quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Pisando em Ovos



Olá! Este post recebeu o título “Pisando em Ovos” por causa de seu conteúdo. Não acho que escrevi algo polêmico, afinal, é apenas minha opinião sobre algumas coisas. Vamos lá:

Desde junho venho recebendo e-mails me perguntando sobre duas coisas, ou melhor, um é um pedido e o outro é realmente uma pergunta. Vou começar pelo pedido.

Dar dicas de como escrever um livro.

Olha, não sou uma escritora tão experiente assim, e mesmo que fosse. O que diabos eu sei? E eu respondo: Nada!

Dar dicas de escrita é a mesma coisa que dizer a uma pessoa, qual posição sexual ela ou ele deve usar.

Dar dicas é algo muito pessoal. Varia com a personalidade e humor do indivíduo. Por exemplo, eu gosto de reduzir os capítulos que escrevo, mas se você não gosta de cortar o que escreve, tudo bem. Pois combina com o seu estilo e personalidade.

Acho que os únicos conselhos que posso dar são estes três:

1 – Leia muito. E não só os livros da atualidade, mas os clássicos também.

2 – Procure comprar um bom dicionário de Português, um livro sobre perguntas frequentes e tenha sempre a mão um amigo ou parente, que manja bem da  Língua Portuguesa, pois ler um livro com erros grotescos é o fim. Como per exemplo: Cápitulo – Com acento agudo no A, Instante – Ao invés de escrever Estante, Fasso com dois S e por aí vai.
E tem mais... Não estou dizendo que sou um deus e você, que está lendo isso é uma criatura ridícula. Não sou um Jedi no meu idioma. Todos os dias aprendo algo novo e sempre perturbo a minha cunhada, que é professora de Português.

3 – Pesquise. Independentemente do tema que vai escrever. Estou cansada de ler livros que pecaram lindo na pesquisa. Não faça como um autor, que confessou no facebook que pesquisar é perda de tempo e que apesar do abençoado escrever o gênero fantasia, abomina mitologia. E quando digo pesquisar, não estou falando da wikipedia. Vá a uma biblioteca, ou compre livros sobre o tema a ser pesquisado. Assista documentários, visite sites em outros idiomas. Especialmente, os em espanhol. Você encontra coisas incríveis nos recantos mais remotos da internet.

Agora a pergunta: Você pretende ir algum dia como escritora à Bienal?

Antes de dar minha resposta, quero deixar bem claro que não sou contra aqueles que sempre vão à Bienal. Cada um faz o que bem entende. Afinal, o tempo é seu, a cara é sua e o dinheiro é seu.

Se eu irei à Bienal algum dia? Talvez... Ou nunca.

Gostaria de conhecer meus leitores cara a cara? Sim. Especialmente agora que eles aumentaram. Mas ainda não tenho público suficiente para uma bienal.
A bienal é um evento grande e com muitos autores nacionais. E todos estão sobrevoando o leitor como uma ave de rapina. É errado? Não sei. Cada um divulga seu livro e fisga leitores como quer.

Eu, Catalina Terrassa, infelizmente sou muito tímida. Na internet sou comunicativa e meio doida. Pessoalmente, nem abro a boca. Por isso, não consigo me imaginar abordando um leitor. E tem mais... Pegar um livro na mão e abordar alguém parece uma coisa meio Testemunha de Jeová.
Já estou até imaginando “Com licença. Poderia falar sobre a palavra de A Chave Mestra? Gostaria de conhecer os caminhos sombrios de Hecate?”.

Bienal, só quando tiver dinheiro para gastar sem dó, e pelo menos tiver uns duzentos leitores morrendo de vontade de me conhecer. E se eu nunca tiver nenhuma das duas coisas. Faço um encontro entre leitores no Parque do Ibirapuera, ou numa livraria. Levo uns marcadores, umas cópias para sorteio, a farofa e a galinha. Calma! Não será um despacho!

É isso! Fui povão!

OBS: E desculpe se ofendi alguém.

2 comentários:

  1. Como escritora, também recebo muitos e-mails com pedidos de dicas e tudo mais. Concordo com você em algumas partes. Porém, discordo em outras. Assim como é difícil escolher sobre o que escrever ou como fazê-lo - afinal, conforme sua opinião, essa é uma opção pessoal -, não vejo problemas em conversar melhor com a pessoa e analisar seus conhecimentos. Nem sempre quem gosta de vampiros é apto a escrever sobre os mesmos, por exemplo. Não vejo problema algum, tampouco me sinto hesitante em dar meus pitacos. Se a pessoa me procurou e pediu ajuda, é porque confia no meu trabalho e, acima de tudo, o respeita. Acho que vc deveria se orgulhar por ter sido escolhida como tutora de alguém, mesmo que tenha refutado o pedido... ;) Ousada como sou, vou além, creio que vc é tremendamente capaz de montar um esquema único e registrá-lo para, depois, expô-lo aos interessados. Pense nisso! :)

    ResponderExcluir
  2. Céus, agora que olhei na coluna ao lado e vi meu blog como um dos indicados. Uau!!! Obrigada... Além de ser uma honra estar nesta lista, é sempre um prazer visitar seu Cantinho!

    ResponderExcluir