sexta-feira, 27 de setembro de 2013

(Resenha) Nevermore - Kelly Creagh


Sinopse: A líder de torcida Isobel Lanley fica horrorizada quando descobre que seu parceiro para o projeto de inglês é Varen Nethers e que o projeto deve ser entregue – Tão injusto – no dia do jogo contra o rival do colégio. Frio e indiferente, cínico e com a língua afiada, Varen deixa claro que ele também preferia não ter de estudar com ela. Porém quando Isobel descobre um texto estranho escrito no diário de Varen, passa a ver com outros olhos esse enigmático garoto de olhar expressivo.
Logo Isobel começa a inventar desculpas para poder encontrar Varen. Afastando-se cada vez mais de seus amigos e do namorado possessivo. Isobel entra mais fundo no mundo de sonhos que Varen criou nas páginas de seu diário, um mundo onde as aterradoras histórias de Edgar Allan Poe ganham vida.
Enquanto seu mundo começa a desmoronar ao seu redor, Isobel descobre que os sonhos, assim como as palavras têm mais poder do que ela imaginava, e que as realidades mais assustadoras são aquelas criadas pela mente. Agora ela precisa encontrar uma maneira de chegar a Varen antes que ele seja consumido pelas sombras de seus próprios pesadelos. A vida dele depende disso.

Resenha:

Estava dando umas voltas no centro da minha cidade, quando entrei numa livraria (O paraíso para bookaholics como eu). Dei uma olhada em alguns livros, até que um de capa vinho e com um corvo chamou minha atenção. Peguei o livro, li a sinopse e antes que a vendedora aparecesse com a famosa frase “Posso ajudar?”, já tinha lido o prólogo e a pulguinha ficou alvoroçada. Resultado? Comprei o livro.

Depois de comprá-lo entrei no Skoob para dar uma olhada nas resenhas e fiquei com medo. Um bando de gente dizia que o livro era chato, estranho e que a autora não soube executar a trama. Agora que li posso dizer... Beberam?

É claro que a principal reclamação é que a autora diz se basear em Edgar Allan Poe, mas que no fundo a trama não tem nada de Poe. Desculpa reclamões de plantão, mas acredito que a ideia da autora não era se basear nas obras e sim, no mistério que cerca a morte do escritor.

Nevermore” conta à história de Isobel, garota popular, loira, líder de torcida, que tem os amigos mais descolados e o namorado perfeito. Mas tudo muda quando ela é obrigada a fazer o trabalho de literatura com o cara mais esquisito da escola. Um gótico chamado Varen.

Vi muitas resenhas dizendo que Isobel é chata e insuportável. O engraçado é que eu gostei dela. Não consigo entender onde a garota é chata. Acho que isso é preconceito com personagens loiras e populares. Isobel é popular, mas quando precisa se impor diante de algo errado, a garota parte para a briga.
Por outro lado Varen sempre é elogiado nas resenhas. Não é pra menos. Ele é irônico, sarcástico e divertido. Mesmo com seu visual incomum.

O motivo do livro receber muitas resenhas negativas (Creio eu). Deve-se ao fato da trama ser complexa demais e que apenas um outro escritor pode entender. Vou explicar:

Varen tem dificuldades, coisas que o deixam bem deprê e como uma forma de fuga, ele mergulha nas páginas das obras de Poe. E é aí que vem a premissa do livro (Que é genial). De acordo com a autora, Poe foi sugado por sua imaginação para o mundo dos sonhos, que é comandado por um demônio. E quando Varen mergulha nas páginas dos livros, também é sugado para esse mundo.

A autora soube misturar ficção com fatos reais. Depois que acabei de ler o livro fiz uma pequena pesquisa sobre a morte de Edgar Allan Poe e... Bem, acho que vou ficar com medo dos meus sonhos por um tempo.

Não é só de pontos positivos que vive o livro. O detalhe que me deixou um pouco decepcionada foi que imaginei (Por causa da sinopse) que Isobel inventaria mais mentiras para despistar os amigos, mas não é o que acontece.

Fora isso, o livro é muito bom. Só que é preciso usar a cabeça para entender a trama. Afinal, a autora não entrega o ouro no primeiro capítulo.




Meus Abandonados

Para dar uma variada e também para dar umas risadas, vamos conferir meus livros abandonados.
Ao contrário de muitos, eu não tenho o menor remorso de abandonar um livro. Se a leitura está chata, fecho o livro e encosto.
Vamos a mina lista:


1 – Amanhecer – Stephenie Meyer

Este livro está encostado pelo simples fato de que Bella conseguiu estourar o meu saco (Que eu nem tenho) com seu jeito songo-mongo de ser.
Apesar de ter lido mais da metade, não tenho a menor vontade de terminá-lo.












2 – Tormenta – Lauren Kate.

Li o 1º livro da Série Fallen numa boa. Confesso que não achei aquela coisa toda, mas foi uma leitura prazerosa e sem estresse. Agora não posso dizer o mesmo da continuação.
Cheguei à página 70 com muito custo. A protagonista (Que já não era lá muito legal) ficou ainda mais insuportável. Se ela pudesse me escutar diria “Para de reclamar a falta do Daniel e se enforca logo num pé de cebola. Assim a série acaba”. Só não o queimei no meio do meu quintal porque minha sobrinha quer lê-lo.

PS: Eu não queimo livro. É maneira de dizer. O máximo que eu faço é trocá-lo por outro no Skoob. Assim ele pode fazer outra pessoa feliz.


3 – Trilogia Irmãos Angelis – Lady Graciosa

Este foi o primeiro nacional que abandonei. E acreditem, eu tentei lê-lo. Não queria encostá-lo por ser de uma autora nacional. E eu sei o quanto dá trabalho publicar um livro no Brasil. Mas não deu. Os personagens são muito clichês e no pior sentido.











4 – Amor Vampiro – Antologia

O problema de se comprar uma antologia é que você encontra 1 ou 2 contos que preste e os outros dá vontade de rasgar e tacar fogo.
Comprei o livro por conter um conto do André Vianco. E como sempre vi elogios ao trabalho dele, decidi comprar.
O conto dele – A Canção de Maria – É incrível. O autor fez ao estilo primeiros contos góticos sobre vampiros. Sem presas ou capas esvoaçantes. Apenas um ser fantasmagórico, que suga a energia vital dos outros.
Outro conto legal é da autora Giulia Moon – Os Dragões Tatuados. Agora os outros... Lia cinco páginas e pulava para o seguinte. Resultado? Mais um abandono.

5 – A Garota dos Pés de Vidro – Ali Shaw

Este livro é o único que abandonei por motivos de força maior.
Para quem não sabe, o livro conta a história de uma menina com uma doença rara nos pés e que está se espalhando pelo corpo. Desesperada para encontrar uma cura, ela viaja até uma cidade melancólica, onde há boatos de uma suposta cura.
O tema é triste, os personagens mais ainda e a cidade com aquele ar melancólico.
Agora junte tudo isso e adicione um evento triste na sua família enquanto lê o livro. Resultado? Abandono na certa. Mas um dia vou tirá-lo do purgatório.





6 – Toda Sua – Sylvia Day

Este é um livro que não vai sair do purgatório nem com reza brava.
Nada contra eróticos, mas essa nova onda que surgiu após 50 tons é muito bizarra. Os personagens são muito parecidos e a temática também.











7 – Desculpa Se Te Chamo de Amor – Federico Moccia

Motivos que me fizeram abandonar o livro:
1- Personagens sem graça
2 – Sinopse engana trouxa
3 – Revisão ou tradução porca (Difícil saber) Essa foi à gota d’água. Você está lendo um diálogo, mas não sabe a quem ele pertence. Fora as frases que são narradas em 1ª pessoa e do nada volta para a 3ª pessoa.







É isso! Espero que tenham gostado =) 


(Resenha) Anjo Negro - Mallerey Cálgara


Sinopse: Até onde você iria para salvar a pessoa que ama? Até que ponto se sacrificaria e tudo porque você lutou e acreditou?
Para muitos, quando tudo parecia ser o fim, para Darian foi apenas o começo. Filho de um anjo que se apaixonou e se envolveu com um humano, e após ser transformada em mortal, comete o suicídio. Com a passagem livre entre os dois mundos, Darian recebe uma proposta do arcanjo Miguel de recolher dez mil almas que querem ser salvas e colocá-las numa caixa angelical. Ele vê nesta proposta um meio de amenizar o sofrimento de sua mãe que se encontra no vale dos suicidas.
Contando com a ajuda de seu anjo da guarda, Hadji, ele parte em uma jornada de aprendizagem, mas com grandes conflitos e indecisões. Porém não só os anjos do bem o observam, e uma nova proposta de maior peso lhe foi feita por Iblis, o senhor dos infernos.
... Apenas dez mil almas simples, comuns, por uma especial, uma troca justa.”
Cabendo somente a ele tomar a decisão de não lhe entregar a caixa ou de salvar sua mãe e tornar-se um Anjo Negro.


Resenha: 

Acho que vou chocar mais uma vez meus colegas autores.
Acreditem, as coisas podres que posto aqui no blog sobre o meio literário não é mentiroso. Bem que eu gostaria. E acreditem, estou suavizando a situação. Porque se desse nome aos bois, a coisa ia ficar tão fedida, que nem o desodorante mais cheiroso e eficaz daria jeito. E antes que os recalcados digam que estou dando uma de hipócrita, já que tenho amizade com quem não presta. Já vou avisando uma coisa: A pessoa a quem vocês se referem nunca me enganou, afinal, jamais pedi favor algum. E quem se diz lesado, na verdade, queria ser quente por associação. Não nasci ontem e sei que muitos autores só ficam amigos de outros porque querem algo em troca.

A primeira vez que ouvi falar do livro da autora Mallerey Cálgara "Anjo Negro" foi no ano passado, mas como sempre levei um tempo para comprá-lo. E depois ele ficou esperando sua vez de ser lido.

Dois dias antes de começar a leitura, estava eu à toa diante do notebook, quando fui parar num blog muito "interessante". Lá encontrei um post criticando uma premiação literária e seus participantes. Enfim, li o post numa boa, daí fui ler os comentários e num deles dizia mais ou menos isso "Essa premiação é uma piada. É a mesma panelinha de sempre. E não entendo como o livro Anjo Negro está entre os indicados. O livro não tem trama".

Criticar premiações é válido. Até porque acho ridículo. É mais um pretexto para os autores pisarem uns em cima dos outros e dançar macarena usando uma tanguinha (Talvez um dia eu conte um fato que descobri sobre uma premiação).
Quanto a criticar "Não tem trama", achei estranho. Parecia mais como uma campanha "Eu odiei o livro, então não leiam". Já li diversos livros que odiei, mas jamais digo não leiam ou não tem trama. Querendo ou não, todo o livro tem um pouco de trama, mesmo que seja ruim. Sempre recomendo o livro seja ele bom ou ruim. Afinal, cada um interpreta o texto do seu jeito. E talvez outro leitor capte o que eu não consegui.

E agora que li "Anjo Negro" posso dizer... Onde é que esse livro não tem trama? Talvez meu gosto literário seja duvidoso. Afinal, sou fã de Harry Potter, mas na minha opinião de "Não sabe do que está falando", um livro sem trama é aquele que parece um cachecol mal feito.

Um livro precisa ter começo, meio e fim. E além disso, os parágrafos, frases, palavras precisam estar conectadas umas com as outras. Sem deixar lugar para lacunas. As cenas, lugares, personagens não podem brotar do nada. E não encontrei esse tipo de problema com o livro da Mallerey. É claro que num capítulo vemos o personagem Darian aceitando sua missão como anjo e no próximo já se passaram vários anos, mas isso fica explicado logo no segundo parágrafo.

Talvez pelo livro ter poucas páginas alguns podem pensar que ele está muito resumido e que a autora deveria ter adicionado mais algumas cenas. O que é ridículo, já que o que ela escreveu foi suficiente. Prefiro um livro com 200 páginas com conteúdo certo do que 400 páginas de pura encheção de linguiça.

Agora vamos a um ponto negativo: Encontrei diversos erros de revisão. E foram erros graves, já que normalmente, eles passam batidos pela minha pessoa.

O final pode ser frustrante, ou não. Depende do seu ponto de vista. Eu curti.
Anjo Negro é um ótimo livro sobre o tema anjos e demônios. E sai um pouco das histórias melosas como Fallen e Hush, Hush.


SKOOB

sábado, 14 de setembro de 2013

Meu Vício É Você...

O maior problema de um Bookaholic é passar em frente a uma livraria e encontrar vários títulos em promoção.
E se o sujeito ainda estiver com dinheiro, é aí que ele não resiste mesmo.

Foi isso que aconteceu comigo ontem. Passei diante de uma livraria e vi títulos no valor de 19,90 e 21,90. E como tinha uma grana, que que eu fiz? Comprei, é claro. 

Vamos a loucura....



Garota Exemplar - Gillian Flynn

Vi muitos elogios para esse livro. Espero que ele seja tudo o que dizem.

Liberta-me - Tahereh Mafi

Comprei este livro numa mistura de ansiedade, curiosidade e medo. Já que tive a impressão ao ler o primeiro, que sua continuação seria previsível e até boba. Espero estar errada.

As Aventuras do Caça-Feitiço - A Maldição - Livro II - Joseph Delaney

Esta daqui é outra série que acompanho. Gostei muito do primeiro livro. Vamos ver como será sua continuação.

Agora todos eles empilhadinhos. Era pra ter mais um, mas a Saraiva fez o favor de me sacanear e não entregar o livro. Na segunda-feira começo minha missão de tê-lo aqui em casa. 




(Resenha) A Culpa É das Estrelas - John Green




Sinopse: A culpa é das estrelas narra o romance de dois adolescentes que se conhecem (e se apaixonam) em um Grupo de Apoio para Crianças com Câncer: Hazel, uma jovem de dezesseis anos que sobrevive graças a uma droga revolucionária que detém a metástase em seus pulmões, e Augustus Waters, de dezessete, ex-jogador de basquete que perdeu a perna para o osteosarcoma. Como Hazel, Gus é inteligente, tem ótimo senso de humor e gosta de brincar com os clichês do mundo do câncer - a principal arma dos dois para enfrentar a doença que lentamente drena a vida das pessoas.

Resenha:

Já faz tempo que vejo resenhas e um monte de gente elogiando esse livro. E há alguns dias fui atacada, por ter confessado que não estava nem aí para o livro. Minha caixa de e-mails ficou abarrotada de recados de vários leitores, dizendo o quanto o livro era tudo. Não sei se isso acontece com outras pessoas, mas quanto mais ouço e leio elogios para um livro, mais a pulguinha da curiosidade vai me corroendo (Não acredito que me apoderei dessa frase, hahahaha!).

Enfim, agora que descobri os prazeres do E-book e descobri que dá para baixar livros até de graça, pude ler, finalmente, “A Culpa É das Estrelas” do autor John Green.

No livro conhecemos Hazel e Augustus, dois jovens que lutam contra o câncer. Os dois se conhecem num grupo de apoio e começam um relacionamento. Não pensem que vão encontrar um romance cheio de promessas e palavras meladas. Não, o relacionamento dos dois mais parece uma grande amizade. E é como acho que deve ser. Não adianta você fazer declarações melosas, se no seu coração o sentimento não é sincero. Às vezes uma boa tirada de sarro, é dez vezes mais romântico do que um “Você é meu tudo”.

Além de partilharem o câncer, o amor, os dois se tornam loucos por um livro chamado Uma Aflição Imperial, cujo, o final é inexistente. O livro conta à história de uma menina que luta contra o câncer, mas de uma hora para outra a história acaba. E aí fica a grande questão que atormenta Hazel e Augustus... O que aconteceu com o resto dos personagens? Os dois ficam tão obcecados por informações, que chegam a escrever para o autor, na esperança de obter respostas. É claro que início eles não conseguem, já que o autor é um cara recluso e bizarro.

O que eu achei do livro? Bem... O livro é... Louco! É claro que o final é meio que previsível. Tipo, você sabe que alguém vai morrer, já que o livro fala de dois jovens apaixonados com câncer. A questão é... Qual dos dois vai bater as botas primeiro? E acho que é isso que o torna tão incrível. Não é o romance, mas a maneira sarcástica, mórbida, irônica e até engraçada, como os personagens lidam com a morte. Que é a única coisa certa nesta vida. (Depois dos impostos, é claro). – E eu roubei mais uma frase, agora do filme “Encontro Marcado”.

Agora estou satisfeita. Acalmei a pulguinha curiosa e não me dei mal. Afinal, o livro é tudo aquilo que os leitores falavam. E minha caixa de e-mails pode descansar em paz.

domingo, 8 de setembro de 2013

(Resenha) A Fada - Carolina Munhóz


Sinopse: Alguns jovens ganham presentes caros, passagens aéreas ou festas surpresa em seus aniversários de 18 anos. Melanie Aine ganhou o falecimento do pai, uma estranha tatuagem e a descoberta de que não era um ser humano. Como se tudo isso não fosse suficiente, Melanie ainda descobriu, por detrás da enevoada e mística cidade de Londres, um mundo fantástico que até poderia ignorar, se não fosse parte importante dele. Um legado que traz com ele diversas tragédias e problemas pessoais ao qual ela não espera se adaptar, mas não sabe se terá opção. A única parte recompensadora parece ser seu encontro com um homem misterioso, oriundo de uma família bruxa poderosa, cuja relação caminha em uma linha bamba e tênue que separa afeto e fúria. Um afeto que pode levá-la à transcendência e à vida eterna. Uma fúria que pode conduzi-la a morte e ao esquecimento. Dentre muitos feitiços, lutas, criaturas mágicas e eventos sobrenaturais, A Fada é uma história de descobertas e superações, sobre como o amor pode fazer várias pessoas redescobrirem a vida e a magia nela. “Uma história repleta de magia e espiritualidade.

Resenha:

Agora vamos a um livro nacional.

Antes de falar do livro vou contar um fato: Pra quem não sabe também sou escritora e desde que tirei meu primeiro livro do Clube de Autores e publiquei por uma editora, ando recebendo alguns convites para participar de eventos. O que é legal e frustrante ao mesmo tempo. Legal, porque posso mostrar meu trabalho e conhecer outros autores e seus trabalhos. E Frustrante, porque às vezes sou ignorada por meus colegas de profissão. Não gosto de receber olhares carregados de desdém. Isso me faz lembrar a época do ensino médio e também não fico nada feliz ao ouvir outros colegas criticando o trabalho dos outros com doses carregadas e inveja e dor de cotovelo. (Pronto! Falei! Estou até me sentindo mais leve).

No final do ano passado comprei o livro “A Fada” da autora Carolina Munhóz. E o mais legal de tudo, comprei numa livraria física. O que é, por si só, um milagre. Ah! E ele estava exposto na vitrine da livraria e todo enfeitado. Era época de Natal.

Como sempre comprei o livro e ele ficou lá, na minha pilha de livros esperando sua vez de ser lido. Enquanto ele aguardava, fui participando de eventos  e num deles conheci um autor, que fez uma observação... Um tanto bizarra! Ela foi mais ou menos assim:

Eu: Tenho um bando de livros nacionais
O colega: Quais?
Eu: Dragões de Titânia, Kaori, 90 anos antes, Immortales, A Última Nota, A Fada (Aí fui interrompida)
O colega: Já li A Fada (Com a voz carregada de desgosto). Como percebi o tom de desgosto na voz perguntei...
Eu: O livro é chato?
O colega: Mais ou menos. O livro é igual à autora... Perfeitinho, sem graça e fútil.

Confesso que fiquei com a pulga atrás da orelha. E acreditem, quando ela fica atrás da orelha, normalmente, descubro que o livro/autor só é tratado dessa maneira por causa da inveja.

Não li “A Fada” logo em seguida, demorou alguns meses. Mas acelerei a leitura, porque li o livro do colega critico. E posso dizer... Foi torturante. A ideia é legal, mas a execução foi terrível. Os detalhes foram jogados de qualquer jeito. Parecia que o autor jogou uma bomba atômica no livro e simplesmente deixou os destroços e nem se importou de arrumar.

E como estava acabando  outro livro, decidi... O próximo será “A Fada”.

Mas, infelizmente o livro não me agradou. Ele não é ruim. A autora foi bem criativa na construção da trama, mas a história de amor de Arthur e Melanie é muito rápida. Não vou dizer que é fora da realidade. Até porque sei que por trás da paixão súbita, há um feitiço bizarro. Então dá pra engolir.

A minha decepção é por causa do meu gosto, não pela autora ser ruim ou incompetente.
Também devo levar em conta que a autora escreveu o livro quando tinha 16 anos. Eu, que escrevi meu primeiro livro com 28 anos já fiz um monte de besteira. Imagina alguém com 12 anos a menos?

Também senti falta de um pouco de ação. Pensei que haveria algum tipo de guerra. Ou até mesmo que Mel seria ameaçada por algum opositor.
Quem vê a resenha vai ler e pensar... Por que raios você deu 4 estrelas lá no skoob, se o livro te decepcionou? Simples. Gostei do final. Vi muita gente dizendo que achou o final previsível e perfeitinho. Se fosse, Mel não teria o fim que teve. Ela teria terminado... Bem, quem leu sabe.

 Mesmo com as decepções, recomendo o livro. Afinal, não sou nazista para impor meu gosto aos outros.

A conclusão que chego sobre o colega que criticou: Era inveja. Até porque tanto ele como a Carolina tem o mesmo estilo literário. E sei que alguns autores pensam da seguinte maneira “Como aquele cara ousa escrever um livro para o público adolescente? Eu é que devo. Eu, somente EU tenho esse poder e ninguém mais” “Agora, só de raiva, vou perseguir o outro e vou criticar qualquer coisa que ele faça. Vou até criticar suas roupas, cabelo ou a posição que ele vai ao banheiro”.


(Resenha) Cidade dos Ossos - Cassandra Clare

Sinopse: Um mundo oculto está prestes a ser revelado... Quando a jovem Clary decide ir para Nova York se divertir numa discoteca, ela nuca poderia imaginar que testemunharia um assassinato - muito menos um assassinato cometido por três adolescentes cobertos por tatuagens enigmáticas e brandindo armas bizarras. Clary sabe que deve chamar a polícia, mas é difícil explicar um assassinato quando o corpo desaparece no ar e os assassinos são invisíveis para todos, menos para ela. Tão surpresa quanto assustada, Clary aceita ouvir o que os jovens têm a dizer... Uma tribo de guerreiros secreta dedicada a libertar a terra de demônios, os Caçadores das Sombras têm uma missão em nosso mundo, e Clary pode já estar mais envolvida na história do que gostaria.

Resenha:

Não decidi ler este livro por estar na boca do povo ou por causa do filme, mas sim, porque me disseram que o livro foi originalmente uma fic de Harry Potter.
Sei também, que muitos Potterheads bestas não gostam das comparações com HP, mas meus filhos... Só um cego pra não ver as semelhanças.

Cara, foi muito legal ler o livro e encontrar detalhes, por menores que fossem que me levaram àquela época mágica em que ficava feito uma bobona debruçada sobre os livros de  Harry.

É claro que a autora criou seu mundo próprio. Com uma grande variedade de seres sobrenaturais. Ponto pra ela, que soube fazer essa mistura sem deixar o livro estúpido. E acreditem, isso pode acontecer. Uma prova disso é a Série House Of Night das autoras, P. C. Cast e Kristin Cast.

Enfim, poderia falar sobre a trama, mas como já temos muitas resenhas para o livro, vou me concentrar mais nos pontos positivos e negativos da trama.

Para aqueles que já leram milhares de resenhas do livro, sabem que a trama conta a história de Clary, uma adolescente comum, que vai até uma danceteria com seu melhor amigo curtir a noite, quando vê um grupo de jovens estranhos, matando outro cara, e que apenas ela viu o ocorrido. Depois disso sua mãe desaparece misteriosamente e ela é apresentada ao um mundo bizarro, com demônios, Nephelins, Bruxos, Vampiros, lobisomens, fadas e por aí vai.

O ponto negativo na trama ou a escorregada na jaca da autora, foram as cenas iniciais. Juro que tive vontade de esmurrar a parede, na hora em que Clary segue os caçadores das Sombras até uma sala na danceteria e tenta argumentar com eles. Tipo, a garota é (Até aquele momento pelo menos) uma garota normal, comum e do nada tenta argumentar com três jovens armados. Uma garota comum sairia correndo ou gritando. Mas esse tipo de erro já virou clichê de algumas escritoras. Elas querem criar garotas comuns para que as que leem os livros se identifiquem, mas aí faz sua protagonista dar uma dessas. E aí você, que é uma garota comum, lê isso e pensa “What a Hell!”

Depois dessa cena, quase abandonei o livro. Pensei que tinha pegado outro Crepúsculo da vida ou Fallen. Sorte minha que a autora compensou seu escorregão, com uma trama cheia de ação, diálogos legais e as sacadas sarcásticas de Jace.

Os pontos positivos foram as cenas de ação. Ao contrário de outras séries famosas para o público teen. Os Instrumentos Mortais foi feito não só para agradar as meninas. Acho que é a série mais democrática que li até agora. Apesar de ter um triângulo amoroso, a autora não encheu o romance com aquelas doses de mel com açúcar, que tanto me deixam enjoada.

Agora vou correr atrás da continuação. Já estava meio triste porque tinha acabado de ler a Série Vampire Academy. Agora já encontrei uma substituta a altura.

PS: Ao contrário de muitas leitoras, não achei o Jace lindo e maravilhoso. Gosto das tiradas sarcásticas dele. Lindo? Acho que não. Não gosto muito de loiros, hahaha!!