sexta-feira, 21 de março de 2014

(Resenha) Filme - Amor e Inocência



Título Original: Becoming Jane.
Elenco: James Mcavoy, Anne Hathaway, James Cromwell, Julie Walters e Maggie Smith.
Diretor: Julian Jarrold
Ano: 2007

Resenha:

Adoro um filme biográfico. Alguns são 100% fieis, outros nem tanto.
Amor e Inocência é um desses. O filme tenta contar a história da escritora Jane Austen. O que chega a ser estranho, já que a vida da escritora é um grande mistério.

Alguns especialistas nas obras da autora, gostam de afirmar que seu romance “Orgulho e Preconceito”, na verdade seria como uma “autobiografia” e é esse conceito que vemos no filme.

Não significa que o filme não seja bem feito e bacana, até é, mas não deveria ser considerado como biográfico e sim, como um filme fictício.
Mas apesar deste pequeno detalhe, o filme tem algo a seu favor. Nele vemos como era difícil para uma mulher se tornar escritora. Aquelas que escolhiam a profissão tinham muitas vezes que usar pseudônimos para ficar no anonimato e não sofrer com o preconceito da época. Já que as mulheres não tinham tantas opções.

Uma das minhas cenas favoritas é quando Jane vai visitar uma de suas escritoras favoritas e descobre que, apesar da mulher escrever livros cheios de mistério e aventura, vive uma vida tranquila e até meio chata. O que prova que nem sempre o seu escritor ou artista favorito é igual ao que você tem em mente.

Trailer


(Resenha) Feita de Fumaça e Osso - Laini Taylor



Sinopse: Pelos quatro cantos da Terra, marcas de mãos negras aparecem nas portas das casas, gravadas a fogo por seres alados que surgem de uma fenda no céu.
Em uma loja sombria e empoeirada, o estoque de dentes de um demônio está perigosamente baixo. E, nas tumultuadas ruas de Praga, uma jovem estudante de artes está prestes a se envolver em uma guerra sem precedentes.
O nome dela é Karou. Seus cadernos de desenhos são repletos de monstros que podem ou não ser reais, ela desaparece e ressurge do nada, despachada em enigmáticas missões, fala diversas línguas, nem todas humanas, e seu cabelo azul nasce exatamente dessa cor. Quem é ela de verdade? A pergunta a persegue e o caminho até a resposta começa no olhar abrasador de um completo estranho.

Resenha:

Decidi ler este livro não por causa de resenhas ou indicação de amigos, o motivo foi este: Ele estava em promoção na Saraiva e como gostei da sinopse e do preço, comprei.

“Feita de Fumaça e Osso” tem diversas coisas peculiares, como por exemplo: a maneira de mostrar anjos e demônios. A maioria dos livros que tratam deste tema gostam de por vezes ou outra, enfiar Deus no meio da trama. Mas não é o que acontece neste livro. A autora se focou mais na briga entre os anjos e demônios. Ou quimeras, como são chamados na trama.

Outro detalhe peculiar é que a trama tem como pano de fundo a cidade de Praga. O que faz com que o livro saia do lugar comum. Não estamos em mais uma cidade americana ou inglesa.
A autora também caprichou na parte do mistério. A cada página vamos criando novas teorias e descobrindo o que raios está acontecendo. O único detalhe que não fugiu a regra foi a protagonista, que até foi bem construída, mas de repente, sem mais nem menos, dá uma de Bella Swan. Vou explicar:

Karou é uma garota cheia de mistérios. Não conheceu seus pais e foi criada por um demônio (Quimera), que em troca de dentes (Tanto humanos quanto de animais) dá as pessoas desejos.
Durante boa parte do livro Karou é apresentada como uma garota durona, sem frescura, nada inocente e que não se assusta com facilidade.

A primeira vista, ela parece uma estudante de artes comum, apesar da aparência pitoresca (Cabelo azul e tatuagens de olho nas mãos), Karou executa tarefas estranhas para seu pai quimera, coletando dentes por várias partes do mundo. Numa de suas coletas de dentes, Karou dá de cara com um anjo chamado Akira.
Akira está na Terra com a missão de fechar portais demoníacos. Ele e Karou se enfrentam, mas que leva a pior é a garota, que fica com o corpo repleto de cortes. Agora vem a parte bizarra... Depois de alguns dias Karou se reencontra com Akira e os dois brigam mais uma vez. O problema é que após a briga, Karou convida o anjo para seu apartamento.

O livro estava indo bem, mas essa parte foi de lascar. Tá, eu sei que Karou e Akira tem uma ligação sinistra e forte, mas isso acontece muito antes de todo o mistério ser solucionado. Então, por que raios ela convida o cara para o apartamento dela? O cara pode ter as respostas, mas tentou matá-la. Seria mais plausível se ela falasse com ele acorrentado e não à vontade numa poltrona.

Apesar do lapso, a trama é bacana e deixa muita coisa para a continuação, que pretendo ler em breve.

sábado, 15 de março de 2014

Coisas de Escritor



No meu perfil pessoal no Facebook, tenho um álbum chamado "Coisas de Escritor". Lá costumo postar coisas engraçadas e comuns na vida de um escritor. Poderia postar o que estou escrevendo no momento, mas creio que a postagem é muito longa para colocar num álbum. Sendo assim, decidi fazer essa postagem no blog. Se farei outras iguais a esta, só o tempo dirá.

Vamos ao que aconteceu:

Talvez alguns visitantes do blog não saibam, mas além de fazer resenhas para livros e filmes, também sou escritora. Até agora tenho sete livros publicados: Série Lua Escarlate (Três livros. Todos concluídos) Anjo da Guarda e Relíquia de Sangue (Spin Offs de Lua Escarlate) Entorpecida (Série A Chave Mestra) apenas o primeiro livro está concluído e publicado e Almas vol. I (Trilogia Almas) apenas o primeiro livro foi publicado.

As duas últimas séries (A Chave Mestra e Almas) estão sendo escritas ao mesmo tempo. Sim, eu sou doida e não sei desligar o botão das ideias. Chega a ser mesmo uma loucura. Um dia escrevo e reescrevo A Chave Mestra e têm dias que Almas não saí da minha cabeça.

Ontem á noite foi a vez de Almas me dominar e acho que pelo que aconteceu, eu fui possuída por algum deus, hahaha!!
Ao contrário de alguns autores, eu não escrevo em ordem cronológica. Se a inspiração e criatividade... Loucura aparece e me obriga a abandonar o capítulo seis e escrever o que será o último capítulo, abandono e mergulho de cabeça.

Então, ontem estava escrevendo um dos últimos capítulos de Almas Vol. II. Era um momento tenso e cheio de ação. Como sempre coloquei meu MP3 no último volume e comecei a escrever. A coisa fluiu bem e eu fiquei toda empolgada. Depois de escrever o último parágrafo, decidi revisar o capítulo. E foi aí que tive um ataque de risos. Tive que me controlar, afinal, era três da manhã e não queria assustar o povo de casa.

As cenas ficaram legais, mas... Ficaram muito parecida com as cenas finais do filme Thor (O primeiro filme) para ficar idêntico precisava da Bifrost explodindo. 
Em resumo... Tive que jogar metade do capítulo fora e quebrar meu cérebro para alterar os detalhes. Mas a vida de escritor é assim mesmo, quando você pensa que adiantou o trabalho, é apenas o indicio de que tem algo de errado.  

sexta-feira, 14 de março de 2014

(Resenha) Despertar - Amanda Hocking - Série Watersong


Sinopse: Na pequena cidade de Capri, as turistas Penn, Lexi e Thea conseguiram chamar a atenção de todos, seja pelo fascínio ou pela apreensão.
Tudo o que se sabe é que por onde passam existe uma energia no ar, algo sobrenatural, e que as garotas estão interessadas em ter a jovem Gemma em seu grupo.
Gemma parece ter tudo, é uma nadadora incrível, está começando a namorar seu amigo de infância e se prepara para competir nas olimpíadas no futuro. Aos 16 anos, Gemma sabe que é feliz.
Mas quando Penn, Lexi e Thea se interessam por ela, tudo fica prestes a mudar. Sua irmã Harper percebe que há algo de estranho com as garotas, mas será tarde demais para alertar Gemma?

Resenha:

Vou começar a resenha com algumas dúvidas que povoam a minha cabeça há algum tempo: Será que os resenhistas realmente leem o que resenham? Ou apenas leem metade do livro e já fazem a resenha? Ou pior, não entendem o que leem?

Antes de ler “Despertar” tinha lido uma resenha, que agora que acabei de ler o livro, posso dizer... Ô, resenha mentirosa!
Li “Despertar” esperando uma história teen bem açucarada e boba. Tudo culpa da resenha mentirosa.

A verdade é que... Sim “Despertar” é um livro teen, com uma linguagem simples. A leitura flui rapidamente, tanto que dá para ler em um dia. Ou se você é rápido no gatilho, numa sentada. Além dos elementos teens, você vai encontrar assassinatos em série, desaparecimentos, suspense e um toque de mitologia grega.

Em “Despertar” conhecemos Gemma, uma jovem de 16 anos, que ama nadar e se prepara para um dia disputar as olimpíadas. Ela vive com o pai e a irmã hiper protetora Harper, que devido ao acidente da mãe, acredita que tem o dever de cuidar da irmã, e com isso, esquece de viver sua própria vida.

Mas a obsessão de Harper em proteger a irmã aumenta com a chegada de três garotas a sua cidade.
Penn, Lexi e Thea possuem uma beleza incrível, que parece enfeitiçar todos na cidade. Até ai sem problema, mas as coisas ficam bizarras quando as três desenvolvem um interesse sinistro em Gemma.

Gemma tenta fugir do assédio, mas acaba sendo atraída pelas garotas até uma caverna, onde após ser desafiada por uma das garotas, acaba bebendo um líquido muito do bizarro. A partir daí Gemma muda por completo, para o desespero da família e namorado.

“Despertar” é o primeiro livro da Série Watersong e te envolve por completo. O final dá aquele gostinho de quero mais, junto com a sensação... E agora?


(Resenha) Filme - A Menina Que Roubava Livros

Tenho várias resenhas encalhadas e pouco tempo para postá-las. Mas hoje consegui um tempo e vou postar duas resenhas. Vamos a primeira.


Título Original: The Book Thief
Elenco: Sophie Nélisse, Geoffrey Rush, Emily Watson, Nico Liersch, Ben Schnetzer
Diretor: Brian Percival
Ano: 2014

Resenha:

Esta foi a adaptação que mais esperei. Só perde para Vampire Academy (E é uma pena que não vou poder ver o filme no cinema, não tem nada a ver com a resenha, mas tive que desabafar).

Desde que eu soube que o livro seria adaptado para o cinema, fiquei naquela apreensão. Será que vai ficar igual? Ou vão cagar tudo? Por sorte não foi o que ocorreu. “A Menina Que Roubava Livros” (O livro) tem uma história complexa e longa, mas os produtores, diretor e roteirista conseguiram ser fieis ao livro, mesmo com pequenas alterações.

O filme se passa durante o governo de Hitler e a explosão de Segunda Guerra Mundial, e no meio de toda essa confusão, conhecemos Liesel, uma menina, que encontra nos livros uma maneira de encontrar sentido em toda a loucura que a cerca.

Nunca cheguei a fazer uma resenha para o livro, mas devo dizer que o autor foi muito inteligente em contar a história de uma ladra de livros, numa época em que os mesmos eram queimados em praça pública.

Outro elemento que ajuda na trama, é o fato da história ser narrada pela morte, o que chega a ser apropriado, já que nos encontramos no auge da Segunda Guerra e o ódio aos judeus.

Agora um comentário: Assisti ao filme no cinema e no momento em que a história chegava aos minutos finais, o clima foi ficando tenso, o povo ficando quieto, só prestando atenção à tela, e quando o filme acabou várias pessoas saíram da sala chorando. Inclusive eu.


Trailer


sábado, 1 de março de 2014

(Resenha) Otelo - O Mouro de Veneza - William Shakespeare



Sinopse: Otelo é das mais importantes peças de William Shakespeare. Iago, alferes de Otelo, não suporta ver outra pessoa ocupar o posto de tenente que pretendia. Já Otelo, um nobre mouro a serviço do Estado, não acredita que possui qualidades suficientes para manter ao seu lado uma mulher jovem e bonita como Desdêmona. Iago, tomado pela inveja e sentimentos malévolos, acusa Desdêmona de infidelidade e busca a destruição de Otelo.

Resenha:

Não! Vocês não estão vendo coisas. E não fui abduzida por Ets e sofri uma lavagem cerebral. Sim, eu li uma peça de Shakespeare.
Na verdade, ler Otelo era um sonho que tinha desde os 16 anos, quando fui obrigada a fazer um trabalho (Em grupo) de literatura sobre o autor. Além da biografia, tínhamos que ler ou assistir um filme baseado em uma de suas obras. A professora deu duas opções: Otelo, já que havia uma nova versão nas locadoras ou Romeu e Julieta, na época havia uma versão no cinema. Aquela com o Leonardo DiCaprio.

Como não sou fã de Romeu e Julieta, eu meio que obriguei o meu grupo a ir numa locadora e alugar Otelo. Alugamos o VHS (Sim... VHS) e marcamos de assistir na casa da única menina que tinha vídeo-cassete em casa. Naquela época nem todo mundo tinha certos aparelhos em casa.

O filme foi bacana, até porque as mortes são interessantes. Elas são a obra de arte de um cara hiper invejoso. Enfim, depois de assistir o filme, fiquei com vontade de ler a peça, mas como na época livros eram meus inimigos mortais, deixei pra lá.

Então, dezessete anos depois, lá estou eu olhando livros no site da Saraiva e vejo Otelo (Versão de bolso) no valor de 9,90 e como uma das minhas metas para este ano é ler livros clássicos. Já que quero testar a teoria de que... Após você ler os dito livros modinha, a leitura se torna algo mais fácil e prazeroso, que até dá pra ler um livro clássico sem problemas. E vou dizer uma coisa... Acho que minha teoria tem fundamento.

Li Otelo em um dia e me surpreendi com a velocidade com que li e entendi. Não vou mentir a linguagem é clássica ao extremo. Afinal, estamos falando do período Elisabetano. E sim, é uma obra de Shakespeare e como bom dramaturgo, no sentido drama ao extremo, temos muitas mortes, personagens sofridos e muitas lamentações. Mas a leitura (Pra mim ao menos) não foi cansativa ou chata. Talvez com 33 anos, o meu cérebro finalmente começou a amadurecer. Ou então, enlouqueci de vez.

O motivo que me fez gostar tanto da trama se chama Iago, homem de confiança de Otelo, mas que lá no fundo despreza o patrão.
Iago odeia tanto, mais tanto Otelo, que cria uma teia de mentiras para destruir o patrão. O cidadão usa a máscara da honestidade, mas lá no fundo está fazendo o possível e o impossível para puxar o tapete dos outros. Ele se beneficia do amor que Rodrigo tem pela mulher de Otelo para tirar do coitado dinheiro. Ou joias, no caso. Ataca Cassio, tenente de Otelo, com sua fraqueza por bebida, só para o coitado perder o posto e ainda o aconselha a procurar Desdêmona (Mulher de Otelo) para que ela convença o marido a devolver-lhe o cargo. E para terminar, envenena o patrão dizendo que Cassio está tendo um caso com sua esposa. E só por causa dessa mente, brilhante... Má, é claro, mas brilhante, que Iago entrou para minha galeria de vilões favoritos. 

(Resenha) Volkodlak - A Maldição do Tempo - Roxane Norris



Sinopse: Neste primeiro volume A Maldição do Tempo, voltamos a Irlanda do século XIV, onde a caça as bruxas segue seu rumo impiedosamente.
O romance começa na tentativa de Lady Alice de salvar seu amante através de rituais pagãos, invocando um antigo espírito: Volkodlak.
Contudo, o que era para ser a cura se torna uma maldição para todos os envolvidos. O jovem amante Joseph é condenado a vagar pela terra numa forma meio humana meio loba. Petronella é queimada viva na fogueira e Lady Alice é dada como desaparecida.
Em meio ao caos em que sua vida se transforma, Joseph abandona completamente sua antida existência. Contudo, certos laços o prendem ao passado e um deles, em especial, se torna a sombra de Joseph. O bispo que na fatídica noite também perseguia Alice. Mistérios começam a ser desvendados ao longo da trama que arrasta Joseph para várias aventuras até que chega ao Brasil em meio aos cafezais de 1860, e encontra a bela e misteriosa Yamê.

Resenha:

Tinha prometido que não faria mais resenhas para livros nacionais. Já que no ano passado tive alguns problemas com comentários anônimos, mas como eles foram banidos do blog, acho que não terei mais problemas. Assim espero.

Poderia dar minha opinião sobre o livro direto a autora, mas isso seria muito feio. Já que o livro é magnífico. E não é sempre que um livro consegue me deixar com insônia. Vou explicar: A cada capítulo que acabava a vontade de continuar crescia, mas infelizmente tinha que parar, caso contrário, acordaria no dia seguinte feita um zumbi. E já experimentei essa sensação lendo outros livros, então, tento me policiar ao máximo. É claro que ás vezes não dá resultado.

Em Volkodlak – A Maldição do Tempo conhecemos Joseph, um cara que foi amaldiçoado em se transformar em lobo. É claro que o feitiço jogado sobre ele tinha a intenção de cura-lo da peste, mas o tiro acabou saindo pela culatra. Tudo porque um padre, muito do enxerido, não permitiu que a bruxa que realizou o feitiço pudesse completá-lo.

A partir desde momento, Joseph passa por várias aventuras, dilemas, erros e acertos (E são muitos) e junto com tudo isso, somos levados a vários momentos da História. Com ênfase na caça as bruxas e a escravatura, não só no Brasil, como também nos Estados Unidos.

Este é o ingrediente secreto do livro, a mistura entre ficção e fatos históricos. Adoro quando um autor consegue misturá-los. Isso prova que a autora gastou seu tempo fazendo uma coisa que todos os autores deveriam fazer... Pesquisa. Não adianta nada você ter uma ideia incrível se não faz sua lição de casa.

E um aviso para quem for ler o livro: Fiquem preparados, pois as aparências enganam e muito. Quando parecia que estava entendendo quem era quem, eis que uma nova revelação aparecia, e acreditem, nem tudo foi esclarecido. O que dá a você o pique para ficar salivando pela continuação.