sexta-feira, 15 de março de 2013

(Resenha) A Última Nota - Felipe Colbert e Lu Piras


Sinopse: Quando Alícia Mastropoulos se apresenta pela primeira vez como a principal violinista na Orquestra de sua Universidade, ela não tem ideia dos acontecimentos que este fato desencadeará. Decidida a tocar uma composição inédita deixada por seu falecido avô em vez da música programada, ela se emociona e erra a última nota, mas ninguém parece perceber. No dia seguinte, recebe a notícia que um jovem desconhecido é encontrado no coreto próximo ao local da apresentação e levado para um hospital. Quando acorda, ele não se lembra de nada, apenas chama pelo nome dela. Ele, o belo e misterioso rapaz de olhos azuis, é exatamente o que Alícia precisa evitar. Porém, a aproximação entre os dois se torna inevitável quando ela descobre que sua avó, Cecília, tomando conhecimento do caso, hospedou-o e ainda lhe deu o nome de Sebastian. Preocupada, Alícia pede que sua avó o afaste de casa, antes que a situação traga problemas para sua família e para o seu namoro com Theo. Percebendo a relutância da avó e incomodada com a proximidade cada vez maior de Sebastian, Alícia decide apressar o noivado com Theo, para a satisfação de seus pais, que veem com bons olhos um casamento entre duas famílias tradicionais gregas. Só que, aos poucos, ela começa a descobrir uma intensa atração pelo rapaz desconhecido, que a levará a entender, enfim, o mistério que o envolve, a resgatar histórias do passado e a tomar importantes decisões para o futuro.

Resenha:


No final do ano passado estava dando uma volta no shopping aqui da minha cidade (Guarulhos), e como de costume decidi dar um pulo na Livraria Nobel.
Ao chegar, não pude acreditar no que meu olhos viam: Um livro nacional, atual, na vitrine. O que é uma raridade. Quase sempre os livros nacionais ficam nos fundos da livraria, como se fossem filmes pornográficos. Entrei na loja e pedi pelo livro. É claro que já tinha visto propaganda dele pelo Facebook.


Depois de adquirir o livro, ele ficou na minha pilha, esperando sua vez de ser lido. O engraçado é que enquanto esperava, ouvia comentários de outros leitores, dizendo que acharam a história boba e muito teen.

Sim, a história têm elementos adolescentes, mas é bem escrito e não posso rebaixar a nota ou torcer o nariz só porque tenho 32 anos e já passei da fase adolescente há muito tempo.
Quando leio um livro e resenho (E que isso sirva para outros resenhistas ou críticos), o que mais analiso é se a trama tem ritmo, é bem escrito, têm personagens bem construídos. E não se ele é para a minha faixa etária.

Em “A Última Nota” vemos Alícia Mastropoulos (Acho que escrevi certo), uma jovem violinista, que está prestes a se formar na universidade. Além de ter que aguentar seu professor mala, ela precisa lidar com os pais, que querem que ela siga as tradições gregas. Isso é, viver cercada de gregos, casar com um bom rapaz grego e ter uma penca de filhos (Enquanto lia, lembrei do filme Casamento Grego).

Um belo dia Alícia se apresenta na orquestra da universidade como principal violinista. Contrariando a programação do concerto, ela decidi tocar uma composição feita pelo avô. Durante a apresentação ela se emociona e erra a última nota.

No dia seguinte, Alícia recebe um telefonema do hospital, dizendo que um rapaz foi internado e que ele chama por ela. Pensando ser seu noivo, Theo, ela corre até o hospital, mas ao chegar descobre que o rapaz é um total estranho, e que o mesmo não se lembra de nada sobre si. Furiosa, ela abandona o rapaz no hospital, mas acaba contando para sua melhor amiga e sua avó.

Alguns dias depois, ela descobre que sua avó hospeda o rapaz e ainda por cima dá a ele o nome de Sebastian.
Vi em algumas resenhas dizendo que Sebastian é misterioso. Talvez, mas para mim ele é só misterioso porque não sabe quem é, e não porque ele quer dar uma de gostoso. Ele é um cara bonito, mas simples, o oposto de Theo (O noivo), que é um cara metido, riquinho e besta. Ele me lembrou um pouco o Gaston de A Bela e a Fera.

Além do romance, o livro lida com o conflito que vemos em várias famílias. Os pais querendo que seus filhos sejam o que eles desejam, sem se importar com suas próprias escolhas. E isso não é exclusividade de adolescentes. Pois quando você está na casa dos vinte, seus pais ainda ficam buzinando na sua orelha. Aliás, isso acontece em qualquer época, você pode até estar casado e com filhos e seus velhos ainda vão buzinar na sua orelha.

A trama ainda traz um toque sobrenatural. O que é muito legal, já que foi um sobrenatural diferente. E a doida aqui ama algo fora do comum.

Site – Lu Piras: http://www.lupiras.com/
Site – Felipe Colbert: http://www.felipecolbert.com.br/







(Resenha) Eu, meu pai e meus outros amores - Lilian Reis


Sinopse: Eu, meu pai e os meus outros amores... Há coisas na vida que acontecem e a pessoa se revolta, fica com raiva de tudo e de todos, contudo, Jade teve que aprender da maneira mais dura, que o mundinho no qual ela vivia era fútil, uma imensa bola cheia de nada. Para Jade, tudo que importava era sua mãe, padrasto e amiga. O pai era um sonho inalcançável, uma figura por quem Jade nutria “sentimentos incompreensíveis”. Ela acreditava que aquela vida de badalações, academia de dança, luais, e festas eram tudo de bom, e para o qual valia a pena viver. O resto era descartável. Entretanto, Jade fora inserida “contra sua vontade”, em outro mundo. Um lugar completamente sem valor para ela. As pessoas pouco lhe interessavam e tampouco ela acreditava que eles se interessassem por ela. Para ela, uma garota da cidade grande, o que importava eram as coisas que ela podia fazer e a maneira como se divertia, e amava apenas essas pessoas que eram seu ”tudo”... Uma história cheia de emoções, conflitos, dúvidas e descobertas, que tem um enredo gostoso, uma linguagem jovem e engraçada. Prepare-se para conhecer o outro lado do mundo de Jade. Uma adolescente quase adulta, que se mostrou rebelde e marrenta. Será que Jade aprenderá com seus erros a ser uma pessoa melhor? O livro aborda vários temas importantes, dentre eles a primeira transa, a amizade, e os sentimentos de um modo geral. Contudo, a abordagem principal é o amor de Jade por seu pai. Um homem do interior, que conviveu com sua filha apenas nos primeiros anos de vida, mas que a marcou muito. Para ela, o pai foi seu herói, aquele que a acudia dos pesadelos e dos seus medos. Todavia, a imagem deixada por ele apagou-se pelo fato de ele não ser um pai presente. A vida de Jade deu outra guinada após uma tragédia, que a obrigou a viver outra realidade... 

Resenha:


Conheci o trabalho da Lilian Reis através do Facebook, quando ela postou na minha linha do tempo falando um pouco de seu livro, que seria publicado em breve.
Muitos colegas autores diriam que isso é invasão, mas para mim, não. Não sou uma alienada que vive em seu mundinho particular. Sei da dificuldade em fazer com que seu trabalho chegue até o leitor. Sou escritora, mas antes de ser uma, sou leitora e estou sempre atrás de novos livros. Então, propagandas como da Lilian não me ofendem, apenas me ajudam a conhecer novo trabalhos. E outra, a propaganda dela não é sem noção, como alguns colegas costumam dizer. Propaganda sem noção é aquela em que o autor enche o seu e-mail ou inbox com propaganda, e fica o tempo todo perguntando quando é que você vai comprar o trabalho dele.

O mais engraçado é que não precisei de muita propaganda para me interessar pelo livro. Só o título “Eu, meu pai e meus outros amores” foi o suficiente.
Perdi minha mãe há dez anos e depois de sua morte, eu e meu pai passamos a morar sozinhos na nossa casa. Tinha uma boa relação com meu pai, só brigávamos quando ele não queria tomar os remédios. Então meu interesse pelo livro foi grande.

Em “Eu, meu pai e meus outros amores” conhecemos Jade, uma adolescente de 17 anos, mimada e filha de pais divorciados. Sua vida era perfeita, até o dia que sua mãe e padrasto morrem num acidente de carro. Após 28 dias em coma, Jade acorda para a dura realidade, ela perdeu a mãe e agora teria que deixar a cidade grande, para como ela diz, viver no fim do mundo. Na verdade é uma bela fazenda no interior de Minas Gerais, mas como Jade gosta de um drama, é o fim do mundo mesmo.

Quando digo que ela gosta de um drama, não estou brincando. Teve uma hora no livro, que eu quis entrar no bendito e dar uns tapas na pirralha, mas aos poucos ela vai se acalmando. Ou talvez a presença dos filhos de sua madrasta a acalmaram. Eduardo ou Duke é puro alto astral. Ele foi o personagem que mais gostei. Já seu irmão, Fred, não caiu muito no meu gosto. É claro que ele tem bons momentos, principalmente mais para o final, mas têm horas que o rapaz parece bipolar. Acho que é por isso que ele e Jade ficam juntos. Eles foram feitos um para o outro.

Embora o livro tenha todos os ingredientes para uma história de adolescentes, ele também pode conquistar o público mais adulto. Afinal, o relacionamento pai e filha do livro me agradou muito.
Se eu já tinha chorado com o livro do Nicholas Sparks, com o da Lilian chorei rios.






sábado, 9 de março de 2013

(Resenha) A Escolha - Nicholas Sparks


Sinopse: Travis Parker possui tudo o que um homem poderia ter: a profissão que desejava, amigos leais, e uma linda casa beira-mar na pequena cidade de Beaufort, Carolina do Norte. Com uma vida boa, seus relacionamentos amorosos são apenas passageiros e para ele, isso é o suficiente. Até o dia em que sua nova vizinha, Gabby, aparece na porta. Apesar de suas tentativas de ser gentil, a ruiva atraente parece ter raiva dele. Ainda sim, Travis não consegue evitar se engraçar com Gabby e seus esforços persistentes o levam a uma jornada que ninguém poderia prever. Abrangendo os anos agitados do primeiro amor, casamento e família, A Escolha nos faz confrontar a questão mais cruel de todas: Até onde você iria manter o amor de sua vida?

Resenha:

Nicholas Sparks é conhecido por ter tido quase todos os livros adaptados para o cinema. E acreditem, até hoje só assisti dois filmes e até a semana passada não tinha lido nenhum de seus livros.


Quando contei a minha sobrinha que iria ler “A Escolha”, ela me disse “Cuidado! De acordo com o povo ou você ama ou odeia os livros dele”. Depois contei para uma amiga e ela me disse “Vixi! Do jeito que você é sensível, vai se acabar em lágrimas”. Agora que li posso dizer: Gostei e chorei pra caramba.


É a clássica história: Garota conhece garoto e se apaixonam. Mas nem por isso o livro deixa de ser agradável. Quando você pega um livro com uma trama bem feita, nem importa se o tema é batido. Afinal, uma história da amor também pode ser legal.


Em “A Escolha” conhecemos Gabby e Travis. Dois vizinhos que não se dão muito bem. A maneira como os dois interagem um com o outro na primeira vez que são apresentados é hilário. Nunca vi um romance começar daquele jeito. Ponto para o autor, que saiu um pouco da mesmice.


Gabby é uma mulher séria, dedicada ao trabalho e que tem graves problemas de relacionamento com a mãe, que tenta ditar suas escolhas.


Travis é animado, extrovertido e que vive a vida ao máximo. Viajando, praticando esportes radicais e que sempre dá festas em sua casa na companhia de seus amigos. Já deu pra ver que os dois são que nem água e óleo. Não se misturam.


Alguns dias após a primeira apresentação, Gabby e Travis dão uma segunda chance. O relacionamento entre eles é engraçado, principalmente com a ajuda da irmã de Travis – Stephanie, uma garota muito da doida.


A história traz o famoso triângulo amoroso, mas o interessante foi ver a maneira como o autor aborda o tema. Depois desse livro, acho que prefiro um homem descrevendo uma personagem feminina do que uma mulher. Parece que as mulheres gostam de retratar suas protagonistas como um bando de mulheres indecisas e bestas. Foi legal ver a protagonista como uma mulher decidida, que sabe o que quer e que sabe que seu relacionamento atual não está indo para lugar nenhum, e que é hora de mudar.


Como falei no começo da resenha, o livro me fez chorar. Cheguei a mais da metade do livro, quando ocorreu um acidente de carro e um dos personagens fica na UTI por mais de um mês. Não foi fácil ler isso. Afinal, meu pai faleceu faz pouco tempo e ele também ficou na UTI por mais de um mês.


Teve uma hora que cogitei abandonar o livro, mesmo estando legal. Apesar de algumas tristezas o livro é muito bom. Não fala só do amor entre homem e mulher, mas do amor em geral.



sexta-feira, 8 de março de 2013

Homenagem as Mulheres... Ou não.


Hoje é o dia Internacional da Mulher. Um viva para todas.

Parabéns, legal, mas tem um problema. Não dá para comemorar com um belo sorriso no rosto. E não é por causa da violência, baixos salários e a famosa jornada dupla de trabalho. Não, não... É por causa da baixa alta estima da mulherada. Vejo isso nas minhas amigas e conhecidas, que acham que um belo par de calças vão resolver tudo.

Quero deixar claro, que não sou feminista. Detesto essa corja, que se esconde sobre a máscara da auto-suficiência e na verdade quer transformar o pobre do homem em um brinquedo. Tudo bem que os homens já fizeram isso no passado (E alguns ainda fazem), mas se queremos mostras a famigerada superioridade, por que raios fazemos o mesmo que eles?

Sinceramente não vejo problema em ser sozinha. Sou encalhada? Sim e com louvor! Gostaria de arranjar um marido? Sim, desde que o bendito fizesse por merecer (Não estou falando de dinheiro. Só quero um cara com trabalho honesto e me trate bem). Não vou ficar dando para deus e o mundo só para não me sentir sozinha. Também não concordo com o que algumas mulheres, que de tão amarguradas tem a coragem de dizer "Você nasceu sozinha e vai morrer sozinha". Tá legal, mas vocês se esqueceram de uma figura muito importante na hora do seu nascimento. Sem esta pessoa vocês não estariam no mundo. Uma coisa chamada... MÃE.

Não sei quanto aos outros, mas apesar dos pesares, eu amava a minha mãe (Ela era uma mulher difícil de se lidar. Uma típica mulher das antigas), mas nem por isso deixou de ser uma ótima mãe.

A maioria das mulheres que dizem essa frase, são as que foram traídas ou tiveram um casamento catastrófico. E o pior de tudo, é que muitas tiveram filhos nesses relacionamentos. Então quer dizer que seus filhos não estarão com você até o fim? Se você pensa assim, está na hora de avaliar o tratamento que dá aos seus filhos e cultivar o amor deles.

Não estou dizendo isso porque me acho demais, não, longe disso. Não fui uma filha exemplar. Tive os meus momentos ruins, mas fiquei ao lado dos meus velhos até o fim.
Eu vi a hora que minha mãe morreu. Ficava de acompanhante dela no hospital e vi a hora em que o coração dela parou. Só não fiquei durante todo o processo, porque uma enfermeira me tirou do quarto. Também vi meu pai morrendo e dessa vez estava junto com o meu irmão. Só não fiquei até o fim, por causa do meu irmão, que é sensível e achei melhor que ele não visse.

Então nesse dia Internacional da Mulher, olhe para o lado e dê um abraço no seus filhos. Você não vai ficar sozinha no fim. Cultive o amor entre vocês. Afinal, o único amor incondicional, depois do amor de cachorro. É o amor de mãe. Mas de uma mãe verdadeira, não uma parideira. E esse recado também serve para as filhas, vire e dê um abraço forte na sua mãe. Ela merece.

domingo, 3 de março de 2013

Trocas e Compras

Qual é o maior problema de uma pessoa viciada em livro?

Ela não se controla quando vê livros em promoção e para ajudar ainda mais, o Submarino manda e-mail com preços tentadores e como se isso não bastasse, ontem entrei nas lojas americanas e encontrei um livro bom pra caramba por dez reais. Em resumo acrescentei mais quatro livros a minha pilha interminável.

Vamos começar com a minha primeira troca feita pelo Skoob. 


Troquei aquela M**** de 50 Tons de Cinza pelo livro do André Vianco. Como eu já disse qualquer coisa é melhor do aquela... Deixa pra lá!

Agora minhas compras:



Estes dois eu comprei por e-mail. Quando você recebe um e-mail do Submarino no qual diz que O Pacto do Joe Hill está por 12,00 reais e Branca de Neve e o Caçador por 13,99 reais, não há viciado que aguente e o vício fala mais alto.


Livrarias, lojas ou o destino parecem contribuir com o seu vício. Ontem fui ao cinema e antes da sessão, passei nas Lojas Americana para comprar umas besteira (Chocolate, balas, refrigerante etc) e ao passar pela sessão de livros, o que eu vejo? Fortaleza Digital do Dan Brown  por 9,99. Não resisti... Comprei.

sexta-feira, 1 de março de 2013

(Resenha) Jardim de Escuridão - Bianca Carvalho


Sinopse:  "Todo dom pode ser uma bênção ou uma maldição..." Quando Faith Connor recebe uma carta deixada por sua avó, após a morte da mesma, contendo um último pedido, ela não esperava que sua vida ganharia um rumo inesperado. Detentora de um dom especial de compreender as flores, cujos significados lhe fornecem visões de acontecimentos futuros, ela atende o pedido da avó, levando uma flor especial a seu túmulo e acaba conhecendo Rowan Allers, um homem atormentado pela morte da irmã, assassinada por um serial killer. Sentindo uma estranha conexão com aquela história, Faith o ajuda a investigar, sem nem saber que seus destinos estavam ligados de forma perigosa e até fatal.

Resenha: 

Depois do último nacional que li, e que infelizmente foi um desastre, graças aos deuses “Jardim de Escuridão” não me decepcionou.
Misturando suspense, investigação criminal e romance, Bianca Carvalho me deixou sem fôlego e de queixo caído.

Em “Jardim de Escuridão” conhecemos três mulheres muito especiais: Faith, Cailey e Tatiana. As três herdaram dons sobrenaturais de sua avó Lolla, que tinha o dom de prever o futuro. Como uma forma de se despedir e ajudar as netas, Lolla deixa uma carta para cada uma com instruções que irão ajudá-las a encontrar seu destino. Esse foi um dos muitos detalhes que achei criativo por parte da autora. Cada livro terá uma das garotas DeWitt como protagonista.

A primeira contemplada é Faith, que por causa da morte do marido perdeu a fé em seu dom, que consiste em ouvir suas flores. Ela é capaz de entendê-las e assim transmitir a outras pessoas suas mensagens.

Atendendo ao pedido da avó, Faith lava até o túmulo dela uma flor com um significado todo especial (Vocês vão ter que ler para saber). Nesse mesmo dia, ela conhece Rowan Allers, um homem atraente que teve a irmã brutalmente assassinada por um serial killer. Por alguma razão inexplicável Faith decide ajudar Rowan a desvendar o assassinato.

Aos pouco o envolvimento entre eles vai se tornando mais intenso, até se tornar uma bela história de amor.

Gostei da forma que a autora abordou a história de amor e as juras, sem deixar um romance água com açúcar. E foi a primeira vez que vi um homem lindo e bem sucedido, que não é metido (Embora os outros o achem). Rowan pode ter nascido em berço de ouro, mas em nenhum momento trata Faith como uma criança mimada.

Outro detalhe que gostei de ver na trama, é que a protagonista não se esquece da família só porque encontrou o príncipe encantado. Pelo contrário, ela tem uma relação linda com a irmã e a prima.

Mas não é só de romance e família que vive a trama. Temos ótimas doses de suspense, investigações e mortes. E me arisco a dizer que o livro tem um toque de Seven e Silêncio dos Inocentes. Confesso que fiquei surpresa com a identidade do assassino e a reviravolta no final. Sério! Não esperava.

Um recadinho para a autora: Quando sai a continuação? Hahaha!!




Entrevistei... Tainá Ruiz

Olá! Voltando com as entrevistas. Agora foi a vez da autora Tainá Ruiz. Vamos conhecer um pouco sobre essa moça?



Dados da “Vitíma”:

Nome: Tainá Ruiz de Souza
Idade: 17 anos
Time do Coração: São Paulo
Signo: Câncer
Blog: http://livroscidadefantasma.blogspot.com.br/
Profissão: Estudante

Perguntas sérias:

1 – Qual seu estilo literário?

Não sei bem se tenho um estilo definido. Minha zona de conforto é entre o drama e o sobrenatural, mas, às vezes, me aventuro a escrever algumas comédias românticas.

2 – Quando decidiu embarcar nessa loucura chamada Escrever?

Desde que aprendi a escrever meu próprio nome (se não antes!) eu já tinha um enorme fascínio pelo mundo das letrinhas e aos oito anos eu já escrevia contos e histórias em quadrinhos.

3 – Qual foi o primeiro conto\livro que escreveu?

Puxa! [risos] Como citei, eu era criança, então não me lembro exatamente do primeiro. Mas lembro de um conto que posteriormente transformei em HQ, intitulado “A Sereia do Rio” que contava a história de uma sereia que havia sido separada de sua família e sonhava em reencontrá-los.

4 – Você tem algum ritual antes de escrever?

Sim. Fecho a porta e a janela do quarto, ligo o ventilador, dou play nas músicas selecionadas, estralo os dedos das mãos e alongo braços e pescoço. De vez em quando adiciono um incenso e um cappuccino à essa lista. É um ritual involuntário, mas que persiste [risos].

5 – Fale um pouco das suas obras publicadas?

Por enquanto só publiquei contos em e-books. Bom, “Sonhos” foi publicado em uma coletânea da Editora Mor, nomeada “Vidas Passadas” (Julho/Agosto de 2012) e reunia contos sobre o tema. “À Caminho da Morte” foi publicado na coletânea “EnContos” (Janeiro de 2013) realizada pelo grupo Farol de Letras e organizada pelo escritor Ant Lima. E ainda esse ano eu espero estar publicando Cidade Fantasma, o primeiro livro de uma trilogia de mesmo nome.

6 – Essa pergunta é meio batida... Mas qual foi sua maior dificuldade no mundo literário?

Acho que a maior dificuldade é o reconhecimento e valorização. Há certo preconceito com a literatura nacional tanto dos leitores, quando de algumas editoras, o que dificulta que o livro seja conhecido e apreciado em grande escala. Geralmente o público que se interessa por autores brasileiros é minoria. Há também o fato de que a leitura não é um hábito comum no nosso país, o que torna o interesse ainda menor.

7 – Alguma vez já teve vontade de chutar o pau da barraca e largar essa vida de escritor?

Muitas vezes. São tantas coisas que nos desanimam. Mas há também algumas recompensas...

8 – No seu blog vi que você gosta de ouvir músicas na hora de escrever. Quais são as bandas e estilo musical que mais te inspiram?

Gosto de muitos estilos (dentro do Rock e do pop) e as bandas que mais me inspiram (pra Cidade Fantasma) são a Evanescence, My Chemical Romance, Three Days Grace e We Are The Fallen. Pros outros projetos Lana Del Rey (cantora de pop alternativo), The Fray, The Smiths e Oasis me inspiram bastante.

Agora é a vez das perguntas loucas:

Comida favorita? Cachorro quente! (fui vegetariana por cinco meses e chorava de saudades dessa comida, rs)

Fico de TPM... Quando? Minha nossa! Com tantas coisas! Mas principalmente quando as pessoas são ignorantes sem motivo.

Se você pudesse, qual celebridade ou personagem de livro você mataria? Poxa! Essa é difícil... Hoje não consigo pensar em ninguém que mataria (estou boazinha...)

Meu bicho favorito é... Cães! <3

Meu livro favorito é... Ai! Só um? “A Esperança” – Suzanne Collins.

Meu autor favorito é... Rick Riordan (Percy Jackson e os Olimpianos)

E para terminar:

Quem é você de verdade?

Diria que sou uma pessoa muito complexa. Sou impulsiva e intensa, mas tento sempre terna e gentil. Faço esforço para controlar (sem sucesso, devo dizer) o meu lado sarcástico e procuro sonhar sem tirar os pés do chão. Sou mística e não acredito em coincidências, amo as pequenas coisas da vida e adoro estar em contato com a natureza.

Espero que tenham gostado e até a próxima entrevista.