domingo, 21 de dezembro de 2014

Os Melhores do Ano - 2014



Olá! Último post do ano, Ohhhhhh!!

Hoje vou trazer os melhores do ano, os quase e os... chuta que é macumba.

Separei os livros que li neste ano em três categorias: Os melhores, tinha algo de legal, mas não foi tão legal assim e o chuta que é macumba. Vamos começar: 

Categoria – Os melhores

Esta categoria foi separada em dois grupos: Fantasia/Aventura/Distopias e Suspense/ Romance/ Drama.

Fantasia – Aventura – Distopia.

10 – Despertar – Amanda Hocking
Quando li esse livro estava com poucas expectativas, já que muitas resenhas o mostravam como sendo bobo. Li e descobri que havia assassinatos e um pouco de suspense, e sereias nada angelicais.

9 – Minha Alma Para Levar – Rachel Vincent
Outro livro que não dava nada, mas que no final me surpreendeu. E o melhor de tudo, não aborda anjos ou vampiros. É bom ver que há autores que apostam em outras criaturas sobrenaturais.

8 – Maze Runner – James Dashner
Um livro cheio de ação, mistério e aventura.

7 – Cidade das Cinzas – Cassandra Clare
Quando ouvi falar da Série Os Instrumentos Mortais fiquei curiosa para ver se era tão bom como diziam, e apesar da salada mista. A autora consegue nos prender do começo ao fim.

6 – O Pilar – Josiane Veiga
Conheço o trabalho da Josy há três anos e apesar de gostar de seus livros cheios de temas polêmicos, a autora me surpreendeu com este livro cheio de romance e com deuses e seres mágicos.

5 – Volkodlak – Roxane Norris
Os lobos da Roxane são um máximo e ainda vou ler a continuação.

4 – Filha da Floresta - Juliet Marillier
Um excelente livro pra quem gosta de mitologia celta.

3 – Trilogia Divergente – Veronica Roth
Sim, eu amei a trilogia. Veronica Roth entrou para o meu hall de autores que não tem dó de matar sua protagonista. Ponto pra ela.

2 – Quebrando as Regras – Vanessa Araújo
Um livro confuso, mas que conforme você vai lendo descobre que nem tudo é o que parece ser.

1 – Youkai – Roxane Norris
Uma aposta entre Deus e o Diabo. Alguns anjos, demônios e uma pitada de romance. Como sempre a Roxane me conquista com seus livros.


Suspense – Romance – Drama.

10 - Entre o Agora e o Nunca – J. A . Redmerski
Este foi o primeiro livro New Adult ou Young Adult que li. Pensei que me decepcionaria. Ainda bem que não aconteceu.

9 -  Inferno – Dan Brown
Amo Dan Brown desde que li O Código Da Vinci e não poderia deixar este livro de fora.

8 – Por Que Indiana João – Danilo Leonardi
Um livro sobre Bullying feito sem frescura.

7 – Sinai – Terra da Lua – Vanessa Araújo
Sinai foi um dos livros mais difíceis de resenhar. Tem uma trama complexa, que precisa de uma atenção redobrada na hora de ler.

6 – Versos Sombrios – Bianca Carvalho
Quem disse que suspense e romance não combinam, ainda não leu a Trilogia das Cartas. Amei sua continuação e logo vou ler o desfecho da trilogia.
                                   
5 – Como Eu Era Antes de Você – Jojo Moyes
Está aí um livro que me fez chorar para caramba. Só perde para a cebola.

4 – Vitimas do Silêncio – Janethe Fontes
Um livro que aborda um tema polêmico, mas que a autora soube abordar sem ficar... Blá! Cheio de surpresas e reviravoltas.

3 – Otelo - William Shakespeare
O que uma peça de Shakespeare está fazendo aí? Vocês devem estar se perguntando.
Sim, eu li. E por mais difícil que seja de acreditar, entendi o livro. Li em dois dias, e agora me pergunto por que vinha evitando ler suas peças?

2 – Tenshi – Luciane Rangel e Ana Claudia Coelho
Luciane e Ana Claudia me conquistaram com a trilogia Guardians e quando comecei a ler Tenshi pensei que por não ter o toque da aventura não iria gostar. Ainda bem que me enganei.

1 – Garotas de Vidro - Laurie Halse Anderson
Esse é um daqueles livros que você lê como o coração apertado, e apesar de todo o drama e dor da protagonista não consegue largar, porque você precisa descobri que fim ela terá. Foi isso que senti lendo este livro. Como gosto de dizer “É o copinho da alegria... Horrível e maravilhoso ao mesmo tempo”.


Categoria: Tinha algo legal, mas não foi tão legal assim.

Como o próprio título já diz, o livro era legal, mas devido a um detalhe ou outro acabou sendo um pouco chato. Ainda bem que neste ano só há sete.


Insônia – Mari Scott
Sim, este é um livro nacional. Quero deixar claro que já tinha lido outro livro da Mari (Híbrida), que me agradou, apesar dos erros de revisão, que culpo a editora por não ter prestado atenção. Enfim, Híbrida tem suspense e muito mistério cercando sua protagonista Ellene. Porém, com Insônia a coisa foi diferente. O livro possui uma trama do tipo “Tá na cara” Previsível demais. Mesmo assim continuei lendo, mas o jeito insosso e chato da protagonista quase me fez desistir do livro. Insônia é um livro bom, mas pra mim, não foi tanto.

Feita de Fumaça e Osso - Laini Taylor
Outro livro que tinha tudo pra arrebentar, mas não. O escorregão da autora foi ter nos apresentado uma protagonista forte e que do nada fica besta. Sério, o romance entre Karou e Akira não convence. Numa hora o cara quase a mata e na outra estão batendo um papinho. Não dá pra engolir.

O Oceano No Fim do Caminho – Neil Gaiman
Sempre ouvi falar do Neil Gaiman, e o quanto excelente autor o cara é, mas acho que escolhi o livro errado para começar a lê-lo. Não duvido que Neil Gaiman seja bom. Já assisti aos filmes Stardust e Coraline, que são meus favoritos, mas este livro não conseguiu me prender. O protagonista é interessante, mas a trama me lembrou muito Coraline.

Deslembrança – Cat Patrick
Uma coisa que me deixou revoltada com este livro foi seu final. Calma ninguém tem uma morte trágica. Mas a autora deixou muitas perguntas sem resposta. É claro que é legal deixar um suspense para seus leitores, mas a autora exagerou.


Liberta-me – Tahereh Mafi
Este livro também pode ser comparado ao copinho da alegria... Horrível e maravilhoso ao mesmo tempo. A trama é incrível. O jeito que a autora descreve as cenas são simplesmente maravilhosas. Seu vilão Warner é tudo de bom. Também temos Kenji, um dos bons moços. Cheio de humor e sarcasmo. Porém, a protagonista Juliette e seu namorado Adam são intragáveis. E a leitura acaba ficando complicada já que é Juliette quem narra os acontecimentos. Só pra vocês terem uma ideia, Juliette é tão chata, que Katniss de Jogos Vorazes e Bella de Crepúsculo são mulheres de fibra perto dela.

Desejo dos Mortos - Kimberly Derting
A sequência de Ecos da Morte é legal, mas os mimimis entre Violet e Jay matam o livro.

Julieta Imortal – Stacey Jay
Um livro interessante, que apenas está nessa categoria por causa de uma das cenas finais. A autora quis, a meu ver, tirar uma com a peça de Shakespeare – Romeu e Julieta. Não li a peça, mas de acordo com os que leram. Toda a peça se passa em seis dias. Desde o momento em que Romeu e Julieta se conhecem até seu trágico suicídio. É por causa deste intervalo de tempo tão curto, que algumas pessoas acham a obra ridícula, por dizer que o amor deles era perfeito e inspirador. E acreditem, é mais ou menos essa ideia, que a autora de Julieta Imortal tenta passar. Porém, numa das cenas finais, a protagonista diz que não acredita em amor a primeira vista. Até aí tudo bem, mas logo depois ela diz que para se amar de verdade é preciso três dias. Falou, e eu acredito no coelhinho da páscoa.


 Categoria: Chuta que é macumba!

Bem, esta categoria tem apenas um livro. O motivo? Só li um erótico este ano. Caso contrário teríamos uma lista enooorrrme. E sim, estou fazendo piada dos mocinhos destes livros, que mais parecem elefantes do que humanos.

Peça-me o que quiser – Megan Maxwell
Eu juro que tentei, mas não consigo gostar de livros eróticos. O negócio é difícil de engolir. E não, isto não é mais uma piada referente a sexo. Por isso chuto este livro pra bem longe. 

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

(Resenha) Por Que Indiana João - Danilo Leonardi


Sinopse: Você pode pensar que, aos quinze anos, João já deveria estar acostumado com provocações, apelidos e humilhações. Afinal, ele é um típico adolescente deslocado e tímido. Alvo perfeito para a ira dos valentões e para o desprezo das garotas. Mas sua vida muda completamente quando reage a um ataque de seu maior algoz. O golpe de sorte que derruba o valentão é gravado e vira hit na internet. João se vê finalmente admirado, respeitado e seguro. Mas tudo tem seu preço e João vai aprender qual o peso que suas escolhas podem ter não só sobre sua vida, mas sobre as vidas de todos ao seu redor.

Resenha:

A última resenha do ano é um livro nacional. “Por que Indiana João” do Danilo Leonardi. Um dos que comandam o vlog Cabine Literária.

O livro como vocês podem ver aborda o tema Bullying, muito comentado por aí e que todos nós já passamos por isso. Seja como vítimas ou como os causadores.

O bacana do livro foi que o autor não se limitou a mostrar o Bullying apenas cometido entre os alunos, mas o cometido por professores. E acreditem, esse é o tipo que menos se fala. Digo isso com propriedade, já que fui vítima de Bullying cometido por professores. Primeiro por uma professora de matemática, na sétima série e depois por uma professora de literatura, no ensino médio.

O autor também mostrou algo que eu acredito. Acho que as pessoas mais afetadas pelo Bullying ou as que cometem,  são aquelas que não tem apoio e amor em casa. Os pais estão muito ocupados brigando entre si, ou neuróticos com as notas dos filhos para parar e prestar atenção ao que acontece com os mesmos.

Apesar de ser a primeira obra do autor e de ter poucas páginas. A trama está bem dividida. As melhores partes não ficaram apenas concentradas nas duas últimas páginas. E acreditem, já perdi as contas de quantos livros nacionais li com este problema.

A parte da pesquisa também foi bem feita. Aos menos não encontrei falhas. A revisão está boa. Ponto para a editora.

Recomendo o livro, porém apenas para o público jovem. Se você tem mais de trinta e apenas lê livros clássicos, vai ficar frustrado. Estou dizendo isso porque não quero cometer o mesmo erro que cometi com o livro “Ser Clara” da Janaina Rico. Recomendei dizendo que era um ótimo livro nacional e aí veio um anônimo comentar no blog, que foi o pior livro que ele já leu. Depois perguntei ao cidadão sua idade e o que  gostava de ler, e ele disse que eram livros clássicos e que tinha 35 anos. Aí entendi a revolta.

PS: Tenho mais de trinta, mas escrevo para o público jovem. Por isso amei o livro. 

SKOOB

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

(Resenha) Sinai - Terra da Lua - Vanessa Araújo


Sinopse: Eileen escreveu o título MoonLand e se tornou uma autora de sucesso mundial. Ethan era um apaixonado por artes e literatura. Aproveitando a trama do livro, ambos se juntaram para cometer os maiores crimes do mundo, deixando o detetive Jonas Santiago em polvorosa. Mas eles não foram muito longe. A jornalista Erica Gomes, fã da série de livros MoonLand, encontrou o fio da meada e desatou o nó que os unia. Presos, escritora e cúmplice receberam uma proposta irrecusável. Novamente Ethan e Eileen precisaram trabalhar juntos. Dessa vez, do lado contrário do enredo. E dessa junção nasceu um amor surpreendente, intenso e muito divertido. Novas jogadas foram elaboradas e tudo poderia acontecer quando ambos se juntassem em Sinai, Terra da Lua.

Resenha:

Livro bom é aquele que solta as informações aos poucos, e que nos pequenos detalhes está todas as respostas. Ou quase.

Sei que atualmente os leitores preferem livros, que praticamente cospem todas as informações. É difícil encontrar quem goste de tramas complexas, e mesmo aqueles que dizem amar tais tramas, quando se deparam com histórias como a deste livro, viram a cara e dizem que o autor encheu lingüiça.

Em Sinai – Terra da Lua, nos deparamos com dois personagens complexos e com um passado pra lá de doido – no bom sentido é claro.

A principio pensei que o romance de Eileen e Ethan era apenas o básico – Conheceu um cara de tirar o fôlego e bam! Estão perdidamente apaixonados.
Mas as doses entre o passado e presente destes dois personagens, dá uma noção do quanto bagunçada era e é suas vidas. 

Adoro livros que numa hora está no presente e depois somos transportados para o passado. Isso faz com que o leitor possa conhecer melhor seus personagens e do que são feitos, e o por quê de suas escolhas.

Gostaria de falar mais sobre a trama, mas não sei como. Quebrei a cabeça para fazer essa resenha, e cada vez que escrevia, me deparava com algo que seria um spoiler. Sinai – Terra da Lua é um ótimo livro policial. Tem doses de ação, romance, suspense e surpresas. 



sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

(Resenha) Peça-me O Que Quiser - Megan Maxwell

PARA MAIORES DE 18 ANOS




Sinopse: Primeiro volume de uma trilogia, Peça-me o que quiser, da escritora espanhola Megan Maxwell, é um romance sobre desejo, paixão e erotismo sem limites. Lançada na Espanha em novembro de 2012, a trilogia é um sucesso de vendas no país, aparecendo em todas as listas de mais vendidos. Com tempero latino e uma abordagem excitante, a autora conta a história da secretária espanhola Judith Flores e seu chefe, o alemão Eric Zimmerman, também conhecido como Iceman: um homem muito sério e com os olhos azuis mais intensos e sexies que ela já viu. Recém-chegado ao comando da empresa Müller, antes dirigida por seu pai, Eric tem uma atração instantânea pelo jeito divertido de Judith e exigirá que ela o acompanhe nas viagens de trabalho pela Espanha. Mesmo sabendo que está se metendo numa situação arriscada, a ideia de estar ao lado de Iceman é irresistível. Com ele, a jovem viverá experiências sexuais até então inimagináveis, em um universo de fantasias eróticas pouco convencionais. Conciliando sexo e romantismo na medida exata, Peça-me o que quiser é uma história de amor cheia de encontros e desencontros, na qual os jogos eróticos, o voyeurismo e o desejo de ultrapassar todos os limites do prazer são os grandes protagonistas.

Esta resenha é longa:

Há alguns dias fui desafiada por uma amiga a ler este livro. A moça é fã de livros eróticos e não consegue entender minha aversão a esse tipo de trama.
Todas as vezes que leio um livro erótico sinto que meu QI cai uns 80% . E olha que não tenho um QI tão vasto. Imagina a falta que me faz essa porcentagem.

 O problema não é a trama em si, e sim, o fato de que os amantes deste estilo literário querem fazer você engolir a trama como uma bela história de amor, e que as mulheres são decididas e donas de seu nariz.

Todas as vezes que tento ler um livro erótico acabo largando o mesmo pela metade, daí, me dizem “Termine de ler. Você vai ver que no final a história de amor entre eles deslancha”. Só se for pro abismo do... “Meu amor próprio não existe e gosto de sofrer”.

Já que fui desafiada, decidi ir até o fim com esse livro, e digo... Foram mais cinco dias da minha vida que não voltam mais.

Esse livro é tão... Triste, que perto dele, 50 Tons de Cinza é uma obra prima.

“Peça-me O Que Quiser” aborda duas modalidades sexuais: Swinger e voyeurismo. E como seus antecessores 50 tons e Toda Sua, distorce tudo de um jeito, que se quem pratica essas coisas ler, vai ficar com raiva.

Lembro quando 50 Tons foi lançado e surgiram vários documentários falando sobre BDSM entre outros. E pelo que eu entendi. Esses livros quebram a maior regra de quem pratica essas modalidades: Fazem seus joguinhos em ambientes inapropriados.
Para quem pratica, a regra principal é: O que se faz entre quatro paredes fica entre quatro paredes. Não vou esquecer a declaração de um casal que disse “As palmadas são apenas na cama, fora dela, não bato na minha mulher ou a humilho”.
No mesmo documentário trazia um casal que praticava Swinger e que dizia “Ofereço minha esposa a outro, mas isso vale apenas no quarto. Fora é proibido. Se decido trazer alguém para a brincadeira devo consultar minha parceira e vice versa e não a humilho publicamente”. O que meus amigos não acontece no livro.

A trama gira em torno de Judith Flores e Eric Zimmerman, que é chefe da moça. É. Novamente vemos um cara rico, poderoso, o todo gostoso, o irresistível Mushu (Tá bom que isso saiu do desenho Mulan), pegar a mocinha.

Eric, assim como Christian Grey é grosso, controlador e tem um lado meio... Perseguidor. Sério. Se eu escuto um homem me dizer “Você vai jantar comigo e não adianta fugir, porque você trabalha pra mim e sei onde você mora”. Acabo de escutar e saio correndo aos gritos. Troco a fechadura do meu apartamento, compro uma arma de choque  e fico de tocaia.

Mas como o livro precisa de “trama” a moça obedece e é mais um festival de sexo, sexo, sexo, sexo, sexo e... Sexo. Chega uma hora que você pensa “Saiam desse quarto e vão viver. Afinal, a vida é curta”.

É claro que chega um momento que o relacionamento acaba entrando numa rotina que é até normal. Mas até Eric conseguir convencer a moça a fazer parte de seus joguinhos, é um festival de bola fora por parte do cara. Como por exemplo, a cena em que ele amarra Judith na cama, venda seus olhos e faz uma mulher masturbá-la e detalhe, sem o consentimento dela. É certo que ela diz que Eric pode fazer o que quiser, desde que não seja sado, mas não acho que ela se referia a ser tocada por uma completa estranha sem saber que seria. Só nessa cena, a regra principal dos adeptos foi quebrada. O que ao meu ver é desrespeito com a parceira.

Também a outra cena em que Eric após brigar com a moça, a faz acreditar que está transando com outra mulher na limusine, enquanto a moça está sentada ao lado do motorista, ouvindo tudo que acontece na parte de trás. Está aí mais uma regra quebrada. O cara a está humilhando publicamente.

Agora vou explicar porque 50 tons de cinza é mais aceitável.

Não curto o livro, nem sua protagonista, Anastásia. Mas aceito seu jeito bobo e idiota, porque a moça é jovem e era virgem antes de conhecê-lo. E que fique claro... Existem dois tipos de virgem: as idiotas e aquelas que sabem identificar um crápula, mesmo sem nunca terem transado na vida.

Agora Judith já é uma moça experiente. Tá bom que sua vida sexual era bem básica, mas pelo menos ela já teve relacionamentos anteriores e sabe muito bem como é um homem, e é inaceitável, que uma mulher com tal experiência seja tão imbecil.

Christian Grey ao contrário de Eric, apresenta a Anastásia o tal quarto da inquisição espanhola e expõe bem seus gostos para a moça. Já Eric leva a garota a uma casa de swinger sem nem ao menos avisar o que a moça ia encontra lá dentro.
Enfim, pisou na bola.

Quanto ao fato dele oferecer a namorada a outros homens. Gente, isso faz parte da brincadeira do casal. Foi um acordo entre ambos. Quando vocês vão fazer suas criticas também se detém apenas nas cenas de sexo, assim como os leitores que amam eróticos. Não entendem o espírito da coisa. Concordo que o que Eric faz com a namorada no início do livro foi errado, escroto e sujo. Mas quando chega na parte em que Judith e Eric se hospedam na casa de Frida e Andrés, é aí que começam as trocas. Ambos já tem o acordo bem selado. Então, parem de reclamar desse detalhe.

E pra fechar: Esses livros eróticos sempre trazem uma cena em que a moça está na cama, nua e fica com as pernas bem abertas e solta a celebre frase “Nunca fiquei tão exposta”.

Olha, ficar exposta desse jeito toda a mulher, que vai ao ginecologista uma vez ao ano faz. Quero ver expor o coração. Declarar abertamente seus sentimentos é difícil. É mostrar que você se importa, e quando você se importa com algo, as chances de se magoar e se lascar todo é maior, e muito mais difícil de superar.

É por isso que não curto livros eróticos. Eles não mostram o que é um relacionamento de verdade. Relacionamentos não se resumem apenas a sexo. Admito que  é uma parte importante, mas não é tudo. O casal deve ter química dentro e fora da cama. Porque senão tiver, é sinal de que há algo errado.


segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

(Resenha) Maze Runner - Correr ou Morrer - James Dashner



Sinopse: Ao acordar dentro de um elevador em movimento, a única coisa que Thomas consegue se lembrar é de seu nome. Sua memória está completamente apagada. Mas ele não está sozinho. Quando a caixa metálica chega ao seu destino e as portas se abrem, Thomas se vê rodeado por garotos. “Bem-vindo à Clareira, fedelho”.
A Clareira. Um espaço aberto cercado por muros gigantescos. Assim como Thomas, nenhum sabe como foi parar ali. Nem por quê. Sabem apenas que todas as manhãs as portas de pedra do labirinto que os cerca se abrem, e, a noite, se fecham. E que a cada trinta dias um novo garoto é entregue pelo elevador. Porém um fato altera de forma radical a rotina do lugar: chega uma garota, a primeira enviada à Clareira. E mais surpreendente ainda é a mensagem que ela traz consigo. Thomas será mais importante do que imagina. Mas para isso terá de descobrir os sombrios segredos guardados em sua mente e correr... Correr muito.

Resenha:

Não é mistério que a cada dia surgem mais livros com o tema distopia. Talvez o que abriu as portas para essa nova onda foi a Trilogia Jogos Vorazes. Apesar de ter gostado da trilogia, não sou muito fã de alguns detalhes encontrados em Jogos Vorazes. Como por exemplo, a protagonista.
Até agora a única distopia que me agradou completamente foi Divergente. Pelo menos a autora não apostou num triangulo amoroso e teve a audácia de matar um personagem importante.

E agora acabo de conhecer mais uma distopia, Maze Runner, e confesso, ela promete. A trama lembra um pouco Jogos Vorazes, com as busca no labirinto, os obstáculos, mortes. Mas o ponto positivo em Maze Runner é que os moradores da Clareira não fazem a menor ideia do que está acontecendo. Como vieram parar ali, como eram suas vidas antes, apenas sabem que precisam sair do labirinto, que guarda criaturas terríveis. Uma mistura entre máquina e animal.

O autor também apostou em trazer um garoto como protagonista, o que sai um pouco do lugar comum. A maioria das distopias trazem garotas como heroínas e foi bacana essa mudança.

Não temos a famosa lenga lenga dos romances. É ação o tempo todo, mistérios, revelações. Até mesmo o final é surpreendente. Quando você pensa que começou a entender o espírito da coisa acontece uma reviravolta e bum! Você fica... Que diabos!!

Tô louca para ler a continuação.