terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Crise Hídrica Em São Paulo



Um post bem diferente aqui no blog. Hoje vou falar de algo que está deixando a população do estado de São Paulo de cabelo em pé:  A crise hídrica.
Não estou aqui para defender o governador Geraldo Alckmin, até porque o cara é um bobão, que demorou demais para tomar uma atitude. 

Se a minha memória não me falha, estamos nessa falta de chuva desde Janeiro do ano passado. E é claro que sem chuvas regulares, a água acaba. Não há obra que dê resultado. Talvez se o governador tivesse feito as obras necessárias, hoje estaríamos em estado de atenção. E não como está agora, com apenas 5,9% da capacidade.

E digo isso porque a população não sabe economizar. Só fechou a torneira porque foi implantado o racionamento, que ocorre desde Agosto do ano passado. E não, ele não começou agora. O governador apenas admitiu o que já acontecia há meses. 

Quem está lendo isso deve pensar que sou muito maldosa, já que estou colocando um pouco da culpa na população, mas infelizmente não dá pra ignorar algo que está na cara. 

Não moro na  cidade de São Paulo, moro em Guarulhos na Grande São Paulo. Guarulhos (Pra quem não sabe) é abastecida pelo sistema Cantareira. Todos os dias de manhã via os vizinhos lavando, ou melhor, varrendo suas calçadas com água. Sabe aquela cena bem famosa, vizinho na calçada falando com outro, enquanto a mangueira está ligada, jorrando água. É. Isso acontecia todo o santo dia. Isso quando o vizinho não saia de casa e esquecia a torneira do quintal aberta e a noite quando a água voltava, aquela torneira aberta ficava jorrando água por horas. 

O governo tem suas obrigações e a população também. Fechar a torneira enquanto ensaboa a louça, varrer a calçada com vassoura e não água, reduzir o tempo de banho e reutilizar a água da máquina de lavar. Com essa água dá pra lavar o quintal, calçada e carro. Sei disso porque é isso que a minha família faz desde sempre. Não foi preciso uma crise hídrica para nos obrigar a fazer economia. Isso nos foi ensinado pelos nossos pais. Enquanto os vizinhos nos dizem que pagam 150 a 170 reias na conta de água. Minha família gasta 50 a 60 reais por mês. E somos em cinco pessoas e mais quatro cachorros.

E só criei esse post porque tô de saco cheio de ver certas pessoas colocando toda a culpa no governador e em nenhum momento falando da falta de economia. 

Tem muita gente reclamando da falta de água, mas se perguntar ao cidadão se possui uma caixa d'água em casa, ele vai dizer que não. Uma caixa d'água é algo essencial numa casa. Meu irmão trocou a dele há dois anos e gastou 300 reais. Sai mais barato do que uma visita ao salão de beleza pra fazer uma progressiva.

Digo isso porque tenho uma amiga que vive reclamando da falta de água, mas não tem uma caixa d'água em casa, mas todo o mês a abençoada gasta 550 na progressiva. 

Outro caso de estupidez, é de um "colega" de Facebook. O cara tá revoltado com a falta d'água e vive atacando o governo, mas no último final de semana, postou várias fotos no facebook na piscina de seu condomínio ao lado dos amigos. O que é uma grande hipocrisia da parte dele, já que no ano passado ele fez um post quilométrico no Facebook reclamando que o governador mora num condomínio  com piscina. 

Se ele está tão revoltado, por que não pediu ao condomínio para fechar a piscina? Ou se é algo impossível de ser feito porque precisa da aprovação de todos os moradores, não usasse a piscina. Pelo menos ele teria a consciência tranquila. 

Se você deseja defender uma causa, precisa dar o exemplo. Eu sei que quando o mês de março chegar São Paulo estará na seca. Mas pelo menos vou ficar tranquila porque aqui em casa fizemos nossa parte. 

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

(Resenha) Uma Vez Feiticeira - Carolyn MacCullough



Sinopse: Tamsin Greene vem de uma longa linhagem de bruxas, e deveria ser uma das mais talentosas entre elas. Mas a magia de Tamsin nunca apareceu. Agora aos dezessete anos, Tamsin frequenta um colégio em Manhattan, longe da sua família. Mas quando um belo e jovem professor a confunde com sua talentosa irmã, Tamsin concorda em encontrar uma relíquia de família que ele perdeu. Incerta sobre em quem confiar, ela é enviada numa busca ao tesouro através do tempo, que irá abrir o segredo de sua verdadeira identidade e revelará os pecados da sua família. E desencadeará um poder tão vingativo que poderá destruir a todos.

Resenha:

Antes de começar esta resenha devo informar, que este livro ainda não foi traduzido para o português. Ele se encontra à venda na amazon, tanto em livro físico quanto em e-book. Mas aconselho a comprarem a versão digital. É bem mais em conta.

“Uma vez Feiticeira” conta a história de Tamsin e sua excêntrica família. Tamsin, ao contrário de todos da família não despertou seu talento, ou magia. O que a faz se sentir um peixe fora d’água. Por essa razão, a jovem não vê a hora de terminar os estudos e entrar na universidade, e assim, ficar o mais longe de sua família.

Mas seus planos são alterados, quando um professor chamado Alistair entra na livraria de sua família e pede sua ajuda para encontrar um relógio, que segundo ele, foi perdido num jogo de cartas séculos atrás. Apesar de não possuir talento algum, Tamsin concorda em ajudá-lo, e com isso desencadeia a maior confusão.

Quero deixar claro que curti a protagonista, mas a menina é muito atrapalhada. Só mete os pés pelas mãos. Mas como diz minha sobrinha “Mas se isso não acontecesse não haveria trama”.

A garota é tão sem noção, que até envolve o melhor amigo na bagunça. É claro que não dá pra esquecer, que boa parte da confusão seria evitada, se os pais de Tamsin tivessem dito a verdade a ela desde do início.

A trama é recheada de feitiços, confusões e ação. Uma boa pedida pra quem curte livros sobre bruxos. E tenho a leve impressão que a autora é cria de Harry Potter. Não estou dizendo que o livro é uma cópia, mas que possui um toque meio Potter, ah, isso tem.

Ah! E o livro tem uma continuação, que em breve vou ler.

(Resenha) Filme - Garota Exemplar



Título Original: Gone Girl
Elenco: Ben Affleck, Rosamund Pike, Neil Patrick Harris, Carrie Coon, Tyler Perry, Kim Dickens
Direção: David Fincher
Ano: 2014


Trailer



Sinopse: Amy Dunne desaparece no dia do seu aniversário de casamento, deixando o marido Nick em apuros. Ele começa a agir descontroladamente, abusando das mentiras, e se torna o suspeito número um da polícia. Com o apoio da sua irmã gêmea, Margo, Nick tenta provar a sua inocência e, ao mesmo tempo, procura descobrir o que aconteceu com Amy.

Resenha:

A maioria das pessoas prefere ler o livro primeiro e depois ver sua adaptação cinematográfica. Bem, neste caso, pulei o livro e fui direto para o filme. Não sei se foi a escolha mais sábia, porém, amei o filme.

Garota Exemplar é daqueles filmes que você precisa assistir com paciência, caso contrário, algo pode passar batido. A trama é tensa do começo ao fim, e há momentos em que você fica na dúvida no que realmente está acontecendo.

Vi que muitos leitores não curtiram a escolha do Ben Afleck para interpretar Nick, mas até que o cara foi bem neste filme. É claro que não acho o cara o melhor do atores, mas às vezes, ele consegue enganar.

Mas o destaque com certeza fica com Rosamund Pike. A mulher interpretou tão bem Amy, que se alguém tinha algo contra sua escolha para o papel, deve ter calado a boca quando viu o filme.



quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Tag: O Que Diz O Livro?


Olá! 

Fui indicada pela Vanessa Araújo dona do blog Quid pro Quo a responder esta tag, que por incrível que pareça tem tudo a ver comigo.

Vamos começar:

1 - Vá até sua estante e escolha aleatóriamente uma das prateleiras. Agora, conte da esquerda para a direita o número de livros correspondentes ao mês do seu aniversário. Qual a obra selecionada?

No meu caso contei até quatro e peguei Quem é você Alasca? do John Green


2 - Abra o livro na página que corresponde ao dia do seu aniversário e a fotografe.


Tentei deixar a resolução boa, mas qualquer coisa cliquem na imagem.

3 - Leia a última frase da página e diga o que ela tem a ver com você.

"Bem, agora é guerra", o Coronel gritou na manhã do dia seguinte. eu me virei na cama e olhei para o relógio: 7h52.".

Por incrível que pareça a frase tem tudo a ver. já explico:
Outro dia, mais conhecido como sábado passado, estava dormindo tranquilamente na minha cama, quando ouço meu irmão gritar com alguém. Não sei se foi com os cachorros ou uma das minhas sobrinhas aprontou. O que eu sei é que olhei para o relógio, resmunguei e voltei a dormir.

4 - O que você acha da capa do livro?

Meio sem graça. Desculpa, mas é o que achei. Primeiro preciso ler o livro para saber se a capa tem a ver com a trama, ou se foi escolhida aleatóriamente.

5 - Se for um livro que você já leu, resuma em um páragrafo a história da obra. Caso contrário, quais são suas expectativas em relação ao enredo. Por que o comprou?

Não li ainda, mas espero que seja bom. apesar de já saber de um detalhe sobre a trama. Acreditem, foi um super spoiler. E eu comprei o livro porque tinha curiosidade sobre a trama. Já que a maioria dos fãs do autor dizem que a única coisa de bom que ele escreveu foi "A Culpa é das Estrelas" e o resto é muito chato.

6 - Escolha uma música que você acha que se parece com o livro.

Como a sinopse fala de um cara obcecado por célebres últimas frases e que muda-se para outra escola à procura do "Grande talvez". Acho que a música mais apropriada seria... Somewhere Over The Rainbow do Isreal Kamawiwo'ole.




E para responder esta tag eu indico:

Josiane Veiga - Josiane Veiga Livros
Suellen Sotero - Suellen-san
Lilly Terrassa - Lilly Terrassa



terça-feira, 6 de janeiro de 2015

(Resenha) Filme - Amantes Eternos




Título Original: Only Lovers Left Alive
Elenco: Tilda Swinton, Tom Hiddleston, John Hurt, Mia Wasikowska e Anton Yelchin.
Direção: Jim Jarmusch
Ano: 2013

Trailer



Este foi um filme que eu enrolei para assistir. Motivo? Achei o trailer muito parado. Meu medo era que o filme fosse um saco. E quando digo “um saco” é no pior sentido.

Graças aos céus o filme foi legal. Calma, isso não quer dizer ruim. Só o achei muito melancólico. Sério. Para assistir você precisa estar com o espírito em boa sintonia, caso contrário, vai ficar deprimida até os ossos.

Mas acho que essa era a intenção do diretor. Abusar da melancolia. É por isso que não dá pra dizer que o filme é ruim. Ele até tem algumas cenas engraçadas. Mas já vou avisando que são cenas de humor negro.

No filme nos deparamos com um casal de vampiros apaixonados (Calma não é nada Edward e Bella). O interessante de Adam e Eve (Isso mesmo) é que os dois se amam, mas não vivem juntos.

Adam é músico, solitário, antissocial e muito melancólico. O cara está de saco cheio da humanidade. Tanto que os chama de zumbis.

Eve, apesar da imortalidade ainda vê o mundo com bons olhos. E é por causa dessa positividade, que ela larga seu lar em outro continente para visitar seu grande amor, que está numa fase nada legal.

O filme passa boa parte mostrando o relacionamento dos dois e seus passeios pela cidade, em bairros abandonados.

A trama só ganha uma chacoalhada quando a irmã de Eve, Ava chega de surpresa e se hospeda com os dois. A garota é o exagero na animação. Até parece que engoliu uma dúzia de latas de red-bull.

Outro ponto bacana foi a trilha sonora. Se você curte música anos 70 (Isso é rock) vai amar.


De todas as atuações apresentadas no filme, eu fico com a da Tilda Swinton. A mulher arrasou. 

Assisti o filme online e a imagem e som estão com qualidade boa. 

(Resenha) O Pessegueiro - Sarah Addison Allen


Sinopse: Willa Jackson vem de uma antiga família que ficou arruinada gerações antes. A mansão Blue Ridge Madam, construída pelo bisavô de Willa durante a época área de Walls of Water, e outrora a mais grandiosa casa da cidade, foi durante anos um monumento solitário à infelicidade e ao escândalo. Mas Willa soube há pouco que uma antiga colega de escola – a elegante Paxton Osgood – da abastada família Osgood, restaurou a Blue Ridge Madam e a devolveu à sua antiga glória, tencionando transformá-la numa elegante pousada. Talvez, por fim, o passado possa ser deixado para trás enquanto algo novo e maravilhoso se ergue das suas cinzas. Mas o que se ergue, afinal, é um esqueleto, encontrado sob o solitário pessegueiro da propriedade, que com certeza irá fazer surgir coisas terríveis. Pois os ossos, pertencentes ao carismático vendedor ambulante Tucker Devlin, que exerceu os seus encantos sombrios em Walls of Water setenta e cinco anos antes, não são tudo o que está escondido longe da vista e do coração. Surgem igualmente segredos há muito guardados, aparentemente anunciados por uma súbita onda de estranhos acontecimentos em toda a cidade.

Resenha:

A primeira resenha do ano deveria ser um livro da autora Jane Austen, mas como esse livro parece encantado, decidi trocá-lo por um menos complicado. O excesso de Sra. Isso e Srta. Aquilo encheu o saco. Acho que a minha cópia foi mal traduzida. Ou teve uma revisão ruim. Não dá pra saber quando é a mãe ou as filhas. Enfim, uma hora dessas termino o livro.

Vou abrir a temporada de resenha com uma para o livro “O Pessegueiro” da Sarah Addison Allen.

O livro foi muito gostoso de ler. Comecei no dia 31 de dezembro e na noite do dia 1º de janeiro já tinha concluído a leitura. Se não tivesse a festa de fim de ano aqui em casa, daria para ler em uma sentada.

Apesar do livro ter apenas 250 páginas e uma linguagem simples. A autora soube desenvolver bem seus personagens. É por isso que é tão gostoso de ler.

Na trama vemos duas famílias, que estão entrelaçadas uma na outra. Os Jackson e os Osgood.
De um lado temos Willa, a penúltima descendente dos Jackson, que nutre uma certa mágoa pelos moradores da cidade. Sua família foi muito rica, mas devido aos problemas financeiros causados pela grande depressão de 1929, teve seus bens vendidos. Apesar da pobreza, Willa tem uma loja e aparentemente é feliz. Quer dizer, a moça gosta da cidade onde vive, mas às vezes gostaria de deixá-la. Porém, a falta de coragem a impede.

Isso é um tema que vemos muito ao decorrer do livro. Os quatro personagens principais têm uma relação de amor e ódio pela cidade. Um não vê a hora de terminar o trabalho que está fazendo na cidade e partir para bem longe. Outra, mora com os pais. Quer deixar a casa, mas não tem coragem de fazê-lo. Também não tem coragem de se declarar ao melhor amigo, que por outro lado parece ser gay enrustido. Ou não. O cara está meio na dúvida.

E ainda temos a reforma de uma casa histórica, que guarda um segredo. Um cadáver que foi enterrado, mais ou menos na mesma época em que a avó de Willa, morava no local.

Só espero que todos os livros desde ano que começa sejam bons. E, é claro, que eu consiga terminar de ler Jane Austen.