sexta-feira, 23 de outubro de 2015

(Resenha) Filme - A Colina Escarlate



Título Original: Crimson Peak
Elenco: Mia Wasikowska, Tom Hiddleston, Jessica Chastain, Charlie Hunnam e Jim Beaver.
Direção: Guillermo Del Toro
Gênero: Suspense
Ano: 2015

Trailer



Sinopse: Apaixonada pelo misterioso Sir Thomas Sharpe (Tom Hiddleston), a escritora Edith Cushing (Mia Wasikowska) muda-se para sua sombria mansão no alto de uma colina. Habitada também por sua fria cunhada Lucille Sharpe (Jessica Chastain), a casa tem uma história macabra e a forte presença de seres de outro mundo não demora a abalar a sanidade de Edith.

Resenha:

No último sábado assisti ao filme “A Colina Escarlate” e devo dizer que estava ansiosa por ele. É claro que vocês devem estar pensando que o motivo é Tom Hiddleston, mas estão enganados. Admiro muito o trabalho dele. Porém, o real motivo foi por ser um filme do Guillermo Del Toro. Adoro os filmes do cara e quando ele disse que faria um filme ao melhor estilo gótico, fiquei alucinada.

Por isso que a cada novo trailer, entrevista... lá estava eu assistindo, lendo e ouvindo. Sim, porque encontrei diversas entrevistas em áudio na internet, com o diretor e os atores. E foi numa dessas entrevistas que alguém disse (Não lembro de quem era a entrevista) que o filme tinha uma pegada mais... Romance gótico do que terror. E foi até mencionado de que o filme tinha um quê de romances góticos como, Jane Eyer e Os Mistérios de Udolfo.

Então, quando finalmente fui ao cinema, não estava esperando um filme de terror, como “Invocação do Mal” ou “A Entidade”. Sabia que o “Terror” ou “Sobrenatural” seria uma mera metáfora para segredos obscuros.

Vi muita gente reclamando do filme, dizendo que se decepcionaram com a trama e que o filme não era de terror. Até entendo os comentários, afinal, nem todo mundo acompanhou matérias sobre o filme desde o início. Toda a informação recebia veio da distribuidora, que por causa da proximidade com o Dia das Bruxas, vendeu o filme como sendo de terror, sendo que é um romance/suspense.

A grande questão do filme não é o medo, mas sim, as escolhas, a moral e o amor. O amor é um sentimento muito bonito, e em doses moderadas é perfeito e faz bem. Mas às vezes também pode desencadear o pior no ser humano. Ás vezes a falta ou excesso de amor faz com que a pessoa não saiba diferenciar o certo do errado. Os fins justificam os meios e quando a pessoa finalmente cai em si, já é tarde demais.

Agora vamos aos detalhes técnicos:

Não sou nenhuma especialista sobre o assunto, mas o filme tem uma excelente direção de arte. Os cenários estão incríveis. Assim como o figurino. Eu me apaixonei pelas roupas. E o diretor mandou bem, eu sei que “A Colina Escarlate” não tem a magia de “O Labirinto do Fauno”. Mas o filme não deixou a desejar. Se a ideia do diretor era um filme ao melhor estilo romance gótico, conseguiu tal feito.

Os atores (todos) mandaram muito bem, mas a minha atuação favorita fica com a Jessica Chastain, a mulher dá medo.

Tem muita gente falando por aí que “A Colina Escarlate” seria um bom concorrente ao Oscar do ano que vem. Mas acredito que o filme (Se for indicado) será apenas nas categorias técnicas. Dos atores (Isso é um grande talvez), Jessica Chastain é a única com chances de ser indicada. Por favor, Hiddlestoners... não me matem, tenho três peludinhos para alimentar. Tom Hiddleston, como sempre mandou bem, mas não é com esse papel que ele será indicado.

(Resenha) O Lírio Dourado - Richelle Mead - Bloodlines #2


  Se você ainda não leu a série Academia de Vampiros na integra, fique longe. Resenha com Spoilers... Muitos Spoilers.

Sinopse: Em sua última missão, a alquimista Sydney Sage foi enviada a um colégio interno na Califórnia para proteger a princesa Moroi Jill Dragomir, a assim evitar uma guerra civil entre os vampiros que certamente afetaria a humanidade. Porém, a convivência com Jill, Eddie e principalmente Adrian leva Sydney a perceber que talvez os Moroi não sejam criaturas tão terríveis assim – e ela passa a questionar os dogmas que lhe foram ensinados desde a infância.

Tudo se torna ainda mais complicado quando Sydney descobre que talvez tenha a chave para evitar a transformação em Strigoi, vampiros malignos e imortais, mas esse poder mágico a assusta. Igualmente difícil é seu novo romance com Brayden, um cara bonito e inteligente que parece combinar com Sydney em todos os sentidos. Porém, por mais perfeito que ele seja, Sydney se sente atraída por outra pessoa – alguém proibido para ela.

E quando um segredo chocante ameaça deixar o mundo dos vampiros em pedaços, a lealdade de Sydney será colocada mais uma vez à prova. Ela confiará nos alquimistas ou em seu coração?


Resenha:

Richelle Mead é uma das minhas autoras favoritas, sua criatividade, a forma como desenvolve seus personagens, o toque de mistério e principalmente, a maneira como apresenta os jovens em seus livros é incrível.

Escrever para o público jovem não é fácil e não é criando uma protagonista fútil e que parece ligada no red-bull que significa que você entende o que se passa na cabeça dos jovens. E Richelle Mead entende do assunto. Agora que já puxei o saco vamos a resenha.

No primeiro volume da série “Laços de Sangue” é descoberto que um Strigoi restaurado pelo espírito jamais será capaz de voltar aquele estado. Também é descoberto que o sangue alquimista é repulsivo aos Strigoi (Ou ao menos é isso que se acredita). E por essa razão, os alquimistas e Moroi criam um grupo de estudo para descobrir mais detalhes sobre o assunto. E é durante tal estudo que Sydney se vê presa contra a parede.

Ao que tudo indica, o sangue de Sydney tem propriedades mágicas. Porém, tal informação deixa Sydney apavorada. Não é mistério de que a moça tem pavor pela magia e também pelos Moroi.

Mas conforme ela vai convivendo com sua família fictícia, Jill, Eddie e Adrian, Sydney começa a ficar mais relaxada e a questionar suas crenças. Neste segundo livro também vemos a moça com um namorado. Aparentemente ela encontrou o cara perfeito, tão inteligente quanto ela e com os gostos parecidos, mas apesar da perfeição, encontrar um tempo para o relacionamento é difícil, já que um grupo de caçadores começa a rondar Palm Springs e com isso coloca sua missão de proteger Jill em risco.

O Lírio Dourado” ao contrário de “Laços de Sangue” não tem tanto mistério. Mal cheguei na metade do livro e já sabia quem era quem. Mas apesar de não ter um mistério de tirar os cabelos, a autora parece ter se concentrado mais nos relacionamento e dúvidas dos personagens. Fazendo-os se questionarem e também abrindo seus corações.

Sempre achei Rose (Protagonista de Academia de Vampiros) uma ótima personagem feminina, mas devo admitir que Sydney está se mostrando superior a Dhampira.
Rose foi programada desde cedo a ser corajosa e enfrentar os Strigoi de frente, já Sydney foi ensinada a se manter afastada, sua missão era se livrar dos corpos dos Strigoi mortos por Dhampiros e assim manter a existência de tais seres escondidos da humanidade.

Então ver Sydney participando de lutas, colocando seu pescoço para proteger os Moroi é de se admirar. Sydney cresceu bastante neste livro, assim como na sequência “O Feitiço Azul”, que terá uma resenha em breve.

Outro grande destaque foi Adrian, esse sempre foi meu personagem favorito em Academia de Vampiros. Eu sei que todo mundo gosta do Dimitri, mas Adrian tem muito mais personalidade e humor. Dimitri só é legal porque descolou a garota. O cara ficou quente por associação.
Adrian tem altos e baixos na trama. É claro que seu sarcasmo e ironia continuam lá, mas também vemos seu lado mais vulnerável. Finalmente o moço começa a se desintoxicar de seu relacionamento fracassado com Rose.

E estou começando a achar que a Série Bloodlines é melhor do que Academia de Vampiros.


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sexta-feira, 9 de outubro de 2015

(Resenha) Lenda Urbana - O Jogo - Gláucia Santos


 
Sinopse: Quem nunca realizou jogos que mexiam com o sobrenatural quando adolescente? Quando um grupo de amigos resolve se divertir, acaba descobrindo que nem sempre esses jogos são apenas brincadeiras inocentes e que no final o preço a ser pago é extremamente alto... Anos depois, fatos estranhos ocorrem, trazendo de volta o terror daquela noite. Patrícia sabe que não são coincidências e busca desesperadamente por respostas que podem salvar a sua vida e dos seus amigos. Ao seu lado está Leonardo, mas ela não sabe até que ponto pode confiar nele e quais são suas verdadeiras intenções. Com o coração completamente fechado e amargurado, sua única certeza é que o jogo ainda não acabou e que o mal está mais próximo do que todos imaginam.


Resenha:

Sempre que eu leio um livro que possui algum detalhe, que se assemelha a minha vida, fico imaginando “Alguém colocou uma câmera escondida na minha casa”. Pois foi isso que senti ao ler “Lenda Urbana”. E não, não é o filme com o Jared Leto.


Em “Lenda Urbana” conhecemos Patrícia, uma professora, que na adolescência brincou com o jogo do copo. Aquele mesmo para se comunicar com os mortos. Patrícia sempre foi fascinada pelo sobrenatural e numa tarde, junto com as amigas invocam o espírito de Victor, um cara nada legal. As amigas tentam quebrar a conexão, mas algo dá errado e o espírito acaba ficando.


Após tal incidente, as amigas começam a brigar entre si e se separam. Cada uma segue sua vida, imaginando que o terror ficou para trás. Porém, no aniversário de dez anos da brincadeira, Patrícia começa a sentir uma presença rondá-la e também se inicia uma série de assassinatos estranhos, contendo indícios de que talvez Victor ainda queira brincar.


Este é o primeiro livro que leio da autora, sei que ela é mais conhecida por seus romances e que “Lenda Urbana” é sua primeira tentativa em escrever um suspense. E para uma primeira tentativa até que a autora foi bem sucedida.


A autora teve todo um cuidado ao criar os personagens. Estão bem desenvolvidos e não parecem ter sido jogados de paraquedas e depois ficaram boiando sem utilidade na trama.


Ela também conseguiu transmitir aquela rivalidade típica entre mulheres. Uma se achando melhor do que a outra. Quem nunca foi traída pela “melhor amiga” a quem você contava todos os segredos esperando que nunca fossem revelados e na primeira oportunidade, a merda foi jogada no ventilador.


Eu me identifiquei muito com a protagonista. Também tive amigas traíras. Tanto que hoje, meu melhor amigo é um homem.


A parte da pesquisa também não foi deixada de lado. A autora fez seu dever de casa. O único problema da trama, foi que logo nos primeiros capítulos já descobri quem era o personagem sendo influenciado pelo espírito e seu “ajudante”. Porém, os acontecimentos no epílogo me deixaram ansiosa pela continuação.


SKOOB

(Resenha) Todas as Cores - Antologia


 
Sinopse: Todas as Cores é uma antologia de contos que tem como objetivo divulgar e promover a literatura LGBT. Mostrar que há autores nacionais talentosos e que escrevem seus livros de formas distintas, abordando as diversidades de temas, sexualidade e gênero. Cada conto será uma nova experiência a você, leitor.


Resenha:
Neste ano fui questionada por uma leitora se eu lia livros do gênero LGBT. Respondi que a única autora que li do gênero e amei foi a Josiane Veiga. Li outros autores, mas suas tentativas foram frustrantes. Livros com temática homoafeitva podem ser desastrosos se não forem bem escritos.
No início do ano baixei diversos contos na amazon e li todos no mês passado e o resultado foi zero de aproveitamento. Os contos eram vazios de sentimentos ou deixavam a entender que homossexuais são um bando de promíscuos. Expliquei tudo isso a minha leitora que recomendou que eu lesse dois autores: Nina Gurgel e Icaro Trindade.

Tentei baixar os livros pela amazon, mas na hora de fechar a compra o site deu pau. O que foi estranho, já que comprei diversos livros e nunca tinha tido problemas. Então, há umas duas semanas encontrei a antologia “Todas as Cores” numa promoção gratuita na amazon. Era a oportunidade para finalmente ler algo dos autores recomendados e conhecer outros.
Por ser uma antologia, nem todos os contos me agradaram. Então vou falar aqui os que mais amei.

Cama de Gato – Nina Gurgel: Apesar de ser um conto num universo peculiar. O estranho faz o maior sentido.

Caim – Tom Adams: É interessante quando um autor pega uma história já conhecida e dá sua própria marca. E fiquei feliz em saber que o conto é o início de um livro.

O Primeiro Beijo – Robson Gabriel: Por ser uma autora que escreve para o público jovem, não podia deixar de amar esse conto. A maneira que o autor aborda o primeiro amor foi incrível. Não ficou forçado. Adorei.

Laços de Amor – Marja: Por ser uma pessoa muito ligada á minha família e por ter apenas meus irmãos. O relacionamento entre os quatro personagens do conto me emocionou.

Já Te Vi Antes – Icaro Trindade: Devo informar ao autor, que seu conto foi baseado na história de vida do meu amigo de faculdade. Na mesma semana que o meu amigo perdeu o emprego, foi assaltado e levou um fora. Ele só não largou tudo aqui em São Paulo porque eu e uma galera insistimos pela sua permanência. Só posso dizer que o conto me proporcionou altas gargalhadas.

Agora sinto informar a Josy, que seu posto de única autora do gênero LGBT que eu li foi tomado por outros autores. E em breve vou ler mais livros dos autores da antologia. 

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