terça-feira, 18 de junho de 2013

As Manifestações Pelo País

Olá! Não costumo fazer posts relacionados à política, mas não posso deixar de fazer um, já que nos últimos dias minha caixa de mensagens no Facebook virou privada com tantos convites para as manifestações que andam ocorrendo pelo país.

Quero deixar bem claro que não sou contra. Quer protestar é um direito seu, só não pode quebrar o patrimônio alheio. Como por exemplo, o carro do meu amigo, que está com o vidro traseiro quebrado.O coitado mora perto da Avenida Paulista e quando voltava para casa teve o carro atingido por uma pedra.

Enfim... O motivo deste post é para deixar claro, que não sou contra, mas não quero e não vou apoiar as manifestações. Por isso parem de me marcar em coisas relacionadas no Facebook e parem de encher meu inbox.

Por que não apoio:

Simples... É o sujo falando do mal lavado. Não nego que no meio dos manifestantes há pessoas boas, que são bons estudantes e trabalhadores. Mas eu sei e posso afirmar, que no meio deles há aqueles que, não se importavam com a escola, tiram licença médica, mas nem procuram um médico para tratar seu problema e voltar ao trabalho. Como eu sei, vocês devem estar se perguntando. Fácil! Tenho dois amigos metidos até os calcanhares nos protestos. Vamos começar com o primeiro amigo. Vou chamá-lo de Sr. G.

O Sr. G estudou na faculdade de Jornalismo comigo há uns sete anos. Ele sempre foi um aluno "Cabeça" sempre falando na sala de aula, mostrando seu intelecto pra quem quisesse ver, sempre expondo seu ponto de vista sobre os mais diversos assuntos.

Então um belo dia, nosso professor de Psicologia da Comunicação passou um filme sobre como a mídia manipula a notícia e faz o mocinho virar o vilão da história.
O filme tinha duração de duas horas e meia, ao final nós, junto com o professor faríamos uma discussão sobre o que foi passado.

Mas advinha o que aconteceu? O filme acabou, mas não houve discussão. Por quê? Bem, porque meus colegas de classe achavam que a cerveja do bar da esquina era mais atraente do que uma aula, que com certeza iria contribuir para suas vidas como futuros Jornalistas.
Quer dizer, meus colegas gastavam 669 reais de mensalidade + condução, que aliás não era tão barata, para ir ao bar, ao invés de assistir a aula.
E adivinha quem é que estava no meio dos que largaram a aula? O Sr. G é claro.
E sabem onde ele anda nos últimos dias? Nas manifestações.

Então chega a ser meio estranho vê-lo brigando por uma tarifa de ônibus, sendo que ele, quando estudante não tinha dó de gastar e ficar bebendo no bar.

O outro caso de cidadão modelo vem de uma amiga minha. Vou chamá-lo de Srta. F.

A Srta. F estudou comigo no ensino médio. Hoje ela é professora estadual, concursada, ganha 1445 reais por mês. Ela dá aula de química.
Enfim... Há dois anos ela sofreu um acidente de carro e acabou lesionando a coluna. Por causa disso ela tirou licença médica para cuidar do problema. Só que tem um detalhe... Ela até hoje não procurou ajuda. E não é porque o SUS é uma porcaria, ela tem plano de saúde. O fato é que... Pra que procurar ajuda médica se ela pode continuar a tirar licença, ganhar o mesmo salário e ficar em casa (Com o perdão da palavra) coçando o dia inteiro.

E nesse meio tempo os alunos provavelmente estão sem professor de Química há pelo menos dois anos. O que aconteceu comigo quando estava no segundo ano. Fiquei o ano inteiro sem professor de Química, Biologia e Física. E o mais engraçado é que quando olham o meu histórico consta que eu tirei B em todas essas matérias, sendo que não tive uma aula ou prova.

E adivinha onde essa minha amiga está? Nas manifestações é claro. Pra isso a coluna dela não doí.

Então eu me pergunto... Como é que vamos mudar o país, se quem está lá protestando é tão corrupto e escroto quanto os que estão no poder?

E volto a dizer, não são todos que vão as manifestações que são como meus digníssimos amigos. Sei que há os corretos e que dão valor ao seu esfroço como estudantes e trabalhadores.

sábado, 8 de junho de 2013

(Resenha) Toda Sua - Sylvia Day

 Atenção: Post para maiores de 18 anos


Sinopse: Eva Tramell tem 24 anos e acaba de conseguir um emprego em uma das maiores agências de publicidade dos Estados Unidos. Tudo parece correr de acordo com o plano, até que ela conhece o jovem bilionário Gideon Cross, o homem mais sexy que ela - e provavelmente qualquer outra pessoa - já viu. Gideon imediatamente se interessa por Eva, que faz tudo o que pode para resistir à tentação. Mas ele é lindo, forte, rico, bem-sucedido, poderoso e sempre consegue o que quer - Eva acaba se entregando. Uma relação intensa começa. O sexo é considerado por eles como incrível. Capaz de levar os dois a extremos a que jamais tinham chegado. E, então, eles se apaixonam - o que pode ser tanto a chave para um futuro feliz quanto a faísca que trará de volta os traumas do passado.

Resenha:

Nunca fiz uma resenha de um livro que abandonei, mas sempre tem uma primeira vez.

Como todo mundo sabe, a febre de livros eróticos está em alta desde o ano passado. Tudo culpa de 50 Tons de Cinza.


Não sou contra livros eróticos. Tenho alguns livros em casa, sendo que dois deles são: A Canção do Súcubo - Richelle Mead e Amante Sombrio - J. R. Ward. A diferença entre esses dois livros e a onda de eróticos, é que eles possuem trama, quanto aos outros...

Decidi ler "Toda Sua" da autora Sylvia Day, com a promessa de que a trama era melhor escrita do que seu primo bastardo 50 Tons de Cinza e que as cenas de sexo eram mais elaboradas.
Confesso que fiquei curiosa a respeito do "Elaboradas". Pensei "Onde será que eles transam, numa montanha russa? Ou será em cima de um cavalo?

Enfim, li o livro até mais da metade e cheguei a seguinte conclusão: Onde essa porra é melhor escrita do que 50 Tons de Cinza?

O mocinho, que é um escroto e cópia de Christian Grey, a única diferença é que ele não apresenta um contrato para a protagonista.
A maneira como Eva e Gideon se conhecem é igual a  Ana e Grey. Eva cai no chão diante do bonitão.

Com relação as tão "Elaboradas" cenas de sexo, elas são parecidas com 50 Tons. Enfia o dedo aqui, enfia lá. Fora que os dois ficam conversando durante o processo.
Pode ser que para as apreciadoras de livros eróticos, ler uma cena em que o cara fica comendo a mulher e fica dizendo como ele adora a perseguida dela é excitante, mas pra mim é broxante. 
Ás vezes um olhar, um sorriso ou um toque vale mais do que mil palavras sacana ao pé do ouvido.

Agora vou explicar o por quê abandonei o livro:

Estava lendo numa boa até terminar o capítulo nove. Depois eu li mais um pouco e acabei parando no capítulo 17, porque se continuasse minha inteligencia iria para o espaço.

Gideon Cross (O príncipe encantado), que pra mim parece mais um sapo. Tudo bem que ele é descrito como um homem lindo, mas é só o dito cujo abrir a boca, que o encanto acaba.

Eu sei que as admiradoras do livro vão dar as caras aqui no blog e dizer "Você não gosta de um homem bonito e gostoso?"
É claro! Quem não gosta de admirar um homem bonito? Só que pra mim o homem tem que ter mais do que beleza.
Já aconteceu de eu olhar um cara achá-lo lindo, mas foi só ele abrir a boca para o encanto acabar. A capa podia ser perfeita, mas o conteúdo deixava a desejar.

Pra mim o cara tem que ter cérebro, em outras palavras... Um nerd. A aparência pouco importa.

Voltando ao livro: Gideon trata o sexo como algo estritamente físico, sem sentimentos e ele deixa bem claro isso para Eva.
Apesar da moça não gostar muito da ideia, acaba se envolvendo com ele. Então, quando eu li a cena onde Gideon leva a moça até um prédio, onde ele tem um quarto particular. Uma espécie de abatedouro sexual e transa com ela até a exaustão. É difícil entender o por quê Eva fica revoltada em se encontrar no abatedouro. 

A mulher já tinha dado pra ele duas vezes, sabe que o cara é um predador sexual e fica se sentindo usada? Desculpa, mas... Vai tomar naquele lugar! E eu li a parte em que ela conta sobre o trauma que ela sofreu na infância. Então não venham dizer "Se você tivesse lido a parte em que ela fala sobre seu trauma, ia entender?" Acho que é por isso que eu não entendo.

É como disse a dona do blog Prefácio "Se você já leu um livro erótico, já leu todos".

Skoob: http://www.skoob.com.br/livro/254977-toda-sua

Blog Prefácio: Já que eu mencionei na resenha.
http://blogprefacio.blogspot.com.br/ 

terça-feira, 4 de junho de 2013

(Resenha) Morte Súbita - J. K. Rowling


Sinopse: Quando Barry FairBrother morre inesperadamente aos quarenta e poucos anos, a pequena cidade de Pagford fica em estado de choque.

A aparência idílica do vilarejo, com uma praça de paralelepípedos e uma antiga abadia, esconde uma guerra.

Ricos em guerra com os pobres, adolescentes em guerra com seus pais, esposas em guerra com os maridos, professores em guerra com os alunos… Pagford não é o que parece ser à primeira vista.

A vaga deixada por Barry no conselho da paróquia logo se torna o catalisador para a maior guerra já vivida pelo vilarejo. Quem triunfará em uma eleição repleta de paixão, ambivalência e revelações inesperadas? Com muito humor negro, instigante e constantemente surpreendente, Morte Súbita é o primeiro livro para adultos de J.K. Rowling, autora com mais de 450 milhões de exemplares vendidos.


Resenha:

Este foi um livro que comecei a ler, depois parei, depois voltei. Até que um dia disse a mim mesma “Vou terminar, já virou questão de honra”.

O problema foi entender que diabos era Pagford. Sim, porque eu fiquei confusa, não entendia se Pagford era uma cidade, vilarejo, bairro ou simplesmente algo decorativo. Depois de passar pelas primeiras 57 páginas, comecei a entender.

Na trama existe a cidade de Yarvil e Pagford é um vilarejo. Como um “sub-município” ligado a Yarvil.

Os moradores do vilarejo têm uma rixa com o município por causa de um complexo habitacional chamado Fields, que é da responsabilidade de Pagford. São os moradores do vilarejo que pagam a manutenção de Fields, ondo moram pessoas que dependem da ajuda do governo.

A situação é mais ou menos essa: Imagine que você vive ao lado de um complexo habitacional cheio de gente “de classe” e que vive do bolsa família. Acho que já deu para ter uma noção.
Apesar do Conselho de Pagford ser quase 100% Anti-Fields, existe um pequeno grupo Pró-Fields, que é liderado pelo conselheiro Barry Fairbrother.

Nascido e criado em Fields, Barry talvez seja um dos raros casos de alguém que viveu na pobreza, mas conseguiu triunfar. É por isso que ele luta com unhas e dentes para que Fields e seus moradores não sejam abandonados.

As coisas começam a mudar, quando Barry sofre um aneurisma e morre. Seus inimigos no conselho veem a oportunidade perfeita para acabar com Fileds de uma vez por todas.
“Morte Súbita” é recheado com situações que poluem a sociedade e mostram que o ser humano é pior do que um bicho irracional.

A trama é recheada  de hipocrisia, gente que quer se dar bem na vida sem o menor esforço, de gente invejosa, que chega ao cúmulo de sentir inveja até da morte do vizinho.
No livro vemos vários núcleos: Os ricos, os meia boca, os bons samaritanos, os coitados, os loucos, as fofoqueiras, os drogados, os bulinados (Pessoas que sofrem bullying na escola) e os adolescentes babacas, que querem ser autênticos, mas no final são tão idiotas quanto os outros.

Agora uma nota pessoal:

Adoro Harry Potter e já expliquei várias vezes o por quê. Então não vou voltar a repetir. Mas pra quem acompanhou a série desde o começo, pode notar que existe um pequeno escorregão por parte da J. K. Até o quarto livro da série víamos Harry caminhando para um certo final. A partir do quinto livro a autora mudou um pouco a trama, deixando algumas lacunas. Não vou expor aqui na resenha, afinal, não é Harry que estou avaliando.

Mas com “Morte Súbita” eu senti que a autora foi mais honesta na sua escrita. Ela não teve medo de mostrar o lado mais podre do ser humano. Tratou de assuntos polêmicos sem deixar vulgar ou idiota. O que pra mim foi um máximo.
J. K. Rowling mostra nesse livro que ela realmente tem o dom e que é boa no que faz.