti-las em seus irmãos. Agora o detalhe mais apavorante... Sorcha não poderá falar enquanto estiver confeccionando as camisas, caso contrário, o feitiço não será quebrado, e para que tudo fique mais divertido, ela deve usar uma planta extremamente perigosa, que possui espinhos, que quando penetram na pele, a deixam inchada e dolorida. Tornando quase impossível retirar as fibras para tecer.

E não pensem que é apenas isso que acontece com a garota, tem muito mais coisas apavorantes em seu caminho.

Agora vamos aos detalhes negativos ou não:

O livro tem capítulos muito longos, então não vá esperando ler cinco ou seis por dia. Só para terem uma ideia, o 1º capítulo tem 55 páginas.

A autora também foi bem detalhista, o que para mim é magnífico, para outros é encher linguiça.

E para terminar, a história de amor é meio... Inexistente. Sorcha e Red ficam num chove não molha, não parece haver atração entre eles, ao menos da parte de Sorcha.

Mas o lado positivo é que se você curte mitologia celta, vai amar a trama. 

(Resenha) Entre o Agora e o Nunca - J. A. Redmerski



Sinopse: Camryn Bennett é uma jovem de 20 anos que desistiu do amor desde que Ian, seu namorado, morreu num acidente de carro há um ano. Sua melhor amiga, Natalie, é a única capaz de animá-la. Mas a relação entre as duas fica abalada quando o namorado de Nat revela à Camryn que está apaixonado por ela.

Perdida, sem saber o que fazer, Camryn vai para rodoviária e pega o primeiro ônibus interestadual, sem se importar com o destino.

Com uma carteira, um celular e uma pequena bolsa com alguns itens indispensáveis, Camryn embarca para Idaho. Mas o que ela não esperava era conhecer Andrew Parrish, um jovem sedutor e misterioso, a caminho para visitar o pai, que está morrendo de câncer. Andrew se aproxima da companheira de viagem, primeiro para protegê-la, mas logo uma conexão irresistível se forma entre os dois.

Camryn tenta lutar contra o sentimento, já que jurou nunca mais se apaixonar desde a morte de Ian. Andrew também tenta resistir, motivado pelos próprios segredos. Narrado em capítulos que alternam as vozes de Andrew e Camryn, Entre O Agora e O Nunca é uma história de amor e sexo, na qual os personagens testam seus limites, exploram seus desejos e buscam o caminho que os levará à felicidade.

Resenha:

Atualmente os romances Young Adults ou New Adults estão na boca do povo, e é claro, fiquei com a pulga atrás da orelha. Queria descobrir se esse gênero é tão bom assim.

Pensei em começar com o livro “Belo Desastre”, mas me disseram que se começasse por este seria um desastre total. Então, optei pelo livro “Entre o Agora e o Nunca”. E acho que fiz a escolha certa.

O livro tem como pano de fundo o tal do road-trip (Viajando por aí num carro bacana, de preferência antigo e conhecendo diversos lugares e pessoas).

A trama nos apresenta a Cam ou Camryn, que depois de várias decepções decide viajar sem rumo. Apenas com uma bolsa, um pouco de dinheiro e o celular. A viagem tinha tudo para ser solitária, até que Andrew entra na parada.

Ao contrário da moça, Andrew está viajando para ver o pai que está internado, em estado terminal.
Já tinha lido algumas resenhas para o livro e vi muita gente reclamando da falta de drama na história. Sério? Se ir ver o pai em estado terminal, não é drama, não sei o que é.

Como alguém que já teve o pai internado na UTI por um mês e que infelizmente, veio a falecer... Eu digo... Não existe dor pior do que ver seu pai morrendo e você não poder fazer nada. Mas voltando a história.

Andrew e Cam acabam se conhecendo no ônibus e começam a desenvolver uma amizade. Ambos estão enfrentando problemas, e em diversos momentos dão força uma ao outro. Gostei da forma como a autora desenvolveu o relacionamento dos dois.

Existe a atração, mas também certo companheirismo. O que atualmente está em falta em alguns romances.
A história é narrada pelo ponto de vista de Cam e Andrew. Que ficou bem interessante.

Têm algumas cenas engraçadas, outras picantes e tristes. No balanço geral, o livro é muito bom.

(Resenha) Inferno - Dan Brown



Sinopse: No meio da noite, o renomado simbologista Robert Langdon acorda de um pesadelo, num hospital. Desorientado e com um ferimento à bala na cabeça, ele não tem a menor idéia de como foi parar ali.
Ao olhar pela janela e reconhecer a silhueta do Palazzo Vecchio, em Florença, Langdon tem um choque. Ele nem se lembra de ter deixado os Estados Unidos. Na verdade, não tem nenhuma recordação das últimas 36 horas.
Quando um novo atentado contra a sua vida acontece dentro do hospital, Langdon se vê obrigado a fugir e , para isso, conta apenas com a ajuda da jovem Sienna Brooks.
De posse de um macabro objeto que Sienna encontrou no paletó de Langdon, os dois têm que seguir uma série inquietante de códigos criada por uma mente brilhante, obcecada tanto pelo fim do mundo quanto por uma das maiores obras-primas literárias de todos os tempos: A Divina Comédia, de Dante Alighieri.

Resenha:

Vou começar esta resenha assim... Que diabos foi isso!!! Minha vida é uma mentira!! Fui enganada e ainda por cima gostei do ocorrido!!!

Estas são algumas das reações que você terá ao ler “Inferno”. Se você, que é fã de Dan Brown e acha que conhece tudo sobre sua mente diabólica... Acredite, você não sabe de nada.

“Inferno” mostra a mente diabólica e até brilhante de um homem obcecado em salva a humanidade de sua extinção.
Não é mistério pra ninguém, que hoje vivemos num mundo super lotado, que diga a cidade de São Paulo, que está prestes a sofrer com a falta de água. Já que faz meses que não chove.

E é justamente esse caos, a falta de recursos naturais e a possibilidade da extinção humana, que é abordado no livro.
Muitos gostam de dizer que o trabalho do Dan Brown é recheado de aventura e ação. O que não é mentira, mas acredito que os temas abordados por ele, nos fazem parar para pensar.

Para quem já leu “Inferno” sabe o que acontece no final do livro, e eu confesso que o que ocorre no final, um dia poderá se tornar realidade. Afinal, como diz o personagem do filme Homens de Preto, o agente K “Uma pessoa é inteligente, o povo é burro”.

Mas voltando ao livro... Não dá, se eu contar muito sobre a trama, vou entregar spoilers, e isso seria um crime.