quarta-feira, 22 de abril de 2015

(Resenha) Reiniciados - Teri Terry



Título: Reiniciados
Autor: Teri Terry
Páginas: 432
Editora: Farol Literário

Sinopse: As lembranças de Kyla foram apagadas, sua personalidade foi varrida e suas memórias estão perdidas para sempre. Ela foi reiniciada. Kyla pode ter sido uma criminosa e está ganhando uma segunda chance, só que agora ela terá que obedecer as regras. Mas ecos do passado sussurram em sua mente. Alguém está mentindo para ela, e nada é o que parece ser. Em quem Kyla poderá confiar em sua busca pela verdade? 

Resenha: 

Antes de começar a resenha, vamos a um detalhe jornalístico:

No ano de 201o, a cidade de Londres sofreu diversos atos de vandalismo. No início era dito que eram protestos contra as Olimpíadas, que seria realizada em 2012. Porém, conforme o tempo foi passando, ficou provado que tudo era apenas vandalismo. Os tais  atos eram programados através das redes sociais. 

E o que isso tem a ver com a resenha? Tudo. Afinal, a autora de Reiniciados usou esse detalhe como inspiração para sua distopia. 

Reiniciados se passa numa Londres devastada por atos terroristas, e como uma forma de conter tais atos, o governo cria o programa “Reiniciados”, que consiste em apagar a memória de jovens que tinham um histórico de violência, e assim, reintegra-los à sociedade. Alguns destes jovens escolheram participar do programa e outros foram arrancados de suas casas, e agora estão na lista de crianças desaparecidas. 

Assim que um jovem é reiniciado, ele ganha um novo nome, família e um aparelho capaz de prevenir futuros atos de violência. Se o jovem reiniciado tentar qualquer coisa fora da lei, o aparelho acoplado ao seu pulso envia um sinal até um chip implantado em seu cérebro incapacitando-o. Em outras palavras, matando-o. 

A trama se foca em Kyla, uma garota, que ao que tudo indica não é a primeira vez que recebe a oportunidade de recomeçar. Kyla se comporta de forma diferente dos outros reiniciados. Para entender melhor é preciso ler o livro. Não é só o passado de Kyla que é um mistério, mas sua nova família também. Principalmente os pais. Tem algo muito errado naqueles dois.

A autora sobe como balancear o suspense e o mistério. Distopias no geral se focam mais nos dramas da protagonista, mas neste livro, ao contrário de outros que li, a parte histórica foi bem explorada. Existe uma explicação do porquê tudo está acontecendo, e o porquê o governo agem de tal maneira. 

Agora é hora de correr atrás da continuação. 



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