segunda-feira, 6 de outubro de 2014

(Resenha - Dupla) Insurgente e Convergente

ATENÇÃO CONTÉM SPOILERS




Sinopse – Insurgente: Na Chicago futurista criada por Veronica Roth em Divergente, as facções estão desmoronando. E Beatrice Prior tem que arcar com as consequências de suas escolhas. Em Insurgente, a jovem Tris tenta salvar aqueles que ama - e a própria vida – enquanto lida com questões como mágoa e perdão, identidade e lealdade, política e amor.


Sinopse – Convergente: A sociedade baseada em facções, na qual Tris Prior acreditara um dia, desmoronou – destruída pela violência e por disputas de poder, marcada pela perda e pela traição. No poderoso desfecho da trilogia Divergente, de Veronica Roth, a jovem será posta diante de novos desafios e mais uma vez obrigada a fazer escolhas que exigem coragem, fidelidade, sacrifício e amor.

Mês passado decidi ler a trilogia Divergente, que  só foi comprada e lida graças a um Spoiler épico, que estará nesta resenha dupla.

Primeiro vamos à Insurgente:

Neste segundo livro encontramos os personagens de onde paramos em Divergente, fugindo da sede da Audácia, depois que Erudição usou um soro para transformar os membros da Audácia em máquinas assassinas.

Tris, Quatro, Caleb e Marcus vão até a Amizade procurar abrigo. Onde a líder, está desesperada por respostas, do porquê Jeanine Matthews, líder da Erudição atacou a Abnegação. O problema é que tais respostas apenas Marcus, o pai mau-caráter de Quatro, as têm. E o cidadão não está tão ansioso em dá-las. Já que seu maior desejo é voltar a ser o líder do sistema das facções.

Do outro lado, temos a protagonista. Tris está só o pó. A garota não consegue se perdoar por matar seu melhor amigo, Will, e não está enfrentando muito bem a perda dos pais e o jeito, meio esquisito do irmão, que ainda tem uma queda pela erudição, sua antiga facção.

Além de tudo isso, Tris enfrenta problemas com Quatro, que decidi se aliar a mãe. Uma mulher tão mau-caráter quanto Marcus.

A continuação não me decepcionou, é tão boa quanto Divergente. E como aconteceu com o primeiro livro, não achei a trama parada, muito menos que a Tris fez muito drama. Sim, ela fica choramingando, mas quando o bicho pega, lá está ela lutando e bolando planos. É claro que alguns não são muito inteligentes, mas conseguem revelar a verdade.

O final termina com uma grande revelação: o que há do outro lado da cerca e que dá uma virada na trama.

Agora vamos a Convergente:

Dos três livros, este realmente foi mais parado. Alguns capítulos foram muito longos e que poderiam ter sido reduzidos e até cortados, mas nem por isso deixou de ser legal. 

No final do segundo livro temos a revelação de que há pessoas do lado de fora da cerca e que elas precisam de ajuda. O problema é que com o sistema das facções destruídas e com a mãe do Quatro no poder, ajudar as pessoas do lado de fora não será uma tarefa fácil.

Então, eis que surge um grupo de rebeldes chamados de Convergentes, que desejam restituir o antigo sistema das facções e averiguar o que existe do lado de fora.

Para essa missão Tris, Quatro, Cristina e mais algumas pessoas fogem da cidade e vão para o lado de fora, e o que descobrem não é nada legal.

Aquele grupo é resgatado por uma agencia do governo, que usou as pessoas da cidade com parte de um experimento para corrigir anomalias genéticas, causadas pelos próprios cientistas.

Estes cientistas querem devolver as pessoas genes saudáveis, capazes de desenvolver mais de uma habilidade. Os tais Divergentes. O problema é que com o passar do tempo Tris e seu grupo vão descobrindo que a tal agencia não é tão honesta e que ela foi responsável por ajudar Jeanine com o ataque a abnegação.

Agora chegou a hora de falar do Spoiler épico:

No mês de abril estava eu dando uma olhada em algumas páginas sobre livros, quando vejo um spoiler sobre Divergente, no qual dizia que a Tris morria no final.

Ao ver isso, fiquei mega, hiper curiosa pra ler. Motivo? Simples, achei um máximo a autora matar a protagonista. Quando lemos “livros modinha” o casalzinho ternura da trama sempre acaba junto no final. E isso já ficou enjoativo.

Ao contrário dos leitores achei diferente e corajoso o final que a autora escolheu para a sua protagonista. Não achei que a morte da Tris foi desnecessária. Combinou com ela, afinal, pra quem leu o segundo sabe o quanto ela ficou chateada quando o irmão a entregou nas mãos da erudição. E como ela mesma disse “Jamais te entregaria a morte”. Se a Tris não fosse no lugar do irmão, a autora iria se contradizer.

Outro problema que faz com que os leitores não aceitem o final, é porque as pessoas no geral, pensam que quando nós perdemos alguém que amamos, a vida perde o sentido. O que não é verdade. É difícil, mas nós continuamos. Ainda existe vida para aqueles que ficaram para trás. E é o que o Tobias ou Quatro faz. A cena final foi perfeita. Todos aqueles que sobreviveram na tirolesa jogando as cinzas da Tris. O que combina com ela, já que foi o lugar onde ela se sentiu livre.



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