sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

(Resenha) Peça-me O Que Quiser - Megan Maxwell

PARA MAIORES DE 18 ANOS




Sinopse: Primeiro volume de uma trilogia, Peça-me o que quiser, da escritora espanhola Megan Maxwell, é um romance sobre desejo, paixão e erotismo sem limites. Lançada na Espanha em novembro de 2012, a trilogia é um sucesso de vendas no país, aparecendo em todas as listas de mais vendidos. Com tempero latino e uma abordagem excitante, a autora conta a história da secretária espanhola Judith Flores e seu chefe, o alemão Eric Zimmerman, também conhecido como Iceman: um homem muito sério e com os olhos azuis mais intensos e sexies que ela já viu. Recém-chegado ao comando da empresa Müller, antes dirigida por seu pai, Eric tem uma atração instantânea pelo jeito divertido de Judith e exigirá que ela o acompanhe nas viagens de trabalho pela Espanha. Mesmo sabendo que está se metendo numa situação arriscada, a ideia de estar ao lado de Iceman é irresistível. Com ele, a jovem viverá experiências sexuais até então inimagináveis, em um universo de fantasias eróticas pouco convencionais. Conciliando sexo e romantismo na medida exata, Peça-me o que quiser é uma história de amor cheia de encontros e desencontros, na qual os jogos eróticos, o voyeurismo e o desejo de ultrapassar todos os limites do prazer são os grandes protagonistas.

Esta resenha é longa:

Há alguns dias fui desafiada por uma amiga a ler este livro. A moça é fã de livros eróticos e não consegue entender minha aversão a esse tipo de trama.
Todas as vezes que leio um livro erótico sinto que meu QI cai uns 80% . E olha que não tenho um QI tão vasto. Imagina a falta que me faz essa porcentagem.

 O problema não é a trama em si, e sim, o fato de que os amantes deste estilo literário querem fazer você engolir a trama como uma bela história de amor, e que as mulheres são decididas e donas de seu nariz.

Todas as vezes que tento ler um livro erótico acabo largando o mesmo pela metade, daí, me dizem “Termine de ler. Você vai ver que no final a história de amor entre eles deslancha”. Só se for pro abismo do... “Meu amor próprio não existe e gosto de sofrer”.

Já que fui desafiada, decidi ir até o fim com esse livro, e digo... Foram mais cinco dias da minha vida que não voltam mais.

Esse livro é tão... Triste, que perto dele, 50 Tons de Cinza é uma obra prima.

“Peça-me O Que Quiser” aborda duas modalidades sexuais: Swinger e voyeurismo. E como seus antecessores 50 tons e Toda Sua, distorce tudo de um jeito, que se quem pratica essas coisas ler, vai ficar com raiva.

Lembro quando 50 Tons foi lançado e surgiram vários documentários falando sobre BDSM entre outros. E pelo que eu entendi. Esses livros quebram a maior regra de quem pratica essas modalidades: Fazem seus joguinhos em ambientes inapropriados.
Para quem pratica, a regra principal é: O que se faz entre quatro paredes fica entre quatro paredes. Não vou esquecer a declaração de um casal que disse “As palmadas são apenas na cama, fora dela, não bato na minha mulher ou a humilho”.
No mesmo documentário trazia um casal que praticava Swinger e que dizia “Ofereço minha esposa a outro, mas isso vale apenas no quarto. Fora é proibido. Se decido trazer alguém para a brincadeira devo consultar minha parceira e vice versa e não a humilho publicamente”. O que meus amigos não acontece no livro.

A trama gira em torno de Judith Flores e Eric Zimmerman, que é chefe da moça. É. Novamente vemos um cara rico, poderoso, o todo gostoso, o irresistível Mushu (Tá bom que isso saiu do desenho Mulan), pegar a mocinha.

Eric, assim como Christian Grey é grosso, controlador e tem um lado meio... Perseguidor. Sério. Se eu escuto um homem me dizer “Você vai jantar comigo e não adianta fugir, porque você trabalha pra mim e sei onde você mora”. Acabo de escutar e saio correndo aos gritos. Troco a fechadura do meu apartamento, compro uma arma de choque  e fico de tocaia.

Mas como o livro precisa de “trama” a moça obedece e é mais um festival de sexo, sexo, sexo, sexo, sexo e... Sexo. Chega uma hora que você pensa “Saiam desse quarto e vão viver. Afinal, a vida é curta”.

É claro que chega um momento que o relacionamento acaba entrando numa rotina que é até normal. Mas até Eric conseguir convencer a moça a fazer parte de seus joguinhos, é um festival de bola fora por parte do cara. Como por exemplo, a cena em que ele amarra Judith na cama, venda seus olhos e faz uma mulher masturbá-la e detalhe, sem o consentimento dela. É certo que ela diz que Eric pode fazer o que quiser, desde que não seja sado, mas não acho que ela se referia a ser tocada por uma completa estranha sem saber que seria. Só nessa cena, a regra principal dos adeptos foi quebrada. O que ao meu ver é desrespeito com a parceira.

Também a outra cena em que Eric após brigar com a moça, a faz acreditar que está transando com outra mulher na limusine, enquanto a moça está sentada ao lado do motorista, ouvindo tudo que acontece na parte de trás. Está aí mais uma regra quebrada. O cara a está humilhando publicamente.

Agora vou explicar porque 50 tons de cinza é mais aceitável.

Não curto o livro, nem sua protagonista, Anastásia. Mas aceito seu jeito bobo e idiota, porque a moça é jovem e era virgem antes de conhecê-lo. E que fique claro... Existem dois tipos de virgem: as idiotas e aquelas que sabem identificar um crápula, mesmo sem nunca terem transado na vida.

Agora Judith já é uma moça experiente. Tá bom que sua vida sexual era bem básica, mas pelo menos ela já teve relacionamentos anteriores e sabe muito bem como é um homem, e é inaceitável, que uma mulher com tal experiência seja tão imbecil.

Christian Grey ao contrário de Eric, apresenta a Anastásia o tal quarto da inquisição espanhola e expõe bem seus gostos para a moça. Já Eric leva a garota a uma casa de swinger sem nem ao menos avisar o que a moça ia encontra lá dentro.
Enfim, pisou na bola.

Quanto ao fato dele oferecer a namorada a outros homens. Gente, isso faz parte da brincadeira do casal. Foi um acordo entre ambos. Quando vocês vão fazer suas criticas também se detém apenas nas cenas de sexo, assim como os leitores que amam eróticos. Não entendem o espírito da coisa. Concordo que o que Eric faz com a namorada no início do livro foi errado, escroto e sujo. Mas quando chega na parte em que Judith e Eric se hospedam na casa de Frida e Andrés, é aí que começam as trocas. Ambos já tem o acordo bem selado. Então, parem de reclamar desse detalhe.

E pra fechar: Esses livros eróticos sempre trazem uma cena em que a moça está na cama, nua e fica com as pernas bem abertas e solta a celebre frase “Nunca fiquei tão exposta”.

Olha, ficar exposta desse jeito toda a mulher, que vai ao ginecologista uma vez ao ano faz. Quero ver expor o coração. Declarar abertamente seus sentimentos é difícil. É mostrar que você se importa, e quando você se importa com algo, as chances de se magoar e se lascar todo é maior, e muito mais difícil de superar.

É por isso que não curto livros eróticos. Eles não mostram o que é um relacionamento de verdade. Relacionamentos não se resumem apenas a sexo. Admito que  é uma parte importante, mas não é tudo. O casal deve ter química dentro e fora da cama. Porque senão tiver, é sinal de que há algo errado.


Um comentário:

  1. Estou com nojo desse livro, mesmo não tendo lido. Obrigada, agora fugirei dele.. eca eca

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