segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Minha Saída do Círculo de Autores Leitores

 OBS: O texto está longo, por isso paciência.


Isto é apenas mais uma rabugice minha e também para contar um pouco sobre meu ingresso ao Círculo de Autores e os motivos que me levaram a sair.

Ano passado fui convidada pelo autor Sergio Carmach a participar de um círculo de autores leitores com o intuito de reunir autores independentes a lerem os livros uns dos outros e fazer resenhas.

Eu adorei o convite e a iniciativa. Afinal, estou na luta para divulgar meu trabalho há três anos.

Uma das primeiras regras do círculo era enviar para todos os participantes um arquivo do livro por e-mail. O arquivo podia ser em PDF ou Doc. E foi aí que começou os problemas.

Uma das participantes não concordou com a regra e saiu, mas aceitou fazer parcerias individuais. Bem, eu entrei em contato com a autora e perguntei onde poderia comprar seu livro. E em breve farei a resenha. Eu tive todo esse trabalho em entrar em contato com ela, porque eu fiz uma promessa a mim mesma quando aceitei entrar no círculo: Vou ler os livros de todos e tentarei analisar a obra e sem colocar meus gostos literários e preconceitos na frente.

A autora errou em não mandar o arquivo do livro para todos? Sim! Mas como minha mãe dizia “Cada um sabe onde o calo aperta” Eu até agora não entendi direito a saída dela, por isso não posso criticá-la.

Pensei que os problemas acabariam por aí, mas isso não aconteceu.

As rodadas começaram e as primeiras resenhas apareceram. Algumas maravilhosas, mas outras foram feitas de muita má vontade, ou o resenhista colocou suas neuroses na frente ao invés de avaliar corretamente o livro.

A primeira resenha mal feita foi para o livro Escapismo da autora Rafaela Rocha, feita pela autora Valentine Cirano.


 
Na resenha a autora elogia os três primeiros contos do livro, mas para os outros três a autora diz que ver deuses gregos vampiros e homossexuais causou nela incomodo. Afinal, ela também pesquisa sobre deuses gregos e foi difícil para ela vê-los assim.
Se ela faz pesquisa, ela deve fazer que nem o rabo (Desculpa!)

Eu escrevo livros sobre vampiros e quando pesquisava material para meus livros, encontrei muitas coisas sobre mitologia grega envolvendo vampiros e rituais gregos de necromancia. E é claro o senhor dos mortos, Hades.

Ao ler o livro da Rafaela, fiquei embasbacada com o conto “Pelo amor, pelo sangue”. Eu jurava de pé junto que a autora fizera a mesma pesquisa que a minha. E para deixar o conto ainda mais incrível, ela colocou homossexualismo. Vou explicar porque é incrível.

Em 2004 saiu o filme Alexandre com o ator Colin Farell. Lembro como se fosse hoje os especialistas de História, ou que se dizem, reclamando do relacionamento homossexual entre Alexandre, O Grande e seu amigo de infância. Na época estava fazendo faculdade de Letras e minha professora de Linguística mencionou o livro, e é claro, alguns alunos perguntaram o que ela achava da boiolice. A professora disse “Semana que vem vou trazer um documentário falando sobre isso”

No documentário haviam as opiniões de alguns Historiadores dizendo que não era assim tão absurdo dizer que Alexandre, O Grande gostava da fruta, já que na Grécia antiga era normal nobres comprarem jovens rapazes para seu deleite. E que a ideia de dois homens juntos não era visto como pecado, alguns até acreditavam que era digno, nobre e até uma forma de se aproximar dos deuses.
Acho que não preciso dizer mais nada.
A autora/resenhista não é obrigada a gostar de gays, mas ela podia pelo menos ter avaliado melhor o livro da Rafaela. Pra quem lê o conto vai acredita 100% que a Rafaela fez uma pesquisa animal para o livro. Não importa se ela colocou gays na história. O que deve ser avaliado é a criatividade do autor.

Eu pensei que depois desse episódio, as resenhas sem noção acabariam, mas me enganei.

A próxima vítima foi o livro “A Insígnia de Claymor” da autora Josiane Veiga.


Não escondo de ninguém o quanto eu adoro esse livro. É um dos meus favoritos, e foi com muita dor no coração que vi e li na resenha do autor Douglas Marques dizendo que o livro da Josy estava historicamente mal ambientado.

Novamente não se pode escrever um livro de vampiros sem pesquisar detalhes históricos. E eu estou quebrando minha cabeça tentando descobrir onde foi que a Josy errou.

Eu desconfio que o autor não encontrou nada de errado, mas como a Josy publicou o livro pelo Clube de Autores, ele, em sua mente insana, disse “Eu preciso encontrar um defeito, não posso elogiar esse livro, afinal, não é um livro. Foi publicado pelo Clube de Autores”

Ah! Tenho que falar um detalhe sobre o autor. Ele escreve livros parecidos com os Dan Brown. E que fique claro, eu adorei o livro dele, mas como resenhista, ele deixa a desejar e daqui a pouco vou falar mais sobre isso.

Agora vamos a outro fato que ocorreu.

O círculo já havia começado, quando mais duas autoras decidiram sair. Não estou dizendo que elas estavam erradas, pelo menos elas avisaram que iam sair, ao contrário de alguns que continuam e nem postam suas resenhas.

Uma das autoras – Camila Prietto – saiu porque conseguiu fechar com outra editora e seu livro não podia mais ser resenhado. Tudo bem, sem problema.

A outra autora – Cynthia França – saiu porque parece que ela não teriam tempo de postar as resenhas em dia, então para não sacanear ninguém, ela pegou suas coisas e picou a mula.


Elas saíram por motivos especiais. Agora têm dois autores que estão recebendo resenhas para seus livros, mas não retribuem o favor.

Por esse motivo comecei a me desiludir com o círculo e a vontade de abandoná-lo crescia, mas não o suficiente. Mas tudo mudou no dia 04/02.

Estão lembrados do autor que resenhou o livro da Josy, então ele atacou de novo.

Agora sua nova vítima foi a autora Valentine Cirano. Agora vocês se perguntam, mas ela não detonou o livro da Rafaela, Vai defender a mulher? Sim! Ela errou com o livro da Rafaela? Sim!, mas o que o cara sem noção disse me deixou doida.

O livro se chama “Impacto Fulminante”, ainda não terminei de ler, estou na metade, mas a parte que ele criticou eu já li.


Na resenha ele disse que achava um absurdo ver uma parte do livro ser ambientada no Brasil. Quando eu li pensei “O quê?” “Como assim?” O cara é brasileiro, vive no Brasil e a editora que publicou o livro dele é brasileira. É a mesma coisa um negro olhar-se no espelho e dizer “Sou albino”

E outra, não tem como não ambientar uma parte do livro no Brasil.

Na trama aparece um pintor holandês que visitou o Brasil em meados do século XVII e pintou algumas obras muito valiosas. E agora uma sociedade secreta está atrás das tais pinturas, pois elas guardam uma mensagem subliminar.

A história do livro começa com o assassinato de um ex-membro da sociedade secreta, que esteve inúmeras vezes no Brasil atrás das obras, e deixou tudo anotado num diário, que vai parar na mão de dois historiadores, que acabam se envolvendo com a investigação de assassinato.

Agora vamos usar a lógica: Se você está atrás de obras de um pintor que visitou o Brasil, o cara assassinado também visitou o Brasil e há indícios sobre o Brasil no diário da vítima. Onde você vai começar a investigação? Brasil, é claro!

Se eles começassem pelo Nepal, aí eu entenderia a revolta do autor/resenhista.

A impressão que dá. É que como a autora faz o mesmo estilo literário dele, o cara ficou bravo e sentiu a necessidade de detonar o trabalho da coitada. Como se apenas ele e o Dan Brown têm o direito de escrever livros de investigações e sociedades secretas.

Por essas e outras na última sexta entrei em contato com o autor Sergio Carmach  e me retirei do círculo. Sai antes que o autor sem noção resenhasse meu livro. Eu aceito criticas negativas, até porque faz parte. Só não aceito criticas por burrice ou preguiça.

Posso ser uma autora amadora, mas procurei ao máximo fazer uma pesquisa decente. E não gostaria de ver uma besta dizendo coisas sem noção.

É com muita dor no coração que saio do Círculo. Afinal o Sergio teve uma ótima ideia, pena que os outros não levaram a sério.

Aos autores que eu ainda não li o livro: Valentine, Camila Nascimento, Camila Prietto e Cynthia França, não se preocupem vou ler os livros de vocês. Sai do círculo, mas vou cumprir a promessa que fiz a mim mesma.

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