quarta-feira, 29 de outubro de 2014

(Resenha) Garotas de Vidro - Laurie Halse Anderson


Sinopse: Lia está doente e sua obsessão pela magreza a deixa cada vez mais confusa entre a realidade e a mentira, mas ela perde totalmente o controle quando recebe a notícia de que sua melhor amiga, Cassie morreu sozinha em um quarto de motel. E o pior: Cassie ligou para Lia 33 vezes antes de morrer.
O que começou como uma aposta entre duas amigas para ver quem ficaria mais magra tornou-se o maior pesadelo de duas adolescentes reféns de seus corpos.

Resenha:

Sabe aqueles livros que te deixam extasiada e completamente sem fôlego. Garotas de Vidro faz isso com você.

O livro não tem romance, não tem suspense. Apenas a mente perturbada de uma jovem obcecada pelo corpo e pelo desejo de ser magra.

A autora faz uma verdadeira exploração pela mente de quem sofre de distúrbios alimentares. Que não se restringem apenas a comida, mas também sobre sua percepção entre o que é real ou não.

Após duas internações em clinicas, Lia parece estar entrando nos eixos, mas com a morte da melhor amiga, com quem teve sérias discussões. A garota começa a se perder novamente.

Lia mora com o pai, madrasta e uma irmã, que é única que realmente tenta ajudá-la. O pai, muitas vezes é imprestável, a madrasta idem, e a mãe, nem se fala.

O legal da trama é que deixa aquela dúvida, do porque uma jovem de 18 anos com tudo pela frente, decide submeter o corpo a fome extrema. Muitas vezes achei que fosse culpa dos pais, outras da madrasta, meio paranoica. E depois cheguei a pensar na mídia e sites, que fazem muitas jovens acreditarem que a verdadeira beleza está na magreza.

Até pensei que pudesse ser essa mania que os jovens de hoje tem em imitar tudo o que o amigo faz, só para se sentir parte da tribo.

Não importa qual foi o motivo que fez Lia sofre com a anorexia. O que importa é seu sofrimento e luta para descobrir quem é e como lidar com seus fantasmas.

Garotas de Vidro é como o copinho da alegria... Horrível e maravilhoso ao mesmo tempo. 

OBS: Não recomendo esse livro para pessoas que estejam sofrendo de depressão. Pois a trama tem diversas passagens pesadas. 


(Resenha) Quebrando as Regras - Vanessa Araújo - Arelli Vol. I


Sinopse: Os anjos estão entre nós? Eles podem amar? Arelli amou... E pagou caro por isso! Jessica e Emerson estavam loucamente apaixonados. Juraram que juntos ficariam. Ela o esperou no altar, contudo, seu amado não apareceu. A fúria surgiu, despedaçando-a, e Jessica se tornou mais que lágrimas... Lágrimas que descobrem a verdade, que são derramadas em um túmulo. A vida foi perdida, assim como a esperança. Porém, a fé ressurge quando um anjo aparece e muda sua existência. Entretanto, Gabriel não era o único que a amava... Dividida, Jessica busca forças em sua alma, e descobre que nada é como parece. O sobrenatural existe e a sonda, atacando-a! Descobrindo um novo mundo, Jessica se vê obrigada a fazer uma escolha. E sua decisão é drástica. Tudo muda, pois ela quebra todas as regras.

Resenha:

Sabe aquele momento em que você lê um livro tão foda, que não sabe por onde começar a resenha? Bem, é o que estou sentindo neste momento.

Mas antes de começar a falar o que achei do livro, vou falar como conheci o trabalho da autora.

Conheci a Vanessa no ano de 2012, por meio de um pseudônimo que ela usava. Também conheci dois blogs que ela mantinha na época. Um literário e outro com contos. Cheguei a ler alguns de seus contos e desde que bati os olhos em sua escrita, pensei “Tá aí uma escritora foda!”. E o desejo de ler um de seus livros apenas cresceu. Mas infelizmente, algumas coisas aconteceram. Descobri que o nome que a Vanessa usava não era real e que além disso, ela tinha um passado negro.

Após a descoberta da verdade, Vanessa excluiu seu perfil com o pseudônimo e desapareceu. Depois de um tempo voltei a encontrá-la e fiquei na dúvida se a adicionava novamente, já que muitos amigos escritores ficaram com muita raiva por causa da mentira.

Então, um dia criei coragem e a adicionei. Agora como Vanessa Araújo. É claro que quando meus colegas autores viram o que fiz, começaram a dizer coisas como “Como você pôde dar a ela uma segunda chance? Essa mulher é uma picareta, trambiqueira”. E eu respondi “Ela pode ser tudo isso, mas não podemos negar uma coisa: A mulher sabe escrever.” . Só sei que depois disso tive que excluir um povo do meu face. Sabe, eu não curto essas picuinhas literárias. Tipo: Se você leu fulano, não pode ler ciclano. Você não sabe! Eles são inimigos mortais.

Sabe... Tô cagando e andando se fulano e ciclano tratam o meio literário com um ringue de MMA. Sou leitora, e como tal... Quero ler livros.

Continuando...

Apesar do meu desejo de ler uma das obras da Vanessa, só pude realizá-lo este ano. E decidi começar por um livro, que segundo a autora foi um de seus primeiros escritos.

“Quebrando as Regras” é um verdadeiro estouro. A autora soube misturar elementos como anjos, demônios, fadas e vampiros. Lendo a trama dá pra perceber que ela teve cuidado com a pesquisa e que soube usar a mitologia. E além disso, acrescentou elementos vindos de sua própria autoria. E isso é o que um verdadeiro escritor de literatura fantástica deve fazer.

Podemos usar a mitologia como base, mas devemos acrescentar detalhes vindos da nossa cachola.

Em Quebrando as Regras nos deparamos com a história de Jessica, uma jovem impulsiva e meio doida. Ela teve um grande amor, mas que a magoou. Devido à mágoa, ela decide se casar com  outro cara, que eu apelidei de “Mané ridículo”. Pra quem não sabe é o Ethan.
Alguns dias antes de seu casamento, Jessica reencontra seu grande amor, Emerson. E doida e impulsiva como é, decide fugir com o cara. Porém, no dia da tal fuga, é novamente abandonada.

Como prêmio de consolação, ela se casa com Ethan. Um casamento horrível. A única coisa boa do relacionamento são os filhos. Alguns anos depois o relacionamento chega ao fim, e Jéssica começa a tomar as rédeas de sua vida, e é aí que seres sobrenaturais começam a rondá-la. Dizendo que ela é a reencarnação de um poderoso ser celestial, que foi condenada a viver como humana e que faz parte de uma profecia.
Várias revelações vão aparecendo ao decorrer da trama. O início parece confuso, mas quando você chega próximo ao final, vai criando teorias mirabolantes, que confesso, ainda não consegui decifrar.

Tenho uma teoria para o que está realmente acontecendo com Jéssica, mas vou aguardar pra ver.

E em breve vou ler a continuação.  


(Resenha) Julieta Imortal - Stacey Jay



Sinopse: Julieta Capuleto não tirou a própria vida. Ela foi assassinada pela pessoa em quem mais confiava, seu marido, Romeu Montecchio, que fez o sacrifício para segurar sua imortalidade. Mas Romeu não imaginou que Julieta também teria vida eterna e se tornaria uma agente dos Embaixadores da Luz.
Por setecentos anos, Julieta lutou para preservar o amor e as vidas de inocentes, enquanto Romeu tinha por fim destruir o coração humano.
Mas agora que Julieta encontrou seu amor proibido, Romeu fará tudo que estiver ao seu alcance para destruir a felicidade dela.

Resenha:

Como todos os livros que escolho. Primeiro, leio diversas resenhas para avaliar os prós e contras, e depois se fico interessada, compro o livro. Mas com Julieta Imortal foi o contrário. Não comprei o livro, e sim, fiz uma troca via Skoob.

A troca foi realizada há mais de um ano e só no mês passado pude lê-lo.

“Julieta Imortal”  primeiramente parece uma releitura, depois vemos que não é bem assim e depois de um dado momento, parece que a autora quis fazer uma piada com a famosa peça de Shakespeare.

Apesar dos pesares a trama traz muitos mistérios e uma briga entre dois grupos sobrenaturais Os mercenários e os embaixadores da luz.

No início eu pensei que se tratava de uma briga entre anjos e demônios, o que até chega a ser verdade. Os mercenários, são como demônios, que dão a imortalidade a quem deseja sacrifica sua alma gêmea. Já os embaixadores, protegem as almas gêmeas. Ajudando-as a se apaixonarem e permanecerem juntas.

Julieta, que após ser sacrificada por seu Romeu, vira uma embaixadora da luz e agora, sua alma encarna no corpo das pessoas e tenta consertar a vida dos apaixonados e da pessoa a quem ela está possuindo. Já Romeu, possui o cadáver mais próximo e tenta impedir Julieta. É uma coisa meio gato e rato.

Apesar do suspense, não posso negar que algumas coisas na trama são incoerentes.

Entendo que muitas pessoas acham a história de amor de Romeu e Julieta besta. Já que os dois se conhecem e em pouco tempo, já trocam juras de amor eternas, se casam, depois um é expulso, a outra se finge de morta e depois os dois tiram a vida para ficarem juntos para o todo sempre.

Hoje é claro um romance assim é idiota e besta. Porém, a autora faz mais ou menos a mesma coisa. Julieta durante sua missão acaba conhecendo um rapaz chamado Ben, por quem bate o olho e já fica com o coração disparado.

Depois tem um determinado momento no livro, em que ela diz ao Ben que não acredita em amor a primeira vista e que para amar alguém de verdade é preciso de três dias.

Eu fiquei olhando o livro, pensando “Como que é minha filha?”.

Não li a peça de Shakespeare, mas pelo que todo mundo diz, a história toda leva seis dias. Desde o momento em que os dois se conhecem até seu suicídio.

Então essa história de três dias para amar alguém de verdade, não colou muito comigo. Sei lá, ficou esquisito.
Mas apesar dessa escorregada, o livro termina com um ótimo gatilho para sua continuação Romeu Imortal. 

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Sorteio de Aniversário

Olá!!

No mês que vem (Mais conhecido como Novembro) o blog Cantinho da Gula faz aniversário. Três aninhos de vida e para comemorar um sorteio especial pra vocês.

Um Kit com os seguintes itens:

1 livro Insônia - Mari Scotti
1 livro O Oceano no Fim do Caminho - Neil Gaiman
1 marcador Insônia.

Para concorrer siga as seguintes regras:

Residir no Brasil
Ter um endereço de e-mail válido
Curtir a Página Catalina Terrassa: https://www.facebook.com/CatalinaTerrassa
Compartilhar o Banner



O resultado sai no dia 11/11/2014

Boa Sorte =)

domingo, 12 de outubro de 2014

Quanto Mais Rezo Mais... Deu Pra Entender

A foto é para representar o que eu acho do povo que fica enchendo meu saco.


Esta semana foi meio louca. Vi umas coisas estranhas, não vou comentar aqui porque não vale a pena. Porém, vou falar de uma.

Segundo algumas pessoas, não apoio a literatura nacional. Isso mesmo. Como disse lá no facebook na hora de comentar o status de uma amiga “Já desisti de tentar entender o que se passa na mente dos autores nacionais”.

Se faço muitas resenhas, sou puxa-saco. Se não faço, sou desertora. Não dá para agradar tais criaturas!!

Caso as pessoas não saibam, comecei o meu blog para divulgar o MEU TRABALHO, a coisa toda das resenhas começou porque participei de um grupo de autores/leitores, que tinha o intuito de ler os trabalhos dos colegas e também receber um feedback. O problema é que de 13 participantes, apenas 9 fizeram sua parte.

É claro que eu peguei gosto pela literatura nacional e aí as resenhas aumentaram. Porém, também sou escritora, e desde o ano passado meus livros começaram a ganhar mais público. Por isso tive que me ausentar do blog para concluir a continuação de duas trilogias, que estou escrevendo no momento.

Gente, eu sou uma só. Não moro com meus pais, quem lava minha roupa, sou eu, quem cozinha, sou eu, quem arruma a casa, lava o banheiro, sou eu. Quem recolhe a bosta dos cachorros, sou eu. 

Também está difícil de encontrar tempo para comentar nos blogs, mas tenho fé que logo, logo vou encontrar algum.

Outro ponto que fez a quantidade de resenhas de livros nacionais diminuírem, foi que meus livros nacionais impressos estão quase no fim. Tenho apenas mais dois, que adquiri no mês passado, num sebo da minha cidade,  pelo valor de 14 reais. E não pensem que são livros do Paulo Coelho, são de três autoras que publicaram pela Editora Underworld. Um é o livro Sete Vidas das autoras Mônica e Monique Sperandio e o outro é Sussurros de Uma Garota Apaixonada da Mandy Porto. E creio que os livros foram comprados com dedicatória, porque tá faltando uma página. Mas isso não importa. O que importa é que a história está completa.

Meu blog vai entrar em um novo hiato daqui a alguns dias. Preciso terminar de escrever a continuação de Almas, mas até o final do ano, vou postar mais três resenhas para autores nacionais e mais dois para livros estrangeiros.

E no ano que vem vou ler muito mais livros. Afinal, agora eu tenho uma arma muito útil, que se chama: Kindle. Fui obrigada a me render aos e-books. Motivo? São mais baratos e como a grana tá curta, preciso economizar. Já tenho sete e-books de autores nacionais esperando por mim, e em breve vou aumentar o número.

 Agora vamos ao momento...  Vai tomar no... (Deu pra entender)

Minha irmã costuma dizer que eu deveria ser mais da paz, o que é difícil.

Eu tento. E como. O problema é que o povo não me deixa no meu canto.

Quando eu era apenas uma blogueira e com apenas meia dúzia de pessoas que liam os meus livros, ninguém me enchia o saco.

Agora que meu trabalho como escritora cresceu um pouco, já virei uma ameaça. E olha que eu sou café pequeno (E isso não é eufemismo por ser baixinha)

Neste ano já fui acusada de plágio e por não fazer pesquisa decente para A Chave Mestra. Sendo que era apenas usar o cérebro (Coisa que as pessoas não usam mais) que você já entenderia as referências do livro. E agora para completar, sou acusada de abandonar a literatura, que não mereço ser chamada escritora porque não leio o trabalho de outros colegas. Mas vai tomar no... todo mundo.  Ah! E vai tomar no... também quem diz que não mereço ter meu livro na amazon entre os mais baixados gratuitamente, porque o enredo não se passa no Brasil. Bem, pelo menos eu sei as estações do ano do meu país, e como fica uma tal autora, que fez seu livro no Brasil e disse que era inverno no mês de Dezembro. Ou outro autor, que usou a cidade de São Paulo como cenário e fez seu personagem descer na estação Liberdade (Linha Azul) Sendo que ele subiu na estação República (Linha vermelha) e chegou na linha azul sem fazer baldiação. Tá bom que o cara é um ser sobrenatural, mas em nenhum momento é mencionado que ele se locomoveu por meio de magia.

Depois a herege sou eu, que faço meus personagens viverem nos Estados Unidos.


(Resenha) Youkai - Roxane Norris


Sinopse: Heilel é um jovem anjo da guarda que tem sua história mudada duplamente num único momento. No dia em que ascende ao cargo de confiança mais alto do Renkai - o plano do julgamento - acaba tendo uma difícil decisão nas mãos: manter sua lealdade a Deus ou salvar sua protegida - uma alma suicida por quem ele cria um vínculo afetivo. Ciente de suas responsabilidades, e não vendo outra saída, ele abdica da honraria e entrega sua alma em troca da dela ao Diabo, que vem exigir pessoalmente seus despojos sobre o julgo. Todavia, a presença de Lúcifer no Renkai não é uma mera coincidência e Heilel - agora nominado Akuma e vivendo no plano terrestre como um Youkai - irá descobrir que há muito mais por trás de uma simples barganha, e que tanto Deus como o Diabo estão envolvidos numa aposta cujo o desfecho pode exigir um preço ainda maior de si mesmo.

Resenha:

Depois de mais de um ano após comprar o livro finalmente encontrei tempo para lê-lo, e como sempre a Roxane não me decepcionou.

Ler seus livros é alegrar os olhos. A cada página vemos que a autora teve um cuidado com a pesquisa.

Não vou mentir que a cultura japonesa não é muito a minha praia. Tudo bem que assistia quando criança aqueles seriados na extinta Rede Manchete, porém já mais velha, acabei abandonando o hábito.

Somente no ano de 2011 comecei a voltar para esse universo. Já li vários livros de autores nacionais, que foram influenciados pela cultura japonesa e até agora não me decepcionei. E já posso adicionar mais um a lista... Youkai.

Na trama conhecemos Heilel um anjo, ou quase isso, a serviço de Deus. Ele é um de seus mais fieis anjos. No dia em que receberia uma alta condecoração, ele descobre de sua protegida, Hanya cometeu suicídio.

Atormentado pelo destino de sua protegida, Heilel oferece sua alma em troca. E com isso, consegue libertar Hanya, mas condena sua alma ao inferno e a servir Lúcifer.

Muitos anos depois, vemos Heilel na terra com um novo nome, Akuma. Ele leva uma vida humana. Com identidade falsa, falsos pais  e  trabalha como médico numa clinica, que além de fazer cirurgias estéticas, também passa seu tempo tentando impedir que o filho de Lúcifer venha ao mundo.

Mas não pensem que isso deixa o diabo furioso, não. Ele não gosta é claro, mas acha interessante essa briga entre os dois. Afinal, ele e Deus fizeram uma aposta pela alma de Akuma, Miguel e Hanya, que adivinhem... Reencarnou e agora está na pele de duas possíveis candidatas. Carine, uma moça que trabalha para Akuma e Aine, uma moça que foi prometida a ele ainda na infância. E adivinhem quem é o anjo protetor da moça? Miguel.

Agora vou falar um pouco dos personagens:

Não quero que a autora me leve a mal, mas Akuma é muito frouxo. Ô, homem complicado. Prefiro o Miguel, pelo menos ele tem estilo. Tá bom que o cara é meio doido, mas pelo menos não comete tantos deslizes como o outro.

Quanto às moças, fico com as duas.  Aine, apesar da pouca idade e de ter tido uma vida ruim, peita o noivo todas as vezes que é besta. Carine também tem uma personalidade bacana. E enfrenta as coisas quando precisa. Como por exemplo, aparecer do nada no apartamento de um estranho com duas passagens de avião e decidida a ir junto.

Gostei como os fatos são soltos pouco a pouco durante o decorrer da trama. Dá aquela sensação, o que vai acontecer agora.

Apesar de ter amado o final, fiquei com aquela sensação de que poderia ser feita uma continuação. Porém, se tratando de Deus e o Diabo, acho que nunca haveria um final conclusivo. Sempre ficaria faltando algo.

sábado, 11 de outubro de 2014

(Resenha) Destrua-me - Tahereh Mafi


Não leia se você ainda não leu o 1º livro da Trilogia



Sinopse: Não tem. Motivo? Era puro Spoiler.

Resenha:

Estou mergulhada nas distopias, hahaha.

A bola da vez foi o conto inspirado na trilogia Estilhaça-me. Destrua-me, que é narrada por Warner, o vilão do primeiro livro da trilogia.

Destrua-me conta momentos após Warner ser baleado por Juliette (Isso acontece no 1º livro) e sua recuperação.

Desde que comecei a ler a trilogia, Warner foi o personagem que mais chamou minha atenção. É claro que no 1º livro ele parece um vilão comum, aquele bem clichê. Sou rico, poderoso, garboso e vocês são meus escravos. Mas após ler Liberta-me (o 2º livro) vemos que Warner não é tão mau ou bom. O cara só teve uma vida difícil, com um pai pra lá de podre.

Em Destrua-me  conhecemos um pouco mais de sua personalidade, sua obsessão por Juliette e de seu relacionamento com seus subordinados e com o pai, é claro.

O conto termina com um ótimo gatilho para o 2º livro da trilogia. Por isso recomendo que você leia Estilhaça-me, na sequência Destrua-me e depois Liberta-me.

Li Destrua-me via Kindle e o conto está quase sempre gratuito na amazon. Ao menos ainda estava na semana passada. 

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

(Resenha - Dupla) Insurgente e Convergente

ATENÇÃO CONTÉM SPOILERS




Sinopse – Insurgente: Na Chicago futurista criada por Veronica Roth em Divergente, as facções estão desmoronando. E Beatrice Prior tem que arcar com as consequências de suas escolhas. Em Insurgente, a jovem Tris tenta salvar aqueles que ama - e a própria vida – enquanto lida com questões como mágoa e perdão, identidade e lealdade, política e amor.


Sinopse – Convergente: A sociedade baseada em facções, na qual Tris Prior acreditara um dia, desmoronou – destruída pela violência e por disputas de poder, marcada pela perda e pela traição. No poderoso desfecho da trilogia Divergente, de Veronica Roth, a jovem será posta diante de novos desafios e mais uma vez obrigada a fazer escolhas que exigem coragem, fidelidade, sacrifício e amor.

Mês passado decidi ler a trilogia Divergente, que  só foi comprada e lida graças a um Spoiler épico, que estará nesta resenha dupla.

Primeiro vamos à Insurgente:

Neste segundo livro encontramos os personagens de onde paramos em Divergente, fugindo da sede da Audácia, depois que Erudição usou um soro para transformar os membros da Audácia em máquinas assassinas.

Tris, Quatro, Caleb e Marcus vão até a Amizade procurar abrigo. Onde a líder, está desesperada por respostas, do porquê Jeanine Matthews, líder da Erudição atacou a Abnegação. O problema é que tais respostas apenas Marcus, o pai mau-caráter de Quatro, as têm. E o cidadão não está tão ansioso em dá-las. Já que seu maior desejo é voltar a ser o líder do sistema das facções.

Do outro lado, temos a protagonista. Tris está só o pó. A garota não consegue se perdoar por matar seu melhor amigo, Will, e não está enfrentando muito bem a perda dos pais e o jeito, meio esquisito do irmão, que ainda tem uma queda pela erudição, sua antiga facção.

Além de tudo isso, Tris enfrenta problemas com Quatro, que decidi se aliar a mãe. Uma mulher tão mau-caráter quanto Marcus.

A continuação não me decepcionou, é tão boa quanto Divergente. E como aconteceu com o primeiro livro, não achei a trama parada, muito menos que a Tris fez muito drama. Sim, ela fica choramingando, mas quando o bicho pega, lá está ela lutando e bolando planos. É claro que alguns não são muito inteligentes, mas conseguem revelar a verdade.

O final termina com uma grande revelação: o que há do outro lado da cerca e que dá uma virada na trama.

Agora vamos a Convergente:

Dos três livros, este realmente foi mais parado. Alguns capítulos foram muito longos e que poderiam ter sido reduzidos e até cortados, mas nem por isso deixou de ser legal. 

No final do segundo livro temos a revelação de que há pessoas do lado de fora da cerca e que elas precisam de ajuda. O problema é que com o sistema das facções destruídas e com a mãe do Quatro no poder, ajudar as pessoas do lado de fora não será uma tarefa fácil.

Então, eis que surge um grupo de rebeldes chamados de Convergentes, que desejam restituir o antigo sistema das facções e averiguar o que existe do lado de fora.

Para essa missão Tris, Quatro, Cristina e mais algumas pessoas fogem da cidade e vão para o lado de fora, e o que descobrem não é nada legal.

Aquele grupo é resgatado por uma agencia do governo, que usou as pessoas da cidade com parte de um experimento para corrigir anomalias genéticas, causadas pelos próprios cientistas.

Estes cientistas querem devolver as pessoas genes saudáveis, capazes de desenvolver mais de uma habilidade. Os tais Divergentes. O problema é que com o passar do tempo Tris e seu grupo vão descobrindo que a tal agencia não é tão honesta e que ela foi responsável por ajudar Jeanine com o ataque a abnegação.

Agora chegou a hora de falar do Spoiler épico:

No mês de abril estava eu dando uma olhada em algumas páginas sobre livros, quando vejo um spoiler sobre Divergente, no qual dizia que a Tris morria no final.

Ao ver isso, fiquei mega, hiper curiosa pra ler. Motivo? Simples, achei um máximo a autora matar a protagonista. Quando lemos “livros modinha” o casalzinho ternura da trama sempre acaba junto no final. E isso já ficou enjoativo.

Ao contrário dos leitores achei diferente e corajoso o final que a autora escolheu para a sua protagonista. Não achei que a morte da Tris foi desnecessária. Combinou com ela, afinal, pra quem leu o segundo sabe o quanto ela ficou chateada quando o irmão a entregou nas mãos da erudição. E como ela mesma disse “Jamais te entregaria a morte”. Se a Tris não fosse no lugar do irmão, a autora iria se contradizer.

Outro problema que faz com que os leitores não aceitem o final, é porque as pessoas no geral, pensam que quando nós perdemos alguém que amamos, a vida perde o sentido. O que não é verdade. É difícil, mas nós continuamos. Ainda existe vida para aqueles que ficaram para trás. E é o que o Tobias ou Quatro faz. A cena final foi perfeita. Todos aqueles que sobreviveram na tirolesa jogando as cinzas da Tris. O que combina com ela, já que foi o lugar onde ela se sentiu livre.



(Resenha) Filme - Academia de Vampiros - O Beijos das Sombras


Título Original: Vampire Academy
Elenco: Zoey Deutch, Lucy Fry, Danila Kozlovsky, Sarah Hyland, Olga Kurylenko, Gabriel Byrne, Joely Richardson e Claire Foy.
Diretor: Mark Walters
Ano: 2014

Trailer:



Depois de seis meses, eu finalmente assisti Vampire Academy. E é pra comemorar.
Afinal, foi difícil encontrar uma cópia online com áudio bom e imagem decente.

O filme é a adaptação do livro da autora Richelle Mead (Vampire Academy) e pra quem é fã sabe o quanto esse filme foi aguardado. O problema é que o bendito não chegou aos cinemas aqui no Brasil. Tudo por culpa da distribuidora, que preferiu passa o filme do Justin Bieber, alegando que o filme não teve muito êxito lá fora e que poderia ter o mesmo fim aqui no Brasil.

Primeiro vamos a trama e depois ao meu desabafo.

A Trama:

A trama conta à história de Rose Hathaway e Lissa Dragomir. Amigas inseparáveis, que estão fugindo há um ano da escola onde estudavam. Lissa é o último membro de uma família real, de um mundo um pouco peculiar.

Na trama conhecemos três tipos de seres: Os Moroi – Vampiros do bem – Os Dampiros – Metade Moroi, metade humano e Guardiões, seguranças dos Moroi – e os Strigoi – Os vampiros do mal, que escolheram ou foram transformados.

Numa determinada noite, Rose e Lissa são encontradas por outros Guardiões e são levadas de volta à escola. Onde a que mais se lasca é Rose, já que como futura guardiã, foi irresponsável ao tirar Lissa da segurança da escola.

Rose quase é expulsa, mas depois de uma conversinha acaba continuando na escola. Um lugar não muito seguro para as duas, já que antes de fugirem da escola, alguém andava perseguindo Lissa e agora com seu retorno volta a atormentá-la.

Desabafo:

Agora chegou o momento em que vou xingar os fãs. Sim, os fãs, que são um bando de idiotas.
Antes de assistir ao filme, vi muitas criticas negativa. Dizendo que o filme ficou besta, com uma pitada de Meninas Malvadas, já que foi dirigido pelo mesmo diretor.

E vou ser honesta... Até agora estou procurando o detalhe Meninas Malvadas.
Uma coisa que quem vai ver um filme, que foi adaptado a partir de um livro tem que entender, é que o filme JAMAIS  será igual ao livro. Até porque ambos usam linguagens diferentes.

E não é porque você imaginou seu personagem de tal jeito, ele será assim. Vampire Academy têm milhares de fãs, e cada um deles deve ter imaginado cada personagem de um jeito. Agora imagina se os produtores fossem fazer os personagens do jeito que cada leitor imaginou. Seria um subtipo de Frankenstein.

O filme foi 90% fiel ao livro. Não tem essa coisa de facebook no filme, como vi muitos falarem. A Rose usa facebook, mas foi no tempo em que ela estava fora da São Vladimir. Dentro da escola não tem redes sociais. O máximo que os alunos têm é uma conta de e-mail. As briguinhas que ocorrem (As tais panelinhas) não são tão exageradas. E isso tem no livro. Até as cenas de ação e lutas estão lá.

A atuação da atriz que faz a Rose não foi tão ruim. Se for compará-la a Kristen Stewart, Zoey Deutch foi nota seis a sete.

O ator que interpreta o Dimitri fez uma boa atuação. O cara ficou perfeito. E parem de choramingar porque o Ben Barnes não foi escolhido. Eu gosto do Ben, mas ele não passa aquela sensação de força e medo. O cara tem carinha que mamãe cuida dele até hoje.

Sim, os efeitos especiais não são tão bons, mas o filme foi feito de forma independente. O que significa que o orçamento deve ter sido baixo. Os atores são em sua maioria desconhecidos, mas Crepúsculo também tinha em sua maioria atores novatos.

Se Vampire Academy foi ruim nos cinemas e recebeu criticas ruins, um pouco é culpa dos próprios fãs, que só reclamaram. Nenhum deles levou em consideração de que se o filme fosse bem nos cinemas, o próximo filme receberia um orçamento maior e assim, poderia melhorar os efeitos e até o visual dos atores.

Ah! E eu amei o final. Cara! Aquele bando de Strigoi na caverna, dá um ótimo gatilho para o que está por vir, isso é claro se tiver continuação. O que eu acho que não vai acontecer, já que os próprios fãs não apoiaram.

Vou deixar o link do filme. Eu assisti no site Filmes Online. Apesar da legenda não estar aquela maravilha, a imagem e som estão bons.