Pular para o conteúdo principal

Entrevistei... Josiane Veiga

Além de fazer resenhas para livros de autores nacionais, agora vou fazer entrevistas.

Mas entrevistas com a minha cara, engraçadas e com perguntas doidas.
Uma vez ao mês o blog trará um entrevistado. Então se preparem, logo, logo, sairei a caça de autores pelas redes sociais.

A primeira "vítima" foi a autora Josiane Veiga.



Questionário Legal
 
Dados da “ Vítima”:

Nome: Josiane Veiga
Idade:28.
Time do Coração: Grêmio
Signo: Aquário
Profissão: Securitária

Perguntas sérias:


1 – Qual seu estilo literário?
Minha linguagem é mais atual, tento ser o menos arcaica possível. Gosto que o leitor visualize a cena como um todo, como se estivesse assistindo a história na tela de um cinema. Já escrevi fantasia, mas minha preferencia é por temas realistas, polêmicos. 


2 – Quando decidiu embarcar nessa loucura chamada Escrever?
Nunca escolhi. Mas, escrever é algo mais forte do que eu. Quem está de fora muitas vezes não entende. Já ouvi coisas do tipo "perdendo tempo trancada no quarto" etc... mas sinto que se não colocar em linhas o que está na alma, serei uma morta-viva.


3 – Qual foi o primeiro conto\livro que escreveu?
O primeiro livro foi "A caminho do céu", com 12 anos, vencedor de um concurso escolar. 


4 – Você tem algum ritual antes de escrever?
Não necessariamente, mas gosto de estar sozinha e com uma xícara de café ao lado.


5 – Fale um pouco das suas obras publicadas?


A Saga Jishu (Rendição, Redenção e Remissão - o último ainda a lançar) conta a história de cinco amigos que se conhecem na infância e fazem parte de uma banda que alcança o sucesso. Porém, mesmo sendo tão desejados por mulheres, são gays. Narro o dia a dia, a máscara da heterossexualidade que representam, também lido com a manipulação da indústria do entretenimento, etc.
 

A Insígnia de Claymor narra a história de uma família marcada pela excentricidade e incesto. É um dos mais polêmicos dos meus romances, que se passa exatamente na inquisição.
 
A Rosa entre Espinhos é o clichê. Empregada que se apaixona pelo patrão. É mais imaturo, escrevi a muito tempo atrás e as vezes até me envergonho por ele..rsrss

 Traços é outro romance dedicado ao público gay. Tan é um jovem abusado pelo pai que foge para as montanhas e lá se apaixona por um elfo. Porém, o amor deles não é aceito.
 
A Senhora das Montanhas é uma homenagem a Luciane Rangel, e conta a história pós Guardians de Live, a guardiã de aquário. 


6 – Essa pergunta é meio batida... Mas qual foi sua maior dificuldade no mundo literário?
Até hoje luto para que meus livros sejam vistos como obras, não como materiais pornográficos. 


7 – Alguma vez já teve vontade de chutar o pau da barraca e largar essa vida de escritor?
Não. Eu não vivo disso, eu tenho um bom emprego, e se por acaso a partir de amanhã não vender mais nenhum livro, não terei nenhum problema. Escrever pra mim é apenas por diversão, então nada me estressa ao ponto de perder o sono, e tudo que ganho serve basicamente para repor as despesas com gastos dos próprios livros.
Porém, sei que aqueles que vivem da literatura hoje, a coisa não é tão simples. Ando lendo muitas reclamações de escritores ultimamente.


Agora é a vez das perguntas loucas:


Comida favorita? As da minha mãe.
Fico de TPM... Quando? Todo mês... e daí choro, brigo, faço escândalo.. kkk
Se você pudesse, qual celebridade ou personagem de livro você mataria? Algumas atrizes japoneses.
Meu bicho favorito é...gatos.
Meu livro favorito é... O senhor dos anéis.
Meu autor favorito é... Moacyr Scliar.


Confronto dos Personagens:


Em um duelo entre Alexei Claymor (A Insígnia de Claymor) e Legolas (O Senhor dos Anéis). Quem levar a melhor?
Amo Legolas. Na literatura, Legolas. Mas, na vida real, Alexei ganha. Ele é mau e joga sujo. Ele daria um jeito de vencer Legolas.


E para terminar:


Quem é você de verdade?
Josiane Veiga, louca, yaoista, arashiando e LoverOhmiya. Essa sou eu^^


Espero que tenham gostado de conhecer um pouco mais sobre a autora.
E até o mês que vem com mais uma entrevista.

Fui!!!



Comentários

  1. Ótima entrevista! A autora disse tudo quando falou que escreve por diversão e não por $$$$ Penso que a primeira coisa que um autor Br tem que fazer antes de começar a escrever, é arruma um emprego kkk

    Abraços, sucesso!

    ResponderExcluir
  2. Rsrsrs, Esteros, só quem escreve entende...
    Obrigada Cat pela divulgação do meu trabalho ♥

    ResponderExcluir
  3. Se esquecermos a parte do $$$$ e fizermos pela diversão. Vamos evitar muitas frustrações.

    Desde que eu comecei - Isso há 4 anos - Nunca pensei na parte financeira. Gostaria de ganhar dinheiro com meus livro? Sim, é claro! Mas eu sei que é difícil, então não fico pensando muito a respeito. Se acontecer, maravilha... Se não... Maravilha também.

    ResponderExcluir
  4. Que entrevista legal! Amei mesmo sua ideia. E fico triste do fundo do meu coração que algumas pessoas não valorizam alguns maravilhosos trabalhos de autores que não moram muito longe e escrevem maravilhosamente bem. Pena! Mas adorei mesmo a entrevista espero por mais e mais...

    ResponderExcluir
  5. Adorei a entrevista! A capa de "A Insígnia de Claymor" foi mudada? Viu, Cat? Quando li o livro, eu disse que havia adorado o texto e achado a capa ruim. Você não achou muito legal meu comentário, mas, convenhamos, parece que eu tinha razão. A capa nova dá de 10 a 0 na antiga. Parabéns a você e à Josy pela entrevista!

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Resenha - Filme: Negação

Título: Negação (Denial)  Elenco: Rachel Weisz, Tom Wilkinson, Timothy Spall e Andrew Scott. Direção: Mick Jackson. Ano: 2016 Sinopse: Deborah Lipstadt é uma conceituada pesquisadora que em seu livro ataca veementemente o historiador David Irving, que prega que o holocausto não existiu e é uma invenção dos judeus para lucrar mais. Julgando-se prejudicado pelo que foi publicado, Irving entra com um processo por difamação contra Deborah. Só que, pelas leis britânicas, em casos do tipo é a ré quem precisa provar a veracidade da acusação. Logo ela se vê em uma disputa judicial que, mais do que envolver dois estudiosos da História, pode colocar em dúvida a morte de milhares de judeus durante a Segunda Guerra Mundial.  Resenha:   Antes de começar a resenha, gostaria de escrever um trecho do filme (Prometo que isso tem um propósito), vamos ao trecho. A Negação do holocausto repousa sobre 4 afirmações básicas. Nº 1 - Que nunca houve qualquer tentativa sistemát

(Resenha) Contando Estrelas - Luciane Rangel

  Título: Contando Estrelas. Autora: Luciane Rangel. Páginas: 264. Editora: Qualis. Sinopse: A ideia de um trabalho voluntário nunca passou pela cabeça de Elisa. Na verdade, era algo que ela jamais faria, não fosse essa uma exigência louca de uma das professoras da escola. O trabalho em dupla poderia ter sido com uma de suas amigas ou com o lindo do Miguel... Mas quis o destino, e o sorteio feito pelas mãos da professora, que o escolhido para ser seu par fosse o aluno novato da turma, um sujeito meio esquisito, calado, e que passava os intervalos das aulas no estranho hobby de dobrar estrelas de papel, como se elas tivessem algum significado. Mal sabia ela que o trabalho realizado em um hospital infantil, junto à companhia do “esquisitão”, fosse acrescentar muito mais à sua vida do que as aulas do colégio. Ele parecia enxergar nas pessoas muito além do que olhos comuns poderiam ver, e suas estrelas pareciam fazer parte de algo maior do que um simples hobby. Algum tipo de missão, um ta

(Resenha) Filme - Meu Nome é Ray

Título: Meu Nome é Ray. Elenco: Elle Fanning, Naomi Watts, Susan Sarandon, Sam Trammel e Linda Emond.  Direção: Gaby Dellal. Ano: 2015. Sinopse: Ray nasceu mulher, mas nunca se identificou com o gênero e se prepara para fazer a cirurgia de redesignação de gênero. Sua mãe Maggie, tenta encontrar a melhor forma de lidar com a questão, mas a avó homossexual de Ray, Dolly, recusa-se a aceitar a resolução e cria um conflito familiar. Resenha: Este é mais um filme que tenta falar sobre os transgêneros e infelizmente não cumpre com sua tarefa. A questão dos transgêneros, assim como de outras sexualidades ainda se mantém complexos e confusos para boa parte das pessoas. Transsexualidade só não é confuso para quem é. Assim como não é confuso para os pansexuais, assexuais, demisexuais, e tantos outros que não lembro agora.  Precisamos entender que durante muito tempo só existia na cabeça das pessoas, homossexuais, héteros e bissexuais, sendo que  o 3º sempre foi visto como conto da carochin