quinta-feira, 28 de junho de 2012

(Resenha) Traços - Josiane Veiga


Sinopse: Poderia haver algo mais sujo do que o amor de um humano por um elfo?

Tan de Loki descendia de um clã extinto. Tudo que ele buscava nas florestas ao redor de Álfheimr era paz e tranquilidade. Infelizmente, os elfos não tinham a mesma opinião, e o rapaz descobriria logo que homem algum era bem vindo à terra sagrada. 


Um humano sujo não tinha o direito de pisar em tão sagrado solo, então era dever do príncipe Niel expulsá-lo. Contudo algo saiu errado... 


E foi assim que elfo e homem se enredaram numa armadilha em que ambos não queriam mais escapar.


Resenha: 


Não me canso de elogiar o trabalho da Josy. E quando vi que ela lançou um livro novo e ainda por cima num ambiente meio "Senhor dos Anéis" fiquei doida para ler.


Então quando ela disse que faria um Book Tour de Traços, eu me inscrevi.


O livro chegou ontem de tarde. Comecei a lê-lo às 17:00 e às 19:30 já tinha terminado.
"Traços" pode ter poucas páginas, mas foi o melhor livro que já li.
Gostaria de dizer o porquê, mas seria Spoiler (Mas vou contar para a Josy via email).


"Traços" conta a história de Tan de Loki, um rapaz que sofreu nas mãos do pai. Desde pequeno ele era abusado sexualmente.
Apesar dos abusos Tan permaneceu em casa. No início do livro ele tenta fugir, mas por amor a mãe, que também sofria nas mãos do marido carrasco, ele decide ficar.
Ao tomar a decisão, ele também faz uma promessa: Aprender a usar a espada e matar o pai.


Dez anos após fazer a promessa, Tan sofre um golpe terrível. A aldeia onde ele vive com a família é atacada por um grupo de bárbaros. Durante o ataque Tan perde a mãe e o irmão caçula.


Sem ter mais um lar, Tan se refugia na floresta próxima de Álfheimr, território dos elfos, que não ficam muito felizes com sua presença.
Vários guerreiros elfos tentam expulsá-lo, mas sem sucesso. Então é aí que entra Niel, um príncipe elfo.


A pedido da noiva, Niel é incumbido de expulsar Tan da floresta, mas algo inesperado acontece: Niel e Tan se apaixonam.


Os dois vivem uma história de amor 100% verdadeira.
Acredito que se duas pessoas se amam de verdade, elas são capazes de superar qualquer dificuldade. Até curar as feridas de anos e anos de abuso.


Os livros da Josy sempre me causam um turbilhão de sentimentos: Raiva, emoção, tristeza. E com "Traços" não foi diferente.


Parabéns Josy, pelo ótimo livro.
Assim que eu tiver grana, vou comprar um exemplar pra mim. Eu o quero na minha mesinha de livros.


Onde Comprar: http://clubedeautores.com.br/book/128616--Tracos
Skoob: http://www.skoob.com.br/livro/238491-tracos
Blog da Autora: http://www.fic-lovers.blogspot.com.br/



sábado, 23 de junho de 2012

Desabafo

Não gosto de puxar a orelha de ninguém, muito menos de criar barraco na net. Mas eu preciso desabafar.

No mês de fevereiro, eu investi mais de 300 reais nos meus livros. A intenção era presentear blogs literários e em troca receber resenhas ou comentários.

Comprei os livros e dei de presente para nove blogs. Alguns já leram, já fizeram resenha ou deixaram um comentário no skoob que me deixou super animada.

Mas alguns estão me enrolando, ou melhor, me fazendo de trouxa.

A dona de um dos primeiros blogs, prometeu resenha e entrevista. Mas o blog dela foi "roubado" pelo namorado e ela teve que criar outro.
Entendi a situação dela, afinal o mesmo já aconteceu comigo. Então disse que assim que ela tivesse um novo blog, ela poderia fazer a resenha. O problema foi que ela fez a seguinte promessa: "Quando o blog atingir 40 seguidores vou fazer a resenha do seu livro".

Tudo bem, esperei, esperei.
O blog atingiu os 40 seguidores, mas ai ela entrou em contato e disse "Quando chegar a 70 ou 80 seguidores vou fazer a resenha".

Não gostei muito, mas esperei novamente.

Ontem fui dar um olhada no blog e ele está com 114 seguidores e nada de resenha.

Tudo bem, o meu livro tem uma trama fora do comum. Também sei que ele tem piadas com Crepúsculo. Mas eu quero uma resenha ou um comentário. Nem que seja "É um lixo, não comprem".

Caso os blogs não saibam. Eu perdi horas de sono escrevendo o livro e quebrei minha cabeça na tentativa de fazer algo diferente com vampiros.
Acho que mereço um pouco de consideração.

Senão quer fazer resenha, pelo menos deixe um comentário no skoob, como o que acabei de ver feito pela Suellen-san:

 "Sabe aquela sensação de perda quando você termina um livro tão bom que... Serio eu nem consigo me expressa direito sobre a trama do livro. Só não gostei do final, mas tenho fé que nos outros capítulos pelo menos ela tenha um final feliz. "


Sério, depois desse comentário, não é preciso nem resenha.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Fazendo Propaganda #5

Já fazia algum tempo que não tirava fotos com livros de autores independentes. Então bateu uma saudade de fazer cara de louca com livros nas mãos.


Vamos as fotos:

Senhora das Montanhas e Redenção - Ambos de Josiane Veiga 

Reino de Sangue - Julia Donovan

Redenção - Lívia Lorena

Espero que tenham gostado.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

(Resenha) Redenção - Lívia Lorena


Sinopse: Ruby é uma moça de vinte e poucos anos que tem um futuro normal e com boas expectativas. Vivendo com sua família no coração de São Paulo, ela nunca imaginou que se tornaria o centro de uma guerra que já perdura séculos. Após um incidente comum aos noticiários, ela se vê banhada num mar vermelho sangue que insiste em puxá-la cada vez para mais fundo, onde um vazio negro cheio de desejo e ânsia por dor e sofrimento clama por seu nome. Ruby. Ela não sabe como sua vida deu tal guinada, não entende as razões de ter sido jogada em um mundo onde a sede por sangue grita silenciosamente em seu peito, nos momentos em que ela mais deseja estar em paz. Há uma guerra sendo ocultada pelas manchetes de TV. Há muito dinheiro e poder em jogo e Ruby percebe que sozinha não terá chances de encontrar as respostas que procura, mesmo que elas estejam dentro dela, fluindo em suas veias. Ela acredita que tudo está perdido, mas quando surge na sua escuridão Aaron, seu zeloso companheiro, Ruby percebe que mesmo nas mais terríveis situações, existe espaço para a felicidade e para a devoção que só o sangue é capaz conferir.




Resenha:  ATENÇÃO A RESENHA É LONGA.


Nunca me canso de livros de vampiros, ainda mais agora que finalmente encontro livros de autores nacionais bons e que saem das mesmices de sempre.


A primeira vez que me deparei com "Redenção" da Lívia foi no site Bookess. Na época o livro ainda estava sendo escrito. A cada semana a autora postava um novo capítulo. Li as primeiras páginas e logo de cara vi que o livro tinha potencial. Mas infelizmente só consegui ler os dois primeiros capítulos. Ler no PC não é comigo. Prefiro o bom e velho papel.


Então quando soube que o livro seria publicado pela Editora Dracaena, eu aguardei o lançamento com ansiedade e já com o dinheiro reservado.


Como sempre tive contra tempos e não pude lê-lo logo (Problemas de saúde na família). Mas quando finalmente pude lê-lo não consegui largar. Tanto que li em 4 dias. Um recorde pra mim.


Acho que a Lívia possui uma bola de cristal, pois ela retratou exatamente como eu penso que deve ser um vampiro e sua transição do humano para o imortal.


Como todos sabem, eu não gosto de Crepúsculo. E não é porque o vampiro brilha e não tem presas. Por mim o vampiro podia virar gnomo de jardim na luz do dia e ter dentes de coelho. Não ligo para esses detalhes. A única coisa que eu quero é uma história bem contada.


A mania da Bella de ver tudo cor de rosa e a falta de amor e respeito pelos pais é que me deixam doida.
Sou uma pessoa muito família e família para mim é tudo. E deve ser por isso que simpatizei tanto com a Ruby. A dor dela em abandonar a família quase me fez chorar (Só não chorei porque não estava de TPM).


O dilema de Ruby em ficar ao lado de quem ela ama ou ir embora, me levou de volta há 2008, quando comecei a criar meu livro ( também tenho um livro sobre o assunto).


Enquanto eu quebrava a minha cabeça, uma pergunta martelava sem parar "Se eu me transformasse em vampira, o que eu sentiria e faria?". Primeiro sentiria angustia e depois medo e tristeza. Tristeza, porque teria que dar as costas a tudo: Família, amigos e até minhas amadas cachorras. Pois pra mim (Se vampiros existissem, é claro) uma pessoa normal de verdade e que ama a família, nunca escolheria ser imortal. E se por acaso se transformasse em vampira não seria por escolha e sim, por imposição. Como Ruby.


Agora chega de enrolação e vamos a trama:


"Redenção" conta a história de Ruby, uma garota comum, que após ser baleada começa a sofrer mudanças bizarras.
Ruby possui o gene vampírico. Ela nasceu com ele e após ser baleada o gene que estava adormecido começa a transformá-la.


Por ter o sangue raro, ela é disputada por duas organizações: Real Corpus (Vampiros do bem) e Dom Sacres (Vampiros do mal)


O sangue de Ruby pode acabar com várias doenças, mas se cair em mãos erradas, ele pode ser usado para criar doenças e armas de destruição em massa. Ruby é como um antrax ambulante.


Além de ser disputada pelas organizações, Ruby deve lutar contra a sede e a tentação de transformar seus familiares em lanche.
Mais perdida do que cego em tiroteio, ela recebe ajuda de Aaron, um vampiro charmoso e líder da real Corpus. Ao mesmo tempo em que ela recebe ajuda, um dos membros da Dom Sacres, Stefáno, um vampiro também charmoso, mas completamente insano começa a ameaçar as pessoas a quem Ruby ama.


O livro é recheado de mistério, surpresas, romance e ação.
Mais um livro que entra para minha lista de favoritos.


Dou os parabéns para a autora, que soube dar sangue novo a um ser mítico tão antigo. É por causa disso que eu volto a dizer: O mercado está saturado, mas das mesmas mesmices.
E quando um autor traz sangue novo, a palavra saturado deve ser riscada.


"Redenção" é uma boa pedida para os apaixonados por vampiros.


Skoob: http://www.skoob.com.br/livro/163676-redencao 


segunda-feira, 18 de junho de 2012

(Resenha) Reino de Sangue - Julia Donovan


Sinopse:  Vaughn é um enfermeiro que trabalha em um hospital de Londres recebendo um salário medíocre e vivendo uma vida perfeitamente normal. Mas por trás da sua máscara de cidadão comum ele esconde um segredo: Vaughn é um vampiro que faz parte da família Real vampírica de Londres, tendo sido transformado pelo próprio Rei vampiro de Londres. Apesar disso, ele renega qualquer laço com a família real e opta por viver como humano.

Mas quando descobre que seu 'pai' vampiro está morto e que a linha de sucessão para o trono vai direto para a sua casa, Vaughn é forçado a voltar para a Corte ao descobrir que o rei de Essex e provável assassino de seu criador, Romulus Cole está transformando pessoas inocentes em vampiros no território de Londres.

Junto de dois dos antigos cavaleiros da Corte e uma humana, Vaughn começa uma jornada para achar um sucessor para substituí-lo no trono de Londres e impedir Romulus Cole ao mesmo tempo em que desvia de conspirações palacianas, traições e dúvidas.


Resenha: 

Livros de vampiros são sempre meus favoritos. E atualmente ando à caça de livros que se parecem com o meu trabalho. Não é porque eu quero processar alguém por plágio e sim, porque quero ver novos autores se arriscando e inovando.

Sempre leio resenha no Skoob e as para livros de vampiros tem sempre uma frase "O mercado de livros de vampiros já está saturado". Concordo, mas ele está saturado das mesmas tramas. Você pode separar os livros de vampiros em três baldes: Livros feitos para fisgar os leitores da Anne Rice, livros para os fãs de Crepúsculo e livros eróticos, que de tão recheados de sexo, os leitores nem se ligam na trama. Só querem ver fulano comendo fulana.

Então quando eu encontro um livro de vampiros que sai do lugar comum, eu canto aleluia.

Comprei "Reino de Sangue" no Clube de Autores há mais ou menos três meses e o deixei encostado na minha pilha de livros.
Não iria lê-lo ainda, mas como eu peguei uma gripe forte e não podia trabalha, a alternativa foi ficar em casa enrolada no edredom e lendo.

A cada página eu me encantava pela história. A autora fez uma variação na narração. Hora em 1ª pessoa, hora em terceira.
Parte do livro é narrado por Vaughn, um enfermeiro que foi transformado em vampiro em 1920 pelo Rei de Londres. E não pensem que é igual ao reino criado pela autora Richelle Mead. O reino de Julia Donovan tem sua própria identidade.

Como numa verdadeira monarquia os sucessores do rei são seus filhos ou neste caso os vampiros que ele criou. E Vaughn é o sucessor.

No início do livro Vaughn foge de sua responsabilidade como herdeiro. Já que ele deu as costas ao mundo dos vampiros há muitos nos e agora ele vive feliz fingindo ser um cidadão modelo, até o dia em que ele recebe a notícia que seu "pai" (o Rei de Londres) está morto e cabe a ele comandar o reino.

Vaughn não quer nem saber de voltar, mas quando os vampiros começam a atacar as pessoas sem se importar com as leis. Vaughn é obrigado a reclamar o trono e começar uma guerra contra o rei de Essex, que está de olho no trono de Londres.

Além de sofrer ameaças do reino vizinho, Vaughn deve enfrentar o desprezo de seus súditos, que o veem como um fraco e de quebra ser manipulado pelo ancião vampiro de 850 anos, um rapaz com a aparência de 15 anos.

O que mais me agradou no livro foi a maneira como a autora não usa o fascínio para narrar a história.
Por ser um vampiro que narra a história, não há coisas como: Sou gostoso, poderoso, mágico, estou no topo da cadeia alimentar.

Vaughn trata tudo com desprezo, como eu acho que deve ser.

"Reino de Sangue" é recheado de ação e aborda o universo vampírico de outra maneira. Ele é a prova que com uma nova abordagem se pode sair do: Mercado Saturado.

sábado, 16 de junho de 2012

Sumi, mas voltei!

Para aqueles que acharam estranho o meu sumiço, não se preocupem... Voltei! (Mais ou menos).

Sumi por causa de problemas na família e também porque peguei uma gripe feia.
Ainda continuo com tosse e dor de garganta, mas a febre foi embora.

Na semana que vem vou postar novidades e novas resenhas. Graças a gripe estou lendo dois livros ao mesmo tempo.

É isso!

Beijos para todos e até mais.

terça-feira, 5 de junho de 2012

Qual Será O Segredo de Lilly?

Não é mistério para mim, que Lilly Saint-Claire é a personagem mais amada de Lua Escarlate.
Se houvesse uma votação para escolher o personagem favorito da Série, Lilly ganharia de lavada.
Já perdi a conta de quantas vezes ela recebeu elogios dos leitores.

Então ontem vi um recadinho na página do 2º livro da Série lá no Clube de Autores, e mais uma vez, elogios para Lilly.

Qual Será O Segredo de Lilly?

Analisá-la até que é uma tarefa fácil, afinal, ela convive comigo 24 horas por dia. Calma, vou explicar.
Para quem não sabe, Lilly foi inspirada na minha sobrinha. É claro que Lilly é uma versão exagerada dela.

Quando eu decidi dar vida a Lilly, eu queria uma vampira mirim mais ou menos como a Claudia de Entrevista com o Vampiro, mas com um lado alegre, cômico e sarcástico.

Não tenho nada contra a imagem de um vampiro melancólico, mas como eu queria criar algo novo, decidi que todos os meus vampiros teriam um lado cômico e doido. Apenas Grace seria como os vampiros de antigamente.

Sei que minha fórmula maluca e nada convencional não agrada a todos, mas cada vez que aparece um novo elogio, eu fico pra lá de feliz e ganho mais confiança em continuar escrevendo.

E vou repetir a pergunta: Qual Será O Segredo de Lilly?

Segundo alguns leitores, é assim que eles imaginam a Lilly

E Esta é a Lilly verdadeira (Minha sobrinha - Livia)

Detalhe: Quando ela ver que coloquei uma foto dela, ela vai me matar.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

(Resenha) Redenção - Josiane Veiga


Sinopse:
Quanto tempo alguém pode suportar a dor?

Inseguro e magoado, KazuoNinomura vê seu mundo de aparências desmoronar juntamente com seu casamento. Abalado pela crise em seu relacionamento e por problemas graves de saúde, todo o presente lhe parece negro e incerto.
O que fazer? Desistir e mergulhar em um sofrimento profundo ou lutar pela única coisa que sabe que o tirará da depressão: o amor de Ken Takeshi?

Por sorte, ainda há o amor incondicional dos companheiros de banda, cuja amizadeinabalável é a força de que ele precisa para se reerguer.

Seis anos após “Rendição”, os membros da banda Jishu retornam com suas peculiaridades e personalidades marcantes,embora cada um deles tenha que conviver com seus próprios demônios e dores, enfrentando crises pessoais, amorosas, preconceito e abnegação.

Resenha:


Escrever uma resenha para qualquer livro da Josy é difícil.
Eu fico sempre me perguntando “Por onde começar?”. E é assim que me encontro agora. Encarando  meu caderno de resenhas e pensando.

Chega de bobagens e vamos lá.



“Redenção” se passa seis anos após Ken e Nino assumirem seus sentimentos um pelo outro.


O livro é um belo... Tapa na Cara (Se é que se pode dizer isso) aos românticos bestas, que adoram um... Felizes para Sempre e não querem nem saber se o casalzinho apaixonado tem crises.
É por isso que eu gosto do trabalho da Josy. Ela não tem medo de arriscar e não é hipócrita. Ela mostra o mundo como ele é: Cheio de dificuldades, mas que nunca se deve abater.


Seria muito feio se eu dissesse que detesto o bendito, Felizes Para Sempre?


Todo mundo sabe que todo o relacionamento tem altos e baixos. E que se um casal se ama de verdade deve enfrentar as dificuldades de cabeça erguida. Não preciso nem dizer que o início do livro me irritou.


Ken e Nino estão enfrentando uma crise grave no casamento, mas nenhum dos dois está disposto a parar e ter uma conversa séria. Ken foge para seu barco e Nino se agarra ao trabalho. E cada um deles fica empurrando a culpa um para o outro.


As coisas ficam ainda piores quando Nino é internado e Ken começa a dar corda para um admirador. Tatsumi é um jovem talento da agência e é obcecado por Ken. No começo eu só peguei antipatia por ele. O cara é um mala. Fica o tempo todo tentando melar o relacionamento de Nino e Ken.


Mas minha antipatia virou ódio lá para o final do livro. Se eu pudesse entrar no livro, quebraria uma garrafa de vidro e enfiaria no rabo dele (Desculpa pelas palavras, mas quando vocês lerem o livro vão entender meu ódio).


Outra coisa que me causou ódio foi a mãe do Nino. Oh! Mulherzinha nojenta. O tapa que ela recebeu foi pouco.


Ken e Nino não são os únicos a enfrentar problemas. O outro casal Morita e Shuichi também estão numa maré de azar. Tudo porque a família de Shuichi decidiu que o filho está velho e que já é hora dele encontrar uma esposa com nome e berço.


Os pais encontram uma noiva para ele e ficam empurrando a idiota para o filho. Chamei a garota de idiota, porque ela não percebe que o futuro marido gosta de outra fruta, assim como a família dele.


Agora vou falar sobre os Sakamoto:


Eles são uma família bem estruturada. Os pais criaram seus filhos de forma correta, e acreditam 100% que isso é o suficiente para provar que Nino só é gay porque não teve um bom exemplo.
A família Sakamoto me lembrou outra família que conheci, que se orgulhavam dos filhos porque eles foram criados no amor de Cristo.


Eles eram católicos, viviam na igreja, eram unidos, mas o filho caçula era gay. Quando o rapaz se assumiu, a família ficou sem entender e passaram a pensar que foi castigo de Deus.


Ainda falando dos Sakamoto. Um dos momentos mais incríveis do livro é quando a mãe do Shuichi descobre a verdade sobre o filho.


O único personagem que ficou meio “apagado” no livro foi a Audrey. Eu esperava mais armações por parte dela. Mas acho que em “Remissão” ela vai voltar mais quente do que o fogo do inferno. Como diz o Shuichi “Eu confio naquela mente demoníaca”.

O livro é recheado de intrigas, separações, escolhas difíceis, perdas e deixa um gostinho de quero mais.
E Josy... Por favor, termine de escrever "Remissão" e faça uma baixinha de óculos muito feliz.


PS: Li o livro durante minha tpm e chorei pra caramba.