domingo, 21 de dezembro de 2014

Os Melhores do Ano - 2014



Olá! Último post do ano, Ohhhhhh!!

Hoje vou trazer os melhores do ano, os quase e os... chuta que é macumba.

Separei os livros que li neste ano em três categorias: Os melhores, tinha algo de legal, mas não foi tão legal assim e o chuta que é macumba. Vamos começar: 

Categoria – Os melhores

Esta categoria foi separada em dois grupos: Fantasia/Aventura/Distopias e Suspense/ Romance/ Drama.

Fantasia – Aventura – Distopia.

10 – Despertar – Amanda Hocking
Quando li esse livro estava com poucas expectativas, já que muitas resenhas o mostravam como sendo bobo. Li e descobri que havia assassinatos e um pouco de suspense, e sereias nada angelicais.

9 – Minha Alma Para Levar – Rachel Vincent
Outro livro que não dava nada, mas que no final me surpreendeu. E o melhor de tudo, não aborda anjos ou vampiros. É bom ver que há autores que apostam em outras criaturas sobrenaturais.

8 – Maze Runner – James Dashner
Um livro cheio de ação, mistério e aventura.

7 – Cidade das Cinzas – Cassandra Clare
Quando ouvi falar da Série Os Instrumentos Mortais fiquei curiosa para ver se era tão bom como diziam, e apesar da salada mista. A autora consegue nos prender do começo ao fim.

6 – O Pilar – Josiane Veiga
Conheço o trabalho da Josy há três anos e apesar de gostar de seus livros cheios de temas polêmicos, a autora me surpreendeu com este livro cheio de romance e com deuses e seres mágicos.

5 – Volkodlak – Roxane Norris
Os lobos da Roxane são um máximo e ainda vou ler a continuação.

4 – Filha da Floresta - Juliet Marillier
Um excelente livro pra quem gosta de mitologia celta.

3 – Trilogia Divergente – Veronica Roth
Sim, eu amei a trilogia. Veronica Roth entrou para o meu hall de autores que não tem dó de matar sua protagonista. Ponto pra ela.

2 – Quebrando as Regras – Vanessa Araújo
Um livro confuso, mas que conforme você vai lendo descobre que nem tudo é o que parece ser.

1 – Youkai – Roxane Norris
Uma aposta entre Deus e o Diabo. Alguns anjos, demônios e uma pitada de romance. Como sempre a Roxane me conquista com seus livros.


Suspense – Romance – Drama.

10 - Entre o Agora e o Nunca – J. A . Redmerski
Este foi o primeiro livro New Adult ou Young Adult que li. Pensei que me decepcionaria. Ainda bem que não aconteceu.

9 -  Inferno – Dan Brown
Amo Dan Brown desde que li O Código Da Vinci e não poderia deixar este livro de fora.

8 – Por Que Indiana João – Danilo Leonardi
Um livro sobre Bullying feito sem frescura.

7 – Sinai – Terra da Lua – Vanessa Araújo
Sinai foi um dos livros mais difíceis de resenhar. Tem uma trama complexa, que precisa de uma atenção redobrada na hora de ler.

6 – Versos Sombrios – Bianca Carvalho
Quem disse que suspense e romance não combinam, ainda não leu a Trilogia das Cartas. Amei sua continuação e logo vou ler o desfecho da trilogia.
                                   
5 – Como Eu Era Antes de Você – Jojo Moyes
Está aí um livro que me fez chorar para caramba. Só perde para a cebola.

4 – Vitimas do Silêncio – Janethe Fontes
Um livro que aborda um tema polêmico, mas que a autora soube abordar sem ficar... Blá! Cheio de surpresas e reviravoltas.

3 – Otelo - William Shakespeare
O que uma peça de Shakespeare está fazendo aí? Vocês devem estar se perguntando.
Sim, eu li. E por mais difícil que seja de acreditar, entendi o livro. Li em dois dias, e agora me pergunto por que vinha evitando ler suas peças?

2 – Tenshi – Luciane Rangel e Ana Claudia Coelho
Luciane e Ana Claudia me conquistaram com a trilogia Guardians e quando comecei a ler Tenshi pensei que por não ter o toque da aventura não iria gostar. Ainda bem que me enganei.

1 – Garotas de Vidro - Laurie Halse Anderson
Esse é um daqueles livros que você lê como o coração apertado, e apesar de todo o drama e dor da protagonista não consegue largar, porque você precisa descobri que fim ela terá. Foi isso que senti lendo este livro. Como gosto de dizer “É o copinho da alegria... Horrível e maravilhoso ao mesmo tempo”.


Categoria: Tinha algo legal, mas não foi tão legal assim.

Como o próprio título já diz, o livro era legal, mas devido a um detalhe ou outro acabou sendo um pouco chato. Ainda bem que neste ano só há sete.


Insônia – Mari Scott
Sim, este é um livro nacional. Quero deixar claro que já tinha lido outro livro da Mari (Híbrida), que me agradou, apesar dos erros de revisão, que culpo a editora por não ter prestado atenção. Enfim, Híbrida tem suspense e muito mistério cercando sua protagonista Ellene. Porém, com Insônia a coisa foi diferente. O livro possui uma trama do tipo “Tá na cara” Previsível demais. Mesmo assim continuei lendo, mas o jeito insosso e chato da protagonista quase me fez desistir do livro. Insônia é um livro bom, mas pra mim, não foi tanto.

Feita de Fumaça e Osso - Laini Taylor
Outro livro que tinha tudo pra arrebentar, mas não. O escorregão da autora foi ter nos apresentado uma protagonista forte e que do nada fica besta. Sério, o romance entre Karou e Akira não convence. Numa hora o cara quase a mata e na outra estão batendo um papinho. Não dá pra engolir.

O Oceano No Fim do Caminho – Neil Gaiman
Sempre ouvi falar do Neil Gaiman, e o quanto excelente autor o cara é, mas acho que escolhi o livro errado para começar a lê-lo. Não duvido que Neil Gaiman seja bom. Já assisti aos filmes Stardust e Coraline, que são meus favoritos, mas este livro não conseguiu me prender. O protagonista é interessante, mas a trama me lembrou muito Coraline.

Deslembrança – Cat Patrick
Uma coisa que me deixou revoltada com este livro foi seu final. Calma ninguém tem uma morte trágica. Mas a autora deixou muitas perguntas sem resposta. É claro que é legal deixar um suspense para seus leitores, mas a autora exagerou.


Liberta-me – Tahereh Mafi
Este livro também pode ser comparado ao copinho da alegria... Horrível e maravilhoso ao mesmo tempo. A trama é incrível. O jeito que a autora descreve as cenas são simplesmente maravilhosas. Seu vilão Warner é tudo de bom. Também temos Kenji, um dos bons moços. Cheio de humor e sarcasmo. Porém, a protagonista Juliette e seu namorado Adam são intragáveis. E a leitura acaba ficando complicada já que é Juliette quem narra os acontecimentos. Só pra vocês terem uma ideia, Juliette é tão chata, que Katniss de Jogos Vorazes e Bella de Crepúsculo são mulheres de fibra perto dela.

Desejo dos Mortos - Kimberly Derting
A sequência de Ecos da Morte é legal, mas os mimimis entre Violet e Jay matam o livro.

Julieta Imortal – Stacey Jay
Um livro interessante, que apenas está nessa categoria por causa de uma das cenas finais. A autora quis, a meu ver, tirar uma com a peça de Shakespeare – Romeu e Julieta. Não li a peça, mas de acordo com os que leram. Toda a peça se passa em seis dias. Desde o momento em que Romeu e Julieta se conhecem até seu trágico suicídio. É por causa deste intervalo de tempo tão curto, que algumas pessoas acham a obra ridícula, por dizer que o amor deles era perfeito e inspirador. E acreditem, é mais ou menos essa ideia, que a autora de Julieta Imortal tenta passar. Porém, numa das cenas finais, a protagonista diz que não acredita em amor a primeira vista. Até aí tudo bem, mas logo depois ela diz que para se amar de verdade é preciso três dias. Falou, e eu acredito no coelhinho da páscoa.


 Categoria: Chuta que é macumba!

Bem, esta categoria tem apenas um livro. O motivo? Só li um erótico este ano. Caso contrário teríamos uma lista enooorrrme. E sim, estou fazendo piada dos mocinhos destes livros, que mais parecem elefantes do que humanos.

Peça-me o que quiser – Megan Maxwell
Eu juro que tentei, mas não consigo gostar de livros eróticos. O negócio é difícil de engolir. E não, isto não é mais uma piada referente a sexo. Por isso chuto este livro pra bem longe. 

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

(Resenha) Por Que Indiana João - Danilo Leonardi


Sinopse: Você pode pensar que, aos quinze anos, João já deveria estar acostumado com provocações, apelidos e humilhações. Afinal, ele é um típico adolescente deslocado e tímido. Alvo perfeito para a ira dos valentões e para o desprezo das garotas. Mas sua vida muda completamente quando reage a um ataque de seu maior algoz. O golpe de sorte que derruba o valentão é gravado e vira hit na internet. João se vê finalmente admirado, respeitado e seguro. Mas tudo tem seu preço e João vai aprender qual o peso que suas escolhas podem ter não só sobre sua vida, mas sobre as vidas de todos ao seu redor.

Resenha:

A última resenha do ano é um livro nacional. “Por que Indiana João” do Danilo Leonardi. Um dos que comandam o vlog Cabine Literária.

O livro como vocês podem ver aborda o tema Bullying, muito comentado por aí e que todos nós já passamos por isso. Seja como vítimas ou como os causadores.

O bacana do livro foi que o autor não se limitou a mostrar o Bullying apenas cometido entre os alunos, mas o cometido por professores. E acreditem, esse é o tipo que menos se fala. Digo isso com propriedade, já que fui vítima de Bullying cometido por professores. Primeiro por uma professora de matemática, na sétima série e depois por uma professora de literatura, no ensino médio.

O autor também mostrou algo que eu acredito. Acho que as pessoas mais afetadas pelo Bullying ou as que cometem,  são aquelas que não tem apoio e amor em casa. Os pais estão muito ocupados brigando entre si, ou neuróticos com as notas dos filhos para parar e prestar atenção ao que acontece com os mesmos.

Apesar de ser a primeira obra do autor e de ter poucas páginas. A trama está bem dividida. As melhores partes não ficaram apenas concentradas nas duas últimas páginas. E acreditem, já perdi as contas de quantos livros nacionais li com este problema.

A parte da pesquisa também foi bem feita. Aos menos não encontrei falhas. A revisão está boa. Ponto para a editora.

Recomendo o livro, porém apenas para o público jovem. Se você tem mais de trinta e apenas lê livros clássicos, vai ficar frustrado. Estou dizendo isso porque não quero cometer o mesmo erro que cometi com o livro “Ser Clara” da Janaina Rico. Recomendei dizendo que era um ótimo livro nacional e aí veio um anônimo comentar no blog, que foi o pior livro que ele já leu. Depois perguntei ao cidadão sua idade e o que  gostava de ler, e ele disse que eram livros clássicos e que tinha 35 anos. Aí entendi a revolta.

PS: Tenho mais de trinta, mas escrevo para o público jovem. Por isso amei o livro. 

SKOOB

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

(Resenha) Sinai - Terra da Lua - Vanessa Araújo


Sinopse: Eileen escreveu o título MoonLand e se tornou uma autora de sucesso mundial. Ethan era um apaixonado por artes e literatura. Aproveitando a trama do livro, ambos se juntaram para cometer os maiores crimes do mundo, deixando o detetive Jonas Santiago em polvorosa. Mas eles não foram muito longe. A jornalista Erica Gomes, fã da série de livros MoonLand, encontrou o fio da meada e desatou o nó que os unia. Presos, escritora e cúmplice receberam uma proposta irrecusável. Novamente Ethan e Eileen precisaram trabalhar juntos. Dessa vez, do lado contrário do enredo. E dessa junção nasceu um amor surpreendente, intenso e muito divertido. Novas jogadas foram elaboradas e tudo poderia acontecer quando ambos se juntassem em Sinai, Terra da Lua.

Resenha:

Livro bom é aquele que solta as informações aos poucos, e que nos pequenos detalhes está todas as respostas. Ou quase.

Sei que atualmente os leitores preferem livros, que praticamente cospem todas as informações. É difícil encontrar quem goste de tramas complexas, e mesmo aqueles que dizem amar tais tramas, quando se deparam com histórias como a deste livro, viram a cara e dizem que o autor encheu lingüiça.

Em Sinai – Terra da Lua, nos deparamos com dois personagens complexos e com um passado pra lá de doido – no bom sentido é claro.

A principio pensei que o romance de Eileen e Ethan era apenas o básico – Conheceu um cara de tirar o fôlego e bam! Estão perdidamente apaixonados.
Mas as doses entre o passado e presente destes dois personagens, dá uma noção do quanto bagunçada era e é suas vidas. 

Adoro livros que numa hora está no presente e depois somos transportados para o passado. Isso faz com que o leitor possa conhecer melhor seus personagens e do que são feitos, e o por quê de suas escolhas.

Gostaria de falar mais sobre a trama, mas não sei como. Quebrei a cabeça para fazer essa resenha, e cada vez que escrevia, me deparava com algo que seria um spoiler. Sinai – Terra da Lua é um ótimo livro policial. Tem doses de ação, romance, suspense e surpresas. 



sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

(Resenha) Peça-me O Que Quiser - Megan Maxwell

PARA MAIORES DE 18 ANOS




Sinopse: Primeiro volume de uma trilogia, Peça-me o que quiser, da escritora espanhola Megan Maxwell, é um romance sobre desejo, paixão e erotismo sem limites. Lançada na Espanha em novembro de 2012, a trilogia é um sucesso de vendas no país, aparecendo em todas as listas de mais vendidos. Com tempero latino e uma abordagem excitante, a autora conta a história da secretária espanhola Judith Flores e seu chefe, o alemão Eric Zimmerman, também conhecido como Iceman: um homem muito sério e com os olhos azuis mais intensos e sexies que ela já viu. Recém-chegado ao comando da empresa Müller, antes dirigida por seu pai, Eric tem uma atração instantânea pelo jeito divertido de Judith e exigirá que ela o acompanhe nas viagens de trabalho pela Espanha. Mesmo sabendo que está se metendo numa situação arriscada, a ideia de estar ao lado de Iceman é irresistível. Com ele, a jovem viverá experiências sexuais até então inimagináveis, em um universo de fantasias eróticas pouco convencionais. Conciliando sexo e romantismo na medida exata, Peça-me o que quiser é uma história de amor cheia de encontros e desencontros, na qual os jogos eróticos, o voyeurismo e o desejo de ultrapassar todos os limites do prazer são os grandes protagonistas.

Esta resenha é longa:

Há alguns dias fui desafiada por uma amiga a ler este livro. A moça é fã de livros eróticos e não consegue entender minha aversão a esse tipo de trama.
Todas as vezes que leio um livro erótico sinto que meu QI cai uns 80% . E olha que não tenho um QI tão vasto. Imagina a falta que me faz essa porcentagem.

 O problema não é a trama em si, e sim, o fato de que os amantes deste estilo literário querem fazer você engolir a trama como uma bela história de amor, e que as mulheres são decididas e donas de seu nariz.

Todas as vezes que tento ler um livro erótico acabo largando o mesmo pela metade, daí, me dizem “Termine de ler. Você vai ver que no final a história de amor entre eles deslancha”. Só se for pro abismo do... “Meu amor próprio não existe e gosto de sofrer”.

Já que fui desafiada, decidi ir até o fim com esse livro, e digo... Foram mais cinco dias da minha vida que não voltam mais.

Esse livro é tão... Triste, que perto dele, 50 Tons de Cinza é uma obra prima.

“Peça-me O Que Quiser” aborda duas modalidades sexuais: Swinger e voyeurismo. E como seus antecessores 50 tons e Toda Sua, distorce tudo de um jeito, que se quem pratica essas coisas ler, vai ficar com raiva.

Lembro quando 50 Tons foi lançado e surgiram vários documentários falando sobre BDSM entre outros. E pelo que eu entendi. Esses livros quebram a maior regra de quem pratica essas modalidades: Fazem seus joguinhos em ambientes inapropriados.
Para quem pratica, a regra principal é: O que se faz entre quatro paredes fica entre quatro paredes. Não vou esquecer a declaração de um casal que disse “As palmadas são apenas na cama, fora dela, não bato na minha mulher ou a humilho”.
No mesmo documentário trazia um casal que praticava Swinger e que dizia “Ofereço minha esposa a outro, mas isso vale apenas no quarto. Fora é proibido. Se decido trazer alguém para a brincadeira devo consultar minha parceira e vice versa e não a humilho publicamente”. O que meus amigos não acontece no livro.

A trama gira em torno de Judith Flores e Eric Zimmerman, que é chefe da moça. É. Novamente vemos um cara rico, poderoso, o todo gostoso, o irresistível Mushu (Tá bom que isso saiu do desenho Mulan), pegar a mocinha.

Eric, assim como Christian Grey é grosso, controlador e tem um lado meio... Perseguidor. Sério. Se eu escuto um homem me dizer “Você vai jantar comigo e não adianta fugir, porque você trabalha pra mim e sei onde você mora”. Acabo de escutar e saio correndo aos gritos. Troco a fechadura do meu apartamento, compro uma arma de choque  e fico de tocaia.

Mas como o livro precisa de “trama” a moça obedece e é mais um festival de sexo, sexo, sexo, sexo, sexo e... Sexo. Chega uma hora que você pensa “Saiam desse quarto e vão viver. Afinal, a vida é curta”.

É claro que chega um momento que o relacionamento acaba entrando numa rotina que é até normal. Mas até Eric conseguir convencer a moça a fazer parte de seus joguinhos, é um festival de bola fora por parte do cara. Como por exemplo, a cena em que ele amarra Judith na cama, venda seus olhos e faz uma mulher masturbá-la e detalhe, sem o consentimento dela. É certo que ela diz que Eric pode fazer o que quiser, desde que não seja sado, mas não acho que ela se referia a ser tocada por uma completa estranha sem saber que seria. Só nessa cena, a regra principal dos adeptos foi quebrada. O que ao meu ver é desrespeito com a parceira.

Também a outra cena em que Eric após brigar com a moça, a faz acreditar que está transando com outra mulher na limusine, enquanto a moça está sentada ao lado do motorista, ouvindo tudo que acontece na parte de trás. Está aí mais uma regra quebrada. O cara a está humilhando publicamente.

Agora vou explicar porque 50 tons de cinza é mais aceitável.

Não curto o livro, nem sua protagonista, Anastásia. Mas aceito seu jeito bobo e idiota, porque a moça é jovem e era virgem antes de conhecê-lo. E que fique claro... Existem dois tipos de virgem: as idiotas e aquelas que sabem identificar um crápula, mesmo sem nunca terem transado na vida.

Agora Judith já é uma moça experiente. Tá bom que sua vida sexual era bem básica, mas pelo menos ela já teve relacionamentos anteriores e sabe muito bem como é um homem, e é inaceitável, que uma mulher com tal experiência seja tão imbecil.

Christian Grey ao contrário de Eric, apresenta a Anastásia o tal quarto da inquisição espanhola e expõe bem seus gostos para a moça. Já Eric leva a garota a uma casa de swinger sem nem ao menos avisar o que a moça ia encontra lá dentro.
Enfim, pisou na bola.

Quanto ao fato dele oferecer a namorada a outros homens. Gente, isso faz parte da brincadeira do casal. Foi um acordo entre ambos. Quando vocês vão fazer suas criticas também se detém apenas nas cenas de sexo, assim como os leitores que amam eróticos. Não entendem o espírito da coisa. Concordo que o que Eric faz com a namorada no início do livro foi errado, escroto e sujo. Mas quando chega na parte em que Judith e Eric se hospedam na casa de Frida e Andrés, é aí que começam as trocas. Ambos já tem o acordo bem selado. Então, parem de reclamar desse detalhe.

E pra fechar: Esses livros eróticos sempre trazem uma cena em que a moça está na cama, nua e fica com as pernas bem abertas e solta a celebre frase “Nunca fiquei tão exposta”.

Olha, ficar exposta desse jeito toda a mulher, que vai ao ginecologista uma vez ao ano faz. Quero ver expor o coração. Declarar abertamente seus sentimentos é difícil. É mostrar que você se importa, e quando você se importa com algo, as chances de se magoar e se lascar todo é maior, e muito mais difícil de superar.

É por isso que não curto livros eróticos. Eles não mostram o que é um relacionamento de verdade. Relacionamentos não se resumem apenas a sexo. Admito que  é uma parte importante, mas não é tudo. O casal deve ter química dentro e fora da cama. Porque senão tiver, é sinal de que há algo errado.


segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

(Resenha) Maze Runner - Correr ou Morrer - James Dashner



Sinopse: Ao acordar dentro de um elevador em movimento, a única coisa que Thomas consegue se lembrar é de seu nome. Sua memória está completamente apagada. Mas ele não está sozinho. Quando a caixa metálica chega ao seu destino e as portas se abrem, Thomas se vê rodeado por garotos. “Bem-vindo à Clareira, fedelho”.
A Clareira. Um espaço aberto cercado por muros gigantescos. Assim como Thomas, nenhum sabe como foi parar ali. Nem por quê. Sabem apenas que todas as manhãs as portas de pedra do labirinto que os cerca se abrem, e, a noite, se fecham. E que a cada trinta dias um novo garoto é entregue pelo elevador. Porém um fato altera de forma radical a rotina do lugar: chega uma garota, a primeira enviada à Clareira. E mais surpreendente ainda é a mensagem que ela traz consigo. Thomas será mais importante do que imagina. Mas para isso terá de descobrir os sombrios segredos guardados em sua mente e correr... Correr muito.

Resenha:

Não é mistério que a cada dia surgem mais livros com o tema distopia. Talvez o que abriu as portas para essa nova onda foi a Trilogia Jogos Vorazes. Apesar de ter gostado da trilogia, não sou muito fã de alguns detalhes encontrados em Jogos Vorazes. Como por exemplo, a protagonista.
Até agora a única distopia que me agradou completamente foi Divergente. Pelo menos a autora não apostou num triangulo amoroso e teve a audácia de matar um personagem importante.

E agora acabo de conhecer mais uma distopia, Maze Runner, e confesso, ela promete. A trama lembra um pouco Jogos Vorazes, com as busca no labirinto, os obstáculos, mortes. Mas o ponto positivo em Maze Runner é que os moradores da Clareira não fazem a menor ideia do que está acontecendo. Como vieram parar ali, como eram suas vidas antes, apenas sabem que precisam sair do labirinto, que guarda criaturas terríveis. Uma mistura entre máquina e animal.

O autor também apostou em trazer um garoto como protagonista, o que sai um pouco do lugar comum. A maioria das distopias trazem garotas como heroínas e foi bacana essa mudança.

Não temos a famosa lenga lenga dos romances. É ação o tempo todo, mistérios, revelações. Até mesmo o final é surpreendente. Quando você pensa que começou a entender o espírito da coisa acontece uma reviravolta e bum! Você fica... Que diabos!!

Tô louca para ler a continuação.

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Falando Um Pouco Sobre Almas




Faz algum tempo que queria fazer este post, mas a falta de tempo atrapalhou um pouco.

Pra quem não sabe, tenho trabalhado em duas Séries/Trilogias. A mais elogiada é A Chave Mestra. Talvez seja por ter um toque de comédia, ação, aventura e um pouco de romance. Já Almas, a outra trilogia não agradou tanto assim, eu sei bem o porquê.

Almas fala sobre anjos, demônios, nefilins, ceifeiros entre outros seres.

Quando decidi criar a trama, lá no ano de 2010/2011 – Isso mesmo, tive a ideia para o livro há quatro anos  – disse a mim mesma que não iria abordar os mesmos temas, que povoam os livros sobre anjos. Que são estes:

1 – Se anjos se apaixonam por humanos são castigados: Não entendo esse fascínio dos escritores em achar que, o fato de um anjo amar um humano seria um pecado mortal. Sei que vou dizer aqui uma coisa que faz parte da minha fé, mas, acredito que Deus não condenaria uma criação sua porque amou outra, que Ele também criou.
É a mesma coisa que se eu castigasse a minha cachorrinha Hermione por abanar o rabo e fazer festa para o meu irmão. Deus proibir um anjo de amar apenas porque Ele deve vir em primeiro lugar parece egoísmo.
Na minha cabeça louca, Deus não é bem assim. E não importa o quanto esteja escrito na Bíblia que Ele é um carrasco. Eu tenho lá minhas dúvidas de que tudo que está escrito seja realmente verdadeiro. É como diz o Sr. Teabing do Código Da Vinci “A Bíblia não veio via fax do céu”.

2 – A alma da mulher amada reencarna e depois ocorre um romance: Se você quer ver isso num livro, vá ler Fallen da Lauren Kate.
Sim, eu abordo reencarnação em Almas. Porém, a alma que reencarna não é uma que vivia no céu e sim, no inferno, e que com uma ajudinha, trapaceia as regras e consegue reencarnar.
Quanto a um possível romance. Bem, isso fica para o segundo volume, que vai explicar muitas coisas estranhas que ocorreram no primeiro livro.

3 – Deus é sádico, louco e não se importa com a humanidade: Novamente, se você gosta desse tema, vá assistir a Constantine (Filme) ou a série, que é bem bacana também.
Como já disse no primeiro tópico, não vejo Deus como um carrasco. Acho que todos os nossos problemas e erros são parte culpa nossa. Por não sabermos usar nosso livre arbítrio corretamente, e também pela culpa de terceiros. É como naquela cena do filme “O Curioso Caso de Benjamim Button”, quando Benjamim explica todas as etapas antes do acidente da Daisy.

Toda a semana recebo recados de leitores, que até gostaram do livro, mas que gostariam de ver esses detalhes que citei acima dentro da trama e que eu deveria alterar a trama, para encaixá-las.

Quero deixar claro, que toda a critica é válida e eu aceito numa boa, porém, há detalhes dentro da trama, que não podem ser alterados. Quando a ideia surgiu, eu já decidi o que aconteceria com cada personagem e qual fim cada um teria. Também decidi que não queria abordar os mesmos temas já existentes em outros livros sobre anjos.
Se alterar o que me pedem vou estragar minha ideia, e terei que abandonar o livro. Posso alterar o vocabulário, alguns diálogos e atitudes, mas a ideia central faz parte do autor e não pode ser alterado. Desculpe.

Agora que já expliquei isso, vou embora e voltar a escrever o segundo volume da trilogia. Fui!!

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

(Resenha) Garotas de Vidro - Laurie Halse Anderson


Sinopse: Lia está doente e sua obsessão pela magreza a deixa cada vez mais confusa entre a realidade e a mentira, mas ela perde totalmente o controle quando recebe a notícia de que sua melhor amiga, Cassie morreu sozinha em um quarto de motel. E o pior: Cassie ligou para Lia 33 vezes antes de morrer.
O que começou como uma aposta entre duas amigas para ver quem ficaria mais magra tornou-se o maior pesadelo de duas adolescentes reféns de seus corpos.

Resenha:

Sabe aqueles livros que te deixam extasiada e completamente sem fôlego. Garotas de Vidro faz isso com você.

O livro não tem romance, não tem suspense. Apenas a mente perturbada de uma jovem obcecada pelo corpo e pelo desejo de ser magra.

A autora faz uma verdadeira exploração pela mente de quem sofre de distúrbios alimentares. Que não se restringem apenas a comida, mas também sobre sua percepção entre o que é real ou não.

Após duas internações em clinicas, Lia parece estar entrando nos eixos, mas com a morte da melhor amiga, com quem teve sérias discussões. A garota começa a se perder novamente.

Lia mora com o pai, madrasta e uma irmã, que é única que realmente tenta ajudá-la. O pai, muitas vezes é imprestável, a madrasta idem, e a mãe, nem se fala.

O legal da trama é que deixa aquela dúvida, do porque uma jovem de 18 anos com tudo pela frente, decide submeter o corpo a fome extrema. Muitas vezes achei que fosse culpa dos pais, outras da madrasta, meio paranoica. E depois cheguei a pensar na mídia e sites, que fazem muitas jovens acreditarem que a verdadeira beleza está na magreza.

Até pensei que pudesse ser essa mania que os jovens de hoje tem em imitar tudo o que o amigo faz, só para se sentir parte da tribo.

Não importa qual foi o motivo que fez Lia sofre com a anorexia. O que importa é seu sofrimento e luta para descobrir quem é e como lidar com seus fantasmas.

Garotas de Vidro é como o copinho da alegria... Horrível e maravilhoso ao mesmo tempo. 

OBS: Não recomendo esse livro para pessoas que estejam sofrendo de depressão. Pois a trama tem diversas passagens pesadas. 


(Resenha) Quebrando as Regras - Vanessa Araújo - Arelli Vol. I


Sinopse: Os anjos estão entre nós? Eles podem amar? Arelli amou... E pagou caro por isso! Jessica e Emerson estavam loucamente apaixonados. Juraram que juntos ficariam. Ela o esperou no altar, contudo, seu amado não apareceu. A fúria surgiu, despedaçando-a, e Jessica se tornou mais que lágrimas... Lágrimas que descobrem a verdade, que são derramadas em um túmulo. A vida foi perdida, assim como a esperança. Porém, a fé ressurge quando um anjo aparece e muda sua existência. Entretanto, Gabriel não era o único que a amava... Dividida, Jessica busca forças em sua alma, e descobre que nada é como parece. O sobrenatural existe e a sonda, atacando-a! Descobrindo um novo mundo, Jessica se vê obrigada a fazer uma escolha. E sua decisão é drástica. Tudo muda, pois ela quebra todas as regras.

Resenha:

Sabe aquele momento em que você lê um livro tão foda, que não sabe por onde começar a resenha? Bem, é o que estou sentindo neste momento.

Mas antes de começar a falar o que achei do livro, vou falar como conheci o trabalho da autora.

Conheci a Vanessa no ano de 2012, por meio de um pseudônimo que ela usava. Também conheci dois blogs que ela mantinha na época. Um literário e outro com contos. Cheguei a ler alguns de seus contos e desde que bati os olhos em sua escrita, pensei “Tá aí uma escritora foda!”. E o desejo de ler um de seus livros apenas cresceu. Mas infelizmente, algumas coisas aconteceram. Descobri que o nome que a Vanessa usava não era real e que além disso, ela tinha um passado negro.

Após a descoberta da verdade, Vanessa excluiu seu perfil com o pseudônimo e desapareceu. Depois de um tempo voltei a encontrá-la e fiquei na dúvida se a adicionava novamente, já que muitos amigos escritores ficaram com muita raiva por causa da mentira.

Então, um dia criei coragem e a adicionei. Agora como Vanessa Araújo. É claro que quando meus colegas autores viram o que fiz, começaram a dizer coisas como “Como você pôde dar a ela uma segunda chance? Essa mulher é uma picareta, trambiqueira”. E eu respondi “Ela pode ser tudo isso, mas não podemos negar uma coisa: A mulher sabe escrever.” . Só sei que depois disso tive que excluir um povo do meu face. Sabe, eu não curto essas picuinhas literárias. Tipo: Se você leu fulano, não pode ler ciclano. Você não sabe! Eles são inimigos mortais.

Sabe... Tô cagando e andando se fulano e ciclano tratam o meio literário com um ringue de MMA. Sou leitora, e como tal... Quero ler livros.

Continuando...

Apesar do meu desejo de ler uma das obras da Vanessa, só pude realizá-lo este ano. E decidi começar por um livro, que segundo a autora foi um de seus primeiros escritos.

“Quebrando as Regras” é um verdadeiro estouro. A autora soube misturar elementos como anjos, demônios, fadas e vampiros. Lendo a trama dá pra perceber que ela teve cuidado com a pesquisa e que soube usar a mitologia. E além disso, acrescentou elementos vindos de sua própria autoria. E isso é o que um verdadeiro escritor de literatura fantástica deve fazer.

Podemos usar a mitologia como base, mas devemos acrescentar detalhes vindos da nossa cachola.

Em Quebrando as Regras nos deparamos com a história de Jessica, uma jovem impulsiva e meio doida. Ela teve um grande amor, mas que a magoou. Devido à mágoa, ela decide se casar com  outro cara, que eu apelidei de “Mané ridículo”. Pra quem não sabe é o Ethan.
Alguns dias antes de seu casamento, Jessica reencontra seu grande amor, Emerson. E doida e impulsiva como é, decide fugir com o cara. Porém, no dia da tal fuga, é novamente abandonada.

Como prêmio de consolação, ela se casa com Ethan. Um casamento horrível. A única coisa boa do relacionamento são os filhos. Alguns anos depois o relacionamento chega ao fim, e Jéssica começa a tomar as rédeas de sua vida, e é aí que seres sobrenaturais começam a rondá-la. Dizendo que ela é a reencarnação de um poderoso ser celestial, que foi condenada a viver como humana e que faz parte de uma profecia.
Várias revelações vão aparecendo ao decorrer da trama. O início parece confuso, mas quando você chega próximo ao final, vai criando teorias mirabolantes, que confesso, ainda não consegui decifrar.

Tenho uma teoria para o que está realmente acontecendo com Jéssica, mas vou aguardar pra ver.

E em breve vou ler a continuação.  


(Resenha) Julieta Imortal - Stacey Jay



Sinopse: Julieta Capuleto não tirou a própria vida. Ela foi assassinada pela pessoa em quem mais confiava, seu marido, Romeu Montecchio, que fez o sacrifício para segurar sua imortalidade. Mas Romeu não imaginou que Julieta também teria vida eterna e se tornaria uma agente dos Embaixadores da Luz.
Por setecentos anos, Julieta lutou para preservar o amor e as vidas de inocentes, enquanto Romeu tinha por fim destruir o coração humano.
Mas agora que Julieta encontrou seu amor proibido, Romeu fará tudo que estiver ao seu alcance para destruir a felicidade dela.

Resenha:

Como todos os livros que escolho. Primeiro, leio diversas resenhas para avaliar os prós e contras, e depois se fico interessada, compro o livro. Mas com Julieta Imortal foi o contrário. Não comprei o livro, e sim, fiz uma troca via Skoob.

A troca foi realizada há mais de um ano e só no mês passado pude lê-lo.

“Julieta Imortal”  primeiramente parece uma releitura, depois vemos que não é bem assim e depois de um dado momento, parece que a autora quis fazer uma piada com a famosa peça de Shakespeare.

Apesar dos pesares a trama traz muitos mistérios e uma briga entre dois grupos sobrenaturais Os mercenários e os embaixadores da luz.

No início eu pensei que se tratava de uma briga entre anjos e demônios, o que até chega a ser verdade. Os mercenários, são como demônios, que dão a imortalidade a quem deseja sacrifica sua alma gêmea. Já os embaixadores, protegem as almas gêmeas. Ajudando-as a se apaixonarem e permanecerem juntas.

Julieta, que após ser sacrificada por seu Romeu, vira uma embaixadora da luz e agora, sua alma encarna no corpo das pessoas e tenta consertar a vida dos apaixonados e da pessoa a quem ela está possuindo. Já Romeu, possui o cadáver mais próximo e tenta impedir Julieta. É uma coisa meio gato e rato.

Apesar do suspense, não posso negar que algumas coisas na trama são incoerentes.

Entendo que muitas pessoas acham a história de amor de Romeu e Julieta besta. Já que os dois se conhecem e em pouco tempo, já trocam juras de amor eternas, se casam, depois um é expulso, a outra se finge de morta e depois os dois tiram a vida para ficarem juntos para o todo sempre.

Hoje é claro um romance assim é idiota e besta. Porém, a autora faz mais ou menos a mesma coisa. Julieta durante sua missão acaba conhecendo um rapaz chamado Ben, por quem bate o olho e já fica com o coração disparado.

Depois tem um determinado momento no livro, em que ela diz ao Ben que não acredita em amor a primeira vista e que para amar alguém de verdade é preciso de três dias.

Eu fiquei olhando o livro, pensando “Como que é minha filha?”.

Não li a peça de Shakespeare, mas pelo que todo mundo diz, a história toda leva seis dias. Desde o momento em que os dois se conhecem até seu suicídio.

Então essa história de três dias para amar alguém de verdade, não colou muito comigo. Sei lá, ficou esquisito.
Mas apesar dessa escorregada, o livro termina com um ótimo gatilho para sua continuação Romeu Imortal. 

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Sorteio de Aniversário

Olá!!

No mês que vem (Mais conhecido como Novembro) o blog Cantinho da Gula faz aniversário. Três aninhos de vida e para comemorar um sorteio especial pra vocês.

Um Kit com os seguintes itens:

1 livro Insônia - Mari Scotti
1 livro O Oceano no Fim do Caminho - Neil Gaiman
1 marcador Insônia.

Para concorrer siga as seguintes regras:

Residir no Brasil
Ter um endereço de e-mail válido
Curtir a Página Catalina Terrassa: https://www.facebook.com/CatalinaTerrassa
Compartilhar o Banner



O resultado sai no dia 11/11/2014

Boa Sorte =)

domingo, 12 de outubro de 2014

Quanto Mais Rezo Mais... Deu Pra Entender

A foto é para representar o que eu acho do povo que fica enchendo meu saco.


Esta semana foi meio louca. Vi umas coisas estranhas, não vou comentar aqui porque não vale a pena. Porém, vou falar de uma.

Segundo algumas pessoas, não apoio a literatura nacional. Isso mesmo. Como disse lá no facebook na hora de comentar o status de uma amiga “Já desisti de tentar entender o que se passa na mente dos autores nacionais”.

Se faço muitas resenhas, sou puxa-saco. Se não faço, sou desertora. Não dá para agradar tais criaturas!!

Caso as pessoas não saibam, comecei o meu blog para divulgar o MEU TRABALHO, a coisa toda das resenhas começou porque participei de um grupo de autores/leitores, que tinha o intuito de ler os trabalhos dos colegas e também receber um feedback. O problema é que de 13 participantes, apenas 9 fizeram sua parte.

É claro que eu peguei gosto pela literatura nacional e aí as resenhas aumentaram. Porém, também sou escritora, e desde o ano passado meus livros começaram a ganhar mais público. Por isso tive que me ausentar do blog para concluir a continuação de duas trilogias, que estou escrevendo no momento.

Gente, eu sou uma só. Não moro com meus pais, quem lava minha roupa, sou eu, quem cozinha, sou eu, quem arruma a casa, lava o banheiro, sou eu. Quem recolhe a bosta dos cachorros, sou eu. 

Também está difícil de encontrar tempo para comentar nos blogs, mas tenho fé que logo, logo vou encontrar algum.

Outro ponto que fez a quantidade de resenhas de livros nacionais diminuírem, foi que meus livros nacionais impressos estão quase no fim. Tenho apenas mais dois, que adquiri no mês passado, num sebo da minha cidade,  pelo valor de 14 reais. E não pensem que são livros do Paulo Coelho, são de três autoras que publicaram pela Editora Underworld. Um é o livro Sete Vidas das autoras Mônica e Monique Sperandio e o outro é Sussurros de Uma Garota Apaixonada da Mandy Porto. E creio que os livros foram comprados com dedicatória, porque tá faltando uma página. Mas isso não importa. O que importa é que a história está completa.

Meu blog vai entrar em um novo hiato daqui a alguns dias. Preciso terminar de escrever a continuação de Almas, mas até o final do ano, vou postar mais três resenhas para autores nacionais e mais dois para livros estrangeiros.

E no ano que vem vou ler muito mais livros. Afinal, agora eu tenho uma arma muito útil, que se chama: Kindle. Fui obrigada a me render aos e-books. Motivo? São mais baratos e como a grana tá curta, preciso economizar. Já tenho sete e-books de autores nacionais esperando por mim, e em breve vou aumentar o número.

 Agora vamos ao momento...  Vai tomar no... (Deu pra entender)

Minha irmã costuma dizer que eu deveria ser mais da paz, o que é difícil.

Eu tento. E como. O problema é que o povo não me deixa no meu canto.

Quando eu era apenas uma blogueira e com apenas meia dúzia de pessoas que liam os meus livros, ninguém me enchia o saco.

Agora que meu trabalho como escritora cresceu um pouco, já virei uma ameaça. E olha que eu sou café pequeno (E isso não é eufemismo por ser baixinha)

Neste ano já fui acusada de plágio e por não fazer pesquisa decente para A Chave Mestra. Sendo que era apenas usar o cérebro (Coisa que as pessoas não usam mais) que você já entenderia as referências do livro. E agora para completar, sou acusada de abandonar a literatura, que não mereço ser chamada escritora porque não leio o trabalho de outros colegas. Mas vai tomar no... todo mundo.  Ah! E vai tomar no... também quem diz que não mereço ter meu livro na amazon entre os mais baixados gratuitamente, porque o enredo não se passa no Brasil. Bem, pelo menos eu sei as estações do ano do meu país, e como fica uma tal autora, que fez seu livro no Brasil e disse que era inverno no mês de Dezembro. Ou outro autor, que usou a cidade de São Paulo como cenário e fez seu personagem descer na estação Liberdade (Linha Azul) Sendo que ele subiu na estação República (Linha vermelha) e chegou na linha azul sem fazer baldiação. Tá bom que o cara é um ser sobrenatural, mas em nenhum momento é mencionado que ele se locomoveu por meio de magia.

Depois a herege sou eu, que faço meus personagens viverem nos Estados Unidos.


(Resenha) Youkai - Roxane Norris


Sinopse: Heilel é um jovem anjo da guarda que tem sua história mudada duplamente num único momento. No dia em que ascende ao cargo de confiança mais alto do Renkai - o plano do julgamento - acaba tendo uma difícil decisão nas mãos: manter sua lealdade a Deus ou salvar sua protegida - uma alma suicida por quem ele cria um vínculo afetivo. Ciente de suas responsabilidades, e não vendo outra saída, ele abdica da honraria e entrega sua alma em troca da dela ao Diabo, que vem exigir pessoalmente seus despojos sobre o julgo. Todavia, a presença de Lúcifer no Renkai não é uma mera coincidência e Heilel - agora nominado Akuma e vivendo no plano terrestre como um Youkai - irá descobrir que há muito mais por trás de uma simples barganha, e que tanto Deus como o Diabo estão envolvidos numa aposta cujo o desfecho pode exigir um preço ainda maior de si mesmo.

Resenha:

Depois de mais de um ano após comprar o livro finalmente encontrei tempo para lê-lo, e como sempre a Roxane não me decepcionou.

Ler seus livros é alegrar os olhos. A cada página vemos que a autora teve um cuidado com a pesquisa.

Não vou mentir que a cultura japonesa não é muito a minha praia. Tudo bem que assistia quando criança aqueles seriados na extinta Rede Manchete, porém já mais velha, acabei abandonando o hábito.

Somente no ano de 2011 comecei a voltar para esse universo. Já li vários livros de autores nacionais, que foram influenciados pela cultura japonesa e até agora não me decepcionei. E já posso adicionar mais um a lista... Youkai.

Na trama conhecemos Heilel um anjo, ou quase isso, a serviço de Deus. Ele é um de seus mais fieis anjos. No dia em que receberia uma alta condecoração, ele descobre de sua protegida, Hanya cometeu suicídio.

Atormentado pelo destino de sua protegida, Heilel oferece sua alma em troca. E com isso, consegue libertar Hanya, mas condena sua alma ao inferno e a servir Lúcifer.

Muitos anos depois, vemos Heilel na terra com um novo nome, Akuma. Ele leva uma vida humana. Com identidade falsa, falsos pais  e  trabalha como médico numa clinica, que além de fazer cirurgias estéticas, também passa seu tempo tentando impedir que o filho de Lúcifer venha ao mundo.

Mas não pensem que isso deixa o diabo furioso, não. Ele não gosta é claro, mas acha interessante essa briga entre os dois. Afinal, ele e Deus fizeram uma aposta pela alma de Akuma, Miguel e Hanya, que adivinhem... Reencarnou e agora está na pele de duas possíveis candidatas. Carine, uma moça que trabalha para Akuma e Aine, uma moça que foi prometida a ele ainda na infância. E adivinhem quem é o anjo protetor da moça? Miguel.

Agora vou falar um pouco dos personagens:

Não quero que a autora me leve a mal, mas Akuma é muito frouxo. Ô, homem complicado. Prefiro o Miguel, pelo menos ele tem estilo. Tá bom que o cara é meio doido, mas pelo menos não comete tantos deslizes como o outro.

Quanto às moças, fico com as duas.  Aine, apesar da pouca idade e de ter tido uma vida ruim, peita o noivo todas as vezes que é besta. Carine também tem uma personalidade bacana. E enfrenta as coisas quando precisa. Como por exemplo, aparecer do nada no apartamento de um estranho com duas passagens de avião e decidida a ir junto.

Gostei como os fatos são soltos pouco a pouco durante o decorrer da trama. Dá aquela sensação, o que vai acontecer agora.

Apesar de ter amado o final, fiquei com aquela sensação de que poderia ser feita uma continuação. Porém, se tratando de Deus e o Diabo, acho que nunca haveria um final conclusivo. Sempre ficaria faltando algo.

sábado, 11 de outubro de 2014

(Resenha) Destrua-me - Tahereh Mafi


Não leia se você ainda não leu o 1º livro da Trilogia



Sinopse: Não tem. Motivo? Era puro Spoiler.

Resenha:

Estou mergulhada nas distopias, hahaha.

A bola da vez foi o conto inspirado na trilogia Estilhaça-me. Destrua-me, que é narrada por Warner, o vilão do primeiro livro da trilogia.

Destrua-me conta momentos após Warner ser baleado por Juliette (Isso acontece no 1º livro) e sua recuperação.

Desde que comecei a ler a trilogia, Warner foi o personagem que mais chamou minha atenção. É claro que no 1º livro ele parece um vilão comum, aquele bem clichê. Sou rico, poderoso, garboso e vocês são meus escravos. Mas após ler Liberta-me (o 2º livro) vemos que Warner não é tão mau ou bom. O cara só teve uma vida difícil, com um pai pra lá de podre.

Em Destrua-me  conhecemos um pouco mais de sua personalidade, sua obsessão por Juliette e de seu relacionamento com seus subordinados e com o pai, é claro.

O conto termina com um ótimo gatilho para o 2º livro da trilogia. Por isso recomendo que você leia Estilhaça-me, na sequência Destrua-me e depois Liberta-me.

Li Destrua-me via Kindle e o conto está quase sempre gratuito na amazon. Ao menos ainda estava na semana passada.