domingo, 17 de janeiro de 2016

(Resenha) Sussurros da Alma - Mandy Porto





Sinopse: Brooke Watson é uma novata na Universidade de Jericho e ela pensa que tudo que sua vida seria a partir daí - era estudar. Então ela conhece Danny Garcia, um garoto arrogante que começa a atormentar sua vida.

Tudo muda quando Brooke descobre que ele foi assassinado e que é a única que consegue ver seu fantasma. Brooke o detesta ou acha que o odeia, mas os dois deverão trabalhar juntos para descobrir quem é o assassino que acabou com a vida de Danny - um Serial Killer que está atacando especificamente garotos da universidade.

Brooke pode não ser o alvo, mas ela logo se torna um por correr atrás de respostas. Danny está morto, mas será que ele poderá salvá-la? Ou melhor, como os dois poderão se salvar do amor que cresce a cada momento que estão juntos?

O amor é algo engraçado, ele pode nos pegar em momentos que menos esperamos.


Resenha: 

Este é o segundo livro que leio da autora. O primeiro foi "Diário de Um Anjo" que apesar da ideia interessante, não conseguiu me agradar. O livro tinha uma escrita amadora, muito parecida com de uma fanfic. 

Porém, com "Sussurros da Alma" vemos a evolução da autora. Sua escrita melhorou bastante, mas mesmo assim ainda há alguns deslizes. 

Avaliei o livro no Skoob com 4 estrelas. E o motivo é este: o serial killer criado pela autora foge da mesmice. Até mesmo as vitímas fogem do lugar comum. 

Em livros com assassinos em série, normalmente as vitímas são sempre mulheres. Foi legal ver uma mudança. 

Mas não posso negar que o livro me decpcionou em dois momentos. 

O primeiro foi a falta de investigação feita pela protagonista. Pensei que Brooke iria usar sua "influência" no necrotério da universidade atrás de provas. Também pensei que ela tentaria usar os pais, que são advogados para conseguir alguma informação da polícia, e nada. 

Brooke apenas passa metade do livro se questionando se deveria amar ou não um fantasma. 

E o segundo foi o final. Gostaria de dar mais detalhes, mas seria um baita spoiler. 

Mesmo assim recomendo o livro. Ele tem altos e baixos. No geral, uma leitura agradável.


Onde Comprar
SKOOB

(Resenha) Kinshi Na Karada - Josiane Veiga


Sinopse: Japão, 2 Guerra Mundial.
Apesar do começo promissor, o exército japonês, um dos mais bem armados e fortes de sua época, viu-se acuado, pronto para a derrota. Na terra do imperador, o medo parecia acompanhar, como um guardião, cada habitante do país. Nas ruas, a Kempeitai - Corpo de Soldados da lei - impunha sua vontade com brutalidade e até a morte.

O Japão iniciava a década de 40 dividido entre a esperança e o medo dos dias vindouros.

Shiromiya Kazue cresceu nas ruas, órfão, acompanhado do irmão que o vendia a troco de arroz. Desde pequeno sua aparência feminina contribuia para que o preço de sua carne fosse o bastante para que ambos pudessem sobreviver aos dias cruéis. Porém, num ambiente em que sobravam pessoas famintas e faltava dinheiro, ser jovem e bonito já não bastava. Foi assim que ele precisou se transformar em mulher.

Ryo era um poderoso comerciante, dono de uma frota de barcos pesqueiros viveu o período turbulento com relativa calma. Comprava a paz que necessitava, assim como o corpo daquelas com quem queria se deitar. Mas a vida ainda haveria de ensinar-lhe que, nem sempre, o coração de alguém está á venda e nem tudo é o que parece.

Kazue e Ryo se cruzam num momento difícil de suas vidas e não sabem o que fazer perante o que entre eles surge. Como Kazue, acostumado á dor e ao abuso poderia entregar o coração a alguém que o via apenas como mercadoria? E como Ryo poderia amar um homem?

Kinshi Na Karada pode ser traduzido como o Corpo Proibido para o português, e a história retrata a sociedade japonesa da década de 40. A honra e a vergonha se cruzam, mostrando o que, de fato, existe em cada um de nós, humanos.

Resenha:

Sempre que me perguntam "Qual autor nacional você indica?" Minha resposta é sempre essa "Josiane Veiga". Ler algo que essa autora escreve é ser transportado para o mundo podre, mágico e desafiador que é a humanidade. 

Sei que muitos leitores gostam de livros que não tem nada a ver com a realidade, mas esse tipo de leitura acaba sendo por muitas vezes enfadonha. Livros podem ter o lado fictício, é claro, mas para serem convincentes precisam de algumas doses de realidade.

E com Kinshi Na Karada, a Josy mostrou que seu talento não tem limites.

Adoro histórias ambientadas na Segunda Guerra, mas até pouco tempo as únicas que li ou assisti estão focadas na Alemanha, Inglaterra e Estados Unidos. Muito pouco no Japão. O único filme que vi até hoje foi "Cartas de Iwo Jima". Então quando soube que a Josy iria escrever um livro ambientado no Japão e durante a Segunda Guerra, pirei na batatinha.

Kinshi Na Karada gira em torno de Kazue, um jovem que desde cedo conheceu a maldade humana. Foi diversas vezes violentado. Seu irmão mais velho o vendia a troco de migalhas, mas seu destino muda, quando encontra Aiko, dono de um prostibulo, que o acolhe e com a promessa de que nunca mais terá que vender o corpo. 

O mundo de Kazue volta a se iluminar. Fora das ruas e da violência. Agora o rapaz ganha a vida se vestindo de Gueixa e entretendo os clientes da Casa Ai, com sua beleza e dança.

Mas como o mundo não é perfeito, logo entra em cena Ryo, um homem rico que acha que pode conseguir tudo com dinheiro. Ele se encanta e ao mesmo tempo tem nojo por Kazue. Ryo passa a viver um conflito interno, mas seu preconceito muitas vezes passa do limite, causando ainda mais dor a alma já tão frágil de Kazue. 

Sim, Kinshi Na Karada é um romance LGBT e ao contrário do que muita gente pensa, não só putaria (desculpem pelo palavrão). O livro tem cenas de sexo, mas os personagens não batem o olho um no outro e pulam na cama. Não. 

Josiane mostra o relacionamento com seus altos e baixos. Existe cumplicidade entre os personagens. Afinal, relacionamentos de verdade são complicados. Não é fácil confiar e se entregar logo de cara. 

Vamos aos Personagens:

Kazue: Fragilidade seria a palavra que melhor o descreve, mas conforme a trama avança, mostra que tem força e muita coragem. 

Ryo: Rico, mimado, arrogante. Um verdadeiro nojo. Josy, eu posso matá-lo, por favor?

Aiko: Apesar de seu bom coração, vive preso a segredos e a um amor sem futuro. Shin não serve. Ele tem que acabar com o Jiro. 

Shin: Esse é outro que eu quero matar. O cara é bipolar, só pode.

Jiro: É o único do grupo que é um pouco normal. Pelo menos é realista e se importa com os outros. Ele é perfeito para o Aiko.

Kinshi Na Karada é incrível em todos os sentidos. Um livro que vai deixá-lo arrebatado e pedindo por mais.